História O garoto estranho que usava preto - Capítulo 61


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Categorias Seventeen
Personagens Boo Seungkwan, Hansol "Vernon" Chwe, Hong Jisoo "Joshua", Jeon Wonwoo, Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Lee Chan "Dino", Lee Jihun "Woozi", Lee Seokmin "DK", Seungcheol "S.Coups", Soonyoung "Hoshi", Wen Junhui "JUN", Xu Ming Hao "THE8"
Tags Jeongcheol, Jihan, Junhao, Meanie, Seokchan, Verkwan
Visualizações 183
Palavras 1.186
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Lírica, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Self Inserction, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Annyeong!
Eu me empolguei um pouquinho com este capitulo e ele saiu meio grandinho, mas ai eu percebi que eu ja estava escrevendo o proximo XD
Acabou que tive que retirar uma pequena parte desse aqui, mas tudo bem, assim eu deixo voces curiosas rsrs

Capítulo 61 - Eu sabia que algo daria errado


Continuei encarando meus pés enquanto andava ao lado de MinGyu, lutava para a tontura para não cambalear, mas com a neve escorregadia isso se tornava dificil. Mesmo que ainda estivesse fraco, triste e com medo, não podia deixa-lo ir sozinho. Não como risco dele se encontrar com meu pai. Então tinha que manter ao menos a impressão de estar bem, mesmo que estivesse longe de estar assim. Eu sabia que as chances de meu pai estar lá eram gigantes. Afinal, era a casa dele agora.

O caminho ate aquela casa nunca havia sido tão longo, e eu sabia que não tinha nada a ver com o fato de estar indo para lá da casa de MinGyu _ ao invés da escola. Meu pavor em chegar lá, os pensamentos pessimistas, tudo me indicava que algo daria errado, que ele estaria lá. Eu apenas torcia para que elas não voltassem, eu já deveria ter uma imagem deplorável, encolhido e com medo delas não me faria parecer adorável de repente.

Estava muito obvio que algo tinha que acontecer comigo agora que estava um pouco melhor. Porque desde que toda a tragédia começara eu não tinha um dia de descanso, e se tinha, era compensado com outro dez vezes pior.

E tudo era minha culpa, minha vida era boa, era normal, o problema é que eu tinha que estragar tudo. Minha vida era boa, e teria continuado daquela forma, se meu olhar não tivesse parado naquele maldito. Nada, absolutamente nada teria se tornado o inferno que se tornou se eu não tivesse sido idiota o bastante para me declarar para DongYul. Fora enganado por sua aparência inocente e inofensiva. Quase jogara varias roupas e coisas significativas fora por sua causa. Percebera que estava sendo enganado muito depois, e essa percepção pode muito bem ser considerada outro erro.

Porque se eu não tivesse percebido que ele não gostava de mim de verdade, eu não teria ido ate ele tirar satisfações. E se eu não tivesse ido atrás dele tirar satisfações...

_WonWoo...? – Senti as mãos de MinGyu envolverem meu tronco quando tropecei no nada por me perder num pensamento ruim. Soltei-me dele furtivamente, seu toque delicado e cuidadoso de mais... tão contrario ao de DongYul. O outro era tão brusco, tão duro – Você está bem?

_Hã, estou... – Falei piscando para afastar as lagrimas que haviam se formado, continuamos a andar. MinGyu continuava a me perguntar se eu estava bem e se não queria voltar. Eu queria lhe bater por ser tão atencioso, lhe afastar, mas estava claro que eu não conseguiria isso tão facilmente. Se antes eu queria lhe afastar por medo de algum dia meu pai fizer alfo com ele e agora estava o levando ate o mesmo. Era obvio que não conseguiria me afastar dele. Nem mesmo se quisesse.

