História O garoto dos olhos escuros - Fillie - Capítulo 15


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Categorias Stranger Things
Personagens Chefe Jim Hopper, Eleven (Onze), Joyce Byers, Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Will Byers
Tags Caleb Mclaughlin, David Harbour, Fillie, Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Íris Apatow, Jacob Sartorious, Kenzie Ziegler, Maddie Ziegler, Millie Bobby Brown, Noah Schnapp, Romeo Beckham, Sabrina Carpenter, Sadie Sink, Stranger Things, Winona Ryder
Visualizações 69
Palavras 3.193
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


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pro capitulo de hoje recomendo a Musica Written in the stars da dupla the girl and the dreamcatcher!

Capítulo 15 - Observando estrelas


Fanfic / Fanfiction O garoto dos olhos escuros - Fillie - Capítulo 15 - Observando estrelas

“Se a resposta é amor, você poderia reformular a pergunta?”

Lily Tomlin

 

 

Eu tenho um sério problema quando digo “não” a alguém. Não sei se é minha expressão pouco confiável ou o tom de dúvida na minha voz, mas o fato é que a Sadie realmente me arrastou para o shopping e me fez gastar uma pequena fortuna em algumas roupas e em um novo corte de cabelo, que na verdade não fez diferença alguma. Só um salão extremamente chique tem o dom de cortar um fio do seu cabelo e te cobrar o equivalente à dívida externa de um país de terceiro mundo por isso.

Fiquei tão irritada com a sessão de tortura desnecessária, que me recusei a jantar fora e aproveitar a noite de terça-feira em algum bar da vida.

Assim que abri a porta do apartamento, eu o encontrei vazio e às escuras. E eu pensando que morar com esses caras seria difícil. Eu praticamente morava sozinha, pois eles nunca estavam em casa. Eu ainda não tinha visto ratos, nem nenhuma mulher com os peitos de fora. Comecei a imaginar que minha mãe devia estar drogada no dia em que os visitou.

Vitório veio trotando na minha direção com a língua de fora e, pela primeira vez em semanas, me dei conta do quanto o abandonei à própria sorte enquanto continuava à margem dos meus problemas.

Eu não me lembrava quando fora a última vez em que o levei para um passeio. Resolvi trocar de roupa e levá-lo para uma caminhada na praia. Quem sabe uma água de coco e uma cadelinha para ele paquerar podiam reparar minha falta, porque a relação que ele desenvolvia com o gato era muito preocupante. Se não levássemos em conta que ele tinha um piti histérico toda vez que a palavra “gato” era dita, ele estava se apaixonando e nem sabia por quem. Realmente os animais saem iguais aos donos.

Fui em direção ao meu quarto e percebi que a porta de Finn estava aberta. Havia uma certa claridade lá dentro e resolvi conferir se ele não havia pegado no sono com a televisão ligada, ou algo assim, mas minha presença foi percebida imediatamente.

– Oi – disse ele, sorrindo. – Onde você estava?

Minha vontade de dizer que não era da conta dele foi grande, porque aquele sorrisinho que ele me mostrou era de puro deboche.

– Com a sua irmã – respondi a contragosto. – Agora vou levar o cachorro para passear, tenho sua permissão, amo?

– Depende. Vai ser só uma voltinha na esquina? – perguntou, ficando sério de repente.

– Não, vou levá-lo à praia.

– Não vai, não – respondeu, ficando sério.

– Como é que é? – Viu só? Ele tinha o dom de me irritar.

– Já está escuro.

– E daí?

– Como você é teimosa, garota, não é seguro andar por aí depois que escurece, principalmente na praia.

– Eu não estou indo sozinha, estou indo com a droga de um pit bull – respondi irritada.

– Que é mais manso que a Lassie.

Dei as costas para ele e fui para o quarto me trocar. Nem meus irmãos pegavam tanto no meu pé ultimamente quanto esse cara, quem ele pensava que era? Troquei de roupa, peguei uma canga de praia e minha carteira, enfiei tudo na bolsa e fui atrás do Vitório. Assim que cheguei à sala, Finn já estava calçando o tênis.

