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História O frio que corre nas veias - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Annyeonghaseyo! 👋🏻

Desculpem qualquer erro e boa leitura! 💜

Capítulo 8 - Pode procurar se quiser


Jimin's pov

Peguei o Floquinho no hotel barato que vivi por um ano e o levei para a minha casa nova. Era a primeira noite minha e do meu cachorro na casa e seria a primeira noite de ______ ali também. Eu confesso que não consegui ver o vídeo dela. Não pude. Já não foi humilhação total ela se sentir tão ridicularizada pela gravação? Eu tinha que me vingar! Foi a oportunidade perfeita. Uma ironia do destino. Eu precisava fazer isso! Estava pensando seriamente em apagar o vídeo e não dizer nada a ela. Sorri com a ideia. E no fim, quando dissesse: "Eu apaguei o vídeo. Pode procurar se quiser no meu celular", ah, _______ ia me matar! Literalmente.

Estava curioso para saber como ela tinha passado o dia. Sonhava com um dia chegar em casa e ter uma mulher lá esperando por mim. Claro que ela seria minha mulher e não alguém que estivesse ali para pagar uma dívida ou sob chantagem. Parei o carro em frente a minha casa. Sai e segui para o porta-malas, onde peguei a sacola de ração e minha mala.

- Vem, Floquinho. - abri a porta do carona e o puxei pela coleira. - Vem conhecer nosso novo lar.

A vizinhança parecia calma e tranquila. Era um bairro modesto e as casas eram bonitas e, claro, a minha casa merecia uma pintura melhor. Eu conseguia ver a bela casa que era por debaixo da pintura desgastada. Assim como eu conseguia ver a mulher boa que era ______ mesmo ela se fazendo de má.

- Olá. - olhei em volta e vi um rapaz moreno. - Você se mudou para está casa, certo?

- Sim. - sorri.

- Eu sou Jeon Jungkook. - sorriu. - Moro há duas casas da sua para lá. - ele apontou para um lado da rua.

- Eu sou Park Jimin. - disse sério. - Prazer em conhecê-lo.

- Bem vindo ao bairro, vizinho. - Jungkook disse gentil.

- Obrigado.

Jungkook devia ter uns vinte anos ou até menos.

- Eu vi a sua esposa limpando a varanda na frente da casa e... - esposa? Comprimi os lábios. _____ podia ser muitas coisas, mas esposa certamente não era. - não pude deixar de reparar que ela se parece muito com a senhorita Holt que mora bem aqui ao lado da sua casa. - ele sorriu.

- É... - sorri sem humor.

Eu não sabia que vizinhos perdiam tempo investigando a vida dos outros vizinhos. É, Park Jimin, bem vindo a vizinhança de pessoas normais!

- Tenho uma dica para você. - ele disse como se fosse me contar um grande segredo. - Não se meta com a senhorita Holt. - elevei ambas as sobrancelhas. - Ela costumava ser uma boa menina, mas depois que voltou da academia de polícia ela mudou radicalmente.

- Não me diga. - elevei ambas as sobrancelhas. Estava muito curioso na história. - E você conhece bem essa vizinha?

- Bem, no sentindo de... - ele estreitou os olhos. - Oh! Não. Bem que eu queria, mas ela diz que sou um pirralho. - ele riu. - Na época, eu realmente era um pirralho, mas não mais. - Jungkook ajeitou seu casaco. - Agora sou um homem e tenho esperança de ela me ver assim e me dar uma chance.

Sorri.

- E por que essa senhorita Holt, minha vizinha, - apontei para a casa ao lado da minha. - mudou tanto?

- Ah, ninguém sabe. - Jungkook deu de ombros. - Para mim a academia de polícia mudou ela. Ela é mulher e tem que se impor para ter respeito no lugar onde tem tantos homens. - travei o maxilar. - Deve ser por isso que ela mudou tanto, ou não... - ele deu de ombros. - Não sei ao certo. Acho que é isso. - Jungkook levou a mão a nuca e correu seus dedos por ali rapidamente. - Eu só estou avisando para não a irritar... Ela pode ser bem má quando quer e você e sua esposa parecem ser pessoas decentes e que querem paz.

Sorri. Ele estava certo. _____ podia ser bem má quando queria.

- Eu não sou casado. - ele parecia confuso. - E a mulher que viu é de fato a senhorita Holt. - Jungkook abriu a boca. - Somos amigos e ela quis me dar uma força na mudança, aproveitando a licença que tirou do trabalho.

- Sério? - Jungkook arregalou os olhos. - Porque pelo que sei, a senhorita Holt não tem amigos.

- Bom, não sei. - de de ombros.

- Ah, você deve ser policial também, não é? - afirmei com a cabeça. - Ela com certeza deve ser legal com os colegas do trabalho, ou não. - Jungkook levou a mão direita ao queixo. - Seguindo minha teoria, ela não deve ser legal com ninguém. Ela é? - indagou abaixando sua mão.

- Acho que nem tanto.

- Ah... - ele estava confuso. - Belo cachorro. - apontou para o Floquinho.

- Obrigado.

Ele acariciou o meu cachorro e se despediu pedindo para eu não contar a ______ que ele falou dela pelas costas. Sorri ao vê-lo se afastar e depois segui para a entrada da casa. Abri a porta e lá estava ela sentada no meu sofá.

- Oh! - ela se levantou apressadamente. - Que pulguento é esse?!

Sorri e coloquei a mala e a sacola ao lado da porta.

- Esse é o meu cachorro. - disse sério. - Floquinho.

- Ele vai ficar aqui?!

Que tipo de pergunta era essa.

- Mas é claro.

- Não, não, não! - ela agitou as mãos. - Eu não gosto de animais. Quer dizer... Não desgosto deles, mas são eles para lá e eu para cá, entendeu?

- Floquinho é o meu cachorro! - disse sério. - E ele vai ficar na minha casa, ora essa! - bufei. ______ revirou os olhos. - Escuta, ______. - fiz uma pausa dramática. - Você não vai fazer mal ao meu cachorro. Eu amo o Floquinho. E se você fizer alguma coisa para ele, eu juro que coloco seu vídeo na internet. - abaixei-me ao lado do labrador e soltei a coleira. - Vá explorar a casa, amigo.

Levantei-me enquanto ele correu pela sala, passou ao redor de _____ a cheirando e ela fez bico sem olhar para o cachorro e depois, Floquinho, seguiu para a cozinha.

- A pia da cozinha está arrumada. E não foi preciso quebrar a parede. - disse ela séria. - A geladeira e o fogão são do tempo dos avós e não funcionam.

- Já estavam ai quando comprei. - dei de ombros. - E eu já comprei fogão, geladeira e outros aparelhos domésticos. Vão chegar em breve.

______ cruzou os braços.

- E você espera que eu os receba aqui, não é?

Sorri.

- Mas é claro. - disse casualmente. - Aqui tem a ração do Floquinho. - apontei para a sacola. - Três refeições por dia. Vê se não exagera. Não quero que ele fique gordo. - ____ arregalou os olhos. - E o meu quarto? Limpo? Habitável?

- Eu limpei a casa toda! - alegou soltando os braços ao redor do corpo. - Decidi limpar tudo de uma vez para então começar a esvaziar as caixas. Mas, sim, seu quarto está tudo no devido lugar, acredito eu.

Floquinho voltou da cozinha com algo na boca.

- O que foi, Floquinho? - abaixei-me ao lado dele. - O que é isso?! - tirei da boca dele o envelope de um preservativo. Subi meu olhar para ______ que estava com a boca aberta. Certamente imaginando como deixou passar isso. - O que é isso? - me pus de pé.

- Eu não faço a menor ideia.

Estreitei os olhos.

- Não mente para mim. - disse friamente. - Eu sou um detetive!

- É o que parece, está bem?! - rosnou.

- Você trouxe um desconhecido para a minha casa e transou com ele?! - esbravejei e joguei o envelope do preservativo nela. _____ permaneceu parada e o envelope bateu na barriga dela e foi ao chão. - Não estou acreditando nisso! O que pensa que está fazendo, ______?!

- O que eu faço com o meu corpo não é da sua conta.

- É da minha conta quando você está na minha casa! - disse irritado. E confesso que não sabia porque isso estava me incomodando tanto. - Que falta de respeito para comigo! Foi com o bombeiro hidráulico, não foi? - ela engoliu em seco. - Onde? No meu sofá? - apontei para o sofá. - Na minha cozinha? - travei o maxilar. - Não! Você não ousou o levar lá para cima!

- Primeiro... - disse ela com a maior cara de cínica do mundo. -, você não tem cama. Segundo, não levei ele a lugar algum. - _____ elevou as mãos brevemente. - Desculpe, está bem?! Eu estava com raiva de você. - respirou pesadamente. - Fazendo essa chantagem comigo. Isso não é coisa de um cara todo certinho como você!

