História O garoto da janela ao lado. - Capítulo 91


Escrita por: e leonardomurari

Postado
Categorias Tom Holland
Personagens Personagens Originais, Tom Holland
Visualizações 29
Palavras 2.235
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha quem voltou? espero de coração que gostem do capítulo, e tenham uma boa leitura, como podem ver... agora a fic tem um coautor! kkk gente eu venho tomado tanto cuidado com o que escrever, tenho ficado tao insegura, desculpem pela minha ausência, tentei melhorar, e ainda estou tentando, espero que gostem do capítulo.

Capítulo 91 - A revelação


-Elliott para com isso. –Tom disse um pouco impaciente.

Todos olhavam atentamente pra mim, que apenas ajustei os óculos no rosto e dei um meio sorriso.

-Qual é gente. Ele chegou minutos depois do noticiário. Fora todas as vezes que...

-Elliott. –Alex e Mariana o interromperam.

Cumprimentei Mariana gentilmente e ela me olhou dando um meio sorriso.

-Como vai? –perguntei, mas me arrependendo em seguida, pois estava evidente que ela ainda se recuperava do ocorrido anteriormente.

-Como pode ver... Ainda estou viva... Qual é o seu nome mesmo? –ela me olhou curiosa.

-Leonardo. Mas pode me chamar de Leo. –respondi.

Mar Narrando

Esse garoto... Por que acho ele tão familiar? Deve ser coisa da minha cabeça. Estou um pouco confusa ainda e me recuperando de uma bela surra, aquele Super Man teen sabe brigar, confesso que mereci aquela surra... Mas esse jeito de falar...

-E então? Quando será que você vai receber alta? –Elliott perguntou.

Tentei me levantar da cama, mas senti uma força me puxar para a mesma novamente. Ainda estava fraca e bastante dolorida.

-Parece que não vou receber alta tão cedo. –disse um pouco desanimada, afinal eu odeio hospitais, ficar aqui é horrível. Pessoas me dando medicações... Infelizmente não tenho boas lembranças do meu passado se tratando de hospitais.

-Você é uma garota forte, e logo vai sair daqui. –Leonardo falou, Elliott encarava ele estranho e aquilo estava deixando o Leo um pouco... Nervoso, e estava começando a me irritar.

-Se não parar com essa cisma ridícula, eu juro que dou um jeito de deixar você na mesma situação que eu. –todos riram exceto o Leo e o Tom.

Tom... Ele ainda mal falava comigo, mas só o fato de ter ele presente aqui, significa muito. Significa que ele se importa. E que ainda deve sentir algo por mim

-E então? A escola? O que está achando? –perguntei olhando o garoto tentando entender o porquê de sentir aquela sensação de que... De alguma forma... Ele me lembra alguém...

-Bem... É diferente, mas estou me adaptando bem, obrigado. –ele falava tão calmamente, era um pouco irritante até... De onde foi que eu tirei isso?

-Não vejo a hora de voltar para a escola, escrever, nossa vai ser... –estava tão animada e imaginando que só depois olhei a minha volta e vi todos com um olhar preocupado sobre mim.

E eles tinham razão de estar preocupados, eu tinha feito coisas horríveis e todo mundo ficou sabendo, e eu ainda não sei se posso voltar para a escola, nem sei a minha situação socialmente na verdade, o que me deixou preocupada.

-Pessoal, seja lá o que aconteceu, fica no passado, o mais importante agora, é olhar para frente, a Mariana não precisa desses olhares preocupados e sim de motivação. –Leo chamou a atenção de todos, o que me fez prestar ainda mais atenção nele.

-Você fala como...

-A imitação do Super Man Teen? Sim. Até por que... –Elliott começou a falar, mas Alex o repreendeu.

-Cara já chega. Não começa com isso de novo.

-Eu só estou dizendo que...

-Elliott! –todos nós falamos juntos e ele finalmente havia calado a boca.

-Ainda é um pouco cedo para pensar em voltar para a escola não? Aproveita. E reflete um pouco sobre você, vai lhe fazer muito bem, antes de tomar qualquer decisão. –Alex falou.

Ele estava diferente, mas um diferente bom, ele estava mais centrado, mais certo do que dizia... Mais seguro.

Tom saiu do quarto tão rápido que nem deu tempo de chamá-lo. E foi quando percebi que mesmo estando ali, ele ainda estava irritado e até mesmo triste por tudo o que aconteceu.

-Deixa que eu falo com ele. –Alex saiu às pressas da sala.

-Mar... Eu vou... Ali... Sabe? Tomar uma água, eu já volto, e se esse Clarck Kent Teen fizer alguma coisa, é só gritar. –Elliott, eu ainda quebro o nariz dele.

Minutos de silêncio se passavam, e na minha mente, só ecoava as ultimas palavras que ouvi do Tom, aquilo ainda me causava dor.

-Vocês precisam de tempo. –Leonardo me tirou daquela tortura mental.

