História O Garoto da Máscara Vermelha - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Distopia, Experimentos, Governo Autoritário, Jeon Jeongguk, Kim Taehyung, Sociedade, Taekook, Vkook
Visualizações 101
Palavras 2.417
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oizão
Brotei, eu sei, mas tava na vibe, tudo revisadinho, pensei "vamo." e fui
A música começa com a notinha, não esqueçam!
Música do capítulo (Aurora - Runaway): https://youtu.be/d_HlPboLRL8

ALGM TBM AMA AURORA? Se n ama vai começar a amar, boa leitura :')

Capítulo 6 - O lobo que vive em você


Era noite e eu me encontrava no centro da base da Lupus. Em dias comuns seria apenas uma área circular ao ar livre, como um pátio, mas hoje estava cercada por todos aqueles pertencentes ao grupo dos rebeldes. Taekwon estava ao meu lado agarrado à minha perna. Afaguei seus cabelos me sentindo nervoso. Estava sem meu dispositivo, por conta do que iria ocorrer naquela noite.

A área circular estava envolta por três tochas. Eu estava aguardando o que quer que tivesse que ocorrer. Hoseok havia me dito que era algo complicado de se explicar, mas tentara a sua maneira e assegurara que o líder, Kim Dongsuk, conversaria comigo um pouco antes de começar, para eu não ficar perdido demais. Era algo guiado por instintos, pelo que eu havia entendido.

Após algum tempo, o líder se aproximou com mais dois dos rebeldes. Carregavam no total, sete lobos, o que me provocou um arrepio. Não sentia medo de cães nem nada disso, mas os lobos se portavam majestosamente, aparentando saberem exercer algum poder ali.

Dongsuk me chamou para o centro enquanto o cercava com os sete lobos. Deixei Taekwon com Seokjin e me aproximei. Cada um dos lobos possuía uma particularidade diferente.

Havia um de pelagem marrom e olhos verdes aparentando calma, outro de pelagem cinza e branca, com olhos azuis, transparecendo indiferença. Um de pelagem negra e olhos vermelhos vivos, portando-se mais agressivo me provocou alguns arrepios. Talvez aquele me assustasse um pouco. Havia o de olhos violetas e pelagem avermelhada, esse parecia um pouco mais acanhado, juntamente de outro com olhos amarelos e pelagem castanha um pouco mais clara do que o de olhos verdes.

Mas os que mais chamavam atenção eram os dois restantes. Um possuía a pelagem branca como a neve, e os olhos possuíam os globos oculares inteiramente brancos. O do lado possuía a pelagem negra como a noite, com os globos oculares negros. Ambos se portavam com auras superiores em relação aos outros. Pareciam serem especiais.

Dongsuk se aproximou de mim sério, como já estava me acostumando a vê-lo, mantendo uma voz calma e baixa, para que apenas eu ouvisse.

— A cor dos olhos dos lobos indicará qual será a cor da sua máscara, presumo que já  viu alguma máscara da Lupus? — Assenti. Todos já haviam visto as máscaras dos rebeldes pelo menos uma vez na vida pela cidade. — Isso não será uma escolha sua, mas sim do seu lobo interior. Apenas siga seus instintos, no final o lobo designado à sua cor estará sentado à sua frente.

Ele pediu para que eu me sentasse no centro daquele círculo de lobos. Olhos multicolores dos animais me encaravam.

— Hoje iremos acompanhar a escolha da designação do lobo de Kim Taehyung, nosso novo integrante. — Dongsuk começou a falar com a voz alta e autoritária. Rapidamente o silêncio tomou conta do local. Senti-me levemente envergonhado com tantos olhos voltados para o centro.

— Seu lobo, quem sabe, poderá ser verde, representando sua liderança e confiança. Mas quem sabe poderá ser azul, demonstrando sua sabedoria e agilidade. Vermelho, com seu poder e sua audácia. Talvez violeta, com altruísmo e honestidade. Ou amarelo, com muita energia e emoção. Mas talvez, por algum milagre — ouvi algumas risadas abafadas, provavelmente diante de algum tipo de sarcasmo do líder —, ser branco ou negro. Branco, como sinal de esperança e coragem, como nosso falecido líder, meu irmão. Ou negro, como um mal presságio, mas representando sua nobreza e confusão.

