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História O Garoto Perfeito - Capítulo 18


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Notas do Autor


Eu fiquei bastante ansiosa para chegar nesse capítulo, por isso ele está mais grandinho 😸

Espero que gostem, boa leitura ❤❤

Capítulo 18 - Deixe-me ver os seus olhos novamente


Fanfic / Fanfiction O Garoto Perfeito - Capítulo 18 - Deixe-me ver os seus olhos novamente

- O que houve Chung Ho?? – a minha preocupação já havia começado desde a primeira palavra que ele disse, o meu nome sem devida formalidade, não era o de costume... Sua fala está tão acelerada que a qualquer momento sua língua sairá para fora.

- O Jungkook... Ele não quer acordar, de forma alguma... – faltava-lhe ar – Eu percebi que ele estava mais estranho do que o normal, como Cho Hee saiu para comprar alguns ingredientes que faltava, eu fui ver se o garoto precisava de algo, mas encontrei-o no chão desacordado.

- Chung Ho, acalme-se. Ele pode ter desmaiado de novo, não sei... Espere um pouco... – eu tentava confortá-lo, mas minha cabeça começava a dar os primeiros sinais da ansiedade.

- Você não está entendendo, faz mais de cinco minutos Taehyung! cinco minutos! O normal é dois. Por favor me ajude, eu não sei se posso contar com o auxílio dos outros funcionários...

- Chung Ho... Ao menos checa a respiração dele – senti a minha angustia aumentar, minhas mãos começaram a tremer e os meus passos se apertaram, andava pela cozinha até a porta da sala continuamente.

- Irei ver... – Permaneço em silêncio a espera de sua resposta – Está fraca, Senhor Kim – parecia estar tentando se acalmar – Estacione na rua perto dos fundos, irei deixar a porta destrancada para o Senhor entrar e levar Jeon ao hospital.

- Chung Ho, não acha melhor ligar para Jung Su? Ou para uma ambulância, e-eu não sei se isso é correto...

- Jung Su não importa com a saúde do garoto, e não podemos chamar ambulância, só venha logo! – seu tom era ríspido, minha cabeça estava uma loucura, vou ou não vou? É erradíssimo, mas pelo histórico que eu tenho daquele local, Jung Su até aparenta preocupar-se com o garoto sim, mas não  se importava em ter que leva-lo ao médico, parece que para ele isso poderia ser solucionado em casa – Taehyung, e se ele morrer? Eu não tenho carro para poder ajuda-lo, eu vou ao trabalho pegando transporte público...

- Vira sua boca para lá! Jeon não irá morrer!

- Não irá se você vier logo. Caso ao contrário, eu não saberei quanto tempo o garoto ficará desacordado até finalmente perder todos os seus sentidos – é uma situação bastante delicada, eu preciso pensar direito antes de fazer qualquer coisa.

- Ahh Chung Ho... – deslizo minha mão esquerda pela testa, dando-me por vencido – Tudo bem, mas temos que ir rápido, eu realmente não saberei lidar caso Jung Su me encontrasse com Jeon desacordado, tentando sair da sua casa...

- Ótimo! Lembre-se, vá pelos fundos – seu tom parecia se aliviar, mas ainda sim sentia uma tensão no ar.

Desligo o telefone ainda atordoado, por que isso está acontecendo comigo? Ah tudo bem, não vamos pensar nisso agora, eu tenho que chamar um táxi o quanto antes, já que o tempo está curto e acredito que se eu for com o meu próprio carro não conseguiria ajudar Jeon enquanto dirijo, além do fato daquele ser conhecer o meu veículo...

[...]

Eu agradeci mentalmente pelo fato de que o taxista é uma pessoa de bom coração e aceitou ajudar-me na questão do tempo, sem enrolar. Expliquei o que estava acontecendo, e o homem disse que esperaria tranquilamente e me levaria ao hospital, acho que não está sendo tão ruim assim. Saio do carro e caminho até a porta dos fundos, tentando empurra-la, já que ela não possuía maçaneta do lado de fora. Obtendo sucesso, adentro o lugar rodeando os meus olhos por onde eu passava, evitando ser visto por alguém. Eu realmente pareço estar fazendo algo extremamente errado, bem... É um pouco inaceitável estar me metendo nisso, mas caso eu não tivesse alguma iniciativa por parte dos meus receios, poderia terminar da pior forma possível. A passos largos, saio da área de serviço dando de encontro com a cozinha, depois caminho para a sala e começo a subir as escadas para o segundo andar. Minhas mãos ainda tremiam freneticamente. Avisto Chung Ho na porta do quarto de hospedes encarando-me apreensivo.

