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História O game impossível. - Capítulo 4


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Notas do Autor


Shiro, atrapalhou.................querem saber o por que disso ? Leiam para descobrir

Capítulo 4 - Um passo de cada vez


Sora estava impossibilitado de mover seu corpo por causa do remédio maluco que havia criado, o garoto estava entediado, afinal ele teria que esperar 6 horas para finalmente mover-se livremente conforme sua vontade, porém ele tinha que concordar que ficar repousando a sua cabeça no colo de uma garota era um dos objetivos que um otaku/gamer que era queria cumprir enquanto estava no seu outro mundo. Sora havia se tornado junto de sua irmã ótimos jogadores de diversos games, ambos percebendo que a união entre si trazia vantagens em jogos de rpg e etc, eles decidiram se auto batizarem de “Kouhakus”, sendo que o lema seria: Os Kouhakus nunca perdem; e desde então a dupla de irmãos nunca perderam uma única rodada de qualquer game que chegassem em suas mãos, porém poderia o destino mudar a roda da fortuna para ambos no jogo mais perigoso e impossível de todos, o jogo do amor ?

Sora estava relaxado e com sua cabeça no colo da flugel que por sua vez o envolvia com seus braços e asas proporcionando um certo aconchego e calor para que humanity que embora estivesse impossibilitado de se mover, ele dentro de seu ser estava adorando o que estava acontecendo com ele. Aquele momento de devaneios foi interrompido quando a garota o puxou o mais para perto de si e levantando seu corpo um pouco, isto é, ele agora estava encostado contra o peitoral dela.

— Mestre, o senhor está se sentindo bem? – Perguntou de forma genuinamente preocupada e ao mesmo tempo querendo saber se o seu “dono” estava feliz em tê-la como companhia.

— Jibril, eu fico feliz por você estar aqui comigo. Eu fico imaginando caso você não estivesse e eu estivesse nesse estado deplorável, imóvel; uma sensação de impotência percorre o meu ser que você não entenderia.

— Compreendo. – Afirmou sentindo suas bochechas ficarem vermelhas ao ouvir que sora havia ficado feliz por tê-la por perto.

A flugel nunca havia sentido algo daquele tipo antes, uma sensação nova, misteriosa que fazia a garota se sentir estranha por dentro, embora ela já tivesse ouvido falar sobre sentimentos dos imunaitis em diversos livros que ela mesma havia lido durante muito tempo em que ela havia ganhado a biblioteca do antigo e falecido Rei Tolo de Elkia.

Mais algumas horas passaram quando o jovem começou a sentir sua parte superior a recobrar os movimentos, e nesse ponto foi o que motivou o guri a querer jogar no seu console portátil, e isso fez com que a flugel desse o pequeno aparelho para o seu amo a fim de satisfaze-lo, afinal ele era sem sombra de dúvidas o dono dela. Sora com um simples toque nos ícones no painel do tablete, abriu a sua galeria de jogos e dentre os mais diversos títulos, o garoto escolheu um que ele adorava: Akiba´s trip; um game na qual o protagonista deve tirar as roupas dos NPCs a fim de avançar no game.

— Jibril, você poderia me deixar encostar em você enquanto eu jogo ?

_ Claro. Seu pedido é uma ordem, Mestre. – Disse ela ajeitando o corpo do rapaz contra o dela.

A menina acabou colocando a cabeça do rapaz entre os seus dois fartos seios que serviam como um tipo de almofada para o rapaz, mas o que de fato deixava a menina um tanto quanto satisfeita era o fato dele a deixar o envolver com as suas asas e braços em torno da cintura dele enquanto ela fitava a pequena tela luminosa.

Sora jogava muito concentrado ao mesmo tempo que sua serva prestava muita atenção em cada movimento que Sora mandava o boneco executar na tela, a guria não entendia muito bem o que estava acontecendo, mas sabia que Sora estava empenhado em jogar pra valer e fazer valer o ditado que ele e sua irmã haviam criado. Em alguns momentos o jovem sentia uma leve distração quando Jibril ás vezes movia seu corpo, e aquilo acabava por vezes atrapalhando a jogatina do menino que pensava em chamar a atenção da menina, mas ele no mesmo instante que pensava em fazer aquilo, ele se lembrava que aquela sensação de estar envolta dos braços de uma garota e sendo abraçado por uma era um momento mágico e que ele não poderia desperdiçar com mesquinharias, mesmo que aquilo custasse uma simples vitória num jogo, bastava que sua irmã não soubesse que ele havia perdido, isto é, que ele havia deixado se levar pela maciez da pele de uma flugel que o abraçava e o perfume que ela exalava.

