História O Garoto que Adorava Estrelas (Hiatus) - Capítulo 1


Escrita por:

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Drama, Jikook, Jjk, Pjm, Romance, Yaoi
Visualizações 8
Palavras 2.636
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drabble, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, e cá estou eu pleníssima postando o meu querido Jikook (que são os amores of my life)
Essa fanfic é fluffy porque o Jungkook é um nenem
Não darei detalhes senão conto a historia toda
boa leitura

Capítulo 1 - "As estrelas estão lindas esta noite"


 

E lá estava eu novamente, em um psicólogo. Posso ter lá para os meus dezenove anos, mas infelizmente ainda morava com minha mãe e tinha que ir. Não que eu fosse louco, eu só não era como todo mundo, que lutava para ser mais do que qualquer um.
Particularmente me considerava uma pessoa realista, por mais idiota que pareça. Afinal, estou em uma sala com um psicólogo.

- E como tem sido na sua casa? Seus irmãos vão bem, sua mãe? - Hyun, como sempre, gostava de perguntar sobre minha família no início das sessões, afinal de contas ela é um desastre.

Eu, por minha vez, não hesitei em dizer o quão feliz estava com o novo quarto - havíamos nos mudado há três dias, meu quarto tinha visão para o céu, adoro vê-lo pela noite. Infelizmente ninguém se importa.

- E me diga... por que você não passa um tempo com seus amigos? Sua mãe costuma dizer que você passa muito tempo sozinho.

- Pensei que tudo o que eu dissesse aqui ficaria só entre nós.

- E fica. Eu apenas estou conversando com você, Jeon. Sei que passa muito tempo sozinho, então quero ajudar. - arqueou uma de suas sobrancelhas, me convencendo de conversar com ele.

Não tenho amigos. Estou sempre no quarto e, aparentemente, não tenho uma vida social.

Era bom conversar com Hyun, sentia que ele me entendia de alguma forma, por mais que fosse seu trabalho tentar compreender o que se passa na minha cabeça, eu sentia que era bom falar com ele.

E então acabei me tocando que deveria ser essa a sensação de contar suas coisas para alguém como um amigo. Parece importante.
Nossas sessões duram no máximo uma hora e tínhamos um horário de dois em dois dias, exceto aos domingos. Estou mais do que acostumado a falar com ele, e por mais entediante que pareça, não é.

O meu maior dilema tem sido o porque de eu ter tratamento psicológico sendo que eu não tenho nenhum tipo de problemas com isso. Posso não ter amigos, não me dar bem com alguns dos meus irmãos, mas ainda sim sou considerado um ser humano comum.

Após sair do consultório de Hyun, eu tinha o costume de ir até a cafeteria e pedir cappuccino. Era mais um de meus costumes, minha vida não se passava de uma rotina e, apesar disso, eu vivo sorrindo. Independente de ser odiado pela minha mãe e por dois dos meus irmãos eu continuava sorrindo. Eu os amo mesmo sendo odiado.

- Com licença, posso me sentar aqui? O senhor parece um pouco abatido. - um loiro vem até mim como um anjinho, parecia um tanto envergonhado.

- Claro. Eu estou mesmo, não achei que fosse perceber. - digo tímido, dando um riso nervoso.

Eu sabia que conhecia esse baixinho. Jamais esqueci esses olhos. Essa voz. Não tinha como ser ele, não podia ser.

- Jimin... - meus olhos não estavam acreditando no que estavam vendo. A imagem dele nunca saiu da minha cabeça desde o dia em que saiu dessa cidade. Desde que ele foi embora.

- Como vai Jungkook? - coçou sua nuca, envergonhado.

Jamais me esqueceria desses olhos, desse sorriso, desse homem. Jimin era a pessoa que eu passava horas observando e nem percebia. Sempre soube que havia alguma coisa diferente em si, e mesmo observando-o tanto nunca fui capaz de descobrir.

- Bem, eu acho. Um pouco desnorteado, para ser sincero. O que traz você aqui? - pergunto realmente desnorteado. Meus olhos nem sequer piscavam, eu estava em choque, desacreditado de que ele estava aqui, bem diante de mim. Era muito para digerir.

