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História O Futuro de Hyrulle - Capítulo 8


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Notas do Autor


Fala pessoal! Vamos explorar nossa primeira dungeon oficial?!
Espero que estejam gostando da trama até então!
Boa leitura!

Capítulo 8 - O Templo de Farore


O lugar era uma mistura do Castelo de Hyrulle com o Santuário das Deusas. Corredores longos e câmeras abertas de largos blocos de pedra. Mas a decoração era toda... Vegetal. Trepadeiras, folhas, vinhas, e até algumas flores deixavam o ambiente mais vivo, mas aquilo deixou Link apreensivo.

Se aquele lugar estivesse cheio de Deku Babas, Peahats, e as outras criaturas que ele viu na floresta, ele sabia que elas estariam guardando alguma coisa. Ou pior, que Vaati havia usado sua magia para controlar os seres vivos do templo para procurarem o Elemento Divino por ele.

Link e Zelda adentravam lentamente pela câmera principal e viram quatro portas em cada canto do salão principal. Duas estavam trancadas e Link notou uma tábua de madeira com um alvo...

- Acho que devemos começar pela porta da esquerda. – Comentou Zelda. Link assentiu.

Ao abrirem a porta, viram que grades se formaram atrás dela. Estavam presos naquele lado do templo. Caminharam e viram o que parecia ser um jardim. Havia uma fonte, um coreto em ruínas e mais paredes com trepadeiras. Link ainda sentia como se algo estivesse o observando.

Link notou então que havia um segundo andar. Um Deku Baba surgiu do chão para atacar sorrateiramente, e ele teve que pular em cima da princesa para que ela não fosse abocanhada pela planta carnívora. Zelda deu um pequeno gemido de dor ao cair no chão.

- HYAH! – Link desembainhou a espada e com um golpe rápido, decapitou o monstro vegetal.

- Obrigada... – Disse Zelda, aceitando a ajuda de Link para se levantar. – A fonte... está seca.

Link acompanhou a princesa até onde havia a tal fonte, que ele percebeu ser mais fundo do que ele imaginava. Zelda notou que havia um possível caminho pelo subterrâneo e imaginou um jeito de descer escalando nas paredes do foço.

- Acha que consegue agarrar nessas trepadeiras para entrarmos no subterrâneo? – Perguntou a princesa, apontando para as vinhas que desciam pela fonte seca.

- Eu tive a mesma ideia. – Disse Link, apontando para o segundo andar. As vinhas realmente eram tão altas que ultrapassavam os muros do templo.

- Então temos dois caminhos a seguir. – Ponderou Zelda, levando uma mão ao queixo para pensar.

- O subterrâneo parece voltar para a sala principal... Pelo menos é a direção inicial. – Comentou Link, olhando para o fundo do foço.

- E aquela porta está no muro da direita, isso quer dizer que iriamos para norte.

- Você é a princesa. Você quem manda. – Link disse dando um leve sorriso, e Zelda lhe deu um empurrãozinho para a parede.

- Vamos para o segundo andar.

* * *

Foi uma escolha interessante. Na mente de Zelda, aquela porta deveria estar trancada, mas ao abri-la, notou que qualquer um que quisesse entrar ali, iria querer sair de volta para o jardim.

O corredor parecia... Invertido! O chão se tornava parede, a parede se tornava teto e o teto se tronava chão. Como alguém conseguiria se mover em um lugar como esse. Link escutou sussurros, risadinhas, vindo da parede. Pegou a mão de Zelda e começou a avançar para frente. Correndo e fazendo a inversão, Zelda sentiu uma leve vertigem, mas ao chegarem ao final do corredor, sabia onde estava.

Era uma câmara grande com vários pilares de pedra. No topo de um deles, um grande baú. Mas não havia outra porta se não a que eles entraram. Eles deveriam estar bem acima da câmera principal.

Link olhou as tochas acesas e imaginou que algo deveria estar ali. Afinal, criaturas da floresta não gostavam de fogo. Encarou um pouco mais as pilastras e percebeu que cada uma tinha novamente os alvos.

Quando eles deram mais um passo para investigar, ouviram ruídos de rachaduras. Atrás da pilastra central, dois esqueletos, com botas, escudos e espadas começaram a sair das paredes e encaram Link e Zelda com olhos vermelhos.

- Stalfos! – Gritou Zelda, assustada. Link ergueu o escudo e desembainhou a espada.

Os esqueletos avançaram devagar e Link tentou colocar todos os ensinamentos do mestre Swiftblade em prática. Ficar alerta ao seu oponente. Bloquear e atacar. Buscar os pontos fracos de seu oponente... Mas seus oponentes eram esqueletos. Qual é o ponto fraco de um esqueleto?