Dado um certo momento em que Sora havia salvo o seu game, a parte inferior do menino havia voltado ao seu estado normal, contudo mesmo sabendo daquilo, ele não alertou a menina, pois ele queria aproveitar ao máximo a companhia desta. Espreguiçando-se e soltando um largo bocejo, o guri estivou seus dois braços verticalmente em direção ao rosto da menina que foi pega de surpresa por aquele gesto tão repentino, tão inesperado que ela não soube como reagir. Ele tocou com as suas duas mãos as bochechas ruborizadas da jovem assim como ela tocava o rosto liso do mesmo, era como se ambos estivessem conectados, como se estivessem imitando as ações um do outro.

Jibril brincava com os cabelos do rapaz enquanto ele apenas sorria em sinal de felicidade para ela, embora ambos não soubessem o que de fato estava fazendo ambos estarem agindo daquela maneira. Ele estava de certa forma feliz, porém um pouco relutante ao pensar que talvez estivesse realmente gostando de uma garota, no caso, uma flugel que possuía mais de 300 anos de idade. Já ela nunca tinha parado para pensar que talvez a raça dela pudesse quem sabe, se apaixonar por um Humanity, uma raça tão fraca, insignificante e tão baixa quanto as outras raças existentes daquele mundo.

“Eu poderia simplesmente matar você, isso nem me causaria tanto esforço assim, eu realmente poderia esmagar vocês, Humanitys. No entanto, parece que essa minha visão distorcida vai ficar no passado, pois agora no presente, eu quero experienciar novas sensações, ainda mais com você, Sora”, pensava Jibril que vagava em seus pensamentos.

Ambos estavam tão alegres um com o outro que em um instante, os olhares dos dois se encontraram, os dois jovens se encaravam e fitavam, não era qualquer admiração, mas era como se a garota e o garoto estivessem olhando no fundo dos olhos um do outro a procura da resposta que tanto procuravam: O que era aquilo que estavam sentindo?

— Mestre Sora, eu seria uma boa amante? – Questionou sem hesitar.

— Amante ? – Foi pego desprevenido pela primeira vez, ele não esperava tal abordagem, ainda mais vindo dela.

— Mestre, tudo bem?! – Ela estava aflita, pois talvez estivesse sendo um pouco evasiva na pergunta que havia sido feita para ele.

— Por que amante, Jibril?

— Mestre Sora, eu li inúmeros livros, e neles é dito que os Humanitys sempre têm uma esposa e, na maioria dos casos, esses Humanitys sempre possuem uma amante, ou seja, uma pessoa da mesma raça ou não ocupando o lugar da esposa oficial.

— Bem, eu diria que no mundo em que eu e a minha Shiro viemos isso acontece com algumas pessoas, mas não são todas.

— Mestre.....Eu poderia servir como uma boa amante ? – Arqueou suas sobrancelhas perante Sora que soltou um leve suspiro, coçou sua cabeça e começou a pensar.

— Jibril, eu já pedi para você parar de me chamar de “Mestre”, isso soa meio errado no meu ponto de vista. – Soltou um suspiro – Eu meio que sinto como seu eu estivesse em posse de uma escrava. Por favor, me chame pelo meu primeiro nome que é Sora.

— Mest.... Quero dizer....Sora – Limpou a sua garganta antes de continuar. – Nós flugels temos uma lei ou código de conduta que diz que, nós devemos satisfazer todo e qualquer desejo de nosso mestre, independentemente da situação. Nós não podemos abandoná-lo, e isso implica que se ele se envolver em uma guerra, nós devemos nos sacrificar pelo nosso Mestre.

— Profundo! – Disse com os olhos arregalados e admirado pela lealdade que um ou uma flugel poderia ser perante o seu dono. – Jibril, eu acredito que você não serviria como amante.

Aquelas palavras cortaram profundamente o coração da pobre garota além de quebrar qualquer tipo de esperança que ela nutria em relação ao garoto que permanecia fitando-a. Ele não era mal, Sora era um grande estrategista, e isso a guria soube no primeiro encontro que tiveram, na batalha de materialização quando o primeiro ataque ele deu foi criar uma bomba atômica, e isso levou a menina a verificar com os seus próprio olhos que ela havia encontrado um adversário à altura, um não, mas uma dupla de irmãos que futuramente iriam se tornar os seus Mestre e que ela deveria jurar lealdade até o final de suas vidas.