Apesar de eu o admirar e sempre ter sido bom para ele, Jimin acabou indo para Daegu estudar depois do colegial, então passamos a nos falar por SMS, até ele parar de responder minhas mensagens no começo do ano passado. Me senti tão mal na época que cheguei a mentir para Son-ae, minha irmãzinha, e para minha mãe. Disse que estava mal porque não via as estrelas brilharem como antes - de certa forma era verdade, Jimin era uma estrela linda e brilhante, eu amava o seu brilho.

Por falar em estrelas, são minha paixão. Talvez eu devesse estudá-las, mas acho que nas atuais situações não me encontro em um bom estado para isso, infelizmente. Gostaria de saber em como elas atuam na vida das pessoas, tirando o fato de serem apenas parte do céu e dando outro tipo de impressão, algo expresso, não dito. Acho que está mais para uma filosofia.

- Eu terminei meus estudos antes do que imaginei. Voltei para Busan, Jungkook. - o outro sorri. Eu adoro quando ele sorri para mim, jamais me esqueci do quão bonito era vê-lo sorrir.

Seu sorriso nada mais nada menos do que angelical me enlouquecia, eu sempre o achei muito mais que todos os outros; Jimin possuía um brilho diferente, porém muito lindo.

- Ah, então decidiu voltar? - pergunto com o ar de quem nunca mais pensou em vê-lo e isso não parece ter soado bem. - Quer dizer, pensei que depois desses anos ficaria em Daegu. - abaixei a cabeça, envergonhado e com medo de ele me entender mal. Era muito importante que ele tenha uma boa visão sobre mim.

Sempre gostei de impressioná-lo, era uma das minhas atividades favoritas. Eu sempre adorei fazer alguma coisa que impressione ele para receber um sorriso, ou talvez um abraço. Sempre fiz de tudo para agradar.

- Sim, tem muitas coisas que gosto aqui. - olhou para cima, pensativo. Talvez tentando se recordar das milhares de coisas que o traziam de volta aqui. - E jamais poderia me esquecer de você, é claro. Sempre foi ótimo para mim. - sorriu, gentil. Uma das coisas que ele mais fazia era sorrir. Eu amo isso nele.

- Tão ótimo que você se esqueceu completamente da minha existência... - murmurei em um tom inaudível e se tudo desse certo ele não escutaria minha ignorância. Eu só me sentia mal por ter sido deixado de lado.

- Como? 

- Nada.

  - Jungkook...  

Era horrível ser tão ignorante com ele, eu não conseguia, então acabei me rendendo à parte de mim que implorava para que eu lhe contasse.

- É que depois de mais de um ano sem respostas eu me senti mal, Jimin, muito mal. Sabe como é isso? - meus olhos queimavam, havia uma chama inacabável que mantinha minha extrema vontade de chorar.

Era assim que eu me sentia. Largado, como um objeto qualquer que fora deixado para trás. Me senti horrível quando parei de receber as mensagens dele, pior ainda quando eu sabia que ele tinha recebido todas elas.

- Não, Jungkook. Eu não sei. - se levantou e veio se sentar ao meu lado. - Mas imagino que não tenha sido nada bom, me perdoe.

- Jimin, por que você fez isso? - olhei no fundo dos seus lindos olhos escuros, à  procura de respostas que pudessem ser transmitidas. Qualquer coisa. - Por que não respondeu mais? 

- É que... - ele hesitou. Olhou para o chão e depois, novamente, para mim. - Queria que você não me mandasse mais nada. Eu não pretendia voltar, e sei que isso faria mal para você, além de ser doloroso para mim estar longe do meu garoto estrela. Sinto por isso, Jungkook. - uma de suas mãos parou sobre meus cabelos, massageando ali. 

Ele me olhava de uma forma um tanto tristonha. Me partia o coração vê-lo assim. E por mais que ele tenha sido horrível comigo por motivos bobos, eu não conseguia odiá-lo. Jamais conseguiria sentia algo ruim por ele.
Sentir suas mãos era como voltar no tempo e ter sempre comigo uma pessoa que eu amava. Na verdade, que eu amo. Jamais admiti para ele e mal admitia para mim mesmo, mas sentia algo grande por ele. Algo que não cabe apenas a mim sentir, uma coisa que deveria ser compartilhada, e, infelizmente, não era.

