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História O Gatinho da Padaria - Capítulo 1


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Notas do Autor


oi, caro(a/e) leitor(a/e)!!!!!!! como vocês estão? espero que bem >.< eu não ia postar isso hoje, mas como é aniversário do meu amor, decidi fazer algo bem fofinho e engraçadinho para ela. @hieut, parabéns minha vida, que você possa sorrir um pouco com essa enxurrada de palavras que só saíram e puft, tão aí! eu te amo bastante <3
boa leitura!!

Capítulo 1 - Seu pai é um sonho? Porque você é um pão


As mãos de Jimin suavam e grudavam uma na outra, tamanho era seu nervosismo por sua vez na fila estar quase chegando — havia apenas uma pessoa entre ele e o balcão. Alguns poderiam se questionar por que diabos ele estava naquele estado somente por comprar pão? Bom, não era simplesmente comprar pão, e sim, encarar aquele que balançava seu coração desde sabe-se lá quando: Jung Hoseok, o padeiro gatinho.

Park realmente não lembrava quando foi que ficou tão caidinho pelo mais velho, assim como tampouco se recordava da primeira cantada que lhe deu, ou do primeiro constrangimento que passou na frente do estabelecimento cheio, porque já foram inúmeras e incontáveis vezes, que o mais novo preferia esquecer e só manter em mente as mais recentes. Porém, provavelmente tenha sido o sorriso em formato de coração e a simpatia estrondosa que Hoseok emanava. Aquele homem era um deus grego para Jimin, e ele estava disposto a fazer do possível ao extremo impossível para, pelo menos, capturar sua atenção.

Ao ver que a mulher a sua frente estava quase terminando seu pedido, o moreno começou a roer as unhas com a ansiedade elevando-se a cada segundo. O que falaria hoje? Talvez não devesse falar nada, só fazer sua compra, agradecer, contemplar a beleza única do rapaz e ir embora para sua casa. Era oito da manhã, cedo demais para fazer alguma besteira que, mais uma vez, viraria piada pelo seu bairro por pelo menos um mês.

Mas claro, com Jimin não tem horário, data e nem local para fazer merda.

Meio acanhado, aproximou-se do balcão de vidro olhando timidamente para as diversas guloseimas dispostas nas prateleiras, desde doces deliciosos, até salgados que faziam Park salivar. Ficou assim por uns segundos, até que a voz melodiosa, bela, perfeita e maravilhosa chegou em seus ouvidos:

— Bom dia, Jimin! — disse com certa animação, como de praxe. — O que vai ser hoje? — completou, debruçando-se para chegar mais perto do baixinho.

Com as bochechas avermelhadas e uma expressão abobada no rosto, Jimin subiu seu olhar até seu pequeno enorme crush e, inconscientemente, sorriu pequeno aproveitando a visão fascinante que o destino pôde lhe proporcionar. Estático, tentava decorar pela milésima vez, cada pinta e traço da face bem desenhada do Jung. Deveria tirar uma foto e emoldurar em um grande quadro, pois uma obra de arte daquelas merecia ter um espaço especial em seu apartamento. E já que não poderia tê-lo em carne e osso, que fosse em forma de papel.

Poderia ser você — respondeu sem pensar, logo se arrependendo e arregalando os olhos. Hoseok prendeu uma risada mordendo o lábio inferior. — D-Digo, é... Me vê cinco pães, por favor, e dois sonhos — inflou as bochechas num bico em puro constrangimento. Que cagada.

— É ‘pra já — sorriu e virou-se para colocar os alimentos quentes em um saquinho marrom.

Burburinhos começaram atrás do menor. Coisas como “que papelão” e “por que ele sempre é assim?” eram ouvidas pelo menino que queria enfiar sua cabeça dentro da máquina de sorvetes e nunca mais sair. Não tinham tantas pessoas assim, no máximo quatro, contudo, sabia que no final do dia o bairro todo saberia que ele tinha falado mais que sua boca. Ninguém nem precisaria perguntar onde e quando isso aconteceu, porque vindo de Park Jimin, sabiam até para quem foi.

Retornando ao lugar onde estava, Hoseok começa a colocar os sonhos em pacotinhos transparentes. Empenhado em não deixar o baixinho mais envergonhado do que já estava, decidiu puxar assunto: — Como vai a faculdade, Min?

— Hm? Vai bem, eu acho. A semana de provas passou, então estou bem tranquilo nessa sem projetos, trabalhos e nem nada. Livre, leve e bem soltinho — terminou dando ênfase, mostrando que suas intenções com aquilo iam bem além de seus estudos.

— Você é sempre tão atirado — riu, colocando as massas dentro de uma sacola branca. — Mas que bom que está tudo sob controle. Mais alguma coisa?

— Sim, na verdade. Seu pai por acaso é um sonho? Porque você é um padeiro.

— Me desculpe? — Hoseok estava confuso, e Jimin mais ainda. Um segurava a risada alta que amaria soltar, enquanto o outro recapitulava o que seu cérebro acabou de fazer. — Sou um padeiro, porém não tenho certeza se meu pai seria seu sonho — respondeu brincalhão, arqueando uma sobrancelha.