- Ele acordou? Diga-me que sim, por favor! – o vejo responder-me negativamente, e engolindo seco, entro no quarto. Nesse exato momento sinto trilhares de sensações invadirem o meu corpo, principalmente quando os meus olhos foram de encontro ao garoto totalmente desacordado no assoalho.

- Antes do Senhor ir, tenho que falar algo – o olho confuso, ele quer mesmo conversar em uma situação dessa?

- Não pode ser outra hora Chung Ho? – agacho perto do garoto e envolvo o meu braço direito por baixo dos seus joelhos, e com o esquerdo passo envolta das suas costas.

- Não, olha, o senhor tem que desaparecer com esse garoto... – o encaro com os meus olhos cerrados, enquanto me levantava sentido o leve peso de Jeon em meus braços - Eu não quis falar isso no telefone, porque o senhor iria desistir de vir, mas eu descobri outras coisas, e devo lhe dizer que Jeon não poderá ficar mais aqui...

- Novamente com isso? Olha... Está uma confusão, eu nem ao menos sei como vou fazer para trazer Jeon de volta depois de leva-lo ao hospital. Agora você vem me falar para desaparecer com o garoto? O que quis dizer com isso? Sequestrá-lo e deixa-lo morando no meu apartamento? Eu já lhe disse que isso é loucura, ah... – arfo sentindo uma certa tontura, mas consigo controlar-me.

- Não temos tempo agora, apenas faça o que eu disse.

- Chung Ho, se tudo isso continuar, irei chamar a polícia - falo sério.

- Não, não é necessário.

- Não é necessário? Olha em que você está me envolvendo, eu nem ao menos o conheço. Como quer que eu faça isso?!

- Taehyung! – seu tom havia se tornado mais ríspido – Esqueça isso agora e olhe o estado do garoto! O senhor acha mesmo que isso tudo é só por causa de um remédio?! – meus olhos vão de encontro a Jeon em meus braços, que até então eu não havia percebido o tanto que ele está magro. Minha ficha cai ao sentir o seu corpo todo mole e sua respiração fraca de encontro ao tecido da minha blusa – Faça o que eu disse! – o olho e balanço a cabeça negando mentalmente. Não faz sentido, nada faz sentido! Por que eu não posso chamar a ambulância? Por que eu não posso ligar para polícia e acabar logo de uma vez? Temos provas do uso de medicamentos excessivo! Por que ele quer que eu fique com Jeon? É como tirar alguém da sua própria casa e fazer com que ela more contigo, mesmo a pessoa não gostando do seu antigo lar, isso é totalmente imprudente – Taehyung... – O olho de soslaio já virado para a porta, começando a caminhar para fora do quarto abstraindo algumas falas de Chung Ho - Por favor, não volte com esse garoto para essa mansão, nunca mais!

Minha cabeça estava uma bagunça, eu praticamente corria com um garoto em meus braços prestes a perder totalmente os seus sentidos, em um lugar que o meu antigo chefe jurou que eu nunca mais poderia pisar e compartilhar a mesma atmosfera que ele, e além do mais, sentia as minhas pernas fraquejarem. Tudo se passava como pequenos flashes, vez ou outra olhava para baixo e sentia algo estranho, um aperto no peito ao ver aquele garoto novo, que aparentemente tinha uma saúde boa, uma vida normal, e no qual agora... Está em um estado deplorável...

- Senhor me ajude! – elevo o meu tom para que o motorista escutasse e me ajudasse a entrar no carro. Vejo-o sair do veículo, dando a volta no automóvel e abrindo a porta do banco de trás.