-Tempo? Do que você está falando?

-Conheço o Tom, mesmo que não seja uma amizade de anos, ele me contou algumas coisas, e tudo que posso dizer é que... Às vezes a resposta vem com o tempo, e o mais importante é continuar vivendo. –ele me olhava atentamente.

-Já te disseram que você tem os óculos do Clarck Kent? Nossa! –olhei atentamente seus óculos.

-Foge do assunto quando não sabe o que dizer? –ele riu.

-Não estou fugindo de nada. É só que, o tempo passa e as coisas continuam iguais, e se mudam, não é para melhor.

-Não é bem o que parece. Olhar Mar, não precisa mais carregar o fardo de culpa, já pagou por isso tudo, precisa se perdoar.

-É fácil falar, você não tem sangue nas mãos. Você fala como ele. –comecei a lembrar do porque o jeito dele me intrigou. Aos poucos tudo fazia sentido.

-Como?

Ele fala como aquele aprendiz de Super Man... E se Elliott estiver certo? Preciso fazer um teste, mas estou nesse estado, não há nada que eu possa fazer.

-Ouviu o que eu perguntei? –ele chamou minha atenção.

-O cara... Que me deixou assim... Você me lembra ele, com esse papo de ajudar, essa calmaria na sua voz... Você é ele? Não é? Algo me diz que... Eu te conheço de alguma forma, mas tudo o que me vem à mente é aquele garoto. –não sei o que me deu para dizer aquilo, que idiotices da minha parte.

Ele ficou calado, e ajeitou os óculos no rosto novamente, umedeceu os lábios e deu um meio sorriso, fitando primeiramente o chão e logo depois o teto do quarto, e por ultimo voltou o seu olhar para mim.

-O que iria fazer se por acaso eu fosse ele? –ele se aproximou de mim.

-Sinceramente? Eu quero lhe cobrir de pancada. Mas você ia ganhar a briga, o que sou eu perto de um adolescente que consegue parar um meteoro! Sabe que cedo ou mais tarde, eles vão descobrir, e antes que isso aconteça, é melhor que conte a verdade. –respondi.

-Eles não vão entender. –ele disse sério.

-Leo, você não matou ninguém, você ajuda pessoas, não espanca caras e bandidos de forma brutal. Eu ainda não vou com sua cara, mas você é quem merece o título de herói por aqui.

Estava mais certa do que dizia, o que me fez pensar no quanto ele me ajudou.

-Achei que me daria um soco. –ele riu.

-E ainda quero, mas... Queria mais te agradecer de alguma forma você me fez entender que... Há outro caminho. Eu passei um mês em coma, tenho tempo de sobra para reconhecer e trabalhar nisso, e não ferir mais as pessoas. –disse séria.

Tom entrou na sala, seguido de Alex. Leonardo tomou certa distância, e eu o olhei insistindo para que ele contasse a verdade.

-Aconteceu algo aqui? –Alex perguntou.

-Preciso revelar algo. –ele falou.

-Talvez depois, o Tom precisa falar com ela, vem.

Eles saíram do quarto deixando Tom e eu a sós.

-Eu olho para você, e tudo o que eu vejo, é o sangue daquelas pessoas jorrando, ouço gritos e choros de agonia. –ele me olhava sério.

-Eu sinto muito. –falei sem olhar para ele.

-Olha para mim, por favor. –ele pediu e eu o olhei.

Meu coração estava acelerado, e algumas lágrimas insistiam em cair.

-Eu não queria que as coisas tomassem esse rumo, eu... Perdi o controle sobre mim... Isso foi no dia em que eu... Matei a minha mãe. Depois disso eu não consegui parar. –falei.

-Por que não me contou? Por que... Porque continuou fazendo tudo isso, ao invés de ter me contado eu...

-Você ia pensar diferente de como pensa agora? Reagiria de outra forma se não fosse aquela? –o interrompi.

-Eu não sei. –ele falou um pouco assustado.

-Mas eu sei me odiou desde a primeira vez que ouviu falar de mim, mesmo sem saber que era eu quem usava aquela máscara. –estava irritada, porque eu queria que ele entendesse. Mas ele só estava com raiva porque eu escondi a verdade dele.

-E você está certa, me conhece bem, e descobrir daquele jeito, foi a pior coisa. Me sinto enganado e magoado. –ele me olhava frio nos olhos.

-E eu não te culpo, mas eu quero que você entenda que...

-Eu não consigo entender Mariana! Matou toda aquela gente na minha frente! Ou você esqueceu? Eu estava lá, eu te vi fazer aquilo!

Não sei se deveria mencionar a ele o que fizeram comigo, eu iria parecer uma coitada, e a ultima coisa que eu quero é o perdão dele por pena. Isso não.

-Não vai me dizer mais nada? –ele perguntou.