– Aonde você pensa que vai? – A pergunta era só para confirmar, porque eu já fazia ideia de onde ele pensava que ia.

– Vou com você – disse se levantando.

– Não vai mesmo.

Coloquei a coleira no cachorro e o puxei para fora do apartamento. Chamei o elevador e pensei, só pensei, que tinha me livrado dele.

– Vou sim – rebateu, tateando os bolsos. – Droga esqueci a carteira, me espera aqui, entendeu?

– Claro, mestre.

Mas assim que ele entrou no apartamento, fugi com Vito pelas escadas. Saí em disparada pelo prédio e só parei de correr quando já tinha aberto boa distância. Eu sei que parecia uma garotinha mimada e egoísta, mas não me importava. Se ele realmente quisesse me acompanhar porque era sua vontade, eu ficaria agradecida pela companhia, mas ele apenas me tratava como se eu fosse uma criança burra que não conseguia fazer nada direito. Além do mais, a maneira como ele achava que tinha alguma autoridade sobre mim me tirava do sério, sem contar que depois do episódio do banho, eu não me sentia mais tão à vontade com ele. Ele havia contado para os pais! Que tipo de cara conta isso para os pais? Mas não era só isso. O que mais me incomodava é que eu tinha esquecido tudo o que aconteceu depois que ele me colocou na cama. Será que eu realmente tinha dormido ou apenas não me lembrava dos fatos? Isso me assustava, minha boca me assustava, porque eu era conhecida por abri-la mesmo antes que alguém me perguntasse algo. Se eu fosse sequestrada, tudo que o criminoso precisaria fazer para eu dar minhas senhas do banco era me dar bom dia. Então vai saber que tipos de besteiras eu poderia ter falado depois de apagar?

Eu estava tão entretida pensando na minha burrice, que o deixei atacar novamente…

– Millie, cuidado! – gritou Finn. Sua voz estava longe, mas chegou até meus ouvidos como se ele estivesse parado atrás de mim. Virei-me abruptamente para dar de cara com… Droga!

Antes que eu pudesse entender a situação, fui jogada no chão por algo sólido que tirou meu folego em um único golpe.

– Você está bem?

Por que todo mundo ficava me perguntando isso, porra? Fechei os olhos e esperei que a tontura que se abateu sobre mim diminuísse. Quando os abri, estava sentada de bunda no chão, Finn Ian estava agachado à minha frente com as mãos nas minhas pernas e, ao lado dele, havia um garoto que não deveria ter mais do que 15 anos.

– O que aconteceu? – perguntei, arrancando a mão de Finn das minhas pernas e tentando me levantar. Meu corpo doía, na verdade minha bunda doía, e meu joelho esquerdo (ou o que um dia foi meu joelho esquerdo e que agora parecia uma bola de futebol) queimava e pingava sangue. Ele apoiou meu cotovelo para que eu conseguisse levantar.

– O garoto atropelou você com a bicicleta – disse irritado já que estava claro que eu não partiria dessa para melhor.

– Quem é você? – perguntei de forma inocente só para tirar uma com a cara dele, que arregalou os olhos escuros e me fez cair na gargalhada.

– Muito engraçado. – Mas ele não parecia ter achado.

– Desculpa aê, tia, eu buzinei – disse o moleque. Eu tinha me esquecido dele.

– Tia é o caral…

– Não foi nada – Finn me cortou, direcionando seu olhar assassino para o garoto. – Só vê se presta mais atenção da próxima vez. – ralhou, mas o garoto não parecia nem um pouquinho assustado por ter tentado me matar. – Vem, Millie, vamos para casa.

– Eu não vou para casa – respondi mancando em direção à praia, dessa vez prestando atenção aos dois lados da rua. Olhei para Vitório e ele colocou a língua para fora. Agora até o cachorro ria de mim. Por que ele não tinha me puxado quando viu a bicicleta? Biscoitos de graça ele queria, não é?

– Ok, mas dessa vez vou vigiá-la de perto – respondeu Finn, dando uma corridinha para entrar no meu compasso.

– Eu não preciso de babá, Finn.