Pelo que eu havia entendido, todos apresentavam alguma característica marcante e importante. Era realmente como uma alcatéia humana, cada qual com sua função de alguma forma. Os dois últimos, o branco e o negro, pareciam serem os mais raros e poderosos. Talvez eu fosse designado ao violeta? Não fazia ideia de qual poderia ser designado a mim, sentia que nenhum me pertencia.

— Acho que podemos começar — disse Dongsuk por fim. Virou-se para mim e sorriu roboticamente.  — Você irá fechar os olhos, e apenas deixar-se guiar por tudo que estiver vendo. Não se assuste, é apenas uma ilusão como forma de te aproximar do seu lobo. Boa sorte, Kim Taehyung.

Engoli em seco assim que o líder se afastou. Estava inseguro. E se eu não pertencesse àquele lugar? Talvez meu lobo interior não existisse. Me sentia um intruso, um estranho ali no meio. Olhei para onde havia deixado Taekwon. Seokjin e Hoseok estavam com olhares solidários voltados para mim enquanto cuidavam do pequeno. Sorriram como forma de me mostrar apoio e vi Taekwon fazer um “fighting, hyung” com os lábios. Ri de leve e virei-me para frente, com postura. Fechei os olhos e permiti-me adentrar aquela nova experiência.





No início, tudo estava escuro. Lentamente, os sons exteriores foram tornando-se distantes, até que houve o total silêncio. Apenas a escuridão. O silêncio. Tudo em completa paz.

Até que em um lampejo, tudo ficou claro. Completamente branco. Figuras foram se tornando nítidas aos meus olhos. Era uma floresta completamente coberta por neve. Tudo era branco e transmitia uma sensação familiar. Notei que eu podia caminhar pela neve. Estava descalço, com vestes finas, porém não sentia frio. Pelo contrário, sentia um conforto imenso ao tocar a neve macia com a sola dos pés. Comecei a caminhar e a explorar o local, sentindo uma imensa vontade de correr. Apenas siga seus instintos, Dongsuk havia dito. Comecei a correr sentindo a brisa gelada atingir meu rosto. Tudo era gelado e refrescante, mas não me causava incômodo, era como um calmante natural. Lembrei-me de quando andei de moto com Hoseok, mas dessa vez a sensação era infinitamente melhor, era libertadora.

Cheguei a um campo aberto. Continuava com neve fofinha, mas sem árvores, apenas o branco. Desacelerei meus passos e caminhei para mais próximo do campo aberto. Era tudo tão belo que sentia que poderia ficar ali, em paz, por dias e mais dias, sem enjoar.

Até que ouvi um barulho atrás de mim e ao virar, deparei-me com um belo lobo branco. Os olhos inteiramente cobertos pelo branco, assim como o lobo do ritual. Ele caminhou lentamente até mim, demonstrando não me considerar uma ameaça. Fiquei de frente para o lobo, até o mesmo parar de frente para mim. Ficamos trocando olhares intensos, como uma comunicação silenciosa. Seus olhos, apesar de não possuírem pupilas nem íris, transmitiam a mim, uma sensação de lar. Algo que eu não sentia a muito tempo. Como a sensação de possuir uma família completa e feliz, e poder desfrutar de toda a paz do mundo com ela, sem nada para me preocupar. Ajoelhei-me e estiquei os braços até o lobo, tocando sua pelagem. Era extremamente macia e confortável. Aproximei-me e por um instinto, como me disseram, abracei o lobo, enterrando meu rosto em seu pescoço. Senti-me seguro.

E eu estava correndo para longe
Será que eu correrei para fora do mundo um dia?
Ninguém sabe, ninguém sabe
Eu me sentia vivo e eu não posso reclamar
Me leve para casa, para onde eu pertenço

O lobo permaneceu ali, aceitando meu abraço. Não possuía braços capazes de me abraçar, mas sentia como se o animal estivesse retribuindo de sua própria forma. Respirei fundo, ainda de olhos fechados, apreciando o momento de paz. Murmurei um “obrigado” ao lobo e senti que ele havia entendido o recado. Sorri e senti que as vozes estavam começando a voltar. A neve já não estava abaixo de mim, macia como antes. O chão duro e seco fez-se presente. A brisa foi substituída por um pequeno calor, das tochas. Estava de volta.

