História O Garoto Que Eu Costumava Gostar - Capítulo 15


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Categorias EXO, Girls' Generation
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Hyoyeon, Jessica, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Seohyun, Sooyoung, Suho, Sunny, Taeyeon, Tao, Tiffany, Xiumin, Yoona, Yuri
Tags Baekai, Kaibaek, Kaisoo, Lubaek, Sekai
Visualizações 85
Palavras 1.663
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Tempestades vêm e vão



Sempre achei Baekhyun a criatura mais sufodoramente adorável e cativante do mundo. E isso me irritava. De todo seu jeitinho doce e tagarela, era inconsequente. Mas, apesar de tudo, era inocente. Ao ponto de um garoto virjão e introvertido como eu me sentir sujo ao presenciá-lo diversas vezes não entender piadas de duplo sentido, ou dizer alto de duplo sentido e não saber que é, ou quando ele deixou cair sorvete na calça sem perceber aquela mancha branca em próximo ao cós da calça e andar pelo parque o dia todo daquele jeito, até que, claro, eu percebesse o que aquilo estava parecendo aos olhares malicioso das pessoas ao nosso redor. Ou quando ele resvoleu me ajudar a lavar o carro de meu pai, usando um short curtinho e molhado, o que deixava em vista suas coxas bem definidas e abundância farta que era inegável não olhar. Ou quando eramos mais novos e ainda dormiamos na mesma cama quando íamos para casa um do outro, por mesmo da escuridão, e eu sentia o corpo dele coladinho ao meu sem poder dizer ou fazer absolutamente nada. Porque acordaria ele e... Bem, eu até que gostava.


De qualquer forma, a inocência mental ainda existia em Baekhyun, apesar de muitas ações do mesmo dizerem o contrário. Ele era um bebê com um metro de setenta de altura.


- Não está se esquecendo de nada? - Perguntou de frente ao espelho.


- Não. - Respondi.


- Mesmo? Nem identidade, carteira, dinheiro suficiente, água... ?


- Baekhyun, nós só vamos a um show, não acampar no faroeste.


- Só quero ter a certeza de que não vamos nos esquecer de nada. - Bufou antes de falar. Ajeitava alguns fios rosas de cabelo que havia pintado mais cedo. Ao meu ver só o deixava mais infantil um cabelo assim.


- Não, mas vamos acabar chegando atrasados se você não terminar logo isso.


Terminei de calçar meu tênis preto e baguncei um pouco meu cabelo por estar meio lambido. Não era hora de agir como um nerd. Baekhyun sorriu entusiasmado e me puxou pelo braço até a porta, me abraçando - quase esmagando - antes de seguirmos caminho ao metrô.

X


Chegando no evento, me econtrei com Chanyeol, Luhan e Suho. Os três usavam roupas de um estilo mais alternativo, derivando de calça de couro até blusinha de oncinha. Baekhyun estava bem animado, me segurou pelo braço esquerdo e começou a andar todo animadinho pelo local. Era um campo bem grande, grama verde e fresca, onde lá na frente havia um palco gigante com direito a luzes neon e tudo mais. A banda ainda não estava em palco, mas de qualquer forma não fazia muita diferença para mim - tirando a parte, é claro, que Baekhyun muito provavelmente começaria a gritar cof cantar bem alto me puxando pelo braço me fazendo acordar com dores de martelada.


Taeyeon e Krystal também estavam lá, e ao vê-las não pude deixar de lembrar que ambas eram ex namoradas de Jongin.


Pensamentos a parte, eu estava ali para me divertir, e não para ficar pensando no passado...

Luhan comprou algumas bebidas e se sentou ao meu lado, digo bem ao meu lado mesmo, junto com todo o pessoal. Estavamos sentados na grama de um local que dava para ver o palco de longe. Não estava tão lotado e somente em duas horas que a tão esperada banda iria tocar.


Me senti observado por Luhan. Ele já estava bem alterado e sempre que ia falar alguma coisa meio que se jogava em cima de mim. Não quis ser chato então não disse nada.


Baekhyun as vezes dava umas gargalhadas tão intensas que eu não conseguia não rir junto.


- Como se o Lay não fosse afim de você. - Dizia Chanyeol para Suho.


- Como se você não fosse afim do Baekhyun. - Retrucou Suho e todos ficaram calados. Percebi as bochechas de Baekhyun ficando vermelhas quando ele me olhou meio risonho e bebeu um pouco da minha cerveja intocada logo rindo do jeito escandaloso dele.


- Olha só quem veio. - Disse Luhan se levantando para cumprimentar Xiumin e Chen. Ambos se juntaram a nós.


- Vocês estão sabendo da nova? - Perguntou Xiumin.


- O que?


- Irene e Seulgi estão namorando.


- A Irene não estava com a Wendy? - Perguntou Suho pensativo.


- Não, meu caro.


- Que rápido. - Comentou Chen.


- Olha quem também resolveu vir... - Cochicho Chanyeol para nós. Era Jongin. Ele estava tão diferente, usava uma calça jeans toda rasgada, jaqueta, coturno e tinha os cabelos bagunçados de um jeito meio punk, como se fosse proposital.