- Não era melhor ter chamado uma ambulância? – o homem diz, mantendo os seus olhos sobre mim, inconformado com a situação.

- É complicado Senhor... – coloco Jeon no banco, deitando-o sobre o almofadado. Dou a volta no carro, e entro pela outra porta posicionando a cabeça do garoto em meu colo enquanto me acomodava no banco – Deixe-me ver os seus olhos novamente... – toco em seu rosto, sentido sua pele gélida e observando-a tornar-se cada vez mais pálida. Posiciono minha mão perto da sua boca entreaberta, percebendo sua respiração ainda lenta e fraca, nenhum sinal diferente... Meu estômago revirava juntamente aos meus olhos marejados, que vez ou outra deixava algumas lágrimas escaparem. Ver uma pessoa perecendo em seus braços é a pior sensação que você pode sentir.


~x~

Eu não consigo descrever o meu desespero ao chegar no hospital, quase gritando por ajuda, depois de perceber que a respiração de Jeon estava quase cessando-se de vez. Eu sou um tolo, idiota, um ser tão fútil ao ponto de seguir as ordens de Chung Ho e não ter chamado logo uma ambulância para ter os preparos necessários, eu sentia uma vontade enorme de me dar um soco, isso tudo antes de acabar desmaiando no chão do hospital. No momento eu encarava o teto da sala daquela sala branca, sentido uma leve dor de cabeça. Aconteceu tudo tão rápido, não tive nem tempo de raciocinar, mas e agora? Eu só queria saber como aquele garoto estava.

- Ah, Senhor, vejo que já acordou – escuto uma voz feminina na entrada da sala, viro minha cabeça para o lado, encontrando uma enfermeira com estatura baixa – Como está se sentido? Aceita uma água?

- Não obrigado – digo um pouco rouco, mostrando um sorriso fraco.

- Tem certeza? – afirmo com a minha cabeça, arrumando-me sobre a cama hospitalar – Tudo bem.

Vejo-a distanciar, deixando-me sozinho mais uma vez. Levanto o meu tronco e tento sentar na cama, mas acabo sentindo uma pontada na cabeça fazendo-me voltar a deitar involuntariamente. Coloco minha mão sobre o meu rosto, evitando a claridade.

- Boa tarde Senhor, como está? – deixo uma brecha entre os meus dedos e volto minha atenção a entrada, encontrando um médico sério, segurando uma prancheta.

- Mais ou menos...

- Bem, acredito que queira saber sobre Jeon, felizmente nós conseguimos normalizar os seus batimentos cardíacos.

- Então ele não está com riscos de... Você sabe – digo com um semblante triste.

- Não, não. Jeon está com a frequência cardíaca normal, apenas permanece desacordado. Ao que tudo indica, o garoto sofreu um choque pelo uso excessivo de medicamentos hipnóticos*, padece com a falta de nutrientes e vitaminas no organismo, além de que o seu peso está abaixo da média, comparado a sua estatura. Eu preciso fazer algumas perguntas ao Senhor, caso não estiver muito à vontade no momento, voltarei daqui alguns minutos – perguntas... Que tipo de perguntas? Eu não sei nada sobre o garoto, o que eu devo fazer? *o mesmo que soníferos

- Tudo bem, posso responder agora – tento sentar na cama novamente, ainda sentindo leves pontadas em minha cabeça, mas apenas ignorei.

- Primeiro, eu preciso saber o nome inteiro de Jeon, a sua idade, seu endereço e identidade – o médico diz calmamente.

- Bem, eu não sei muito sobre o garoto, apenas tenho conhecimento do seu nome e sua idade. Ele se chama Jeon Jungkook, tem dezenove anos – ao mesmo tempo que o via anotar as informações em sua prancheta, também percebi o seu rosto levemente surpreso logo após a minha última fala, bem, é de se esperar.

- Hmm, você sabe de alguém que eu possa entrar em contato, algum familiar ou amigo? – tento esconder o meu semblante apreensivo, digamos que eu sou um pouco ruim em mentiras, mas vou tentar evitar ao máximo.

- Não Senhor, ele é apenas um amigo que eu não via há anos – começou...

