História O Garoto da Casa ao Lado - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Taehyung (V)
Tags Bangtan Boys (BTS), Boyxboy, Gay, Jeon Jungkook, Jungkook, Kim Taehyung, Kookv, Lgbt, Taekook, Vkook
Visualizações 42
Palavras 2.285
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi gentekkk
eu sei, eu sei. podem tacar os tomates em mim, eu deixo. bem, só queria dizer que esse atraso foi porquê a bonita aqui precisa ser aprovada nos testes pra passar de ano, e pra isso eu preciso dar uma atenção a mais aos estudos, já que estamos no final do ano e eu não posso vacilar logo agora, então talvez eu demore mais uma vez para atualizar.

enfim, está aí! eu não revisei e esse capítulo nem está betado, quando for eu vou colocar um aviso aqui, ok?

fiquem com o cap aaa 💞

Capítulo 2 - .two


Fanfic / Fanfiction O Garoto da Casa ao Lado - Capítulo 2 - .two

Jeongguk achava que era impossível as pessoas virarem amigas de uma maneira tão rápida e adquirir pelo menos um pouco de confiança de repente, mas só quando conheceu Taehyung na frente da sua casa a exatos cinco dias passou a acreditar nisso.

Nesse curto período de tempo, eles acabaram se conhecendo melhor. Taehyung passou seu número ao mais novo amigo e compartilharam muitas coisas um sobre o outro ao longo da madrugada de sábado, e até mesmo descobriram que tinham gostos relativamente parecidos, como para música, comida e até mesmo para filmes. No domingo, foi o mesmo esquema; ficaram conversando o dia inteiro pelo celular e pessoalmente.

Jeongguk, particularmente, se sentiu melhor quando estava com o outro, pelas conversas que fluem bem e pelas risadas que Taehyung arrancava de si sem muito esforço. Ficou muito feliz por ter conhecido alguém tão legal como ele, ainda por cima, de uma maneira tão aleatória. Na verdade, ele não é uma pessoa tão comunicativa quanto parece, pelo contrário, é muito tímido para se aproximar de alguém.

Porém, ainda tinha uma pitada de receio vindo da parte do mais novo. Estava com medo de se abrir demais para um – agora nem tanto –, desconhecido. O maior medo do Jeon era de se apegar muito a ele e depois Taehyung ir embora de sua vida, sem mais nem menos. Não queria sofrer.

Neste exato momento, estava sentado no meio da cantina da escola, sozinho, mexendo sua comida de um lado para o outro, sem apetite. Desejava mentalmente estar em casa e que Jimin estivesse na cidade para xingá-lo de todos os palavrões possíveis por ter viajado até Los Angeles, deixando-o sem ninguém pra conversar durante as aulas ou fazê-lo companhia em momentos como esse. Tinha sorte de ter Seokjin ainda, nem que fosse para ficar consigo nos intervalos ou até mesmo agora.

E falando nele...

– Que surpresa te ver aqui – deu um sorriso ladino – Pensei que tivesse me esquecido.

O Kim deixou sua bandeja bem ao lado da do moreno, se sentando logo depois.

– Não é porque arrumei uma namorada que esqueci dos meus amigos – bagunçou os fios alheios, rindo, enquanto via a expressão emburrada do amigo se tornar cada vez mais aparente em sua face.

Seokjin sempre fora um dos melhores amigos de Jeongguk e se conheceram em um dos inúmeros bailes escolares, que particularmente, o mais novo detestava! Contudo, sentia-se sortudo por ter alguém como o Kim ao seu lado, sempre ensinando coisas novas e o ajudando com literalmente tudo que estiver à sua disposição.

– Como você tá', em? – perguntou e pegou uma batata-frita do seu prato, levando-a até a boca, sem desviar os olhos do outro.

– Normal – dá de ombros – Eu fui no médico semana passada, ele disse que o tumor não se espalhou, mas também não diminuiu – disse e pôde ouvir um suspiro vindo de Seokjin, que tinha os olhos em um ponto aleatório.