Abri os olhos e notei que estava abraçado ao lobo branco. Afastei-me lentamente, envergonhado, ao notar que todos me encaravam céticos e boquiabertos. Dei um riso nervoso para mim mesmo e fitei o lobo que permanecia a minha frente. Nos encaramos por um longo tempo e senti Dongsuk se aproximar.


— Ele quer que você faça o pacto de confiança com ele — disse. Sua voz estava falha, demonstrando insegurança. Ele não esperava que o lobo branco seria o designado a mim. Me entregou uma pequena adaga. — Aqui, faça um pequeno corte em sua mão. Depois espere-o retribuir.

Peguei a adaga das mãos de Dongsuk e fiz um corte na palma da minha mão. Fiz uma pequena careta com o ardor, sentindo o sangue escorrer. Entreguei a adaga para Dongsuk e voltei a encarar o lobo.

O animal abaixou-se e cavucou o canto da boca. Observei a cena curioso. O que ele estava tentando fazer? Constatei incrédulo que ele havia retirado uma de suas presas, a qual caiu no chão. Vi um pouco de sangue escorrer do canto do focinho do animal, devido ao que fizera. O lobo deu passos para trás, indicando que a presa era minha agora. Aproximei a mão devagar e segurei o meu voto de confiança. Balancei a cabeça agradecendo o lobo e ele afastou-se permanentemente, sendo seguido pelos outros lobos. Não conhecia muito desses animais tão próximos a minha genética, mas entendia que entregar uma parte tão importante de si era um pacto de confiança dos grandes.

Voltei minha atenção para as pessoas ao meu redor. Todos possuíam expressões de pura incredulidade. Era realmente algo tão incrível o lobo branco escolher alguém?

— Temos aqui — Dongsuk começou a falar ainda inseguro —, um designado ao lobo branco. A representação da esperança e da paz, da forma mais pura de expectativa a ser instaurada em nossos corações parcialmente humanos. Também da coragem, para enfrentar o mundo pelo que acredita. Seja bem vindo à Lupus, Kim Taehyung.




— Você foi incrível, Taehyung! — Seokjin batia palmas orgulhoso. — Sabia que não iria nos decepcionar!

Depois da cena, aos poucos a multidão se desfez silenciosamente, ficando apenas o grupo de garotos que tinha conhecido no dia anterior. Estávamos sentados em círculo no pátio, apreciando a noite estrelada. Taekwon estava em meu colo com a cabeça apoiada em meu peito.

Vi Jeongguk dar algumas notas de dinheiro para Yoongi com uma carranca. Namjoon fez o mesmo em seguida. Observei a cena tentando entender. Eles haviam apostado?

— Vocês apostaram o lobo do Taehyung? — Hoseok tirou as palavras da minha boca. — Espera, Yoongi apostou o quê?

— Que seria negro ou branco — disse dando de ombros como se não fosse nada demais. — Eu não apostaria se não envolvesse algo realmente interessante, valeu por essa, garoto.

Franzi o cenho tentando assimilar como aquilo seria algo feito por mim, ou então em como Yoongi havia deduzido tão fácil.

— E o que vocês dois apostaram? — Olhei para Jeongguk e Namjoon.

— Azul — Namjoon soltou. — Você parecia alguém ágil…

— Violeta — Jeongguk disse em seguida. — Sei lá, você ficou próximo de Seokjin bem rápido, e ele é violeta.

Balancei a cabeça. Realmente, nem mesmo eu deduziria o logo branco, ainda estava incrédulo com a aposta de Yoongi. O que significaria aquilo tudo? Era algo chocante pelo que notei nas expressões alheias, mas não conseguia entender no que interferiria além da cor da minha máscara. Minha cabeça estava a mil e a confusão reinava em mim.

Senti a respiração de Taekwon ficar pesada e notei que ele havia dormido. Já estava tarde, o garotinho devia estar exausto.

— Taekwon dormiu — falei. — Acho que vou entrar, já está tarde.