Baekhyun sorriu nervoso para Chanyeol e Jongin estava abraçado com Sehun. Como isso era possível? Era algum tipo de vingança? Ah, como se Sehun fosse disso... Talvez apenas... coincidência?


Sequer percebi que Baekhyun havia sumido do meu lado e que corria como um doido pelo campo junto com Chanyeol. Depois que percebi que ele havia pegado a cerveja do maior.


Uma música alta começou a tocar e eu não pude chamar Baekhyun para contar o quanto eu estava irritado.


Jongin e Sehun estavam a uns trinta metros de distância mas era bem claro a animação na conversa dos dois, com direito a cochicho no ouvido bem de perto de tudo. Se eu pudesse fazer raios de energia sair de meus olhos com ceteza os dois já estariam tostados.


Respirei fundo e bebi com tudo minha latinha de cerveja. Luhan ainda estava ao meu lado, meio perdido e rindo pro vento. Suho também havia sumido e Xiumin e Chen estavam ocupados demais lambendo a cara um do outro.


Ah, não tive outra opção a não ser atender ao que Luhan tanto pedia. Ele sabia que eu não gostava dessa de o ter como segunda opção, ele não era nem terceira, mas ele parecia não entender e continuar no meu pé.


Ele foi mais rápido e me puxou pela nuca, enfiando sua língua com tudo em minha boca. Reagi com um certo espamo em meu corpo, seus lábios estavam quentes e bem húmidos, e eu não saberia dizer se o gosto de álcool vinha dele ou de mim.


Passamos alguns minutos nessa, até que uma gritaria do público surgisse do nada. A tão esperada banda finalmente estava em palco. Baekhyun veio todo animado e me puxou pelo braço. Ele cheirava a.... A Chanyeol. Ri internamente quando me dei conta disso.


Entramos na multidão junto com os outros meninos. De repente tudo havia ficado apertado, inclusive meus sapatos.


Não conseguimos chegar muito perto do palco mas onde estávamos era o suficiente para Baekhyun pular e gritar até que não sobrasse mais um pé de gente ali.


A música era muito boa, senti que era o primeiro show que eu Baekhyun me chamava que me agradava de fato.


Uma luz roxa bem forte tomou de conta do palco e a cada minuto que passava ficava mais apertado.


De relance olhei em minha volta atrás de Luhan, que havia sumido, assim como Chanyeol e o Xiumin. Só quem consegui enxergar era o Chen e o Suho abraçado com Lay a uns três passos de mim. Baekhyun estava a minha frente e as vezes se virava de uma vez e começava a cantar em quase um desespero pra mim... Como se eu estivesse entendendo alguma coisa ali...


Logo uma fumaça enorme surgiu, daqueles efeitos pirotécnicos que todo show tem que ter, que sempre me faziam ficar tonto e me engasgar. Dito e feito.


Comecei a tossir como se tivesse engolido um saco de pimentas e corri o mais rápido para longe dali. No caminho me encontrei com Chanyeol que me perguntou onde estava Baekhyun, percebeu meu estado e disse que eu poderia encontrar água próximo a entrada do parque, e eu tentei apontar para onde Baekhyun estava mas eu nem lembrava mais.


Corri meio desperado até a entrada do local, encontrando algumas garrafas de água que estavam sendo distribuídas de graça ali. Peguei uma e bebi tão rápido que deixei um pouco, ou bastante, cair em minha roupa.


- Droga, Kyungsoo. - Reclamei comigo mesmo. - Lesado.


Após recuperar minha respiração, ainda meio tonto me sentei em uma cadeira de ferro que estava ali.


Foi quando o que eu tanto temia naquela noite estava acontecendo. Atrás de uma árvore próxima a uma stand que vendia bebidas estava Jongin e Sehun. Os dois se beijavam como se não existisse o resto do mundo pra eles, o que me incomodou bastante. Era como se somente eu pudesse ver eles dois, com meus olhos perdidos, minha postura recaída.

Meio sem querer continuar olhando, de relance vi Jongin aperar as costas e a parte de trás de Sehun, o que fez o mesmo sorrir. Confesso que sempre achei Sehun bonito, suas curvas eram perfeitas, assim como as de Jongin. Formavam um casal e tanto. O que eu deveria fazer? Não se pode ter tudo. Me senti arrependido por um instante por ter sido tão grosso com Sehun, mas se eu soubesse o que iria presenciar semanas depois teria dito mais umas poucas e boas para ele.


Céus, que confusão! Senti meus dedos gelarem só de imaginar... E como assim Jongin beijava garotos? Como? Não era ele que odiava.... Que me odiava? Então ele estar naquela boate gay não era coincidência, era? Eu bem que desconfiei.


Que humilhante. Me senti humilhado. Se estava tudo indo bem nos últimos dias, aquele havia sido a tempestade levando tudo embora e me deixando completamente desolado. Caramba, até em passar a noite chorando por aquilo passou pela minha cabeça. Que desgraça. Definitivamente nunca havia desejado com tanta força tem visão de raio laser para poder queimar aqueles dois.


Meio acabado me levantei e andei bem devagar até onde eu estava sentado com os garotos. A música ainda tocava alto e as pessoas pulavam calorosamente, mas eu não conseguia ouvir nem sentir nada. É uma merda ter o coração partido, e nem apaixonado de verdade eu estava...



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