– Na verdade, eu acho que você precisa sim, porque numa hora você está bêbada demais para conseguir descer de uma mesa, na outra você é atropelada por uma bicicleta, sem contar o dia em que você fugiu para assistir a um casamento sobre o qual não deveria nem desconfiar. Como a gente pode confiar em você?

Eu não podia negar que ele tinha argumentos, mas isso não queria dizer nada, eu só era meio burra, qual é? Era crime ser tapada nesse país?

Continuei andando até pisar no calçadão da praia. Eu não queria mais brigar, eu só queria colocar meus pés na areia e olhar para o mar por cinco minutos sem ninguém encher meu saco, e conseguir andar sem mancar seria um bônus extra. Tirei meus chinelos e pisei na areia sem lhe dar uma resposta. Depois de alguns passos, olhei para trás e vi que ele estava batendo papo com o tio do sorvete, melhor assim.

Finn chegou alguns minutos depois que estendi a canga próximo ao mar e, antes que eu pudesse reagir, ele puxou meu joelho em sua direção e limpou meu machucado com água mineral de uma garrafa e um guardanapo.

– Arde? – perguntou. Olhei embasbacada para ele. É, meu coração estava ardendo, mas era um ardor tão delicioso que eu… – O machucado, Mills, está ardendo?

– Um pouco – respondi me encolhendo. Depois que ele terminou, deitei de barriga para cima e observei as estrelas.

– São lindas não? – perguntou, olhando para o céu. Não respondi e ele deitou-se ao meu lado, tão longe e ao mesmo tempo tão perto. Seu cheiro chegava junto com a brisa do mar e inebriava meus sentidos. Senti uma necessidade louca de pegar suas mãos nas minhas só para ver se elas se encaixavam. Arrisquei me virar para olhá-lo, mas se ele percebeu não se moveu; ele também olhava para as mesmas estrelas que olhei havia pouco. A única diferença é que talvez para Finn elas brilhassem mais do que ele brilhava aos meus olhos naquele momento. Eu não tinha mais interesse nelas, eu só tinha olhos para ele.

O que estava acontecendo comigo? Meu cérebro começou a mandar avisos insistentes para que meu coração fechasse as portas, pois meu sistema interno estava em pane. Eu não deveria e não queria olhá-lo de outro modo, eu não podia.

– Você já se apaixonou? – perguntei. DE ONDE SAIU ISSO? Eu disse que estava em curto circuito. Ele ficou sem expressão e demorou tanto tempo para responder que me senti envergonhada e voltei a olhar para as estrelas. Garota burra, burra, burra.

– Sim – respondeu por fim. Um sentimento de descontentamento me invadiu assim que as palavras saíram de sua boca. – Uma única vez.

Eu não queria saber mais detalhes, mas me obriguei a dar cabo da minha curiosidade:

– O que aconteceu?

– Eu era novo demais, deixei que ela fosse embora – respondeu com a voz carregada de uma emoção bastante conhecida por mim, a saudade. – E você, como está se sentindo depois do que viu sábado?

– Menos magoada. Se uma criança terá um lar completo e feliz por causa da minha desgraça, acho que vale o preço, afinal a criança não tem culpa da falta de caráter dos pais, não é? – Eu estava sendo sincera.

– Você é incrível, sabia disso? – perguntou ele, virando-se para mim pela primeira vez e sorrindo.

– Por quê? – Dei risada.

– Com tudo o que você passou ainda se preocupa com o filho deles – disse incrédulo. – Eu a teria partido ao meio se fosse você, vestida de noiva ou não.

– Não cheguei a pensar nisso no dia do meu casamento, e ainda bem que não o fiz, né? – Ri ainda mais, pensando no bebê que eles teriam. – Se eu fosse só um pouco mais esperta, teria eu mesma desistido daquele casamento quando tive a chance. Ele já estava afundado antes de ser realizado.

– Por que você diz isso? – perguntou com curiosidade.

– Você vai rir de mim. – respondi sorrindo, mas o que era mais uma gargalhada às minhas custas? Era bom aproveitar enquanto o bom humor dele durasse. – Eu tenho uma teoria que nunca dividi com ninguém.

– Ah, essa eu quero ouvir – disse rindo.

