História O garoto que odiava o oceano - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Suga, V
Tags Abo, Bangtan Boys, Bts, Fobia, Jihope, Lemon, Namjin, Oceano, Taegi, Talassofobia, Yaoi
Visualizações 532
Palavras 1.198
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Lemon, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olaaa

Dessa vez eu não demorei 70 anos tá?

Enfim, boa leitura :)

Capítulo 14 - Cuidados


Seokjin andava pelas ruas de Busan durante aquela chuva. Já estava encharcado mesmo, então nem se preocupava em correr, como Yoongi e Taehyung, a quem ele seguia durante toda aquela noite.


Parou, e viu os dois se beijando no meio da chuva. Sentiu-se satisfeito, pois sabia que seu plano estava dando certo, mas tinha algo a mais naquele sentimento, algo que ele não conseguiu identificar.


Era inveja.


Nunca estaria naquela situação, ninguém nunca o amaria de verdade. Afinal, quem amaria alguém como ele? Que é nada mais que um covarde que não consegue enfrentar seu pai -Não Dongseob, seu outro pai, Woomin - e dizer como realmente se sente: Que aquilo tudo era infantil e errado, ele não queria fazer aquilo, não queria estragar a felicidade dos outros, mesmo que houvesse um motivo (Desculpa, não justificativa) por trás disso. Ele só queria ser uma pessoa gentil e do bem, ele não era nada daquilo que tinha que fingir ser para agradar seu pai. 


Mas ele era covarde, por isso, cedia. 


Ele sabia que não passava de uma peça no jogo de seu pai, que não tinha apego real a ele. Se lembra de sua criação: O pai amargurado por ter sido deixado e que havia o ensinado a ter ódio daquele que o deixou.


Por uma época, a criança inocente acreditava nas palavras do pai. Mas só depois de gente grande foi descobrir a verdade por trás de tudo, e seu ódio por aquele que nem soube de sua existência -Só agora descobriu este detalhe - desabou quase por completo. Agora, Seokjin percebe que o que ele sempre quis foi ter um pai de verdade. Não um que o abandonasse, ou um que o usasse como peão de rodeio, mas sim um pai que se importasde, que estivesse sempre ao seu lado, que o desse amor.


Mas Seokjin nunca teria alguém assim em sua vida.



O sonho de Kim Namjoon era ser detetive. Investigar crimes, analisar peça por peça até montar o verdadeiro quebra-cabeça era uma arte para ele. E estava feliz já que todos que se importavam com ele o apoiavam na carreira e diziam que ele tinha futuro na área, e ele sabia que eram opiniões sinceras, não eram ditas simplesmente por dizer.


Então foi mais do que natural para ele ver a forma como Seokjin estava seguindo seu melhor amigo daquela forma. De cara suspeitou de algo, mas como também sabia, um detetive depende sim da intuição, mas precisa ter provas concretas do crime, coisa que, se aplicando a situação, Namjoon não sabia se Seokjin estava aprontando alguma coisa ou se só estava olhando os dois -Afinal, Seokjin era irmão de Taehyung (Mesmo que Namjoon soubesse a longa história por trás disso, dita pelo próprio Taehyung). Só sabia que aquilo era suspeito.


De agora em diante ficaria de olho em Seokjin, só para garantir.



A casa de Park Jimin era preenchida por gritos, para a infelicidade dos vizinhos. Ele e o namorado brigavam pela primeira vez, e as coisas não estavam nada boas.


O motivo era simples: Ciúmes.


  - Por que você estava falando com aquele menino?! -Berrou Jimin. -Você não viu que ele estava claramente dando em cima de você?!

  - Ele é minha dupla em um trabalho Jimin! E daí que ele estava ou não dando em cima de mim, eu tenho culpa das outras pessoas? Você me viu dando em cima de volta por acaso?

  - Você devia tê-lo afastado! Só não deve ter dado em cima dele por que eu estava olhando! 

  - Ah Jimin eu cansei! Tenha uma ótima noite. -Disse Hoseok e saiu pela porta do apartamento do baixinho.