- Entendo, então, provavelmente o Senhor não sabe muito da vida do seu amigo atualmente, mas apesar disso, vocês não se falavam por meio de ligações?

- Muito pouco.

- E nas vezes que o Senhor conseguia manter contato com Jeon, você percebia algo diferente na sua fala? Palavras de autodesvalorização, comportamento apático. Algo que tenha conhecimento? – comportamento apático... Jeon com certeza apresenta uma conduta indiferente, desanimada, parece insensível com as coisas. Isso é mais um ponto para se pensar, e se ele mesmo anda se automedicando? Não... Jeon precisaria de alguém para comprar os remédios, ainda sim Jung Su pode estar envolvido. Eu ainda não esqueci do que vi em sua mão naquela cafeteria.

- Quando o convidei para visitar-me, percebi um comportamento apático Senhor. Parecia avoado e indiferente com as coisas que aconteciam ao seu redor – ao menos eu não estou contando uma mentira pura.

- Entendo... Uma última pergunta, o Senhor o viu comendo quando o garoto lhe visitou?

- Ah... – pensa em algo... Eu deveria afirmar com apenas um não? Acho melhor evitar qualquer outro motivo para novas perguntas - Não Senhor.

- Okei... – o vejo mexer a caneta freneticamente sobre a folha de papel, terminando de anotar algo – Obrigado pela ajuda Senhor, caso já esteja se sentindo bem ao ponto de levantar-se, pode caminhar para a sala de espera, a qualquer momento chamarei o Senhor.

- Eu não posso vê-lo antes? – minha ansiedade não aguentaria.

- Bem... Caso o garoto já tenha acordado, iremos realizar a lavagem gástrica com soro, mas é até bom o senhor ir para passar segurança ao garoto, já que é um procedimento um pouco incômodo – essas palavras pareceram tão fortes... Bem, ao menos devo ficar feliz por tudo estar indo como deveria ser, preciso parar com esse pessimismo.

- Entendi – levanto lentamente da cama hospitalar, sentindo ainda pequenas dores na região occipital da cabeça, consequentemente coloco minha mão sobre minha nuca, alisando-a.

[...]

No momento eu estava á um passo de entrar na sala em que Jeon estava, meus batimentos cardíacos aumentavam por um motivo desconhecido, talvez seja a ansiedade de vê-lo, ou melhor, a preocupação, certo? Ah... Tenho que focar em outra coisa, o médico me disse que caso Jeon esteja acordado eles poderão realizar o procedimento e então eu conseguiria passar segurança ao garoto, portanto, tenho que estar preparado.

- Boa tarde doutor, já está tudo arrumado, felizmente o garoto acordou – uma enfermeira que estava na sala diz, deixando-me aliviado. Meus olhos percorrem pelo lugar até chegar em Jeon, o garoto estava sentado na cama hospitalar encarando intensamente a parede mais a sua frente – O Senhor é algum conhecido de Jeon? – a enfermeira volta a sua atenção para mim.

- Sim, o doutor disse que eu poderia vir para passar confiança ao garoto – abro um sorriso simplista.

- Oh! Que solidário da sua parte. O senhor pode ficar ao lado esquerdo da cama – diz, apontando para o local.

Fazia tanto tempo que não via Jeon consciente de perto, por que tenho uma sensação fria no estômago?

- A senhora já mediu o tamanho do tubo? – o doutor diz, aproximando-se da mulher.

- Sim, está marcado com o esparadrapo até o ponto certo da inserção.

- Ótimo.

- Jeon? – vejo a enfermeira tentando ter a atenção do garoto, sendo correspondida com o seu olhar depois de alguns segundos – Como eu já havia explicado para você, irei inserir este tubinho pelo seu nariz. Você poderá sentir um desconforto, mas caso isso aconteça é só me avisar, tudo bem? – eu observava tudo atenciosamente, só de pensar em estar no seu lugar já me dá calafrios, deve ser uma sensação horrível – Qualquer coisa, você pode apertar a mão desse rapaz, perdão, como o Senhor se chama? – vejo-a me olhar.

- Kim Taehyung.

