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História O garoto dos olhos castanhos. Jakehoon. - Capítulo 2


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Capítulo 2 - 0.2; Te salvei e você sorriu lindamente.


Na manhã seguinte, Jake acordou primeiro, ele despertou devagar, por conta do sol que entrava pelas frestas da persiana mal fechada, se espreguiçou e sentiu dois braços rodearem sua cintura e por segundos se assustou, mas respirou aliviado ao ver que era o patinador quem estava ali agarrando sua cintura.

 

Jake virou-se e viu que o rapaz ainda dormia serenamente, ele estava quentinho, conseguia sentir aquilo, e involuntariamente sorriu, mas mudou de expressão logo que viu o rapaz se mexer delicadamente, então o observou sem fazer barulho, tentando desgrudar seus braços de si, porém foi em vão quando o garoto abriu os olhos devagar. 

 

O Sim ficou agitado, não queria ter acordado o outro coreano, então tentou sair mesmo assim, no entanto, foi segurado pelo outro que mantinha seus olhos bem atentos em cada mínimo movimento que Jake fazia. Logo, ele já estava sentado junto do outro.

 

— O-obrigado por cuidar de mim. — Proferiu enquanto segurava a mão do outro.

 

Jake ficou vermelho, dizendo que não precisava agradecer, mas ele sabia que aquele agradecimento era sincero, tinha salvo a vida do patinador. 

 

Depois daquela fala, eles ficarem em silêncio, até que o acastanhado levantasse dizendo que iria fazer o café, então o garoto do gelo o acompanhou e assim que chegou na cozinha, ele disse:

 

— Eu sou Park Sunghoon, muito prazer. — Se curvou diante do outro, fazendo com que o Sim ficasse mais envergonhado do que já estava. 

 

— Não precisa se curvar… Meu nome é Jake. 

 

— Obrigado por ontem, você salvou minha vida. 

 

— Park Sunghoon, já disse que não precisa agradecer, eu estava passando por um acaso.

 

— De toda forma, me resgatou e me trouxe até sua casa para cuidar de mim, eu sou eternamente grato… Em forma de agradecimento, eu posso fazer o que quiser, é só dizer.

 

— Bem… já que está falando, você sabe cozinhar? — Perguntou com vergonha.

 

Sunghoon sorriu, e foi em direção ao fogão.

 

— Você vai querer o que de café da manhã? 

— Bem, prepare o que quiser, eu como de tudo… Bem, eu irei tomar banho. 

 

Assim que jake se retirou, o Park começou a preparar o café da manhã para ambos, estava feliz por estar ali, quentinho e seguro, afinal, quando viu o rapaz de fios castanhos gritar, e sentiu sua respiração faltar, sentiu que iria morrer, mas por sorte Jake tinha o salvo, e estava feliz por aquilo, mas ainda sim sentiu muito medo. 

 

Foi preparando o café sem pressa, enquanto o café passava e o pão torrava, colocou a mesa e se permitiu ver a vista do apartamento do outro, estava surpreso, pois moravam mais perto do que o esperado e aquilo parecia bom, seu coração sentia aquilo. 

 

Logo, voltou para cozinha e serviu o café, junto do pão e mais algumas coisas que havia preparado, estava se sentindo bem, e não deixou de sorrir quando viu Jake sair do banheiro, a cortina de vapor atrás de si era sinônimo que o banho tinha sido quente suficiente e aquilo aliviava.

 

O mais velho se juntou a Sunghoon e em seguida comeram juntos, Jake explicou para o mais novo o que havia acontecido depois e o Park não deixou de ficar com as bochechas vermelhas, logo pedindo desculpas pelo trabalho, mas Jake só sorriu com os pedidos de desculpa, tinha achado Sunghoon fofo demais.

 

E aqueles olhos, aqueles olhos tinham lhe chamado tanta atenção, desde que eles o olhavam afiadamente até quando eles eram felizes, o degradé de tons marrons lhe faziam ficar admirado por aquelas íris tão bonitas, era fascinante a forma como o castanho dos olhos do patinador lhe chamavam atenção.

 

Além daquele parque, aquela era a única coisa que tinha prendido sua atenção, parecia magia. 

 

Assim que comeram, ambos resolveram ficar deitados no quente, ainda era cedo e não parecia que Sunghoon queria ir embora, então apenas o deixou ficar. Eles conversaram sobre muitas coisas e Jake descobriu que eram da mesma universidade e na noite passada, o Park estava se sentindo só então resolveu patinar com a companhia da lua. E que ele era o pequeno patinador que supostamente morreu enquanto patinava. 

 

Mas a verdade era que quando era mais novo, amava treinar ao ar livre e por pouca sorte o gelo estava derretendo, ele rachou e o fez cair na água congelante, mas ele foi salvo e conseguiu sobreviver, porém alguns pais inventaram a lenda para que seus filhos não fossem patinar, para que não pudesse acontecer o que aconteceu consigo. O mais novo achava bom, mas ainda sim, era exagerado falar que tinha morrido, tampouco sabia que ele era o garotinho da época, mas preferiu deixar como está, assim ninguém se machucaria. 

 

Jake escutou tudo com atenção e a tristeza no olhar do jovem, ele viu seu olhar ficar entristecido, e a agitação de seu corpo também falava isso, as mãos trêmulas e a fala rápida, então não se importou de segurar sua mão e dizer que estava tudo bem. E aquilo acolheu Sunghoon, deixou seu coração tranquilo. 

 

Eles sorriram um para o outro e o mais velho anotou seu número de telefone em um papel, para que o Park não esquecesse de enviar mensagem. Depois disso, eles ficaram observando o sol entrar pela janela até que a hora do almoço chegasse, começaram e assistiram tv.

 

Porém a hora de ir embora estava chegando e Jake não queria deixar o mais novo ir embora assim sozinho, então se ofereceu para levá-lo até a porta de casa e surpreendeu-se quando a porta do elevador parou no terceiro andar e Sunghoon saiu logo depois de apertar o botão do sétimo, mas antes que as portas se fechassem ele roubou um beijinho dos lábios do acastanhado, em seguida dizendo que em breve eles se veriam.

 

Jake ficou paralizado, não esperava ter um beijo roubado do garoto do gelo, muito menos que ele morasse logo ali, tão pertinho de si.

 

Talvez eles se veriam mais vezes do que o previsto, talvez roubariam mais beijinho um do outro e tomariam café juntos enquanto deixavam o sol aquece-los, mas uma coisa tinha certeza, Jake tinha salvo o garoto dos olhos castanhos e o Park havia sorrido para si com aqueles olhos que somente ele tinha, com aqueles olhar afiado que roubou toda sua atenção numa noite tediosa.

 

E afinal, o que era um banho gelado no lago e roupas pesadas quando o coração estava quente e sua alma totalmente apaixonada pela de um patinador. 


Notas Finais


Quando se existe alguém que abraça nossa alma e nos sentimos em casa, qualquer situação automaticamente fica mais suportável.

Sem revisão.


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