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História O garoto do metrô - Sope Yoonseok - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Oieeee, quem é vivo sempre aparece né. Mas é q eu tive um puta bloqueio com esta fanfic. me desculpem

e por isso hoje lhes trago Namjin

Capítulo 3 - Namjin: "Se Namjoon não fosse tão idiota"






E lá estava Hoseok, no escritório do delegado, sentado em uma das cadeiras de frente para a chefia, explicando pela milésima vez a aparência do jovem que havia o roubado, depois ainda de ter esperado pacientemente por horas até ser atendido.

Estava com a sua paciência nas últimas, já que o velho americano parecia fingir não entender seu inglês fluente que para o ancião barrigudinho se tornara imperceptível. Ora ou outra o moreno olhava para o relógio da sala tão anciosamente que sua pele começava a coçar, já passavam das 15: 00 horas.

ㅡ Tem certeza que é exatamente o rapaz com essas características que te roubou meu jovem? - perguntou o delegado mais uma vez, encarando o Jung com o queixo sobre as mãos entrelaçadas apoiando-se sobre os cotovelos, os quais descansavam em cima de uma mesinha de madeira antiga, porém nobre, arrumada ao extremo. Sua cadeira de couro preto, rangia toda vez que atrevia-se a se virar, lançando um olhar franzido para o parceiro policial de um cargo bem menor, em pé ao seu lado.

ㅡ Tenho sim senhor! Cabelo loiro, 1,79, moleton rosa com as letras JK! O que não deu pra entender ainda?!

Hoseok acabou alterando a voz, a cada tic toc que ouvia, ele acabava se virando para a parede azul bebê desbotada, onde no alto havia preso um relógio, o roído do ponteiro chegava lhe deixar tenso.

Os minutos passavam na velocidade da luz.

Sua pele tão pouco hidratada, parecia queimar mais ainda, talvez fosse a irritação que suas unhas diminutas causaram.

O ar que guardava nas bochechas infladas saía cada vez mais pesado.

Seus pés batiam no chão sem sincronia alguma. A saliva que se formava debaixo da língua, descia com acidez.

Acharia mais reconfortante permanecer numa delegacia preso por roubar algo, do que por ser roubado.

Acabou por alisar os fios negros os jogando para trás num ato que poderia se considerar sensual se não estivesse tão nervoso.

ㅡ Se acalme rapaz, só estamos querendo ajudar. - o polícial em pé que até agora não havia se pronunciado, se pois ao lado de Hoseok, tentando confortar o Jung com uma fraca massagem no ombro.

ㅡ Me desculpe - suspirou muxoxo- mas já estou aqui a quase três horas, eu só quero minhas coisas de volta.

Massageou as têmporas afim de se acalmar.

ㅡEntendemos isso - continuou o policial, agora com as mãos firmes sobrepostas sobre o cinturão que carregava suas armas entre outras coisas, o rosto jovial parecia estar na casa dos trinta, de origem latina talvez. ㅡ É que se realmente for esse rapaz que nos descreveu, podemos até recuperar suas coisas, mas...- freiou sua fala com receio, contudo após receber um olhar de "prossiga" de seu chefe, decidiu terminar-...não seríamos capazes de mantê-lo preso por muito tempo.

ㅡ O quê?! - Hoseok se exaltou novamente, levantando- se de súbito em direção ao polícial.

Instantaneamente o Delegado também se levantou.

ㅡ Por favor nos deixe explicar.

O oficial pôs uma mão a frente do peito do moreno, o empurrando devagar para que pudesse se sentar novamente.

J-hope apenas suspirou forte, obedecendo-o, ficando disposto a escutar as explicações deste.

ㅡ Esse rapaz que te roubou é Jeon Jungkook, - começou, dando a volta na mesinha, voltando a ficar ao lado do delegado que acabou se sentando também, este que por pouco não estava tendo um infarto, suava feito um porco. ㅡEle é filho do dono de uma das empresas de Marketing mais importantes de Los Angeles, pelo que soubemos o garoto fugiu de casa, foi uma briga famíliar, já o prendemos muitas vezes por furto, mas o Pai dele sempre dá aquele "jeitinho" de o tirar da cadeia. - O polícial procurou algo em uma das gavetas da mesa de seu chefe que por hora pareceu não se importar, encontrando rapidamente uma revista, dando-a Hoseok para que ele pudesse ver o homem com o rosto carismático estampado na primeira capa.

Jung deu uma boa olhada, sim já havia o visto em algum poster de propaganda por aí.