– Quando eu ainda era criança, fui ao meu primeiro casamento e fiquei encantada – comecei, testando as palavras. Ele ainda sorria, mas esperava ansioso pelo resto da minha história e não desgrudava os olhos dos meus; nós dois deitados na areia da praia. Senti que o conhecia a minha vida inteira e que poderia confiar nele. – Não sei o que chamou minha atenção, mas me preocupei em olhar para o noivo e não para a noiva, que é a estrela do espetáculo. Ele estava tão emocionado e apreensivo, que me lembro como se fosse hoje, e eu sabia, simplesmente sabia, que ele a amava. Eu queria aquilo para mim um dia e adquiri a mania de olhar para o noivo em todos os casamentos aos quais fui durante a vida, e posso apostar com você que eu sei adivinhar se um casamento dará certo ou não só pela maneira como o noivo olha para sua futura esposa quando ele acha que ninguém está prestando atenção nele, e sua sentença de morte está para ser assinada.

– Romeo não a olhou da forma como você sonhou?

Eu ri, mas não foi por ter achado engraçado, era mais como uma risada de deboche. Quem dera tudo fosse uma piada, não?

– Ele nem me olhou, Finn.

– Ele é um babaca.

– Não posso discordar de você.

– Você ainda tem esse sonho? – perguntou rápido. – Quero dizer, de se casar novamente?

Agora sim, eu estava quase fazendo xixi nas calças de tanto rir.

– Nem pensar. Não há nada que me faça entrar em um vestido branco de novo. NADA – afirmei veementemente. Ele não respondeu e voltou a fitar o céu. – E você? – perguntei. – Eu não conheço nada sobre você.

– O que você quer saber? Minha vida não é nada agitada como a sua.

– Conta qualquer coisa… – TUDO, eu queria saber tudo.

– Morei aqui em Floripa quase a vida inteira. Nunca quis fazer outra coisa a não ser me tornar médico, então me esforcei ao máximo para conseguir uma bolsa e consegui. Nunca namorei sério com ninguém. Gosto mais do meu carro e da minha gata do que da maioria das pessoas com quem convivo. Tenho os melhores amigos do mundo, eles até moram na minha casa. Odeio pagode, filmes de mulherzinha e fazer a barba. Não consigo viver nem uma semana sem meu sorvete de café e odeio que o comam escondido, porque ninguém nunca se lembra de repor. Acho que não tem sensação pior no mundo do que a de perder um paciente e não tem nada melhor do que sentar na beira do mar, como estamos fazendo agora. É o suficiente por hoje?

– Acho que sim.

– Você está se dando muito bem com a minha irmã, aonde vocês foram hoje?

– No shopping comprar algumas roupas. Eu volto a trabalhar já na semana que vem. Por falar nisso, você tinha um plano o tempo todo, não tinha?

– Depende – respondeu desconfiado.

– Quando resolveu me apresentar sua irmã. Você queria que ela tivesse uma amiga – expliquei, entendendo de repente suas intenções.

– Você também precisava de uma. Ela contou alguma coisa? – perguntou jogando o verde.

– Sobre ela se sentir sozinha e ter perdido sua única amiga?

– Não acredito que ela contou isso pra você – afirmou, surpreso.

– Por quê?

– Ela nunca toca no assunto; com ninguém – respondeu, ainda incrédulo. – Ela deve ter se identificado mais com você do que eu supunha. A Sophie praticamente morava em casa; elas eram amigas desde o jardim de infância, então crescemos convivendo com ela. Todos nós sabíamos que ela havia nascido com uma má-formação no coração, mas isso nunca a impediu de fazer nada e, aparentemente, ela era saudável. No dia em que ela partiu, eu tinha acabado de me formar em medicina. Sadie e ela estavam sozinhas em casa, e Sophie desmaiou enquanto descia a escada para pegar alguma coisa na cozinha. Como ela começou a demorar muito para voltar, Sadie foi atrás e a encontrou caída no fim da escada. Minha irmã foi rápida e ligou para o resgate imediatamente e depois para mim, mas eu não pude fazer nada. Quando cheguei à casa dos meus pais, ela já estava morta e sendo levada pelo IML. Os paramédicos constataram o óbito e se recusaram a levá-la de ambulância.