Jimin queria correr atrás dele e pedir desculpas, mas seu orgulho o impediu. Para ele, ainda estava absolutamente certo que a tal dupla do namorado estava dando em cima dele e por isso Hoseok devia tê-lo afastado. Em sua cabeça ele era o único correto ali, e por isso não iria ceder até que ouvisse um pedido de desculpas. 


Em contrapartida, Jung Hoseok pensava que o correto ali era ele, que Jimin estava sendo muito ciumento e que ele não havia feito nada de errado. Qual o problema de conversar com um garoto, ainda mais quando era sua dupla? E por isso não iria ceder até que ouvisse um pedido de desculpas. 


Na manhã seguinte, o domingo amanheceu claro e sem mais chuvas. Taehyung e Yoongi se encontravam no sofá, apenas o ômega estava acordado, observando o alfa dormir sereno. Até que de repente, ele começa a tremer e se contorcer. Yoongi se desespera e tenta o acordar, o sentando no sofá. 


Kim Taehyung estava se afogando em um pesadelo terrivelmente vivido. Ele conseguia sentir a água rasgar seus pulmões em dor aguda. Tentava gritar, mas só conseguia que ainda mais água o invadisse pelo nariz e sua boca. Ouvia alguém o gritar, mas parecia tão distante. Sua visão estava escurecendo cada vez mais, e quando se viu totalmente cego, conseguiu abrir os olhos e se despertar daquele inferno.


O estrago, entretanto, já havia sido feito. Ainda tremia, suas mãos molhadas com o suor do pânico. Respirava com dificuldade, como se ainda estivesse no sonho, se afogando. Seu peito doía, se sentia nauseado. Estava tendo mais uma das suas velhas conhecidas crises de pânico. 


  - Taehyung! Tae, olhe para mim! -Yoongi estava nervoso, mal percebia que seu rosto era molhado por lágrimas pela preocupação. -Eu estou aqui, eu estou com você. Respire devagar, tudo bem? Eu vou fazer uma contagem e você inspira e segura o ar comigo. 


Yoongi tentava acalmar Taehyung e o fazer respirar corretamente, ele já havia visto alguém fazendo isso antes, então precisava tentar. 


  - Um...-Yoongi inspirou e Taehyung tentou o acompanhar, mas não segurou o ar por muito tempo, voltando a hiperventilar. Yoongi não desistiu e voltou a repetir o exercício, tentando manter a própria calma. Repetiu, repetiu e repetiu até que o alfa conseguisse se estabilizar e respirar normalmente. 


Ele continuava assustado, no entanto. Seus olhos estavam levemente arregalados e um leve tremor tomava conta da ponta de seus dedos, que repousavam em seus joelhos.


Yoongi não sabia o que fazer agora. Ver Taehyung daquela forma o destruía, não sabia se deveria se aproximar e o abraçar, dizer que tudo ia ficar bem ou só permanecer em silêncio, mas logo a resposta vem até ele.


  - Obrigado, por estar aqui comigo. -O alfa agradece.

  - Eu sempre vou estar contigo Tae. -Diz e vê um pequeno sorriso se formar nos lábios do alfa.



Apesar de toda a situação, Yoongi não achava Taehyung fraco ou infantil. Estava longe de parecer uma criança assustada naquele momento. Era um homem desesperado, e isso o assustava ainda mais.


Taehyung então se virou de costas para Yoongi e se deitou entre suas pernas no sofá, com um sorriso no rosto.


  - Folgado. -Yoongi brincou, mas passou a acariciar os cabelos do alfa com a ponta dos dedos.

  - O folgado que vai estar sempre com você. -Taehyung respondeu sem abrir os olhos, apreciando o carinho e a risada gostosa que o ômega soltou. 

  - Claro, claro. E você por acaso...-Foi interrompido com um espirro, seguido de mais outros.

  - É, acho que agora é minha vez de cuidar de você. -Taehyung respondeu sorrindo brincalhão.


Notas Finais


Espero que tenham gostado :)

Nos vemos em breve, byee


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