- Então, você poderá apertar a mão do Taehyung, caso se sinta mais confortável – apertar a minha mão? Por que é tão estranho pensar nisso? Talvez seja pelo fato dele nunca ter me tocado dessa forma. Meus olhos se fixam em Jeon, que levanta o seu olhar rapidamente em minha direção, logo abaixando. Por que ele sempre faz isso? - Tudo bem, irei começar – deixo minha mão perto de Jeon caso precise. Observo-a passando algum líquido envolta do tubo, deve ser para a inserção não ser tão dolorida. Com cuidado, a enfermeira introduz o objeto lentamente dentro do seu nariz. Os olhos do garoto se apertam e logo em seguida sinto um leve toque em minha mão seguido imediatamente de um aperto. Decidi fazer um carinho com o meu polegar em sua pele, claro, hesitei várias vezes antes de realizar tal ato, mas algo me diz que isso o acalmou.

[...]

É de fato horrível ver alguém passar por isso, você sente a angustia juntamente a pessoa, mas ao menos devo agradecer que deu tudo certo. A enfermeira permanecia arrumando algumas coisas nas quais ela havia usado, o doutor já se encontrava fora da sala, visto que, ele precisava sair para atender outros pacientes.

- Irei voltar daqui a doze minutos, depois de realizar o mesmo procedimento as dez vezes, irei retirar o tubo e você poderá ficar mais à vontade – a enfermeira diz com um sorriso acolhedor no rosto, vejo Jeon concordar com a cabeça, logo fechando os olhos e encostando sua cabeça sobre o travesseiro. A mulher abandona a sala, deixando-nos a sós.

- Está se sentindo melhor? – eu hesitei em perguntar, mas eu queria conversar com ele, por mais que talvez Jeon não respondesse, eu ao menos sentiria feliz em tentar manter contato com o garoto.

- Hmm... – um murmuro com o balançar da sua cabeça afirmando minha pergunta. Sua cor já havia voltado ao normal, mas eu ainda estava assustado com a perda de peso repentina que ele teve, será que Jung Su não andava alimentando-o? Só de pensar nisso, a raiva sobe por todo o meu corpo – Por que o Senhor fez isso? – o olho assustado, a voz dele também havia mudado, digo, está mais intensa, já que eu estou acostumado praticamente com sussurros vindo da sua parte.

- Isso o que?

- Tirou-me da mansão – observo o seu dedo indicador fazer movimentos circulares sobre a manta do hospital.

- Você estava passando mal, como eu iria deixá-lo lá?

- Não deveria... – sua cabeça vira em minha direção e o seu olhar começa a percorrer pelo o meu corpo, subindo lentamente até os meus olhos. Suas orbes fúlgidas passavam algo diferente, uma sensação na qual me fazia perder em seu olhar, totalmente confuso dos meus próprios pensamentos. Sua boca ameaçou abrir querendo dizer algo, mas como é o de se esperar, ele volta a cabeça para o mesmo lugar de antes.

- Por que sempre faz isso? – não pude deixar de perguntar, aquilo me incomodava, parecia que eu o fazia sentir mal, não sei.

- É espontâneo – eu gostaria muito de entende-lo, mas é tão difícil. Balanço a cabeça frustrado e logo depois deixo escapar um suspiro, ele é realmente misterioso...


Notas Finais


Irei explicar como funcionou a lavagem gástrica com soro para não assustar vocês 😂
Bem, a enfermeira inseriu um tubo bem fininho no nariz de Jeon até chegar no estômago. Depois, ela aplicou pequenas doses de soro fisiológico para "eliminar" o medicamento do seu estômago (não se pode injetar tudo de uma vez, por isso ela irá fazer o mesmo procedimento 10 vezes). O desconforto só vem quando ocorre a inserção do tubo, depois você se acostuma.

Eu tive que dar uma pesquisadinha para escrever esse capítulo, já que eu gosto de trazer coisas diferentes, como o de costume. Espero que não tenham achado estranho ou algo do tipo 😊

Música:

Lena Katina - Never Forget (é um rock bem levinho)

Fiquem com essa fofura: https://www.instagram.com/p/CBopB63pC1z/?igshid=18nvlyl8ltm47


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