História O garoto ruivo da parte escondida da cidade - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba
Personagens Kanao Tsuyuri, Tanjirou Kamado
Tags Camelia, Flores, Fluffy, Sla Mano, Tankana, Tentativa De Comedia
Visualizações 33
Palavras 963
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ooooii Kam!! Então, atrasada? Sim, muito minha internet n colabora sabe? juro que tentei desenvolver comédia, mas aaaaa nada ficava bom, aí ficou essa coisinha bobinha aqui.

Espero que goste! Meus parabéns Kam ❤

Capítulo 1 - Único


Kanao andava pelas ruas da cidade com extrema lentidão, o sol rachando em sua cabeça obrigava-a a diminuir seu passo e suspirar pesadamente. Queria enfiar a cabeça em um congelador.

 Inspirou profundamente e olhou para o escadão que vez ou outra subia para chegar em casa; mas não subiria aquilo nem que valesse sua vida. Sua segunda alternativa era a rampa, mais demorado e menos pior, lindo. A passos pesados e arrastados andou para a rampa que se estendia em mais três divisas.

 Ao chegar no final, concluiu que talvez subir as escadas teria sido melhor. Cansada e com a face escorrendo sentou-se num banquinho de uma praça que estava sob a sombra de uma árvore, ofegante e com o corpo emanando calor Kanao suspirou. 

 Percebeu quando uma garrafa de água fora estendida para si, só então notou que estava com a garganta seca. Voltou o olhar para o lado e se surpreendeu em ver um garoto ruivo. 

 — Você quer? — oferecia ele, talvez houvesse notado o cansaço da garota.

— Obrigada… — sorriu e pegou a garrafa, estava gelada. Agradeceu aos céus quando a água desceu por sua traquéia e se sentiu melhor. Sua força, de algum jeito, parecia ter voltado para si.

 O vento quente do dia bateu sobre ela e então, Kanao parou para prestar atenção a sua volta. Não reconheceu o lugar. Havia subido alguma rampa errado? Ou entrado em algum outro lugar? Ela definitivamente não deveria estar ali.

 — Você… sabe que lugar é esse? — disse baixo enquanto olhava para o menino ao lado. Estava, agora, com medo de não saber como retornar. 

Poxa só queria sua casa, é pedir muito?

 — Claro, eu moro aqui. — respondeu o menino. — Mas, pelo visto, você não. — ele disse sorrindo. 

— Não sei onde estou. Meu deus eu só queria estar na minha casa, deitada, ou talvez comendo. É pedir muito?

— Creio que não…?

— Foi uma pergunta retórica.

— Ah.

 Kanao suspirou, aparentemente pela milésima vez naquele dia, e colocou o rosto entre as mãos. A questão era: como voltaria para a própria casa agora? Não sabia nem como tinha chegado naquele fim de mundo.

Poderia ligar para Shinobu? Poderia, mas não queria incomodar a irmã. Olhou para a rua pouco movimentada. As casas que tinham ali eram todas coloridas e bonitinhas, não conhecia aquela parte da cidade.

 — Pode me ajudar a voltar para o centro? — perguntou ao rapaz que estava ali ao lado, torcendo para que ele dissesse que sim.

— Claro! — disse ele, enquanto observava a garota, ainda com aquele sorriso bobo no rosto.

— Então vamos… — respondeu Kanao agora levantando-se do banquinho, suas pernas doíam e a sapatilha incomodava-lhe o calcanhar, porém continuaria. Nada impediria-a de chegar em casa.

— Vamos. — ele respondeu. Olhou-a de costas, andando a sua frente, ela queria ser guiada, ou queria guiar? — Eu acho que é para eu guiar certo? — falou ele sorrindo por trás da moça.

— Desculpe… — ela respondeu e parou para ficar ao lado do garoto. 

— Relaxe. Qual o seu nome? — ele perguntou para ela, esperando que ela respondesse.

— Kanao, Tsuyuri Kanao. Me chame de Kanao. — Disse enquanto ajeitava o cabelo num coque. — E o seu? 

— Tanjiro, Kamado Tanjiro. Pode me chamar de Tanjiro. — respondeu ele, simples e gentil. 

Kanao notou que a gentileza era algo palpável na personalidade do rapaz. Ele tinha olhos gentis e um jeito gentil de ser. Era uma graça. 

 Andaram pelas ruas pouco movimentadas, toda hora Kanao perguntava algo para Tanjirou, ou era sobre o cabelo avermelhado, ou era sobre a tatuagem em sua testa. Às vezes sobre família, ou se fazia alguma faculdade. E Tanjiro retribuía as perguntas, curioso e querendo saber mais sobre a menina. Conheceram-se mais, enquanto Tanjiro distraia a moça da caminhada longa que estavam tendo.

 Kanao, por incrível que pareça, havia achado o garoto ruivo da parte escondida da cidade interessante. Ele era uma graça de garoto, doce, gentil, animado. O tipo de garoto perfeito. Ela estaria mentindo se dissesse que não preferia conversar com ele por mais tempo do que ir para casa. 

Foram ambos conversando enquanto Kanao conduzia-se para a própria casa, tomada pela conversa que estava tendo com o rapaz ruivo. Deu um adeus suave para ele quando conseguiu, enfim, chegar em frente ao tão conhecido portão branco de sua casa; finalmente conseguiria descansar. Sua mente vibrou em felicidade. 

 Ao chegar em casa, desfez-se de sua sapatilha preta, deixando-a no pequeno armário da entrada e foi para o próprio quarto. Não viu nada mais, nem ninguém naquele dia, apenas jogou-se na cama e dormiu.

No dia seguinte notou que não havia pedido o número do rapaz. Sentiu-se estranha, pois provavelmente não o veria novamente. Não era algo que deveria abalá-la, mas de alguma forma, havia gostado do menino. Um pouco desnorteada e triste, enquanto ajeitava suas coisas para trabalhar, ouviu a campainha de casa tocar. Quem seria àquela hora da manhã?

Desceu as escadas indo até a porta de entrada, abrindo-a. Surpreendeu-se ao receber um buquê de camélias vermelhas. 

— Ouvi dizer que essas flores significam beleza… e você é muito bonita. Espero que goste. — Era ele. O garoto ruivo da parte escondida da cidade. O que ele fazia ali? 

 Sorriu para ele, mostrando sutilmente os dentes enquanto separava levemente os lábios adoentados por um gloss em tom brilhante, não esperava que ele viria até si. 

— Obrigada… — disse corada e feliz. Fez menção de convidá-lo para entrar, porém ele não deixou que continuasse. 

— Tenho que ir agora, mas posso voltar mais tarde? — e lá estava ele, marcando um encontro com a garota bonita do centro.

 Ela apenas assentiu, observando-o acenar e sair para a calçada. Cheirou o buquê de camélias e reparou no tom de vermelho. Lembraria-se do garoto ruivo da parte escondida da cidade ao olhar para as flores e do pequeno encontro que haviam acabado de marcar.


Notas Finais


Espero de coração que você @KamadoTanjirou tenha gostado! E, bem, ano que vem eu juro que tento fazer uma comédia!

Obrigada a quem leu e ate a próxima!

(@akyuu obrigada por postar pra mim nenê, fico te devendo!)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...