- Jimin, eu...

- Seu cappuccino, senhor. - o garçom acabou por me interromper, fazendo com que Jimin se afastasse um pouco.

Eu iria falar com ele que não tinha com o que se preocupar. E acho que foi melhor assim. Foi bem melhor.

- Obrigado.

- Cappuccino de chocolate. Nada mudou. - riu soprado, olhando fixamente para mim.

Ele sempre soube que é meu favorito, apesar de não prestar atenção em mim. Sempre que eu vinha aqui ele aparecia e se sentava comigo enquanto conversávamos.

Não éramos amigos, como parece. Jimin era aquele que sempre se preocupou, mas sempre do jeito dele. Acho que jamais me considerou muita coisa, já que sempre fui apenas um bebê chorão que estava sempre com ele. Sinceramente eu adorava quando ele se sentava comigo. Me sentia seguro.

- Por que você realmente voltou, Jimin?

- Porque eu não me sentia bem em Daegu. Era uma realidade diferente e eu não gostei. Senti falta daqui. - sua resposta foi bastante clara, mas Jimin não me parecia convincente. Esse não era o verdadeiro motivo.

Infelizmente eu não podia provar o contrário e não teria nenhum outro motivo para impor, isso me obriga a aceitar.

- Além disso eu tenho que manter uma pessoa importante sempre por perto. - apertou minhas bochechas e eu ri. 

Como senti saudades dele.

[...]

- Jungkook, mamãe está chamando por você. - Soon-ae, cautelosamente, abriu a porta do quarto enquanto me passava a mensagem.

Tiro meus olhos do livro com o conteúdo dramático e dou atenção para Soon-ae. Tão delicada. Nem parece ser realmente dessa família. Não há conflito nenhum em si, ela era pura e adorável como um anjinho. Os cabelos loiros e pele esbranquiçada revelavam traços da mamãe, diferente de mim e de ambos meus três irmãos mais velhos.

- Oh.. Sabe onde ela está Soon-ae-ssi? - fui até ela e a abracei, a deixando confortável em meus braços.

- No jardim, plantando girassóis.

Desfiz o abraço e selei o topo de sua cabeça. Ela é realmente um amor. Tenho sorte em ter tido uma irmã como ela.

Desci as escadas do sótão, meu coração estava disparado, mamãe nunca me chama para conversar sem um bom motivo, e devo dizer que seja lá qual for, tenho medo.

O jardim estava muito bem cuidado. O gramado era verde e bem aparado como se fosse perfeito e medido milimetricamente, eu gostei desse jardim.

E lá estava ela com os girassóis. Seu rosto nunca teve uma feição muito agradável, ela olhava para tudo com desdém, apesar de dizer que ama essas flores.

- Soon-ae disse que estava a me procurar. - paro perto dela, eu estava pouco atrás de si.

É estranho conversar com ela. Tenho tanto medo de irritá-la que acabo sendo educado e um pouco formal de mais para quem está conversando com a mãe.

- Sim. Você não veio falar comigo depois da sessão. O que se passou? - sua voz estava calma e era estranho, porque geralmente ela não dá a mínima para mim, e muito menos para as minhas sessões.

Era de costume que eu venha falar com ela sobre qualquer coisa, mas hoje não me lembrei que devia pelo fato de ter encontrado Jimin. Estava muito intrigado com a volta dele, era muito para mim, eu acabei me acostumando com fato de ter sido esquecido e com a sensação de estar sozinho.

- Foi normal. Nada de especial.

- Conversaram sobre o que, Jungkook?

Sem tirar os olhos do chão, as mãos atrás das costas, postura impecável, disse que o assunto não deveria sair do consultório, como o combinado.

- Ah, Jeon. - me chamou pelo sobrenome, lembrando do meu pai. - Você se parece tanto com seu pai. Muito mais do que JungHyun, por sinal. Você é idêntico à ele. - mamãe tirou as luvas que usava para não sujar as mãos e se virou para mim, olhando nos meus olhos.