— Verdade, tenho que dormir em casa hoje — Seokjin disse se levantando. — Mamãe está me esperando.

Lembrei de que alguns do grupo não viviam ali na base, assim como Hoseok. Na noite passada eu havia dormido na casa de Hoseok por ainda não ter trago minhas coisas, porém agora estava por conta própria. O problema era que eu havia ficado próximo de Hoseok e Seokjin, e ambos eram os felizardos que viviam em suas próprias casas.

— Vem, eu e Namjoon dormimos no abrigo da Lupus também — Yoongi chamou, como se decifrasse meus pensamentos. — Não mordemos se não nos provocar.

Soltei uma risada fraca e segui os dois. Vi Jeongguk tomar a direção do prédio do estacionamento, o qual também era designado ao pronto socorro.

— Ele não dorme com vocês?

Namjoon virou confuso, mas entendeu quando apontei para o garoto.

— Jeongguk dorme no terraço daquele prédio, é como o local onde o líder fica, sabe? — Concordei. — Ele vive lá desde que entramos na Lupus, então não sei direito o motivo, ele também nunca mencionou. Preferimos não perguntar, algumas coisas são assuntos delicados por aqui.

Assenti com a cabeça. Eu não era o único que possuía um passado doloroso devido a minha genética, todos ali deviam ter suas próprias feridas. Alertei a mim mesmo de tomar cuidado com esses tipos de assuntos.

Chegamos ao prédio que era utilizado como abrigo. Todos os prédios eram idênticos pelo lado exterior: pintura branca descascada, heras pelas paredes e um ar medonho de abandono. No interior, haviam muitas pessoas dormindo em camas enfileiradas, apesar de algumas ainda estarem lendo ou olhando para seus celulares em silêncio. Alguns cochichos eram ouvidos de camas de casal. Acabei refletindo em como os casais tinham suas relações íntimas por ali, obviamente não seria no meio de tantas pessoas… Seria? Afastei o pensamento. Eu não iria ter de me preocupar com aquilo.

— Você já sabe onde vai dormir, certo? — Yoongi cochichou. Assenti, apontando para uma cama logo a frente. — É do lado da minha. Cuidado, posso te matar enquanto dorme.

Balancei a cabeça abafando um riso, mas algo na expressão séria de Yoongi me fez lembrar de tomar cuidado. Nunca se sabe.

Minha cama era de casal devido a ter de dividir ela com Taekwon, então logo ajeitei ele no canto esquerdo — lê-se afastado de Yoongi — e deitei ao seu lado. Após conferir o garotinho, virei para cima encarando o teto. Eram tantas mudanças e tantas dúvidas rondando minha cabeça. Eu poderia enlouquecer a qualquer momento se tudo continuasse seguindo de tal forma. Lembrei-me de Hyunhee e logo um sentimento de algo faltando me preencheu. E estava faltando. Hyunhee havia se tornado parte da minha família com o tempo, repentinamente ter que lidar com o fato de a mesma estar correndo perigo, longe de mim, era algo péssimo de se sentir.

— Ela está bem, relaxa — ouvi Yoongi dizer na cama ao lado. Fiz uma expressão confusa. — Hyunhee. Eu a conheço, ela é esperta. Ela deve estar dando um trabalho e tanto para aqueles caras. Não se preocupe tanto, vamos encontrá-la.

Abafei um riso. Hyunhee era alguém difícil de se lidar, ela devia estar causando um alvoroço onde quer que estivesse. Senti que estava mais aliviado.

— Sim, tenho certeza que ela vai conseguir segurar as pontas enquanto isso — disse. Sorri e virei para o lado contrário do garoto, me ajeitando. — Boa noite, Yoongi.

— Boa noite, Taehyung.


Notas Finais


Panpanpan
É isso
Espero que tenham gostado, tem mais em breve. Gostaram da música? EUAMOAURORA.
Sobre o vkook: calma gente. Just calma.
Minha prima vai me matar quando ver que atualizei com ela dormindo. Eu te amo priminha n me mata :c

Ah, criei um curiouscat pq sim, caso queiram: curiouscat.me/kpopcornyah
Até a próxima!


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