História O Garoto da Máscara Vermelha - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Distopia, Experimentos, Governo Autoritário, Jeon Jeongguk, Kim Taehyung, Sociedade, Taekook, Vkook
Visualizações 112
Palavras 3.103
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, coisinhas lindas!
Vou deixar pra tagarelar nas notas finais :')
Música do capítulo ( Allie X - Paper Love): https://youtu.be/PbBFFCmrtRw

A música só começa quando aparecer a notinha. Boa leitura!

Capítulo 5 - Florzinhas do Hobi


Abri os olhos despertando do meu sono. De novo, lembranças em forma de sonhos. Quase sempre sonhava com minha mãe e isso costumava me deixar um pouco calado durante a manhã. Ainda sentia muita falta do sorriso dela.

O pedido que eu fizera no meu aniversário sempre se repetia em minha cabeça quando acordava. Minha mãe não havia ficado viva para ver tudo acabar, e muito menos foi realmente feliz depois de tantas dificuldades. Sempre a encontrava limpando as lágrimas discretamente no meio da noite, sentindo falta da calmaria que vivíamos, e mais ainda do marido.

Sentei-me na cama e olhei para a janela do quarto. O sol estava fraco ainda, denunciando que ainda não passava de meio dia. Não havia dormido tanto.

Taekwon ainda dormia com a respiração pesada do meu lado. Levantei sem atrapalhar seu sono e saí do quarto.

Para minha surpresa, Hoseok já estava acordado e preparava o café da manhã. Assim que me viu, deu um “bom dia” sorridente e continuou arrumando o café.

— Dormiu bem? — Estava animado logo pela manhã, o completo oposto de mim.

— Digamos que sim. — Nunca dormia realmente bem, então estava nos padrões do meu cotidiano. — E você?

Ele assentiu alegre e colocou uma tigela com kimchi* na mesa da sala. Ele estava preparando um café da manhã tradicional coreano. Eu não comia um a muito tempo. A anos para ser mais exato. Eu e Hyunhee éramos dois preguiçosos desleixados que comíamos um café da manhã mais ocidental: café, às vezes leite e algum biscoito ou pão. Deixávamos para comer algo mais completo no almoço.

Observei ele encher a mesa de pequenas cumbucas com arroz e legumes. Estava tudo tão completo e saudável que lembrei de quando minha mãe me obrigava a comer o kimchi inteiro, e não catar os pedacinhos de carne. Ajudei ele a colocar tudo na mesa e fui acordar Taekwon.

— Kwonnie — falei baixinho cutucando sua barriga. — Acorda, vem comer.

Ouvi um resmungo de protesto vindo do garotinho.

— Se você não vier eu vou comer tudo sozinho. — Sem resposta alguma. Suspirei fundo e optei pela arma secreta: cócegas. — Ah, mas você vai levantar sim.

Logo a risada do garotinho encheu a casa enquanto ele gritava para parar e que iria sim levantar. Quando parei, ele fez um biquinho manhoso.

— Anda, larga de manha seu emburradinho. — Ele levantou devagar e foi até a sala comigo.

— Uau, quanta coisa! — Os olhos dele logo fisgaram a mesa e a birra foi substituída por um sorriso enorme. — Isso é só o café?

Hoseok assentiu meio envergonhado e Kwon sentou-se do meu lado.

— Não precisava se incomodar conosco, Hoseok — falei.

— Eu estava sentindo falta de cozinhar um café da manhã, não liga pra isso — ele riu fraco. — Vivo sozinho nessa casa, não tem muita graça comer sozinho.

— Bom, obrigado então — agradeci. Hoseok devia se sentir sozinho ali. Eu ao menos tinha Taekwon, mas ele não parecia ter alguém. — Taekwon vai devorar essa mesa inteira se deixar.

Rimos e experimentei a comida junto com Taekwon. Fiquei surpreso. Ele cozinhava muito bem, a comida estava maravilhosa.

— Onde aprendeu a cozinhar tão bem? — O kimchi estava quentinho e saboroso. — Isso aqui tá muito bom.

— Minha mãe me ensinou — ele sorriu agradecido. — Ela era do tipo que acreditava que ômegas deviam saber cozinhar bem e servir seus alfas. Coisa de gente careta.

