História O garoto dos olhos escuros - Fillie - Capítulo 14


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Categorias Stranger Things
Personagens Chefe Jim Hopper, Eleven (Onze), Joyce Byers, Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Will Byers
Tags Caleb Mclaughlin, David Harbour, Fillie, Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Íris Apatow, Jacob Sartorious, Kenzie Ziegler, Maddie Ziegler, Millie Bobby Brown, Noah Schnapp, Romeo Beckham, Sabrina Carpenter, Sadie Sink, Stranger Things, Winona Ryder
Visualizações 58
Palavras 2.531
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


a Millie é muito burra e é isso.




boa leitura

Capítulo 14 - Família Wolfhard


Fanfic / Fanfiction O garoto dos olhos escuros - Fillie - Capítulo 14 - Família Wolfhard

 “Eu sempre achei

Que minha vida poderia ser

Como uma fantasia

Cada dia uma aventura

Uma nova emoção

Terá sido só… Ilusão?”

Cinderela, Muito mais que sonhar.

 

Acordei com o celular tocando na cabeceira da cama. Por ter chegado tão tarde, não dormi muito, então atendi ainda grogue de sono.

– Bom dia – disse mamãe alegremente. – Como você está, filha?

– Com sono. – E dei um risinho. – Pensei que vocês tinham me esquecido, porque ficaram uma semana sem me ligar.

– Na verdade seu pai ligou, mas só deu caixa postal. Como seus irmãos disseram que você estava viva, não me preocupei muito. – Claro que não, pensei.

– É a mamãe? – perguntou meu irmão, acordando.

– É, quer falar com ela?

– Quero – respondeu, pegando o telefone da minha mão e saindo do quarto.

Tchau, mamãe…

– Você vai almoçar na casa dos meus pais? – perguntou Finn, colocando a cabeça no vão da porta que meu irmão largou aberta. Embora fosse tentador dormir mais, estava curiosa.

– Vou.

– Minha irmã quer saber se você quer que ela venha buscá-la – falou fazendo careta.

– Quero sim.

– Ótimo, porque ela já saiu de casa – riu. Ninguém dizia “não” para essa garota?

Embora eu não tivesse nenhum motivo concreto, queria ficar apresentável, por isso, vasculhei o guarda-roupa até encontrar algo que me agradasse. Calça jeans, sapatos de salto doze e uma blusa estampada em diversos tons de amarelo e laranja. Tomei banho (sem ninguém mandar) e fiz uma maquiagem básica com olhos esfumados. Antes que tivesse a chance de terminar, Sadie invadiu meu quarto, fazendo Vito ter um ataque de êxtase. Ele vinha se mostrando tão apaixonado por ela, que eu começava a ter ciúmes.

– Você não vai com essa blusa – ela me recriminou, abrindo meu guarda-roupa.

– Bom dia para você também.

– Oi. Você não vai com essa roupa – tentou novamente.

– O que tem de errado com ela?

– Você parece um suco gigante de frutas cítricas. Seu cabelo, mesmo que seja lindo, não está valorizando sua blusa nesse momento. Toma – disse, jogando para mim uma blusa justa nos seios e na barriga, mas com mangas mais largas. – Coloca essa.

– Ok. – Não tinha como discutir sobre roupas com a Cheryl, né?

– Terça à noite você vai fazer alguma coisa?

– Depende do que estiver passando na televisão. – Embora parecesse, não era brincadeira.

– Você precisa sair mais. – Jura? – Vamos ao shopping comprar umas roupas novas, você também precisa de uma mudança de visual. – Percebendo minha expressão indignada, ela completou: –

Sempre melhora o ânimo das pessoas mexer no cabelo. O que você acha?

– O que eu acho de me tornar um experimento nas suas mãos? Tentador, mas, não.

– Farei você mudar de ideia.

Eu não duvidava.

Chegamos à casa dos Wolfhard antes dos rapazes, que ficaram jogando uma partida de truco quando saímos. Se eu fosse opinar pela maneira acalorada com a qual se tratavam, aquilo terminaria em morte antes que conseguissem chegar para o almoço. Sadie foi entrando e eu fui atrás como um ratinho assustado. Conhecer os pais deles me deixava insegura, o que era bobo se parasse para pensar. Uma senhora na faixa de uns 50 anos veio ao nosso encontro, saindo da cozinha, e sorriu para mim. Os mesmos olhos.