- Link! – Link saiu dos seus devaneios quando viu o segundo Stalfos ignorando-o e indo contra a princesa. Ele estava bloqueando os ataques do primeiro, e o esqueleto possuído fazia o mesmo com seu escudo.

- HYAH! – Link deu um berro ao arremessar a espada contra o crânio do Stalfos. Ele logo pegou o bumerangue e arremessou contra o segundo. Mas aquilo só o fez chamar a atenção do esqueleto armado.

- Link! – Zelda viu que o amigo estava sem armas agora, mas ele pensou mais rápido. Pegou uma bomba do bolso de seu sinto e jogou contra os pés do Stalfos.

Ao explodir, a bomba fez com que os ossos do esqueleto voassem para longe. Link suspirou aliviado, liberando o ar que nem sabia que estava segurando. Mas não percebeu que um esqueleto sem cabeça se aproximava por trás, com a espada erguida para decapitá-lo. Zelda foi mais rápida dessa vez. Pegou a espada do Stalfos caído e bloqueou o golpe.

- Zelda! – Link se virou para ver a cena. O Stalfos sem cabeça perdeu o equilíbrio e ela cortou ele ao meio, quebrando o que era uma coluna vertebral. O esqueleto se desmantelou no chão. – Obrigado.

- Você fez o mesmo por mim... – Disse Zelda, largando a pesada espada de bronze. Suas mãos doíam, mas ela não queria que Link se preocupasse mais.

O rapaz pegou suas armas caídas e viu que agora a pilastra principal tinha caído e o grande baú, estava ao seu alcance. Ao abri-lo, Link e Zelda se depararam com um lindo arco de madeira, com uma aljava logo ao lado. Zelda pegou o arco, enquanto Link pegou a aljava cheia de flechas. Ele contou 20.

- O Arco do Herói. Foi usado pelo primeiro rei de Hyrulle.

- Como o escudo? – Perguntou Link, olhando para o Escudo Hylian.

- Sim... Meu ancestral era um guerreiro formidável.  Aqui. – Ela entregou o arco para Link e ele sorriu ao aceitar.

- Você não quer usar? – perguntou ele, segurando o longo arco.

- Não... eu não sou uma lutadora. Eu sou uma sacerdotisa. – Comentou ela, entrelaçando os próprios dedos.

- Se acharmos mais uma relíquia de seu antepassado, ela será sua. Combinado? – Link colocou a aljava nas costas e estendeu a mão para Zelda, para selar o trato.

- Certo. – Zelda apertou a mão de Link, sorrindo. – Mas como vamos sair daqui agora?

- Eu acho que tenho uma ideia.

Link pegou uma flecha e preparou-a no arco. Ele só sabia como segurar aquela coisa, pois vira seu tio produzir flechas para os arqueiros do palácio, e uma vez quando viu uma competição de caça. Mas nunca havia usado um arco como aquele antes.

Era leve e rígido ao mesmo tempo. Era difícil puxar a corda até seu ombro e seus dedos pareciam sofrer para segurar a flecha no lugar enquanto ele mirava no alvo. A primeira tentativa passou longe.

- Entendi! – Disse Zelda, percebendo os alvos nas pilastras. – Você consegue! Vai!

- Obrigado pela confiança. – Link tentou novamente.

* * *

Link precisou usar 9 flechas para acertar todos os alvos. As pilastras logo caíram com os alvos e formaram uma escada. Eles retornaram a sala principal e viram Zelda apontou para a porta com um alvo acima dela. Link só precisou de uma dessa vez para acertar o alvo e a porta abrir.

O problema é que Link só tinha mais dez flechas. Eles caminharam por um escuro corredor com algumas escadas laterais. Link avistou uma outra porta e eles passaram por ela.

A primeira coisa que ele viu foi um olho giratório em cima de um pedestal. Parecia estar de vigia em alguma coisa. Ele e Zelda se encolheram atrás de uma pilastra:

- É um Beemus! – Disse Zelda, encarando o atomato. – São antigos guardas... O castelo costumava tê-los quando meu pai era criança!

- Por que não usam mais?! – Perguntou Link. E quando um morcego passou no campo de visão do Beemus, o olho lançou um lazer de calor que desintegrou o morcego.

- Por causa daquilo. Eles atiram em qualquer coisa que enxergam. Não tem como distinguir amigo de inimigo. – Explicou Zelda.

- Entendi... – Link pegou uma flecha e apontou para o olho do robô.

- Não! Ele é muito rígido para uma flecha. Só vai alertá-lo que estamos aqui. – Avisou Zelda, impedindo que Link atirasse.