Rimos da última frase. Apesar de ser cômico com a piada, era algo chato que realmente acontecia em algumas famílias. Famílias conservadoras que criavam ômegas como submissos, alfas como os chefes da família e os betas como as sobras. Isso acontecia mais na época dos nossos pais, porém ainda encontrávamos alguns casos recentes, como com Hoseok.

— Hyung — Taekwon chamou, mas quando olhei ele estava esperando uma resposta de Hoseok. De onde ele tirou tanta intimidade? O próprio Hoseok ficou surpreso quando viu que era com ele. — Sua comida é muito gostosa, o Taetae e a noona viviam botando fogo nas coisas.

Virei para olha-lo na velocidade da luz depois da revelação. Taekwon estava queimando meu filme e o de Hyunhee de bônus. Tossi para atrair sua atenção com censura nos olhos e ele notou, logo voltando a atenção pro prato de kimchi. Hoseok segurava pra não rir.

— Nem ouse — o repreendi antes que começasse a rir alto. Não adiantou, já que foi isso mesmo que ele fez. — Ah, porra, eu não tenho culpa se aquele fogão é uma merda.

— Agora é o fogão? — Hoseok quase chorava de rir. — Fala sério, como o pobrezinho nunca teve uma intoxicação alimentar?

Fiquei em silêncio mastigando meu café. Hoseok fez um “o” com a boca parando de rir.

Vocês intoxicaram o seu irmão?! — Hoseok questionou incrédulo mas ainda rindo um pouco. — Por céus! Taekwon, pode deixar que você não vai mais sofrer com essas gororobas.

Taekwon sorriu abertamente acenando a cabeça rapidamente. Era tão fácil assim me trocar?!

— Taekwon, você é um traidor — murmurei pra mim mesmo enquanto terminávamos de comer.

Depois do café, Hoseok avisou que iríamos de carro para a base da Lupus. O carro parecia ser emprestado, já que Hoseok possuía uma moto e éramos eu e Taekwon. Era bem afastado de bairros movimentados, na realidade eu nem sabia que existia aquela parte por onde estávamos passando. Matas cercavam a pista por todos os lados, indicando que a região era mais ruralizada. Apesar disso, não haviam plantações nem casas.

Quando eu ia abrir a boca para perguntar se ainda estava muito longe, avistei uma construção surgir na paisagem e Hoseok virar o volante na direção do portão. Os muros possuíam uma pintura branca descascada e uma grande quantidade de hera mal cuidada no topo. Os portões eram azulados e podia se ler “Clínica de repouso Park Chin”. Então eles usavam um hospício abandonado para a base… Que acolhedor. Parecia ser enorme do lado de fora e logo que Hoseok entrou, constatei que era mesmo. Por onde entramos pude notar quatro prédios largos com dois andares cada, e em um deles havia uma estacionamento, onde Hoseok deixou o carro. Acordei Taekwon, que havia dormido no caminho, e saí do carro seguindo Hoseok. Saímos da garagem e fomos caminhando por entre dois dos prédios. Os prédios possuíam a mesma aparência dos muros exteriores. Tudo dava um ar de abandono, e acreditaria que realmente estava assim se não fossem por vozes e algumas pessoas transitando pelo local. Deduzi que todos utilizavam seus dispositivos mesmo dentro da base, pois Hoseok não se preocupou em retirar o seu.

— Nós vamos conversar com o líder — Hoseok se pronunciou. — Ele fica em uma espécie de escritório no terraço do prédio de treinamentos, então vamos ter que passar por lá. Ele é um pouco intimidador, digamos assim, mas tudo sobre controle!

Eu não estava realmente preocupado, mas o modo como Hoseok disse a última frase, como se dissesse pra acalmar si mesmo me deixou com um pé atrás.

— Hoseok, se te acusarem como traidor ou algo do tipo, saiba que sou o primeiro a sair correndo, Taekwon também.

O garotinho assentiu. Hoseok engoliu em seco e eu teria rido do seu desespero se não estivesse só usando aquela espécie de humor pra mascarar que eu queria era correr pra bem longe, feito uma presa ameaçada.