– Olá, você deve ser Millie – cumprimentou-me, com um curto abraço apertado. – Ouvi muito sobre você.

– Coisas boas, espero. – Disparei meu melhor sorriso de comercial de pasta de dentes em sua direção.

– Não conte com isso – interveio uma voz grossa surgindo das escadas. Todos riram e eu, obviamente, fiquei vermelha igual a um pimentão. – Não se envergonhe, todos nós um dia já dançamos em cima de uma mesa. A propósito, eu sou Erick – apresentou-se um homem alto e magro, com cabelos ruivos e olhos Castanhos    (N/A: todo mundo q já viu o pai do Finn sabe que ele não tem os cabelos ruivos, mas eu quis deixar ruivo pra pelo menos ter a ver com os cabelos da Sadie)       Embora ele parecesse ter quase o dobro da idade de Finn, as semelhanças eram gritantes. A não ser pelos olhos, eu olhava para uma versão bem enxuta do meu colega de apartamento. Disparei um olhar mortal na direção de Sadie, que se escorava na mãe de tanto rir.

– Não me olha assim, não fui eu – se defendeu.

– Eu nunca dancei em cima da mesa – disse a mãe de Finn.

– Não, dona Mary, mas se eu bem me lembro, quando você tomou seu primeiro porre, dançou no capô do meu carro – zombou Erick. – Você estragou minha pintura e mesmo assim eu dei risada. Foi assim que descobri que a amava.

Nossa que lindo. Não era a melhor declaração de amor do mundo, mas fez com que meus olhos ficassem úmidos. Principalmente no momento em que dona Mary tirou Sadie de cima dela e foi ao encontro do marido para lhe dar um rápido beijo.

– Eca! – disse Sadie com cara de nojo. – Eu não tenho mais idade para ver isso.

– Para de ser invejosa e leva Millie para conhecer a casa. – disse o pai, fingindo agarrar a esposa.

Sadds me pegou pela mão e me levou escada acima. A casa era imensa, perdi a conta de quantos quartos vi até parar na porta de um e ser puxada para dentro. Não era surpresa nenhuma constatar que estava na Cherylândia. Tudo, absolutamente tudo, era vermelho e preto.

– Você precisa sair da casa dos seus pais, urgente – comentei, sentando na cama.

– Você acha que nunca pensei nisso? Eu já pedi um milhão de vezes para morar com Finn, mas ele nunca deixou – contou enquanto se sentava à escrivaninha e começava a girar sua cadeira.

– Por que não?

– Regras da casa: nada de mulheres.

Isso não fazia muito sentido.

– Eu sou a exceção? – Ele devia gostar muito dos meus irmãos.

– Parece que isso anda acontecendo muito ultimamente – disse ela com um sorriso zombeteiro.

Minha cara de interrogação fez com que continuasse: – Finn nunca me deixa nem dormir lá, muito menos morar. As únicas mulheres que entram lá, ou entravam antes de você chegar, tinham que ser dispensadas antes do café da manhã. Meu irmão nunca deu banho em uma garota bêbada antes. O máximo que ele já fez foi levá-la para casa e passar a responsabilidade adiante. E, além disso, ele nunca pegou um avião por ninguém antes.

– O que ele faria? Me colocar na rua? Meus irmãos devem ter sido convincentes e é provável que ele tenha ficado com dó de mim e resolvido me acolher. Ele não teria como me despachar no dia do porre, para onde eu iria? E por fim, ele provavelmente foi atrás de mim porque não conseguiu ligar para Charlie ou Noah, porque eles não conseguiriam chegar a tempo. O mais provável é que nenhum dos dois quisesse ir.

– Seus irmãos realmente não estavam em casa, mas ele nem tentou ligar. Pegou a carteira, um casaco e saiu dizendo que a traria de volta. – Eu não entendia. – Noh e Charl só descobriram que você foi para São Paulo quando receberam uma mensagem do meu irmão que, àquela altura, já estava no aeroporto. Como eu falei, eles realmente não estavam em casa, pois saíram achando que você estava trancada no quarto, como combinamos de dizer.

Eu estava tonta com tanta informação.