ㅡ Tá mas o que isso tudo tem haver comigo?

ㅡ Bom... - prosseguiu acanhado, tanto ele quanto o delegado sabiam que o que pediriam seria algo inapropriado. - Gostaríamos que não registra-se queixa.

Jung olhou bem para os dois policiais, só deduziu que poderiam estar brincando.

ㅡ Vocês tão zuando com a minha cara né? - sorriu pomposo, esperando que em algum momento os rostos sérios se dissipassem em gargalhadas, contanto, no silêncio pertubardor dos policiais e as caras fechadas pra si, Jung concluiu que não era uma brincadeira. Seu rosto murchou na hora, confuso, indignado, sentiu uma onde quente fervilhando alcançar seus lábios que não tardaram a expressar sua raiva.

ㅡ Aquele muleke roubou a porcaria das minhas coisas! Me fez correr pelas ruas atropelando as pessoas feito um louco mal educado e agora me fez perder a carona de volta pra casa! Como querem que eu não dê queixa?!

O delegado barrigudinho estava prestes a explodir naquele momento, este caso estava lhe deixando a flor da pele e Hobi claramente não colaborava, seu nervosismo era clarividente, o corpo em pura tensão na cadeira de couro barato, e as marcas de suor precoce em sua axilas eram se notadas marcando o uniforme azul escuro, igualmente o mesmo que seu parceiro policial usara. O de origem latina tomou a frente, acalmando seu chefe trazendo seus ombros para se acomodar novamente na cadeira. Ambos sabiam que caso tivessem que contatar o pai do garoto acusado, teriam muita dor de cabeça.

ㅡ Olhe rapaz, sei que é um pedido nada fácil - caminhou lentamente até o garoto, ficando de pé ao seu lado enquanto buscava palavras certas para persoadí-lo. ㅡ Quero evitar tanto pra mim, quanto para você, grandes dores de cabeça, o que acha hum?

Hoseok observou a mão indiscreta do policial em seu ombro, lhe fazendo um carinho um tanto quando desnecessário. Seus olhos encararam os dedos cálidos trabalhando em uma massagem suave, depois por hora viajaram até seu rosto que continha um sorriso amigável, no entanto não era bobo para saber que os companheiros de emprego somente queriam se ver livres da "buxa" que provávelmente acarretaria uma mídia escandalosa.

Concluiu que o melhor no momento seria deixar pra lá.

Suspirou frustradamente, decidido de que não daria mais problemas, a não ser que todavia tivesse sua mochila com tudo que estava nela.

ㅡOkay - confirmou, arrancando sorrisos aliviados dos dois homens ali. ㅡ ...mas, quero minhas coisas de volta, com tudo que havia nela.

Exigiu bravamente sem deixar que os anos de experiência estampado na barba volumosa e a face cheia de rugas lhe intimidassem.

ㅡ Sem problemas, conseguimos isso pra você meu rapaz. -pronunciou o delegado.

ㅡ Ah! E uma carona pra casa também. -exigiu.

ㅡ Providenciaremos. - O delegado por fim deu a última palavra, estava nítido seu alívio.

Jung acabou que não apareceu na faculdade, foi levado para casa pelo próprio policial latino naquele finalzinho de tarde onde o sol já começara a desaparecer por detrás dos prédios.

Ao chegar em sua casa já era noite, então não tardou a se despedir do policial bonitinho após ele ter dito que tomasse cuidado naquele bairro perigoso.

Hoseok morou neste bairro desde que se entendia por gente, em sua mera opinião ele não era perigoso, apenas garregava estava fama por ser um condomínio pobre, então ignorou o latino, tendo pela última vez deste a confirmação de que receberia suas coisas de volta.






(...)

Beverly Hills - Los Angeles


Pov's SeokJin


Eu estava preparando algo para as crianças do orfanato comerem, quase sempre ficava encarregado disso. Sendo modesto, a minha comida era a melhor mesmo, as mulheres que trabalham aqui compram tudo pronto que eu sei. É fast food que não acaba mais.

Então cortando uma cenoura aqui, uma cebolinha ali, alguns dentes de alho, pondo tudo na panela, mechendo e vigiando, meus pensamentos me levaram ao Namjoon. Aquele idiota que não consegue nem se quer descascar uma laranja direito. O próprio desastre na cozinha. Mas com todo o dinheiro que ele tem, dá para contratar alguém para fazer isso por ele. Não minto, faria o mesmo.