Adentramos o prédio, esse que ficava do outro lado do anterior que estávamos, e logo no primeiro andar pude ver algumas pessoas treinando. Alguns treinavam luta, outros com pistolas, uma grande variedade de estilos. Um garoto de cabelos negros que estava lutando se distraiu ao me ver e foi acertado por um soco no meio do nariz. Arregalei os olhos com a cena e desviei o olhar para frente, seguindo Hoseok até a escada que levava ao segundo andar.

O andar superior era como uma sala de equipamentos. Haviam armas para todos os lados: suportes em paredes, prateleiras, bancadas. Havia dois vestiários no fundo do andar, para aqueles que estavam treinando. Ao lado, havia uma escada, e a usamos para subir para o terraço. Taekwon já havia cansado de andar desde que chegamos ao prédio, então eu estava carregando aquela mini preguiça nos braços por todas aquelas escadas. Isso sim era um treinamento pesado.

Chegamos ao terraço e logo senti um ventinho atingir meu rosto. Era um dia ensolarado, porém fresco, e toda aquela mata ao redor do local devia dar um clima mais refrescante à base. Do outro lado do terraço havia o tal escritório — finalmente —, com uma porta de metal bem no meio. Hoseok foi na frente e deu pequenos socos na porta para chamar a pessoa do interior. Após alguns segundos, a pessoa abriu uma espécie de visor da porta para ver do que se tratava e estreitou os olhos ao me ver. Fechou o visor e logo abriu a porta, c um barulho grave devido ao metal. Ficou com ela minimamente aberta para falar com o ômega do meu lado.

— Aconteceu algo, Hoseok? — Sua voz era extremamente grave e séria.

— Eu precisava conversar com o senhor… Tem um tempinho? — Hoseok parecia nervoso com a ideia de conversar. O homem assentiu e abriu mais a porta para entrarmos. — Obrigado.

O interior era amplo e claro, devido a algumas janelas extremamente grandes que cobriam toda a parede de um lado. Não chegamos a entrar muito para o interior, ficando apenas na área que haviam algumas cadeiras. Provavelmente designado para conversas mais sérias como aquela.

— Então — Hoseok começou a falar assim que se sentou. Sentei-me ao seu lado com Taekwon no colo. — É sobre Taehyung, sobre aceitá-lo aqui na Lupus.

O homem permaneceu inexpressivo e desviou o olhar para mim e Taekwon.

— E vocês são de que classe? Ômega, Alfa, Beta…?

— Beta. Taekwon ainda é muito novo, mas creio que seja beta também — respondi um pouco receoso.

— Entendi — suspirou aparentando tédio. — Mas como soube dele, Hoseok?

Hoseok começou a contar a história de Hyunhee e o homem pareceu se interessar mais pela história. Desde a parte em que cheguei em casa com tudo destruído até aquele momento. Por algum motivo, ele não citou sobre ter saído como já sabendo sobre mim. Não me importei tanto, presumi não ser algo relevante para o momento.

— Hyunhee desapareceu? — O homem pareceu surpreso. — Não ouvi nada de ninguém… Irei procurar ver o que houve por aqui, não se preocupem. Quanto ao Taehyung e seu irmão, não negaria os dois. Podemos ter o ritual de iniciação amanhã a noite, apenas para ele, o irmão ainda é novo.

Ritual de iniciação? Engoli em seco pensando no que seria aquilo. Uivar por aí feito lobos? Quase ri com a imaginação mas foquei em prestar atenção no homem falando.

— Ele pode trabalhar aqui no prédio, na área de treinamento. Receio que o queira no seu grupo, Hoseok? — O ômega assentiu rapidamente. — Certo, tudo bem por mim. Acho que isso é tudo, Hoseok pode lhe explicar detalhes até amanhã a noite.

O homem levantou e logo eu e Hoseok também. Fomos em direção a saída.

— Espero que se sintam acolhidos, Taehyung. — O homem disse e virei para olhá-lo. Notei o quanto ele era alto quando estava de pé. Seu corpo era esguio e o rosto era atraente, porém carregava sempre uma expressão séria e medonha. — Me chamo Kim Dongsuk, bem vindos à Lupus.