— Seu pai não é meu sonho, Hoseok! — esbravejou, meio nervoso, meio envergonhado. — Você! Você é o meu sonho! Que droga, nunca faço nada certo! — bufou em descontentamento. Não há um dia que Jimin tenha paz, sem alguma coisa o colocando obstáculos que ele esbarra por ser desatento demais.

— Relaxa — sem conseguir, gargalhou alto.

— Pare de rir e me dê trezentos gramas de queijo e mortadela. E não se fala mais nisso.

Emburrado e frustrado, Jimin via seu sonho de verdade e seus dois sonhos dentro da sacola irem embora, congelados e totalmente cansados das cantadas confusas e sem pé nem cabeça do garoto. Hoseok sempre ria e o dizia para ficar tranquilo que ele não achava ruim, pelo contrário, ele se divertia e achava o moreno uma gracinha. Mas vai tentar explicar isso para o Park.

Com todos seus pedidos pagos em mãos, saiu de cabeça baixa e braços cruzados rapidamente da padaria. Iria chegar em casa e descontar sua frustração em seu melhor amigo, sem sair de lá pelas próximas semanas, fingindo que sumiu do mapa e foi morar em uma ilha distante no outro lado do planeta.

Andava com pressa, tropeçando em seus pés mais do que fazia com as palavras que se formavam confusamente em sua cabeça. Nunca iria compreender as razões pelas quais não era capaz de falar bem tanto quanto imaginava, a vida deveria ser fácil como a história perfeita e sem furos que inventava, e não uma situação difícil de contornar e que ele não estava com a mínima vontade de ajeitar. Que ficasse daquele jeito, com cantadas ruins — que ficavam piores com a falta de lábia do menor —, não foi a primeira vez e não seria a última.

Virando a esquina de sua rua, uma mão agarrou seu ombro virando-o bruscamente, o fazendo tropeçar e quase cair no chão de concreto, se não fosse a pessoa o segurando. Estava pronto para xingar palavrões e mandar aquele ser humano ir se catar. Se fosse um ladrão, já havia desistido e dado sua alma a ele e o que mais ele pedisse. Jimin era cagão, frangote, e prezava por sua vida. Entretanto, felizmente — ou não —, era Hoseok. Uma faísca de esperança surgiu em seu peito, com a expressão apaixonada em sua face.

— Desculpe se te assustei, é que você esqueceu o troco e não quis te deixar sem nada — estendeu o braço para Park, que prontamente ajeitou-se de pé e pegou as moedas da mão do Jung.

— Obrigado — comprimiu os lábios, acanhado. Um silêncio estranho e desconfortável pairou pelo ar, onde nenhum sabia mais o que dizer e fazer. — Bom, vou indo então — acenou com a mão.

— Não, espera aí — relaxou os ombros. — Por acaso você quer sair comigo hoje?

— O quê?

— Sair comigo. Você sabe, para um encontro, ou como quiser chamar — sorriu.

A boca de Jimin estava aberta em surpresa, não esperava por aquilo. Jurava que Hoseok detestava sua companhia e ria de pena das cenas que o moreno fazia em seu estabelecimento, portanto também nunca tinha avançado e chamado o mais velho para irem comer algo juntos.

— Eu quero! — animou-se. — Calma, você não está brincando comigo, certo?

— Por que eu faria isso? — perguntou.

— Sei lá? Sempre faço você pagar mico junto de mim, seria justo caso quisesse distância do Jimin Menino Problema.

Hoseok riu alto, achando adorável a forma como o menor se exasperava rápido. — Jimin, eu gosto de você. Gosto mesmo, de verdade — chegou perto do garoto, segurando os dedinhos frios e suados. Óbvio que estava nervoso. — Suas cantadas ruins só me fizeram gostar mais ainda. Seu jeito bobo e extrovertido me encanta. Você é uma fofura e é lindo, eu seria louco de não gostar de você. Pode acreditar em mim?

— Posso... — sussurrou, os rostos próximos demais. Talvez o Jung ouvisse o coração do outro batendo forte.

— Te vejo hoje à noite, você tem o meu número e sabe onde eu moro, então é só me ligar no final da tarde — afastou-se, indo embora, deixando o rapaz parado com um sorriso gigante nos lábios.

Pelo menos por uma vez, algo de errado deu certo no dia de Jimin. Passou vergonha, mas ganhou um encontro com sua paixonite. Tinha coisa melhor? Tanto faz que irá virar piada, o fato de que finalmente conseguiu o que tanto queria depois de meses tentando o fazia esquecer das consequências de seus atos mais cedo. Sentia-se vitorioso, e ficou mais ainda quando Hoseok voltou apenas para dar-lhe um beijo na bochecha e murmurar:

— Meu pai não é um sonho, mas você é o meu. — A risada gostosa de Jimin chegou aos ouvidos do Jung. O menino estava morrendo de vergonha por saber que ele fazia o mesmo.

— Então é assim que você se sente quando eu digo essas coisas? Que cafona — riu com sarcasmo. — Tenho uma melhor.

— Diz.

Acho que a padaria ficou online mais cedo hoje, porque tô vendo meu sonho aberto.

— É melhor parar com as cantadas também.


Notas Finais


eu nasci para fazer o jimin passar vergonha em minhas histórias, hehe. espero que tenham gostado! qualquer coisa me chamem por mp ou na dm do twitter @orbitaegguk. se cuidem <3 <3


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