– Achei engraçado o fato de você não ter dado importância nem ter perguntado por que justamente ele foi buscá-la – acrescentou.

– Não pensei muito sobre o assunto. Noah tem medo de avião e pensei que pelo fato de Charlie estar cuspindo fogo, Noh tivesse pedido para que Finn fosse, ou sei lá.

– Seu raciocínio lógico é brilhante, mas é falho – concluiu, como se quisesse que eu entendesse algo importante.

– Não estou entendendo.

– Até seus irmãos o questionaram depois que você se trancou no quarto – disse pausadamente, como quem explica algo a uma criança. Uma criança burra. Fiquei distraída por um instante com um bichinho de pelúcia. Deus, a garota tinha uma coleção. – Millie, está prestando atenção?

Sim, eu estava.

– O que ele respondeu?

– Que não pensou direito e que achou melhor intervir antes de você passar por outra humilhação. – Fazia sentido para mim. – Charlie fez cara feia e mandou que ele ficasse longe de você. Algo como “não encoste um dedo na minha irmã, está entendendo?” e Finn mandou ele se ferrar. Noah chegou a agradecer, mas também não ficou muito feliz por ter sido meu irmão a ir atrás de você.

– Tudo bem, mas ainda não estou entendendo o porquê de você fazer tanto alarde sobre o assunto. Ele ficou com pena de mim e fez uma boa ação.

Ela levantou as mãos para o alto e se rendeu, deixando o assunto de lado. Não cheguei a pensar muito sobre o fato de ter sido Finn a ir atrás de mim, mas qualquer que fosse o motivo, não era o que sua irmã tentava insinuar. Até porque ele deixara bem claro no dia que não estava feliz em me resgatar.

– Mudando de assunto, encontrei Maddie ontem, ela me viu – comentei. O queixo da minha amiga foi parar no chão.

– Você não pensou em me contar isso antes? – questionou. Na verdade eu tinha esquecido.

– Ela me perguntou se eu não impediria o casamento, pode? O que ela pensou que eu faria? Empurrar Kenzie grávida pelas escadas?

– A barriga dela já está muito aparente?

– Não tanto. Mas para quem morou com ela nos últimos quase cinco anos fica fácil notar a diferença. Pensei sobre o assunto e percebi que fazia certo tempo que não a via com roupas justas ou sem roupa nenhuma. Ela já deveria saber há algum tempo.

– Será que foi isso que fez Romeo não se casar com você? A obrigação de assumir a criança?

– Não acho que tenha sido. Ontem, quando ela entrou na igreja, os olhos dele se iluminaram – respondi pesarosa. – Quando eu entrei, ele nem sequer me olhou. Parece que foi há anos, mas só faz três semanas…?

– Você achou que o tempo passou rápido? – perguntou, colocando atrás da orelha uma mecha do cabelo que havia escapado.

– Sim e não. Mas um dia leva o outro, o que me faz pensar que em uma semana eu devo voltar ao trabalho.

– Mais um motivo para um banho de loja e uma mudança no visual. – Ela bem que avisou que tentaria me convencer. Não tive a chance de responder, porque sua mãe entrou no quarto.

– Os meninos chegaram, vamos almoçar?

– Claro, sua casa é linda, dona Mary – respondi.

– Nada de “dona”, querida, pode me chamar só de Mary – sugeriu, me pegando pela mão. – Vamos, o almoço está esfriando.

Quando descemos as escadas do sobrado, os garotos já faziam algazarra na mesa de jantar. Estavam todos falando ao mesmo tempo e se servindo sem esperar por nós. Coloquei a mão em uma cadeira ao lado da cabeceira da mesa, onde Mary estava se sentando, mas fui impedida de puxá-la; uma outra mão se colocou sobre a minha e tomei um susto. Quando olhei para cima, Finn não tinha expressão, ele apenas retirou minha mão da cadeira e a puxou para que eu me sentasse, o que fiz lhe agradecendo meio sem jeito. Mesmo que estivesse envergonhada, não pude deixar de notar o olhar que Mary lançou na direção do marido, provavelmente um olhar conspiratório, por ter criado um filho tão educado. Mal sabia ela que ele tinha o hobby de assassinar quem chegasse perto de seu sorvete. Finn se sentou ao meu lado e Sadds, à minha frente.