– Isso é horrível. – Eu estava horrorizada. Ainda bem que eu não voltei a tocar no assunto com Sadie. Eu não imaginava como era perder alguém que eu amava dessa maneira, bem na minha frente, e não poder fazer nada.

– Minha irmã ficou desolada. Ela não tinha mais nenhuma amiga próxima, mas as duas tinham muitos colegas. O problema é que Sadie afastou todos eles, inicialmente sem querer, porque só queria fugir do mundo. Depois de algumas semanas um ou outro ainda ligava ou mandava recados, mas esses também desistiram depois de certo tempo, quando perceberam que ela não cederia. Foi então que minha irmã arrumou uma mala e viajou pelo país por quase um ano. Quando voltou estava diferente. Ela ainda sofre, mas hoje consegue não deixar transparecer com muita facilidade. O único problema que persistiu foi a resistência em fazer novas amizades, pelo menos até você chegar.

– Eu também não queria fazer amigos, os últimos que fiz não foram muito gentis, sabe? – Apoiei os antebraços na areia e ergui um pouco o corpo para poder sentir a brisa melhor. – Mas ela é encantadora, a Cheryl Blossom é mesmo encantadora. Ele franziu levemente o cenho com a menção a minha personagem ruiva favorita de Riverdale.

– E você acha que eu não sei? – riu, levantando-se e me estendendo a mão. – Vem, vamos para casa.

Vitório demorou a querer levantar. Acho que o cochilo na areia estava ótimo, porque tive que arrastá-lo de volta até o apartamento. Quando entramos, tudo ainda estava às escuras. Nada nem ninguém à vista.

– Você sabe onde meus irmãos se enfiam na maior parte das noites? – perguntei curiosa. Era raro ver os dois em casa ultimamente.

– É… não – titubeou.

– Mentiroso.

– Ok, se eu falar você promete não contar para eles? – Essa promessa seria difícil. Dependendo do grau da informação, eu poderia suborná-los para lavarem minha roupa suja. Mesmo assim assenti.

– Quando você veio morar aqui uma nova regra foi criada. – Era impressão minha, ou ele estava sem jeito? – Nada de mulheres dentro de casa.

– Por quê? – Como se eu nunca tivesse visto uma mulher antes.

– Porque seus irmãos não acharam saudável você conviver com as festinhas que esse apartamento proporcionava todos os fins de semana.

– Garanto que metade das piranhas do bairro quer me pegar. – Joguei-me numa cadeira da mesa de jantar. – Você pode dizer a eles que eu não sou mais criança? Muito menos virgem? – Seus olhos se fecharam e ele fez cara de poucos amigos. – Vocês não precisam parar a vida de vocês por minha causa, afinal eu vou embora logo.

– Logo, quando? – perguntou ele, sentando-se em uma cadeira ao meu lado.

– Assim que meu apartamento for vendido.

Sua postura endureceu.

– A conta bancária deles vai agradecer – disse apenas, levantando-se tão rápido quanto tinha se sentado e indo em direção ao quarto. O que eu tinha dito de errado dessa vez?

Sentei-me no sofá e antes que eu ligasse a televisão, ouvi Finn conversando com alguém ao telefone.

Sua voz estava muito longe para que eu entendesse do que se tratava o assunto, por isso resolvi entrar no corredor na ponta dos pés para poder ouvir melhor.

– Tudo bem, chego aí em meia hora – disse ele, encerrando a ligação e saindo do quarto. Fingi o melhor que pude que não estava bisbilhotando, mas minha língua me traiu.

– Vai sair?

– Vou – confirmou, passando por mim enquanto vestia uma jaqueta jeans. – A propósito, seu cabelo ficou ótimo – emendou e desapareceu no corredor.


Notas Finais


ELE NOTOU O CABELO DELA.
Pra onde será que ele vai?
Millie, vc é sonsa demaissssss!
Sadds sofreu muito pela morte da Sophie (que aqui na fic, é a Sophie Levy, filha do Shawn levy,)



link da musica caso alguém queira ouvir enquanto ler : https://www.youtube.com/watch?v=89LVQapB6Yg


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