– Talvez seja um sinal – comenta Jin.

– Eu acho bem difícil.

– Mas ainda é melhor do que escutar que se espalhou mais – diz e logo em seguida muda de assunto – Onde está o Jimin? Pensei que ele tivesse vindo a aula... – franze o cenho e faz uma cara pensativa.

– Ele foi pra Los Angeles com a mãe dele, acho que vão voltar depois de amanhã.

– Eu precisava falar com ele, sabê, queria que ele me ajudasse a estudar para as próximas provas – revira os olhos – Minhas notas estão horríveis e eu preciso me formar esse ano. 

– As minhas estão normais, espero que continue desse jeito.

– Seokjin!

Uma voz doce e feminina foi ouvida bem atrás dos dois, chamando pelo nome do mais velho, que logo em seguida virou-se de lado para encarar a garota que o chamava.

– Ah, Jeongguk – chamou sua atenção – Essa é Arya, minha namorada.

– É um prazer te conhecer, Jeongguk. 

A garota de pele bronzeada e de cabelos cacheados estende a mão na direção do outro, que trata de cumprimentá-la com um sorriso ameno nos lábios, que é devolvido por um animado da parte da outra

– O prazer é todo meu – se desfaz do cumprimento.

– Bem, eu preciso falar com você sobre algo importante. Pode vir comigo? – Arya.

– Tudo bem pra você, Jeongguk? – perguntou e o mais novo assentiu – Vamos lá, então. Até mais – acenou rapidamente e seguiu a garota para fora do refeitório.

Estava sozinho, novamente. 

A tarde se passou lentamente, como se não fosse acabar nunca, e Jeongguk não podia ter ficado mais entediado. Teve que aguentar mais duas aulas de física e uma de matemática, duas matérias que ele não suporta de jeito algum. Agora, estava esperando pacientemente a sua mãe vir buscá-lo de carro, pois sua disposição de voltar andando para casa era igual a zero.

Enquanto aguardava no estacionamento quase vazio da escola, escutava com os olhos fechados, sereno, a voz de Arctic Monkeys nos seus fones de ouvido, cantando Only Ones Who Know, que sem sombra de dúvidas era uma das suas músicas favoritas.

Pode soar engraçado, mas se perguntava se algum dia viveria um romance como esses descritos nas músicas que normalmente escutava ou se nunca teria a oportunidade de amar e de ser amado da mesma forma. Bem, Jeongguk sempre teve curiosidade quanto ao amor, o sentimento que causa aquele famoso “frio na barriga”, como lia nos livros.

Embora nunca tivesse se apaixonado por ninguém, ainda queria ter a oportunidade de descobrir o conjunto de sensações que amar  possibilita. 

Foi tirado de seus devaneios quando o som da buzina ecoou pelo estacionamento que, agora, estava definitivamente vazio. Pôde notar pelo vidro aberto que sua mãe ria de si pelo pequeno susto que levara a segundos atrás.

– Não é engraçado dar susto nos outros, ok? 

Entra com rapidez dentro do carro e se senta no banco do caroneiro, colocando seu cinto de segurança logo depois.

– Desculpa filho, mas preciso discordar – pressiona levemente o acelerador, saindo do estacionamento da escola e seguindo até a casa de ambos – Como foi a aula hoje?

– Foi muito, muito chata. Parecia que nunca ia acabar.

Parado no trânsito, Jeongguk suspira, seus olhos mirados para a rua, que estava bem movimentada pelo horário. Uma boa parte das pessoas parecia apressada, impaciente, enquanto outras pareciam ter todo o tempo do mundo. Nunca havia admitido para ninguém, mas gostava muito de observar alheios e imaginar o que se passava consigo, pensar em como devia ser a vida de alguém tão diferente de sí. 

É claro que as aparências enganam, até mais do que deveriam, pois nos faz tirar conclusões precipitadas e que nem temos certeza se são verdadeiras. Já perdeu a conta de quantas vezes julgara alguém antes de ter pelo menos algum conhecimento desse indivíduo, e quando descobriu como ele era de verdade, viu que estava totalmente enganado. 