— Jibril, você não serviria como amante.....Contudo, você daria uma ótima esposa! – Disse ele vendo a expressão da menina mudar, e um sorriso fraco, sem vida e desanimado para um semblante mais alegre, e isso refletia nas suas asas e em como ela o abraçava tão forte que era como se ela não quisesse que ele fugisse, ela queria ele para si.

Estando naquele lance de olhares, os rostos dos dois foram se aproximando lentamente, cada um dos envolvidos sentia conforme a aproximação dos rostos de cada um a respiração um pouco descompassada um do outro. Os corações de ambos batiam acelerado e ambos não sabiam o que estava acontecendo até que, os lábios dele se encontraram com os dela. Uma sensação nova começou a percorrer em todo o corpo do garoto que fervia, estremecia e até arrepiava, já ela sentia algo pulsando dentro de si, algo que a mandava prosseguir com aquilo que estava fazendo e que era para ela pedir permissão para prosseguir com aquele afeto.

Ela após perceber que os efeitos colaterais daquele remédio haviam terminado, a flugel sem retirar seus lábios do dele, virou seu corpo para ficar de frente com ele, pois beijá-lo de ponta cabeça a fazia se sentir um pouco desconfortável, pois ela queria tê-lo todo para si, queria dominá-lo. Ela ficou por cima dele enquanto ela o envolvia num abraço com os seus dois braços e asas. A jovem estava tão envolvida no êxtase que logo após perceber que ela estava violando umas das 10 regras de conduta do Disboard que consistia em: Se o jogador interagir ou fazer qualquer tipo de ato sem a permissão de outro jogador, isso poderia acarretar em punições severas.

Percebendo o seu grande erro aprofundando a sua carícia ao tentar adentrar com a sua língua dentro da boca do menino, a menina começou a vagar em seus pensamentos conflitantes, mas isso não durou muito tempo, porque o jovem rapaz deu permissão para ela, pois no momento em que ela começou a delirar sobre as 10 regras do Disboard, a mesma notou que nada havia acontecido e que de fato ele já havia dado permissão para ela vir “o desafiar” dentro de sua boca com a sua língua que explorava cada canto daquele paraíso e vice-versa.

Os beijos estavam ficando cada vez mais intensos, as carícias mais intensas quando de repente, o tablete do rapaz vibrou. Brutamente o garoto teve que parar de acariciar a flugel para ver o que era que havia tirado ele daquele seu transe mais que delicioso. Shiro estava chamando o seu irmão para comparecer na cozinha junto da flugel, pois Dola já havia terminado de preparar a refeição digna de reis no palácio, e ela sendo uma exímia cozinheira estava ordenando que todos viessem comer. Dito isso, Shiro desligou, mas não antes de fazer um joinha para o seu irmão que não havia entendido nada, ele estava confuso do por que sua irmã havia feito aquilo acompanhado de um sorriso de canto de boca.

— Ora, parece que teremos que interromper nosso “jogo” por enquanto. – Piscou o olho para ela.

— Sim, temos que interromper, mas será que não podemos continuar só mais um pouquinho, é que eu quero descobrir uma coisinha. – Piscou de volta além de dar um leve beijo no pescoço do menino que não teve como não dizer não a aquela tentação.

— Acho que a Dola e os demais podem esperar uns 5 minutos. – Disse abraçando a garota e a envolvendo em um abraço e a beijando-a com paixão, fervor, entusiasmo e desejo.

Não demorou muito quando Sora sentiu algo dentro de si desejar não somente possuir os lábios da menina, mas o corpo dela. O instinto natural ou o desejo carnal começava a falar mais alto, todavia quando este estava começando a ser tomado pelo seu instinto, seu tablete tornou a vibrar, porém dessa vez Shiro chamava novamente, mas em um tom mais sério, pois Dola estava querendo que todos fossem comer com ela. 

A irmã mais nova do menino permanecia falando enquanto o garoto meio que nem estava dando bola, pois a imagem da flugel o hipnotizava, ela por sua vez caminhou em sua direção e o beijou dando um leve selinho enquanto ela dizia para ele se que ambos deveria ir logo, pois caso demorassem demais, os soldados viriam busca-los a força.


Notas Finais


Um passo de cada vez, meu jovem Sora. Vamos conhecer primeiro para depois partir para os Finalmente. E Shiro atrapalhou no último minutos


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