– Mills, a mamãe mandou falar que sábado que vem vamos passar o fim de semana lá – disse Noah. – Vocês também estão convidados – anunciou para os demais.

– Infelizmente temos uma pequena viagem programada. Tenho uma reunião e Mary vai comigo – disse Erick, quando perguntado se gostaria de nos acompanhar.

– Eu tenho um almoço de negócios, mas posso ir sábado à tarde – disse Finn.

Caleb se manifestou dizendo que também iria e mais do que rapidamente, Sadds também se prontificou. Após o almoço, todos os garotos e Sadie foram para a piscina, assim como Erick. Achei que seria educado da minha parte ajudar Mary a retirar os pratos da mesa. Depois que terminamos o trabalho, ela foi para a pia começar a lavá-los e eu me escorei ao seu lado.

– Como você está, querida? Se adaptando bem à nova vida?

Minha desgraça já tinha chegado até ali?

– Estou indo bem.

– Os meninos não estão deixando você louca com a bagunça? – riu.

– Ainda não. Fora a louça na pia e a pilha de roupas para lavar, eles estão indo bem. Pensei que seria pior. Até a última notícia de que eu me lembro, minha mãe queria comprar sapatos cirúrgicos para poder pisar no apartamento.

– Então éramos duas – completou rindo mais e mergulhando um prato na água, antes de voltar a ensaboá-lo. – As coisas melhoraram depois que Caleb se mudou para lá, ele tem horror à sujeira.

– Sério? – duvidei. Quem visse não acreditaria, afinal ele não tinha cara de ser um maníaco por vassouras como minha mãe.

– Sim, depois que ele começou a jogar os pratos, as roupas e os objetos perdidos pela casa no lixo, os meninos cederam e criaram uma tabela de tarefas – explicou, colocando o prato lavado no escorredor. – Eu achei ótimo.

– Até agora ninguém me disse nada sobre as tarefas, acho que por eu estar lavando minha própria roupa e louça na maioria das vezes. – E eles que não esperassem muito mais do que isso. – Deixe eu ajudá-la – ofereci –, eu posso lavar a louça ou secar para você? – Era mais por educação, eu esperava que ela não aceitasse a oferta.

– Não se preocupe com isso. – Graças a Deus. – Pode ir se divertir com eles.

Eu fui. Todos estavam dentro da piscina em uma partida de vôlei, mas preferi não participar, apenas me deitei em uma espreguiçadeira para observar. Não importava para onde eu tentasse olhar, meus olhos sempre terminavam no corpo de Finn. Quase caí no chão quando ele emergiu da água e saiu da piscina para buscar a bola que havia ido parar em um arbusto. Deveria ser um crime federal ser tão atraente. Suas pernas e braços davam sinais de terem sido construídos à base de uma rotina severa de exercícios físicos. Qual seria sensação de ser abraçada por aqueles braços? Eu sabia bem qual era, ele havia me abraçado em três ocasiões: quando descobri sobre o casamento, quando eu estava bêbada demais para me lembrar da sensação e na igreja, mas em todas elas eu não estava em condições de aproveitar o momento. O que eu realmente queria saber era qual a sensação de um abraço verdadeiramente meu, e não um por pena ou cuidado. Obriguei-me a parar de pensar e prestar atenção no jogo. Ficar enfeitiçada pela beleza de Finn só atrasaria minha vida. No final da tarde nos despedimos de Mary e Erick, pois Sadie tinha algumas provas para corrigir. Ao chegar minha vez de dar um beijo de despedida em Mary, ela sussurrou no meu ouvido.

– Foi um prazer conhecê-la. Você é a primeira amiga que Finn traz aqui em casa. – Ok, os outros três trogloditas que já me esperavam no carro eram o quê? – Espero que volte mais vezes.

– Pode apostar que sim. – Sorri e corri em direção aos rapazes, que já estavam buzinando por minha demora.

 


Notas Finais


os pais do Finn...
Millie sonsa sem perceber que o Finn gosta dela.
Sadds tentando enfiar isso na cabeça dela.
Finn puxando a cadeira pra ela sentar...
Millie sem querer lavar louça e se oferecendo por educação sou eu todinha
Millie secando o corpo do Finn hummm


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