- Então... – Link guardou a flecha e abriu o bolso de bombas. – Fique aqui!

Ele correu com duas bombas na mão. Beemus avistou Link e lançou um lazer. Ele rolou no chão para desviar e arremessou as bombas. Uma delas errou, mas a outra foi em cheio no olho do autômato. Ele explodiu pelos ares e Zelda comemorou.

- Link! Isso foi incrível! – Disse Zelda chegando perto dele.

- É... – Link só notou então que tinha algo errado com seu estômago. – Não chegue perto!

Zelda parou antes de dar mais um passo e viu. No chão tinham espinhos roxos. A princesa logo viu um deles cravado abaixo das costelas esquerdas de Link. Ele rangia os dentes, gemendo de dor, e ela viu uma gota de sangue escorrer pelo nariz dele.

- Link! Você... – Disse ela, preocupada.

- Aguarde. – Ele colocou o Escudo Hylian no chão. – Agora passe.

Zelda usou o escudo para não pisar nos espinhos, e Link desabou no chão. Zelda puxou-o para a parede, para que ele ficasse com a cabeça erguida.

- Tente não desmaiar! – Disse ela para ele, com pesar na voz.

- É... Acho que consigo fazer isso... – Reclamou Link, com a voz raspando da garganta.

- Eu... Preciso retirar o espinho... – Disse Zelda, segurando as lágrimas ao ver Link sofrendo.

- ARGH! – Link se adiantou e puxou o espinho de seu corpo. Sangue começou a escorrer de sua boca e da barriga, manchando a túnica.

- Link! Não! – Ela rasgou o braço de sua roupa e começou a fazer um curativo em volta do ferimento dele. – Não! Não! Não! – As lágrimas começaram a escapar e a molhar o rosto de Zelda.

- Princesa... – Suspirou Link, com um grunhido doloroso. – Você precisa encontrar... O elemento.

- Não! Eu não vou te deixar aqui! – Reclamou ela. O sangue parou de escorrer graças ao curativo, mas Link não parecia melhor. Zelda passou um dos braços de Link por cima de seus ombros e começou a carrega-lo. – Vamos! Nós dois vamos achar o Coração de Farore!

Os dois caminharam até o fim do corredor, mancando. Acharam um pequeno baú velho, onde tinham mais flechas. Zelda as colocou na aljava de Link e eles prosseguiram. Ao saírem do corredor, se viram no topo do castelo e conseguiam ver toda a floresta e até um pouco da extensão de Hyrulle.

- Espere aqui. – Disse ela, encostando Link contra um dos muros. Ela pegou a Ocarina e começou a tocar a música da Saria. Link estava suado e seus olhos ardiam.

Oi Princesa! Você precisa de ajuda? – Perguntou Saria, na mente de Zelda.

Saria! Link foi envenenado! Preciso que me ajude! Como posso curá-lo?! – Questionou Zelda, ainda tocando a alegre melodia.

Quando eu fico doente, o Deku Tree me diz para tomar banho quente. – Respondeu Saria, com uma voz alegre.

- Banho? – Foi quando Zelda viu o jardim e o poço vazio. Obrigado Saria.

Zelda mudou a melodia e começou a tocar a música que ouviu no Moinho de Vento de Kakariko. Claro que ouvir a melodia pelo acordeon do senhor era melhor do que pela ocarina de madeira de Saria, mas Zelda esperava que o efeito fosse o mesmo.

Os ventos começaram a agitar as árvores e as folhas. As nuvens ficaram cinzentas e Link desmaiou. Zelda tirou a ocarina da boca e olhou para o amigo quando a chuva começou a cair. Um verdadeiro temporal, e eles não poderiam ficar no topo do templo por muito tempo.

Ela começou a arrastar Link para a beirada e antes de pular, olhou novamente para o jardim, há 3 andares para baixo. Deu um severo tapa no rosto de Link, que o fez arregalar os olhos:

- AI! É assim que a Saria mandou você me curar?! – Reclamou Link. – Chuva?!

- Consegue correr?! – Perguntou ela. Zelda parecia furiosa com alguma coisa. Link achou que ela iria soca-lo. Mas ele se ergueu e notou onde estavam.

- Princesa... – Link olhou rapidamente para o poço, que estava enchendo rápido com a poderosa chuva que caia sobre eles.

- Eu sei onde o Coração de Farore está! E você precisa de um banho quente! – Falou Zelda, puxando Link a ficar de pé. – No três!

- Bem... Se eu morrer... Quero que seja ao seu lado. – Link apertou a mão de Zelda e eles correram em direção a beirada do telhado pulando até o jardim.


Notas Finais


Continua no próximo capítulo! Haha
Valeeeu!


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