História O Garoto Assombração - Capítulo 25


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Categorias Seventeen
Personagens Boo Seungkwan, Hansol "Vernon" Chwe, Hong Jisoo "Joshua", Jeon Wonwoo, Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Lee Jihun "Woozi", Lee Seokmin "DK", Personagens Originais, Wen Junhui "JUN", Xu Ming Hao "THE8"
Tags Junwon, Meanie, Minwon, Mistério, Sadfic, Seoksoo, Seventeen, Suícidio, Verkwan, Wongyu, Wonhui
Visualizações 77
Palavras 1.017
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Lírica, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 25 - Esquecido no Tempo


Na manhã de quarta-feira, mesmo após ter checado todo o local, vasculhando atentamente a procura de qualquer sinal, Kim não encontrou o Jeon. Desde a semana anterior ele não aparecia mais, o Kim não o ouvia cantar, chorar. Não tinha qualquer sinal de WonWoo ali. Como se ele enfim tivesse deixado de habitar aquele lugar para ter aquilo que merecia, sua paz. Paz que com certeza não tinha ali. Ou talvez aquilo tivesse alguma ligação com o retorno de JunHui à clinica de reabilitação? MinGyu observou o local de aparência impecável – sem manchas ou cheiro de sangue. Limpo, sem qualquer indicio de sangue, de WonWoo ou de qualquer coisa que envolvesse toda a situação. Aquilo estranhamente tornava o local vazio, oco, sem sentido. O olhar do Kim recaiu sobre aquele local na parede o qual o Jeon tanto já observara em torpor sepulcral. Um ponto de caos na nevoa sussurrante que envolvia o ambiente numa bolha de stress e sentimentos negativos e melindre. MinGyu sentiu o calor do corpo se esvair de si.

Como o Jeon tinha coragem de chamar aquilo de local de paz? A ultima coisa na qual o Kim podia pensar que aquilo continha era paz, aquilo era insânia. Era uma tortura mental que o loiro infligia a si mesmo. Não fazia bem a ele, nem um pouco. Não havia paz num local cujo ele havia tirado a própria vida, não havia paz onde um dia o amado ganhou um trauma e um vicio por algo que ele havia tentado infligir somente a si.

Aquilo nem de longe era paz.

MinGyu não via WonWoo desde a quinta-feira da semana anterior. Aquilo – mesmo que, de certa forma, insano – preocupava o moreno. Negar seu envolvimento emocional com a situação era impossível. O Kim começava a se sentir um pouco sem caminho por toda a situação que se estreitava – e que ao mesmo tempo se expandia – por tudo.

WonWoo murchava miseravelmente com umidade de lagrimas antigas, suas próprias lágrimas. Esmaecendo-se e morrendo nas condições precárias de sua lamentável pós vida. Abatido como poucas coisas antes vistas. Afundando-se na escuridão que avultava dentro de si, escorrendo para um abismo silencioso. Parado no silêncio do banheiro, esquecido pelo mundo. Tendo a mente barulhenta em contraste com o silêncio ensurdecedor presente ali. Um ruído mudo que matava a alma.

Sufocando na respiração falha, sem alento algum. WonWoo fora abandonado ali, e era triste que ninguém mais lhe visse ou fosse ali atrás de si. Era triste que ele nem mesmo tivesse alguém para conversar. Era obsoleto, a figura que ninguém que o conhecia em vida havia imaginado ver. Aquela imagem – a de WonWoo triste, depressivo – era a que ele, mesmo enquanto vivo, tentava esconder de todos. Era aquele sorriso falso, aquele olhar com algo que incomodava. WonWoo era aquele ser extremamente triste muito antes de morrer de fato.

Era como se ele visse o Jeon degradando-se como papel velho, esfarelando-se com o longo tempo que havia passado, após tanto tempo guardado e esquecido. A aparência fragilizando-se cada vez mais. Esfumaçado com o passado e encurralado e amedrontado com o futuro que espreitava fora daquele banheiro. Com brilho gelado de morte empoleirando o olhar felino, beijado pelos lábios frios da dama morte e do amigo frio. Ele era uma alma antiga e envenenada, uma pintura antiga arruinada. WonWoo parecia morrer lentamente, uma terceira vez após sua morte física e mental. MinGyu percebia a magreza aparente e crescente, tornando-o cada vez mais macilento. Era estranho poder observar mudanças físicas no que deveria ser um espirito, mas ele estava vivenciando aquilo.

Parecia cada vez mais magro. Cada vez mais inconsciente, mesmo que acordado. Sussurrava cada vez mais baixo, parecia mais cansado. As roupas, antes sempre num tom único – com marfim predominante – tornavam-se cada vez mais empoeiradas, sujas. Como se ele fosse esquecido no tempo e o cansaço lhe desse um beijo empoeirado para lembrar-lhe de que estava morto. Ele era como areia escorrendo pelos dedos do Kim. Como uma melodia a qual se tinha somente uma oportunidade para desfrutar, e estivesse em seu fim sem ter sido aproveitada da maneira correta.

A lembrança das roupas encardidas alavancava na mente do Kim a imagem infeliz e triste e melancólica daquela pele judiada malevolamente, aquela do braço do suicida. A derme marcada firmemente, como se torturada sem piedade pelas mãos de um mercenário. Maculada maldosamente como ferro em couro. Obliquamente cortada e tonalizada com vermelho, roxo e pontos amarelados. Era assustador imaginar aquilo no resto do corpo, era assustador o contraste de tais cores com a pele assombrosamente clara. Era gritante, cores fortes demais para uma pele tão sombriamente pálida. Ou para um lugar tão opaco como aquele em que ele habitava há muito.

Ele ocultava aquelas feridas por avolumadas camadas de marfim e sujeira. A roupa descuidadamente manchada com líquidos que MinGyu não sabia dizer quais eram, embora soubesse que havia sangue ali a entremear-se por eles. Panos cada vez mais encardidos que chegavam a ocultar os horrores que espreitavam maldosamente ali, no pescoço, no corpo, nas mãos. MinGyu torturava-se em imaginar como deviam ser suas costas, suas pernas, o resto de seus braços. Tamanhos horrores deviam estar ali ocultos. Não era nada agradável, tampouco somente feitos pelo próprio Jeon – porque ao menos alguns dos cortes que ali habitavam deviam ser autoinfligidos. Mas o que aquilo tinha a ver com o fato do Jeon ter – quase provavelmente – morrido por overdose, era o gancho que MinGyu queria encontrar e montar logicamente. Embora a ideia de ser o tal do problema pessoal – o qual ele não contava – e que apenas o próprio Jeon fosse capaz de realmente lhe contar sobre, fosse a teoria ganhadora em sua mente.

O Kim começava a realmente se preocupar com o desaparecimento repentino do loiro. Ainda tinha grande receio com o fato de ter inevitavelmente se envolvido emocionalmente com o caso, mas relutantemente aceitou. Seria muito insensível não se comover, e talvez já tivesse se comovido desde o inicio mesmo. Restava agora apenas solucionar aquilo, com ou sem sentimentos envolvidos, o Kim se jogaria de cabeça naquilo. Já havia se jogado.



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