Suas mãos foram parar em minhas bochechas e ela massageou ali com os dedos. Esse comportamento era estranho.

- Olhar para você me faz lembrar de como era olhar o rosto dele. Jungkook você é tão especial...

Mamãe estava estranha. Algo me dizia que ela ia acabar ficando maluca com essa história, ainda mais porque se trata do meu falecido pai, o homem que ela ama e jamais deixará de amar. Minha mãe foi uma mulher maravilhosa. E então ele morreu e a maior parte dela parecia ter morrido com ele. Desde já ela tem sido essa pessoa fria e arrogante comigo, principalmente.

Hesitei em qualquer coisa. Mamãe estava em um estado de transe, estou um pouco desconfortável com o toque excessivo no meu rosto. Sua feição era indecifrável, seus olhos estavam cravados em mim. Era um pouco ruim.

- Especial? - pergunto, enfim.

Mamãe deveria estar bêbada, no mínimo.

- Sim, meu querido Jungkook. Especial. - passou de leve uma mão em meus cabelos.

Senti um arrepio estranho percorrer minha espinha e então me toquei que seja lá o que ela estivesse fazendo, não era bom, nada bom.

- Ahn... posso voltar pro quarto? - me afasto aos poucos, recuando milimetricamente, passo a passo.

sei o que deu nela, isso foi estranho.

- Claro. Vá para o quarto.

- Sim, senhora. - saio dali rapidamente, amedrontado. 

Céus, o que aconteceu? Ela estava um pouco descontrolada, estava falando em um tom totalmente esquisito. Estou preocupado com ela. Falar do meu pai não faz bem para ela, então acho melhor evitar da próxima vez.

Perdido em muitos pensamentos - a volta do Jimin, o comportamento estranho da mamãe e a morte do papai -, acabei nem retornando à leitura e deixando para trás todos os meus afazeres. Depois do dia de hoje estou um pouco atordoado.

Ouço o som do toque de mensagens e olho para a tela do telefone. Número desconhecido.

"Oi Jungkook. Já esta dormindo?"

"Espero que esteja vendo as estrelas, elas estão lindas esta noite."

Jimin...

Sorrio com suas mensagens e fico um pouco bobo, pois não esperava que ele viesse falar comigo. Muito menos achei que se recordasse da minha paixão por estrelas. Podemos dizer que no colegial, quando nos conhecemos, eu usava um all-star confeccionado com estrelinhas amarelas, enquanto o fundo era azul escuro, assim como o céu. Foi uma das coisas que ele achou super estranho na época, porém diz ser fofo esse meu "jeitinho" estranho.

"Olá, Jimin. Elas sempre estão bonitas. Obrigado por se preocupar."

Meu jeito de conversar com ele é esse, e por mais que pareça seco, é o melhor jeito de conversar com ele sem parecer um louco que morre de paixão, não quero me iludir com isso, sei que Jimin jamais sentiria algo como isso por mim.

"O que houve? Está triste pela conversa de mais cedo?"

Boa tentativa, Park Jimin, mas você errou - ou acertou apenas pela metade.

"Não. Senti saudade."

Seria horrível não dizer isso. Eu senti tanto a falta dele que desejei estar em Daegu um milhão de vezes. Infelizmente todas as vezes que tentei, via apenas o céu estrelado de Busan, ao abrir os olhos.

Demorou, mas Park me respondeu depois de um tempo e, sem perceber, estava com os olhos grudados ta tela do celular à espera de mais uma de suas palavras. As palavras que vêm de sua mente para mim. Adorável.

"Eu jamais me esqueceria de você, querido. Não espere que eu vá embora sem dizer adeus.. Nunca mais deve se preocupar com isso. Não vamos mais ter que dizer adeus."

Querido? Quer dizer, o  querido dele? Se eu estiver em um sonho prefiro estar nele. Ah, Park Jimin, por que você me enlouquece tanto? 

E como assim "não vamos mais ter que dizer adeus"? Ah, ele me deixa tão confuso. Estou ainda mais atordoado do que antes. 

Devo refletir.
 


Notas Finais


até o próximo capítulo xuxus
aceito críticas construtivas da história <3


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