MinGyu era alguém que incrivelmente me fazia querer ficar perto, e continuar ali. E isso era perigoso, eu sabia que apenas lhe traria problemas. Sabia que em algum momento DongYul viria atrás dele, sabia que algo daria errado ao chegar naquela casa. Eu era um problema na vida de qualquer um que chegava perto de mais, e MinGyu chegou perto de mais. Eu não podia ficar ali apenas lhe causando sofrimento, mas simplesmente não conseguia ficar longe. A simples menção a um pensamento de estar longe dele me fazia querer morrer, mas morrer de uma forma ainda maior do que a que eu sempre queria. Kim MinGyu era um ponto de luz e sorrisos no meio da obscuridade e morte que minha vida havia se tornado.

Eu sempre queria morrer, eu nunca queria estar ali, não me importava se a dor parasse algum dia, eu queria morrer de qualquer forma. Mas MinGyu aliviou essa vontade me fez sorrir mais vezes. Eu tinha que parar, tinha que me afastar, não envolve-lo mais na minha vida problemática.

Eu deveria morrer na verdade. Deveria explicar aos garotos o que havia acontecido, me certificar de que DongYul nunca encontrasse MinGyu, e então, morrer. Seria mais fácil para mim, e seria um alivio para todos a minha volta. O motivo do sofrimento de todos era eu, eu merecia morrer para que pudessem ser felizes. Eu não levaria mais problemas a MinGyu, os garotos saberiam de toda a verdade e ninguém mais sofreria. Isso sim era o que deveria acontecer. Mas MinGyu me fazia começar a querer desistir dessa ideia.

Paramos em frente a casa e tudo o que pude sentir foram calafrios e medo. Eu havia parado no hospital por culpa de meu pai e mesmo que não me importasse de ir para lá novamente, tinha medo do que ele poderia fazer a MinGyu.

O Kim continuou a andar e ao perceber que eu já não o acompanhava mais, olhou para trás. Continuei parado encarado aquela casa tentando evitar tremer. Falhamente.

_O que foi Won? – Indagou cauteloso, ele retornou alguns passos e me estendeu a mão para que eu logo fosse, junto dele. Engoli em seco temendo entrar ali, algo me fazia querer voltar, não entrar ali em hipótese alguma. Nunca mais voltar. Sentia um aperto no peito incrivelmente doloroso – Calma, não vai acontecer nada – Ele disse aparentando estar calmo me passando confiança. Segurei sua mão e me deixei ser levado para dentro daquele local. Sua mão quente e maior, envolvia a minha facilmente e a segurava de forma carinhosa, como se já tivesse a segurado outras vezes e estivesse acostumado com o toque. Seus dedos esquentavam os meus e o carinho depositado ali me fazia querer sorrir apesar de toda a tensão que me envolvia.

Mas a sensação deu espaço a um vazio sombrio e a vontade de chorar assim que entramos. Senti um leve aperto na mão e olhei para MinGyu encontrando um sorriso paciente. Apenas ele tinha esta capacidade de me acalmar com um simples ato como um sorriso ou um abraço. Nunc imaginaria que ele realmente fosse me abraçar para me acalmar de madrugada quando acordava e começava a pensar em todas as coisas que me aconteciam e no quanto eu merecia aquilo. Mas ele sempre o fazia, e seu abraço me passava uma sensação de proteção tão grande que eu não conseguia me afastar. Eu nunca conseguia.

Ele tentou continuar a me puxar para subir as escadas, mas mesmo minhas pernas não me obedeceram. Encarei o topo da escada lembrando de eu mesmo ali em cima, quando andara por toda a casa achando que minha mãe ainda estava viva. Meu olhar recaiu sobre a porta da cozinha levando uma lagrima a escorrer por meu rosto. A outra mão de MinGyu foi de encontro ao meu rosto a secando.

_Eu não consigo – Sussurrei sem forças para falar mais alto, ele acariciou meu rosto e sorriu pacientemente.

_Tudo bem, fique aqui, eu busco suas coisas. Apenas não chore, ok? – Assenti e após algum tempo ainda ali próximo de mim para confirmar que eu não choraria ele soltou minha mão e retirou a outra de meu rosto. O olhei enquanto subia as escadas e ia na direção do meu quarto sentindo o vazio e o silencio da casa me invadirem a cada passo seu.



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