-O que quer que eu diga? Eu matei pessoas não é? É essa a lembrança que você tem de mim, e eu não posso mudar isso, eu bem que queria, mas eu sou só uma louca descontrolada que sai por ai matando todo mundo! Eu nem sei por que me deixaram sair daquela merda de prisão! Acho que vou sair por aí e matar alguns médicos vai que eles me mandam para lá de novo!

Leonardo entrou no quarto preocupado e ao ver a minha reação ficou entre eu e o Tom.

-Não sei se vocês estão lembrados, mas estamos em um hospital. Alex, você deveria saber que Mariana ainda não está sem por cento. –e foi ali que eu entendi quando ele disse que queria revelar algo, ele sabia quem eu era, porque ele me viu antes, eu reconheceria aquele tom de voz em qualquer lugar.

Me levantei da cama, e andei até ele, eu ia morrer tentado machucar muito aquele garoto!

-Você não quer fazer isso. –Leonardo falou

-O que me impede? –andei lentamente até ele.

-Sua humanidade. –realmente, é ele.

-O coração de Aço, que nome ridículo! –ri do que disse e depois eu olhei a reação de todos no quarto, Elliott havia chegado e Alex estava sério.

-Isso é verdade? –Tom perguntou.

Foi quando eu olhei a reação do Leonardo, não era meu dever ter feito aquilo, e mais uma vez a minha raiva tomou conta de mim.

-Eu sabia! –Elliott falou.

-Quando pretendia contar isso? –Tom perguntou.

-Bom... Agora. –Leonardo olhou para mim.

-Mais alguém aqui é um super herói ou um vigilante justiceiro? –Tom estava bravo.

Eu precisava arrumar aquela merda, talvez eu merecesse toda aquela fúria dele, mas o Leonardo não.

-Não, e ele só não contou porque ele se preocupou com a proteção de vocês, e quer saber que se dane! Eu cansei de ser a calma desse lugar! Leo, se eu pirar pode me arremessar pela parede! Tom entendo que esteja bravo comigo, eu matei, feri, e torturei muita gente, desconte sua raiva em mim! Mas nele não. Eu só não matei mais pessoas porque ele me impediu. Ele salvou vidas, ele salvou Manhattan de um Meteoro! Um super herói, meio chato... Mas ainda sim um herói. Ele tinha medo da reação de vocês, por isso não contou a verdade, e eu fiz isso por ele, porque eu estava com raiva, porque eu pensava que se não fosse ele, se ele não tivesse aparecido e me distraído, você não iria atrás de mim, e não me descobriria, e eu continuaria mentindo. Talvez tivesse até mesmo matado você, e ele me impediu, eu causei isso tudo, e ele me salvou também, ele me fez entender que eu precisava que você descobrisse a verdade sobre mim. E mesmo que sinta essa mágoa, eu te entendo. Não posso mudar o que eu fiz, mas estou começando a mudar agora, porque estou aqui diante de vocês, me abrindo, dizendo minhas sinceras palavras. Vou achar vergonhoso depois, mas o que posso fazer! –estava saindo quarto enquanto todos me olhavam, eu sentia minhas costelas baterem umas nas outras e estava um pouco zonza, mas consegui enxergar a porta. Olhei meus braços, não tinha marca nenhuma, mas isso não queria dizer nada, eu ainda podia pirar e matar alguém.

Leonardo Narrando

Depois do que aconteceu, Mariana olhou para seus braços e reparou que não estava com suas marcas, achei que no começo ela iria sorrir, mas não, ela apenas sussurrou a palavra desculpa e saiu. Ela sabia que mesmo estando sem as marcas, ela ainda não estava livre do que havia dentro dela.

Olhei todos a minha volta, e calado esperava alguém dizer algo, mas eles estavam assustados, e eu não sabia bem o que fazer.

-Você consegue parar meteoros! –Elliott falou surpreso.

-Pode voar para fora da terra? –Alex perguntou.

Eu ri pelo nariz, encarei o Tom, e ele estava sério.

-Ia mesmo nos contar? –ele perguntou.

-Sim. Nada fica escondido por muito tempo, uma hora a verdade ia aparecer, e Mariana fez questão de que fosse hoje. –ajustei os óculos e coloquei as mãos nos bolsos da calça.

-Você... É como ele? O Super Man? –Alex perguntou.

Com minha audição tentava captar algo que pudesse ser Mariana, derrubando ou destruindo qualquer coisa, e foi estranho não ter ouvido nada, o que pode ser preocupante.

-Melhor ir procurar a Mariana, não consigo ouvir ela. –falei.

-E isso não é bom? Significa de que ela pode estar quieta. –Elliott falou.

-Ele esta certo, isso pode ser tudo, menos coisa boa. –Alex correu em direção a porta e eu fui atrás dele.


Notas Finais


Espero que tenham gostado do capítulo. Como vão vocês? espero que estejam bem. e mais uma vez, muito obrigada por lerem, e por continuarem aqui.


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