História O gato da Yakuza - Capítulo 14


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Boyslove, Máfia, Romance, Shonen-ai, Yakuza
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Lemon, Policial, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi gente!! Estou adiantando o capítulo pq terei uma semana de prova horrível kk.

Amo vcs ❤

Capítulo 14 - Objetivos


Fanfic / Fanfiction O gato da Yakuza - Capítulo 14 - Objetivos

Takashi POV

Shura, Tanaka e eu chegamos na minha casa. Meu pai estava no seu escritório e fez uma cara de surpresa ao nos ver juntos.

- O que está fazendo aqui? - meu pai olhou feio para Shura -

- Takashi irá lhe explicar - Shura disse se controlando -

Meu pai me olhou com uma expressão de raiva e curiosidade.

- Eu vim para pegar o que é meu por direito - comecei falando - Vim pegar a liderança da família.

- Porque acha que a merece? - meu pai me perguntou se recostando na cadeira -

Dei um sorriso e me sentei na cadeira a frente dele.

- Hiroshi Shimizu fez uma montagem minha com outro homem. Ele me chantageou falando que se eu não desistisse da familia ele iria expor essas fotos. Eu não iria deixar isso ficar assim. Então eu o segui até sua casa e vi que ele tinha grande carinho por seu mentor. - deixei em aberto o caso de Shimizu com Carrasco -

- O que fez? - a expressão de raiva nos olhos do meu pai tinha sumido e só restou a de curiosidade -

- Eu descobri que o mentor dele era o homem que matou Sora. Então eu percebi que iria matar dois coelhos com uma cajadada só. Eu peguei um documento de um imóvel e dei para Shimizu e em troca ele queimou as fotos. Enquanto estávamos negociando, Shura e Tanaka foram até a casa deles e mataram Carrasco.

Meu pai tinha uma expressão que eu não via desde que eu era criança. A diferença era que essa expressão era feita por causa de Sora, hoje ela foi feita por minha causa. Meu pai estava sentindo orgulho.

- O que acha que Shimizu fará em seguida? - meu pai me perguntou -

- Deve tentar alguma retaliação - disse o óbvio -

- Você cresceu muito, Takashi - meu pai disse com os olhos cheios dágua - Pela primeira vez posso dizer que estou orgulhoso de você.

Senti meus olhos ficarem molhados. Eu não poderia chorar, não na frente dele.

- Obrigado, pai - eu me curvei em respeito a ele -

- O que pretende fazer para escapar das retaliações de Shimizu? - meu pai me perguntou quebrando o momento de orgulho-

- Pretendo sair dos olhos dos outros por um tempo - disse em resposta-

- É uma boa ideia - meu pai disse colocando a mão no queixo - Já sei até para onde você pode ir.

Fiquei curioso. Onde será o lugar?

- Onde é?

- Tem uma ilha um pouco distante daqui. Lá tem gente da família que irá te acolher e você vai poder ficar lá por um tempo.

- É uma ótima idéia, pai - disse a ele -

- Você deve partir hoje mesmo, sem dar explicações a ninguém e principalmente, sem dar chance para Shimizu tentar alguma coisa- meu pai disse arquiteturando o plano em sua mente -

- Como vamos para lá? - perguntei para tomar as devidas precauções durante o trajeto -

- Vocês irão de carro até o cais e pegarão um navio. - ele disse lembrando do caminho -

- Levarei dois homens a mais comigo - disse pensando no espaço do carro -

- É uma boa ideia, filho - ele disse com orgulho na voz -

Shura foi até a casa dele para fazer suas malas, eu fui até meu quarto. Quando acabei de arrumar as malas, Tanaka colocou a mão no meu ombro.

- Jovem Takashi, eu tenho muito orgulho do senhor. Eu sinto dizer, mas, não poderei acompanhá-lo. Tenho que ficar com seu pai, ele está muito debilitado e precisa de alguém com ele. - Tanaka dizia triste -

- Tanaka - eu coloquei minha mão no ombro dele assim como ele fez comigo - Você cumpriu o seu dever com honra. Quando eu voltar, eu o recompensarei. Não se preocupe em não poder me acompanhar. Você está fazendo o certo.

Tanaka sorriu e eu me despedi dele. Passei na cozinha e me despedi do meu pai. Ele estava com orgulho nos olhos. Eu me sentia honrado. Entrei no carro que já estava com meus guardas e fomos até a casa de Shura.

Shura saiu da porta com uma mochila. Ele não tinha tantas coisas para levar. O carro nos levou até o cais e entramos num navio. Eu e Shura nos acomodamos nas cabines e relaxamos. Tínhamos feito um bom trabalho.

- Você está igual a Sora - ele me disse olhando para mim -

- Fico orgulhoso de mim mesmo. Eu só queria encontrar meu irmão.

- Um dia você vai - ele disse sorrindo -

- Outra coisa que me incomoda é não poder ver Matt - disse lembrando dos nossos momentos -

- Eu fiquei assim quando perdi Sora - ele disse olhando para o teto com um olhar saudoso - A dor nunca vai acabar, você só vai se acostumar a sentir falta. Siga em frente, Takashi, você ainda tem uma vida pela frente.

Mesmo que eu tivesse uma vida pela frente, eu nunca esqueceria Matt. Ele foi meu maior amor e isso não se esquece tão fácil. 

Acabei caindo no sono.

Hiroshi POV

Akira Yamamoto tinha vários espiões. A maioria era bem paga e bem treinada. