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História O frio que corre nas veias - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Annyeonghaseyo! 👋🏻

Espero que estejam bem! 🤗
Desculpem qualquer erro e boa leitura! 💜

Capítulo 9 - I feel alone inside


_____'s pov

- Comida italiana. - disse Jimin se aproximando com o pacote que pediu. - Gosta?

- Prefiro comida coreana. - resmunguei cruzando os braços.

Jimin se sentou no sofá ao meu lado e começou a tirar os potinhos de dentro do embrulho. Ele estendeu um para mim e rapidamente peguei. Eu gostava sim das massas italianas. Começamos a comer e o pulguento do cachorro dele estava deitado perto da TV que estava no noticiário, porém nem eu e, acho que, nem Jimin estávamos ligados ao que se falava na televisão. A minha briga com Jimin não deu em nada. Isso porque ele fugiu para a cozinha para ligar e pedir essa comida.

Vacilão.

Revirei os olhos e continuei comendo.

No fundo, eu sabia que a culpa não era dele por ter ficado com a minha vaga. Ele era um bom detetive, só meio lento, mas era bom. A culpa era do sistema machista e eu tinha que relevar o fato de Jimin não ter tanta culpa sobre isso. Mas ainda sim o culpava pela chantagem. Isso não era coisa do homem todo certinho que Jimin se mostrava desde o começo de seu trabalho no distrito.

- Eu posso recusar o cargo ainda. - disse ele e eu o encarei ainda mastigando.

Engoli o que tinha em minha boca.

- O que adiantaria, você me suspendeu por mau comportamento. - revirei os olhos. - Não vão me escolher para o cargo agora.

Jimin sorriu.

- Finalmente consegui fazer você falar e não resmungar.

- É o quê? - franzi o cenho. - Você estava mentindo quando disse que poderia recusar?! Não acredito! - coloquei o pote de comida italiana no braço do sofá e me levantei.

- ______, foi uma brincadeira. - deixei Jimin falando sozinho e segui para o quarto que seria meu até eu terminar este trabalho.

Que imbecil!

(...)

Nos dias que se seguiram, Floquinho me deu muita dor de cabeça. O labrador conseguia me tirar do sério assim como seu dono. O pulguento entrou em casa, vindo da varanda dos fundos e sujou todo o chão com a lama do gramado da chuva da noite anterior. Agh! Cachorro infernal! Jimin disse que eu tinha que o alimentar, dar banho e passear com ele... Cheio de ordens para cima de mim. Agh! Fiz quase todas essas funções, eu tinha que arrumar a casa dele e não queria distrações. Então, não passeei com o pulguento e nem dei banho nele.

Decidi ver meu pai no meio da tarde naquele dia. Holt Gyan estava à uma hora da cidade em um lar para pessoas que não podiam cuidar de si mesmas. Um dos enfermeiros me levou até o jardim onde meu pai estava. Ele está sentado em um banco conversando com uma mulher de cabelos negros longos e sua pele era branquinha e os dois riam de alguma coisa.

- Abeoji?! - os dois se voltaram para mim. Sorri gentil para eles. - Quem é sua amiga?

- Olá. - a mulher se levantou. - Eu sou Choi Lya. - disse ela sem jeito. - Seu pai fala muito de você e sua irmã. Só não achei que fossem adultas.

Sorri.

- Sou Holt _____. - a cumprimentei. - E fico feliz de meu pai ter uma amiga.

Choi Lya sorriu.

- Vou deixar vocês. - ela se voltou para meu pai. - Gyan, sua filha veio ver o senhor! Aproveite o seu tempo com ela que vem te ver. Muitos não tem essa sorte. - soou triste e depois saiu.

- Abeoji. - sentei-me a seu lado.

- _____, você está tão grande! - ele sorriu espantado. - Tão bonita. Quando foi que você cresceu, filha?

Conversamos um tempo. Ele estava mais lúcido dessa vez. Talvez seja pela amiga que fez. Das outras vezes que vim, lembro-me de ver aquela mulher andando pelo jardim. Achava que ela trabalhava aqui, mas não. Ela estava internada também. Sabe se lá qual sua loucura. Choi Lya parecia tão lúcida para mim.

- Abeoji. - congelei ao ouvir a voz de minha irmã atrás de mim. Virei-me e a avistei com Min Yoongi a seu lado. - ______, que bom ver você! - Linn me abraçou, mesmo eu ainda sentada.

Maldita hora que eu vim no meio da semana! A última coisa que queria era encontrar esses dois.

- Cunhada. - disse Yoongi quando Linn me soltou. - Você parece muito bem. - correu seus olhos por mim enquanto eu ficava de pé.

- Papai como você está? - Linn se aproximou dele.

- Bom, eu já tenho que ir. - olhei para meu pai, Holt Gyan. - Tchau, abeoji.

- _____, talvez você possa jantar conosco algum dia. - disse Linn. - Seria bom ter um tempo com você.

- Estou muito ocupada com o trabalho. - disse fria. Era a desculpa que eu sempre dava a ela. - Desculpe, mas não posso. Adeus. - me afastei deles.

- Vou deixar vocês conversando. - ouvi Min Yoongi dizer, mas não parei para nada. Saí do jardim e Yoongi estava atrás de mim. - Vamos conversar, _____.

- Vá ficar com sua mulher. - ele me segurou pelo braço e abriu uma das portas do corredor. Eu podia lutar, eu podia resistir, mas falar era tão mais fácil do que fazer. Entramos no lugar. Era uma sala de pintura e felizmente não tinha ninguém ali. - Solte-me. - o empurrei para o afastar.

- Qual é, ______? - Yoongi abriu os braços. - Nesses anos todos... Não vai dizer que não sentiu saudades de mim? - Yoongi se aproximou um passo. - Eu senti sua falta, sabia. E como senti.

Yoongi me agarrou e me beijou. Eu queria o afastar, mas acabei o beijando por um tempo antes de perceber o que estava acontecendo.

- Está louco. - o afastei. - Sua esposa está logo ali, no jardim.

- Eu sinto sua falta. - disse Yoongi. - Principalmente na cama, _____. - franzi o cenho. - Sua irmã é boa e linda, mas não é você. - ele me segurou pela cintura e tentou me beijar novamente. Virei o rosto. Maldição! O empurre! Dê um basta logo de uma vez, _____! Por que não consigo dizer o que precisa ser dito?! - Sinto falta da sua pele. - minhas costas estavam encostadas na parede e que droga! Ele ainda mexia comigo. - Da sua boca. - suas mãos percorreram pelo meu quadril e me apertaram com força. - Você ainda me quer, ______. - seus lábios estavam próximos aos meus, provocando-me. - Eu sei que quer.

- Não. - consegui dizer fracamente.

- Você quer o meu pau dentro de você e também na sua boca. - sussurrou com seus lábios próximos aos meus tentando me embriagar com as palavras.

- Não. - seus lábios tocaram os meus de forma violenta. - Chega! - livrei-me dele e dei alguns passos para ficar longe de Yoongi correndo as mãos pela minha boca. - Você fez sua escolha, anos atrás. - olhei para ele. - Viva com suas escolhas! - abrir a porta e fui embora.

Será que Min Yoongi não entendia? Será que ele não via que não podia ter as duas irmãs? Mesmo se ele se separasse de Linn, não ficaria com ele. Não! Eu não o amava mais! Não o amava! Não mesmo!

(...)

Segui para um bar na rodovia. Parei minha motocicleta e entrei no estabelecimento com o capacete no braço.

- Uísque sem gelo. - disse ao barman.

Precisava de uma bebida bem forte. Ele logo colocou o copo a minha frente e eu observei o líquido amadeirado preencher o vazio do copo.

Fiquei ali por muito tempo encarando a bebida pura no copo de vidro. Meu pai tinha se perdido em bebida depois da morte de minha mãe e eu estava ali para beber por um homem que me fazia mal. Não deveria ser certo isso. Eu não deveria deixar um homem qualquer me arrastar para o fundo do poço! Eu não podia deixar. Eu era dona da minha alma, não um imbecil qualquer.

Tirei o dinheiro do bolso do casco e coloquei sobre o balcão. Segui para o lado de fora do bar de estrada e peguei a minha moto para ir embora.

(...)

Quando cheguei na minha rua, desacelerei e fui devagar até a minha casa. Deixei a motocicleta na minha garagem e segui para a casa ao lado da minha. Abri a porta e entrei. Jimin estava no sofá da sala e se levantou. Virei-me de costas para ele para fechar a porta e levei muito tempo para fazer isso. Queria adiar o máximo possível conversar agora.

- Onde estava? - suspirei e voltei-me para ele. - Cheguei e você não estava em parte alguma. - respirei profundamente. Mantenha a calma, ______. Se concentre em manter a calma. - Sei que não é da minha conta, mas já são dez horas da noite! Fiquei preocupado. - fechei meus olhos brevemente. - O Floquinho estava com fome quando cheguei. Você não tem responsabilidade? Ao invés de ficar vadiando por aí, você devia se preocupar com quem depende de você.

Passei por ele agitando as mãos como quem liga e se importa, só que não quer falar no momento, e então subi as escadas. Era difícil colocar um pé na frente do outro. Subi e Jimin ainda falava do andar de baixo... Sei lá, nem ouvi... Min Yoongi mexia tanto comigo que eu não tinha nem forças para brigar com Park Jimin aquela altura. Entrei em meu quarto e fechei a porta. Tranquei. Caminhei até a cama. Sim, os móveis tinham chegado essa semana. Até mesmo a nova geladeira, o fogão e todos os outros eletrodomésticos. Sentei-me na cama e chorei maldizendo o fato de eu ainda sentir algo por Min Yoongi. 


Notas Finais


Acompanhem minhas outras fics @Kathy95

Então?
O que acharam??? Digam para eu saber. Amo saber o que pensam e o que querem.
Até o próximo capítulo.
Vejo vocês em breve!
XX Kathy


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