Acabei sujando meu moleton que usava e o tirei, até por quê estava um calor insuportável. Fiquei apenas com a regata braca e continuei cozinhando... e pensando. Mas não achem que eu fico pensando nesse ator mesquinho, ridículo, arrogante, fresco, o dia inteiro não! É que ele me enche a paciência, desde o dia em Namjoon descobriu que sou gay, insiste dar em cima de mim todo santo dia, talvez ele ache que isso fará dele um bissexual mais ativo, já que até então só tem se divertido com atrizes de TV maravilhosas com uma cinturinha de 2,2 cm. Sair com um homem só o deixará mais falado e conhecido nas mídias. Ou quem sabe ele só queira inflar ainda mais o seu ego enorme, contudo eu nunca dei muita bola para suas cantadas via "google" mesmo.

Ele ainda acha que vai me conquistar algum dia. Tsc,coitado. Até parece mesmo...

ㅡ  Jin?

Nunca na face da terra que eu ficaria com um energumeno desses. Nem mesmo ele mudando aquele corte de cabelo ridículo! Como é o nome mesmo? Muleta, Mulan, Mullet, sei lá!

ㅡ Jin?!

Teriam que me levar preso, pois eu não saio com ele mas nem morto. Aliás os filmes que ele interpreta são um lixo cinematográfico de pura pornográfia velada!

ㅡ JIIINN?!

ㅡ LUÍZAA!

Contrariei a menina indgnado por me assustar desse jeito, mas me espantei demais quando ao seguir seus olhos desesperados, vi os ingredientes dentro da panela pegando fogo.

Quando me dei conta, Luiza a responsável pela limpeza, tentava o apagar com um pano de prato...

Acho que me distraí um pouquinho...

Corri para pegar um copo d'água e apagar aquele fogo.

Nesses poucos segundos meu coração quase saiu pelo-

ㅡ Estava pensando no Namjoon de novo né?

Luíza era uma das que acreditava que vulgo eu tinha uma queda por ele... E NÃO! Eu não tenho uma queda por ele, nem uma quedona, nem uma cachoeira e muito menos um precipício. Sou um homem de 25 anos, bem decidido e tenho uma lista de coisas que realmente quero... e Kim Namjoon, não está nessa lista.

ㅡ Fumou sabonete Luiza?! - a repreendi de imediato, jogando a comida queimada no lixo.ㅡ Eu não sinto nada por ele a não ser raiva.

Mesmo não olhando em seu rosto diretamente, pude ver o seu sorriso ladino crescer.

ㅡ Então ele está disponível?

Me contive para não revirar os olhos quando a mesma mordeu o lábio inferior, brincando com seu cabelo oxigenado ao mesmo tempo que me fazia a pergunta.

Sem muita demora, lavei a panela que estava suja e a pus de lado. Olhando nos olhos de Luíza prestes a respondê-la. Por mais que eu tivesse sentido encômodo por ela parecer tão...dada? É, isso mesmo. Mas Luíza era uma mulher linda, jovem, maior de idade, loira, com olhos verdes "encantadores", tinha todo o direito de se envolver com quem quisesse, mesmo se essa pessoa fosse o idiota do Namjoon e ela tivesse acabado de sair das fraudas.

ㅡ Mas é claro que ele está disponível, eu não sou "dono" dele, Namjoon é adulto, solteiro, faz o que quiser da vida e-

Eu teria continuado com minha fala, mas sinceramente talvez eu estivesse um pouco alterado, deu para notar que escapuli das rédeas no olhos assustados de Luiza, mas por falar no diabo, lá estava ele me interrompendo...como sempre.

ㅡ Arrasador de corações na área!

Revirei os olhos até onde pude com sua entrada alegre demais para o gosto de qualquer um naquela manhã, mas devia ter guardado um pouco, já que ao comprimentar Luíza, Namjoon despejou um beijinho em sua bochecha segurando sua cintura de leve, enquanto a mesma derretia de amores em seus braços. Ela nem ao menos conseguia disfarçar. Patético.

ㅡ Bom dia Luíza.

ㅡ B-bom dia Namjoon.

Gaguejou, corando mais forte.

"B-bom dia Namjoon"  -  imitei mentalmente sua voizinha aguda e irritante.

Aff garota parece que nunca viu um homem na vida.

Não aguentei a situação e me virei de costas, pegando ingredientes novos no armário atrás de mim. Ou se não as crianças teriam de engolir o cachorro quente da esquina da Senhora Marjorie.