- Não era eu quem estava me masturbando ao ar livre. - cuspi as palavras. - A culpa é sua e somente sua por essa situação!

- Aigoo! Pare de falar! - _____ bufou. - Prometo que não vou transar com ninguém na sua propriedade. - ela revirou os olhos e se sentou no sofá. - Não fique tão chato e estressado.

- Dê comida para o meu cachorro! - ela me encarou com fúria pela minha ordem. - Eu vou subir e tomar um banho. - peguei minha mala e segui para a escada.

Não acredito que ela transou com um cara qualquer na minha casa!!!

Não vou apagar o vídeo antes dos trinta dias! Não vou!

Poxa! Eu nem estreei o lugar ainda. E ela já vem com essa senvergonhice!! Que ódio!! Eu queria esganar aquele pescocinho lindo que ela tem.

Bati a porta com força atrás de mim.

Aigoo!

(...)

Depois do banho instalei a televisão no meu quarto. Tudo okay e desci para o primeiro andar. Decidi instalar a TV na sala também.

Ouvi passos atrás de mim e a olhei por cima do ombro. ______ estava ali com uma cara fechada.

- Deu comida para o Floquinho?

- Sim. - disse friamente.

- O que você preparou para mim?

- Como é que é?

Virei-me para ela e elevei o queixo.

- Você quer fazer alguma queixa, empregada?

_____ me fuzilou com os olhos enraivecidos.

- Não. - disse ela de forma contida. Dava para ver que ela pensava em alternativas de me matar e ficar em pune. - Não preparei nada. Você não tem comida decente aqui e seus eletrodomésticos não funcionam.

Sorri.

- Pensei que você pudesse ser criativa em pedir uma comida ou até mesmo ir buscar em sua casa ao lado.

- Eu não estou com fome. - ela se sentou no sofá. Estava de short e uma blusa azul fina de manga comprida. A mesma roupa que estava quando cheguei em casa. - E estou morando aqui por um mês inteiro. Nem sei onde coloquei as minhas chaves de casa. - ri sem humor. - E você pode muito bem usar seus dedinhos pequenininhos para ligar e pedir comida. - comprimi os lábios. - Sabe o que dizem de homens com os dedos pequenos? - ela abriu seus braços os apoiando no encosto do sofá e abriu a boca para falar.

- E pela sua segurança, você não vai inventar esse tipo de história. - a cortei antes mesmo de ela dizer qualquer coisa sobre as minhas partes íntimas.

______ sorriu.

- Então está dizendo que não é pequeno? - ______ estava provocando-me. - Ou está dizendo que é pequeno só não quer que eu o humilhe?

- Cala a boca! - rosnei.

- Por quê? - _____ elevou o queixo e ficou de pé.

- O tamanho não é importante. - o meu membro diria que era médio. Nem pequeno e nem grande demais. - O que importa é o jeito, não o tamanho.

- Eu tenho que calar a minha boca porque sou mulher e não posso fazer esse tipo de comentário sobre o seu pênis pequeno? - travei o maxilar. O que ela está pensando? Primeiro me chama de frouxo e agora me chama de pau pequeno? - Não estou desmerecendo suas qualidades, detetive Park. - ela fez uma breve pausa e seu tom era malicioso. - Mas nós dois sabemos que você só ficou com esse cargo de chefe por ser homem.

- Eu tenho uma taxa de 90% de casos resolvidos em um ano. - ela engoliu em seco. - Então cuidado com o que está dizendo. Eu mereci essa promoção.

- A minha é maior que a sua. - eu sabia disso. 93% de casos resolvidos a cada ano dela no departamento. - Eu sou a única mulher no departamento. E eu merecia isso. - ela disse com fúria cara a cara comigo. - Não faz ideia de como eu te odeio. - rosnou.

- Eu também não gosto de você. - disse friamente. - Acho você arrogante. No mínimo deveria tratar as pessoas com mais carinho e talvez o chefe Lee escolheria você para o cargo.

- Eu tenho muito o que provar. - disse _____ e eu me lembrei das palavras de Jeon Jungkook. - E o que você chama de arrogância, eu chamo de objetividade.

- Eu vou pedir comida. - aleguei e me afastei dela indo para ligar da cozinha. 


Notas Finais


Acompanhem minhas outras fics @Kathy95

Então?
O que acharam??? Digam para eu saber. Amo saber o que pensam e o que querem.
Até o próximo capítulo.
Vejo vocês em breve!
XX Kathy


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