História O garoto assombração - Capítulo 26


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Categorias Seventeen
Personagens Boo Seungkwan, Hong Jisoo "Joshua", Jeon Wonwoo, Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Lee Jihun "Woozi", Lee Seokmin "DK", Personagens Originais, Wen Junhui "JUN", Xu Ming Hao "THE8"
Tags Junwon, Meanie, Minwon, Seoksoo, Seventeen, Verkwan, Wongyu, Wonhui
Visualizações 28
Palavras 1.018
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Lírica, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 26 - Anecoico


Um suspiro vago.

Foi o único som que cortara o silencio angustiante do local. Ainda assim, fraco demais, frágil, baixo. Em torno de meia hora, aquele fora o único som, embora a imagem já dissesse o bastante. Wonwoo havia retornado. A poeira jazia sobre os tecidos, maculando-os zombeteiramente. Riam, gargalhavam silenciosamente da confusão extenuada presente na expressão do Kim, humilhando-o ao sujar cada vez mais as roupas de WonWoo. Sujeira e sangue e manchas de líquidos misteriosos.

Ele havia aparecido, mas embora aquilo desse certo alívio ao Kim, preocupava-o. Acima das cabines, WonWoo chorava silenciosamente. Cristalinas lágrimas de lassidão, que desciam pelas pálidas bochechas do Jeon obliquamente. Encharcavam a tez importunada. Não reluziam, não eram totalmente aparentes. O local mal-iluminado não deixava, a cabeça baixa do Jeon tambem não. Ele não dirigia o olhar para MinGyu, sequer se dera o trabalho de reconhecer sua presença. Apenas chorava recolhido em si. Ele tremia sofregamente, abraçando as próprias pernas olhando para o chão melancolicamente.

O clima do local parecia ter se adequado a ele, cavernoso, escuro. Enuviado e enfumaçado, com ausência de qualquer que fosse a luz. Toda e qualquer luz era exercida fracamente pelas janelas atrás de WonWoo, ofuscando-o. Porém tão fraca que mal se percebia, miserável.

Aos olhos de WonWoo, aquele era um clima agradável, esmaecido. As cores sorumbáticas e apagadas não lhe incomodavam, deixavam-lhe descansar. A luz fraca lhe confortava, deixando-lhe acolhido com a escuridão. WonWoo apreciava a atmosfera lúgubre, gostava do sombrio do local a ponto de não se importar de imergir no mesmo. Convergindo ele consigo, mesmo que antes sua presença deveria representar algo claro. Já não mais o era, o branco de suas roupas fora substituído, corrompido. Ele era sombra intrépida, passara a ser. O Jeon não mais tinha forças o suficiente para carregar a mensagem de pureza que suas roupas passavam. Nem mesmo suas roupas podiam passá-la também.

WonWoo sentia-se vazio e indiligente e melindroso. Sentia-se parte da atmosfera sepulcral, tinha vontade de não mais existir. Num último sussurro, o resto de si havia pedido por clemência. Porém não a conseguira. E naquele momento tudo o que lhe restava era permanecer ali. Preso num limbo entre a existência e a não-existência.

MinGyu não fazia ideia do que fazer, o desespero primitivo corria e pulsava dentro de si. Ele queria abraçar o Jeon, conforta-lo e cuidar de suas feridas. Tanto aquelas que sentia quanto as marcadas na pele. Ele não poder realmente fazer aquilo era cruel. Havia algo como uma linha que distanciava o Kim do Jeon, havia um distanciamento bruto. Uma linha entre a vida e a morte. MinGyu queria impedir que aquele espirito sofresse daquela maneira. Ele queria parar aquelas lágrimas, arrancar aquela angústia de WonWoo _ espirito ou não _ e abraça-lo. Porque pela primeira vez ele não demonstrava apatia em frente ao Kim, não havia inexpressividade naquele rosto. Havia tristeza genuína. Lamento lúgubre. Medo emaciado. Morte murmurejante.

Profundidade suprema naquela expressão abatida fazia o coração de MinGyu gritar alardeante. Pois naquele rosto nunca havia tido tanta expressão antes, não por tanto tempo. Até aquele dia, MinGyu havia apenas identificado esboços, breves suspiros de desolação, mas jamais algo naquela intensidade. Algo tão constante e intenso e lívido. Tão aparente. WonWoo nunca havia deixado o Kim visualizar de fato suas lágrimas, ao menos não daquela forma. Talvez os olhos avermelhados ou o som do choro, mas nunca as lágrimas em si. O olhar era sombrio e frágil, lôbrego e quebradiço. Aprisionado, como um castigo a observar aquele ponto da parede. Aquela maldita parede.

WonWoo era como um anjo sem asas. Fadado a olhar para os céus, mas sem poder voar.

MinGyu chamou por seu nome; sussurrou, falou, até mesmo elevou um pouco a voz. Nada lhe dava retorno, WonWoo não reagia. O menino permanecia ali, de expressão assombrada a abraçar as próprias pernas. E ainda assim silenciosamente. Não soluçava, não fungava. Continuava apenas a lançar pelo rosto lágrimas e mais lágrimas de luto. Recolhido em si, mole, febril. Para MinGyu, o motivo por trás das lágrimas era enfumaçado. Caíam somente por tristura pelo chão. Nenhum lampejo de sentimento diferente passava por ali nem por um segundo. Imerso demais em desolação para mudar. WonWoo pouco se importava com a presença do outro ali, não responda seus chamados. Embora de alguma forma ela confortasse o Jeon de alguma maneira. Fazia-o perceber que, de alguma forma, não estava completamente sozinho. Mas WonWoo estava cansado demais naquele momento.

Mesmo a energia que tinha para permanecer ali era escassa. Não fazia ideia sequer do porquê de ainda voltar ao local. Aquilo tudo podia bem já ter acabado, mas o Jeon era teimoso. Escutara aquilo bastante, escutara diversas coisas bastante. Chegara ao ponto de extenuar-se de maneira lôbrega por tal coisa. A única atividade para o qual ainda se prestava era aquela de chorar. MinGyu, por um instante, quis que ele voltasse à inexpressividade, ou ao menos a olhar para o ponto na parede. Algo que não chorar encolhido a mirar o nada no chão.

MinGyu tentou chama-lo novamente uma dezena de vezes, mas era como se a tristeza do suicida o ensurdecesse, o emudecesse e o cegasse para o mundo ao seu redor. Para a ajuda que lhe era oferecida. Ele permanecia naquele mundo próprio, no seu reino de pesadelos particulares. Chorando compulsivamente, um pesadelo especifico lhe assombrava naquele momento, naquele tormento. As lágrimas eram como uma tempestade sem fim, apenas piorando gradativamente.

MinGyu não queria ir embora e deixar WonWoo para trás, mas era muito tempo – após as aulas – que havia passado ali. Seus pais já haviam lhe ligado, impacientes pela demora. Tinha que ir embora de qualquer forma.

_WonWoo? – Tentou uma ultima vez, mas nem mera olhadela lhe fora dada. O Jeon estava imerso demais, contido, inexpugnável – Você vai ficar bem? – MinGyu ainda era tolo em perguntar algo como aquilo, mas queria apenas uma resposta. WonWoo soluçou, o corpo tremeu. Ele murmurejou num sussurro translúcido.

_Hyuk...

MinGyu quis ficar e indagar quem era Hyuk, porque WonWoo proferira aquilo tão carinhosamente. O que havia acontecido. Queria ficar e abraçar WonWoo. Queria que ele nunca tivesse morrido.



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