E eu não vou deixar minhas crias e meu pequeno Dylan, crescer se intupindo de porcaria.

Peguei tudo em mãos , faltava apenas o sal e o molho soju, quando os encontrei, senti meu corpo ser abraçado por trás. Braços fortes, porém com delicadeza envolveram minha cintura. O arrepio de imediato atingiu minha espinha com o toque modesto do nariz pequeno em minha nuca, seguindo com um fungar calmo de Namjoon.

ㅡBom dia flor do dia.

Sua voz matinal soava tão rouca de modo em que eu me perdi por segundos.

Ah se Namjoon não fosse tão idiota, e não estivesse atrás apenas de sexo casual e um ponto extra para sua auto-estima, eu me viraria e me deixava levar...diria Bom dia acariciando sua pele tão macia quanto a de um pêcego maduro e então eu... mas enfim, ele continua sendo um babaca.

ㅡ Saí Namjoon!

Dei uma cotovelada em seu abdômen na intenção de afastá-lo e acabou que eu consegui. Ele cambaleou dois passos para trás, choramingando feito um bebê. Qualé eu nem bati tão forte.

ㅡ Meu Deus Jin precisava de tanta agressividade?

A dona dos olhos "encantadores", estava amparando seu ídolo, que fofo.

Eu queria mandar um, "vai se ferrar Luíza!". Mas o pouco que sobra do meu senso me impede.

ㅡ Ele mereceu, por usar essa camisa havaiana cafona.

Disse, ignorando a cena da oxigenada se jogando pra cima dele fingindo se preocupar.

Voltei ao que estava fazendo, pegando a mesma panela que usava antes, ligando o fogão elétrico e começando logo o almoço.

ㅡ Não se preocupe Luíza, doeu MUITO, mas eu vou sobreviver.

Fingi não ouvir o bebê chorão que se acomodou com sua "forte" dor abdominal nos bancos de frente para o balcão. Tanto drama.

ㅡ Am querida você pode nos deixar a sós, eu queria ficar um momento sozinho com o nosso carinhoso Jin.

Sua voz era calma e carregava ironia em me chamar de carinhoso, porém pedia gentilmente a mais nova e mesmo não olhando, podia jurar que o Kim a convencia com suas covinhas adorá- digo, forçadas.

ㅡ C-claro Nam.

Outra vez o tom de voz trêmulo, inocente e apaixonado. Graças a Deus ela não demorou mais que o necessário para sair. Tudo o que eu ouvi foi o bater da porta e o silêncio perturbador logo em seguida.

E como almas pecadoras queimam no inferno, lá estavam o olhos castanhos claros queimando em cima de mim.

ㅡ Perdeu alguma coisa aqui?

Perguntei assim que me senti desconfortável, me arriscando ao tentar encará-lo nos olhos para não o fazer pensar que estou intimidado.

ㅡ Meu coração.

Tombou o rosto sobre as palmas apoiadas pelos cotovelos em cima do balcão de mármore velho, piscando várias vezes na tentativa de ser fofo, mas não serão esses olhos de gato de botas e os cílios piscando apaixonados em câmera lenta que me farão mudar de idéia.

ㅡ Pena, joguei fora.

Sem mais nem menos comecei a cortar umas cenouras. Evitando qualquer contato direto com sua face entristecida. Puro drama.

Mas eu evitava pois seu olhar era intenso, me sentia constrangido todas as vezes, odeio me sentir assim.

Namjoon permaneceu quieto dessa vez, só me vendo cozinhar.

E quando eu penso que terminaria o almoço em paz:

ㅡ Que cheirinho bom, você cozinha bem.

ㅡ Éh, eu sei.

Dei uma resposta vaga qualquer, sem ânimo algum para continuar a conversa, porém ele não pareceu desistir de puxar assunto.

ㅡ Eu te comprei Lírios sabia, são da sua cor preferida, eu os deixei lá na sala - tá eu admito que foi fofo da parte dele, eu nem sabia que existia lírios cor de rosa. ㅡ Eu acabei passando por um sufoco ao comprar um vaso d'água, na floricultura havia muitas apreciadores do meu trabalho, tive que sair correndo para manter meus tufos de cabelo intactos.

ㅡ Essas suas fãs são malucas, eu posso estar em perigo ao seu lado.

Soltei sem pensar. Pondo as cenouras junto dos outros legumes. Só notei o que disse ao perceber o sorriso canteado nos lábios alheios.