— Obrigado por nos aceitar, senhor. — Me curvei em forma de agradecimento e respeito. Ele apenas assentiu e fechou a porta lentamente.

Virei para frente e vi Hoseok soltar o ar e relaxar o corpo de forma exagerada com um “ufa”. Eu e Taekwon rimos da cena.

— Ele me dá um baita medo… — Hoseok fez uma careta.

— Achei que o moço ia usar super poderes do mal no Taetae hyung — Taekwon disse rindo e fazendo sons do que seriam esses super poderes em ação.

— Vocês dois são muito medrosos — ri mais vendo as caretas dos dois.

Depois de muito custo, deixei Taekwon brincar com algumas crianças que estavam por ali. Segundo Hoseok, não havia perigo porque haviam alguns responsáveis tomando conta das crianças. Acabei deixando porque Hoseok queria que eu conhecesse seu grupo, ou como dizia ele, meu novo grupo.

Eu estava nervoso para conhecer novas pessoas, porque digamos que eu não era dos mais sociáveis. Meu círculo de amigos era inexistente, estava mais para um triângulo: Hyunhee, Taekwon e, agora, Hoseok.

Entramos em um dos prédios, esse ficava no centro dos outros três. Assim que entramos notei ser muito parecido com refeitórios de escolas. Já estava no horário de almoço, então haviam várias pessoas comendo em grupo. Hoseok se dirigiu até uma mesa onde haviam três garotos. Todos comiam e conversavam alto.

— Yah! — Um deles exclamou enquanto nos aproximávamos. Possuía cabelos negros e uma estatura menor que os três. — Você que se distraiu no meio de uma luta! Se eu fosse seu inimigo você estaria morto!

Ele argumentava em voz alta com um outro que estava do seu lado. O outro possuía um curativo no nariz e me lembrei do garoto que havia levado um soco quando passei pela área de treinamento. Era exatamente o mesmo. Corei lembrando que ele havia se distraído me encarando.

— Como se fosse muito amigo de praticamente quebrar meu nariz… — O garoto resmungou aparentemente chateado. — Agora vou ficar com esse negócio ridículo por culpa sua, hyung.

O acusado apenas revirou os olhos resmungando coisas que não me dei ao trabalho de entender. Provavelmente xingamentos.

— Mas que bela primeira impressão vocês dão, hein — Hoseok falou ironicamente. Elevou a voz animado. — Gente, esse aqui é o Taehyung, ele vai fazer parte do nosso grupo!

Poderia dizer que as reações foram super agradáveis e amigáveis, mas não foi exatamente isso. O garoto que estava sentado de frente para os outros dois sem se envolver na discussão anterior me encarou desconfiado e sorriu meio amarelo. O que havia acertado o nariz do amigo ficou me encarando com cenho franzido, com uma cara de quem comeu e não gostou. Mas nada superou o do curativo que arregalou os olhos e soltou um berro de susto ao me ver, engasgando com a comida. Eu acabei soltando um junto por conta do susto dele, o que chamou a atenção do refeitório inteiro. O amigo do lado dele deu um soco nas suas costas para desengasgar, o que resolveu de imediato. Hoseok soltou uma risada escandalosa e se sentou na mesa, dando batidinhas para que eu sentasse ao seu lado. Me senti extremamente envergonhado e sentei.

— Desculpe — o garoto do curativo falou sem graça. Apenas falei que estava tudo bem.

Logo depois de sentar, um outro garoto se aproximou com uma bandeja lotada de comida. Sentou-se ao lado do garoto do curativo e pareceu surpreso ao me ver.

— Jin, esse é o Taehyung, ele vai fazer parte do nosso grupo — o garoto do lado de Hoseok se pronunciou.

Jin me olhou animado e sorriu amigavelmente. Pelo menos uma reação menos estranha.

— Bem vindo! Aposto que os brutamontes nem se apresentaram, né? — Vi que ele aguardava uma resposta minha e neguei levemente com a cabeça. — Já esperava isso… Olha, aquele ali do lado do Hoseok é o Namjoon, ele é o líder do grupo.

Namjoon possuía os cabelos tingidos de rosa, o cabelo mais diferente dali. Ele acenou para se fazer presente. Foi a reação menos pior dos outros três.