– Convidei os novos vizinhos pra jantar com a gente hoje – olha momentaneamente para o filho com um sorriso meigo nos lábios – O que acha? Talvez seja bom, já que você tá' se dando tão bem com o Taehyung.

Com animação na voz, ele responde:

– Eu acho uma boa ideia!

Durante todo o percurso até em casa, os dois ficaram conversando sobre coisas bem aleatórias, como o quanto queriam comer sorvete e também sobre o jantar. Era inegável, ele estava bem animado! 

Embora pudesse ver Taehyung pela janela de seu quarto a hora que quisesse, não falava com ele a três dias. Mas bem, a culpa não era sua, já que ia para a escola pela manhã e voltava só no final da tarde. Quando chegava em casa, só pensava em dormir e dormir mais um pouquinho. Então, bem, a culpa não era sua, e sim do seu sono que insistia em aparecer nas horas mais inoportunas!

Quando chegou finalmente em casa, foi direto para seu quarto e logo em seguida para o seu banheiro na intenção de tomar um banho rápido. Despiu-se rapidamente e deixou todas as suas vestimentas no cesto de roupa suja, entrando dentro do box no mesmo instante e ligando o chuveiro. A água quente em contato com a sua pele era uma das melhores sensações existentes, o relaxava por completo e fazia-o se sentir longe, bem longe.

Era como se todas as preocupações, todos os problemas tivessem se esvaindo pelo ralo junto com a água. Era um momento dele com ele mesmo, e o jovem normalmente usava esse tempinho para fechar os olhos e não pensar em mais nada, se distanciar do mundo.

Mais alguns minutos foram precisos para que o moreno finalmente terminasse seu banho, indo até seu quarto com a toalha amarrada na cintura, as gotas d'água escorrendo sobre sua testa e peito desnudos. Andou até o armário e pegou uma roupa relativamente simples, mas aceitável para um jantar; uma calça jeans preta e uma blusa, também preta, do Nirvana. Colocou uma box e depois o resto das roupas logo após tê-las separado.

Perfeito!

Resolveu deixar seu cabelo secar naturalmente, pois gostava das poucas ondinhas que se formavam nele. Por fim, caminhou pacientemente até sua escrivaninha que continha alguns frascos de perfumes e escolheu um dos que mais gostava, que tinha um aroma levemente doce e suave, o que agradava muito Jeongguk, que espirrou-o na região do pescoço e deixou no lugar que estava.

Se jogou na cama de casal e suspirou fundo, estava definitivamente exausto, mas por Taehyung aguentaria ficar acordado. Pegou seu celular e entrou no KakaoTalk, indo no contato do outro e mandando uma mensagem.

[Você] oiii, você vai vir?

Perguntou. Sabia que muito provavelmente Taehyung viria, mas só queria confirmar essa hipótese.

[Taehyung Vizinho] oii, vou sim. 

[Taehyung Vizinho] ainda não me arrumei, será que estou muito atrasado?

[Você] levando em consideração que são quase sete horas da noite, sim, você está atrasado, meu caro amigo.

[Taehyung Amigo] preciso andar logo, senão eu chego no café da manhã. ^^

[Você] vai se arrumar logo, Taehyung! 

Riu para o ecrã do celular abertamente. O amigo era sem sombra de dúvidas alguém nem um pouco pontual. Iria anotar num bloco de notas para convidá-lo um dia antes de qualquer compromisso que envolvesse os dois!

[Tae <3] já estou indo!!

[Tae <3] até mais tardeeeee.

[Você] atéeeeeee

Jeongguk bloqueou a tela do celular e se levantou da cama com rapidez, caminhando até as escadas e descendo-as. Sua mãe estava apoiada de lado no balcão de mármore, ela estava arrumada e parecia aguardar algo ficar pronto. Um cheiro inconfundível de macarrão invadiu suas narinas e o moreno sentiu sua barriga implorar por algo no mesmo instante, pois não havia comido nada desde que almoçara na escola, e por conta disso estava faminto. Nunca desejou tanto que a família ao lado viesse rápido para que pudesse comer.