ㅡ Só se for em perigo constante de se apaixonar por mim, não é mesmo, SeokJin? Viu, até rimô.

Eu não sabia se me sentia indgnado, ou se ria por sua maneira infantil de ficar feliz com uma rima acidental.

ㅡ Como vc pode ser tão-

ㅡ Sexy? Charmoso? Tão carinha do amor da sua vida?

ㅡ Eu iria dizer desprezível.- então, sabe quando você diz uma coisa e se arrepende no mesmo instante, foi o que aconteceu, o sorriso meigo de Namjoon sumiu na hora. Ele pareceu sentido. Mas de verdade dessa vez e não só o seu eu dramático, vulgo ator Kim atuando. Logo veio a mente que esse homem é tão sentimental meu deus. Eu tentei a todo custo concertar porque o seu rosto triste me deixava agonido, observação: qualquer um triste me deixava assim, Namjoon não é especial por isso.ㅡ Mas tenho que admitir...- disse ao desligar o forno já que estava tudo pronto e caminhei até ele, encostando do seu lado no balcão, a curiosidade e espanto em seu olhar por estar me aproximando era perceptível.ㅡ... suas rimas são boas, você seria um ótimo rapper.

Deixei um afago em seu ombro, sorrindo para que se sentisse melhor. E depois de me observar sem dizer nada, o mesmo voltou a sorrir.

ㅡ Devia sorrir mais Jin, fica encantador assim.

Eu nunca soube receber elogios e não é agora que irei saber. Me sentindo corado, tentei não olhá-lo, mas dessa vez não consegui cortar o contato visual.

Fiquei ali, feito um besta, admirando suas covinhas fofas, as madeixas loiras, diferentes das oxigenadas de Luíza, essas sim era bonitas, bem tratadas e caíam naturalmente sobre sua testa. Já os lábios em tom de rosa claro.

Não cheguei a notar realmente quando ficamos tão próximos, seu nariz já esbarrava com cuidado ao meu, o hálito quente de café fresco pela manhã batia contra a minha boca, a mão firme porém macia veio de encontro ao meu rosto, deixando carinhos com o dedão. A velocidade em que tudo estava já teríamos nos beijado, mas...

ㅡ Namiee!

Salvo pelo gongo!

O pequeno Dylan acabou por ouvir a voz de Namjoon e quando ambos vimos, o menor estava agarrado a ele.

Me afastei no mesmo momento, dando graças a Deus por não ter feito uma das piores burradas da minha vida.

ㅡOi pequeno, quanta animação.

ㅡ Jinie por que não avisou que Namie viria?

Murmurou com um beicinho fofo nos lábios, triste por não tê-lo avisado antes.

ㅡ Porque eu não sabia pequeno e se soubesse teria trancado a porta, esse daí é tão chato que merece umas pauladas.

ㅡ Não fale assim com o Nammie Jinie!

Dylan se agarrou ao pescoço de Namjoon como se fosse protegê-lo do mundo.

Era só o que me faltava agora.

ㅡ Alá, já contaminou o garoto né Namjoon?

ㅡ Jin-hyung é estressado né Dylan? - o menor concordou. Garotinho abusado.ㅡ Que tal levarmos ele pra sair, eu e você? Assim ele pode relaxar conosco.

Disse ao menor que de imediato concordou e ficou muito animado.

ㅡ Vamos Jinie?! Vamos?!

Como eu poderia recusar alguma coisa ao Dy? Ele acabaria ficando decepcionado se não pudesse ir, ele não costuma sair muito daqui. E qualquer diversão fora do orfanato seria uma experiência única. Maldito Namjoon! Assim que o olhei, ele deu sua famosa piscadela. Idiota.

ㅡ Dylan tampe os ouvidos querido.

ㅡ Por que Jinie?

ㅡ É que eu preciso contar um segredo pro tio Nam e você não pode ouvir.

ㅡ Por que não?

Oh garotinho curioso.

ㅡ Porque é coisa de adulto, por favor pequeno.

ㅡ Tá bom- tapou os ouvidos sem questionar mais.

ㅡ Espero que você apodreça ou melhor que o fogo do inferno suba pelas suas entranhas, e olha que você não vai gostar de saber por onde ele entrou.

ㅡ Não se preocupe meu Jinie - deu ênfase no apelido- eu já tenho muito fogo lá, adivinha quem é a pessoa que me causa tal fogo?

ㅡ Idiota.


Notas Finais


próximo capítulo sope ,até...


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