— Esse emburrado com cara de bunda é o Yoongi — apontou para o garoto que acertou o soco.

Yoongi apenas revirou os olhos e sorriu cinicamente.

— Esse que está com… Curativo…? — Olhou curioso para curativo do amigo. — É o Jeongguk. Por que diabos você está com esse curativo no nariz?

Jeongguk acenou a cabeça para mim e fitou Jin.

— Yoongi socou meu nariz — soltou simples. Jin apenas suspirou e continuou virando-se para mim.

— Eu sou Seokjin, mas pode me chamar de Jin. Você já conhece o Hoseok, certo?

Concordei com a cabeça.

— Sim, ele que me trouxe para cá com meu irmão.

Seokjin arregalou os olhos.

— Você tem um irmão?! — Parecia animado. — Ele é pequeno?

— Ele tem quatro anos.

— Ai, que gracinha! — Deu tapas no braço do Jeongguk do seu lado, provavelmente alguma mania. — Depois me mostra ele!

Concordei e ele começou a comer animado. Hoseok me chamou para pegar comida e ficamos ali almoçando. A tensão aliviou um pouco depois que acabamos de comer e começamos a conversar.

— Sabe, nosso grupo se chama Bulletproof — Namjoon falava me explicando. — Foi meio que uma votação pra decidir esse nome.

— Eu votei em Florzinhas do Hobi, mas ninguém aceitou — Hoseok disse triste. — Era muito mais criativo.

— Pelos céus, Hoseok! — Yoongi reclamou. — Você queria que usássemos aquelas fantasias de flor ridículas pra quando fôssemos nomear isso.

Dei uma risada imaginando a cena. Hoseok parecia ter umas ideias um pouco criativas até demais.

— Jeongguk tinha até experimentado, nem venham com essa — Hoseok soltou e Yoongi olhou com pura maldade pro Jeongguk.

— Não creio que você usou aquilo.

— Mas eu não...

— Tenho fotos — Hoseok interrompeu. Ele direcionou a mão para pegar o celular do bolso, mas Jeongguk pulou nele para impedir. Yoongi riu descontrolado e acabei rindo junto, acompanhado de Seokjin. Adicionei a nota mental de tomar cuidado com fotos e Hoseok na mesma ocasião. — Yah! Me solta, Jeongguk!

Depois da luta pelo celular — da qual Hoseok por pouco saiu vitorioso — pedi Hoseok para me levar até Taekwon. Eu era extremamente protetor, não vou negar, ainda mais em locais que não estou familiarizado.

Seokjin nos seguiu alegando querer ver meu irmão e fomos os três para onde havíamos deixado ele. Ele estava brincando com um grupo de crianças e assim que me viu veio correndo me ver.

— Tá se divertindo? — Perguntei pro garotinho quando ele veio abraçando minha perna. Hoseok havia dito que as crianças almoçam juntas e separadas do refeitório, mas ainda assim queria conferir. — Já almoçou?

Ele assentiu energeticamente para as duas perguntas. Seokjin parecia a ponto de infartar admirando meu irmão.

— Kwonnie, esse aqui é o Seokjin, é o novo amiguinho do hyung — Taekwon cumprimentou Jin acanhado e o outro acenou alegre até demais.

— Ele é tão fofinho! — Jin soltou assim que Taekwon voltou a brincar com as outras crianças. — É a sua cara.

— Foi o que eu disse — Hoseok falou em seguida.

Apenas ri em resposta e fiquei admirando Taekwon brincar. Talvez as coisas pudessem melhorar um pouco agora. Ver o meu irmão com um sorriso tão realizado me trazia uma paz inexplicável. Tudo que eu fazia era em prol daquele sorriso sincero do pequeno. Iria fazê-lo feliz, não importava como.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Tô meio enrolada então tô demorando um pouquinho pra postar. Esse capítulo deveria prolongar mais no meu roteiro, mas tava tão grande já... Preferi concentrar coisas no próximo. Não pretendo demorar muito pro próximo até porque tá bem detalhado o que vai acontecer yey. Estou planejando uma nova fanfic, mas deixarei para falar dela mais pra frente. É isso, até a próxima!


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