– Oi, meu bem. Quer alguma coisa? – diss a mais velha com um olhar curioso.

– Hm.. tem algo pra comer? Sabê, só por enquanto, tô' morrendo de fome.

Passou os dedos pelos fios de cabelo, que estavam mais longos que o normal. Fazia algum tempo que não os cortava e, sinceramente, estava sem vontade nenhuma de fazê-lo, já que a muito tempo queria adotar esse visual diferente, só estava tomando coragem.

– Tem sim. Se não me engano... – colocou sua mão no queixo e olhou momentaneamente para cima, estava pensando – tem bolo de morango dentro da geladeira. É todo seu.

– Você é a melhor mãe do mundo, sério!  

Sorriu e foi até o móvel, abrindo-o e tirando de lá o seu bolo preferido. Jeongguk amava frutas vermelhas com todas as suas forças, principalmente morango por ser um pouco mais azedo. Se perguntava como existiam pessoas que não gostavam dessa fruta maravilhosa, é impossível não gostar de morango! 

Enfim, como ele mesmo dizia: nunca confie em alguém que não gosta de morangos.

Pegou um prato do armário, acompanhado de uma colher e faca, que foi usada para cortar uma fatia do tão amado bolo. Depois, apenas se sentou na mesa e comeu com bastante calma, saboreando cada pedacinho daquela maravilha que estava em sua boca. Foi tirado do seu mundinho quando o som incrivelmente chato da campainha ecoou pela casa, indicando que alguém estava na porta.

– Acho que o Zack chegou – SunHee foi até a porta, abrindo-a e dando de cara com seu, agora, noivo – Eu sabia que era você – sorridente, depositou um selinho nos lábios do homem, que entrou e fechou a estrutura de madeira atrás de si.

– Jeongguk, você sabia que sua mãe era vidente e não me disse nada?! – brincou e arrancou risadas dos outros dois na cozinha, mas logo já mudou de assunto – Como você está? Faz um tempinho que não te vejo.

– Eu estou bem – sorri de leve e leva um pedaço de bolo até a boca.

– Que bom, Ggukie.

– Amor, você pode me dar uma mão com algumas coisinhas aqui? Preciso de ajuda pra terminar a sobremesa – a Jeon pediu ao loiro, que logo foi ajudá-la.

Jeongguk estava ansioso para ver o amigo, pois fazia uns bons dias que não tinham contato pessoalmente e, para falar a verdade, estava com um pouco de saudade do Kim. Queria jogar conversa fora, dizer como foram esses três dias que não conversaram muito bem e se divertir, como acontecia sempre quando se encontravam.

Meia hora depois o mais novo estava de frente para a porta, pronto para abri-la, visto que a campainha soou pela segunda vez apenas naquele dia. Preferia que sua mãe estivesse em seu lugar, mas esta estava terminando de colocar o frango para assar, então, em um movimento rápido, abriu a porta e sorriu, recebendo do Kim a sua frente um sorriso maior ainda.

Mais tarde iria pesquisar no Google se era tecnicamente possível um ser humano derreter internamente apenas com o ato de mostrar os dentes, pois Taehyung quase fez isso com Jeongguk sem muito esforço.

Se sentia uma manteiga em uma panela quente nesse momento.







Notas Finais


lembrando mais uma vez que: dêem tempo ao tempo. eles nem se conhecem direito, então vai demorar um pouco até que eles comessem a se gostar mesmo, ninguém começa a gostar de outra pessoa de um dia para a noite, então tenham paciência.

também queria lembrá-los que amor e atração são coisas totalmente diferentes, sim? enfim, é isto.

comentem! isso me incentiva muito a continuar escrevendo aqui :((

eu amo vocês mais que tudo, obrigado aos favs e ao carinho que estão me dando aqui. até o próximo 💌💗


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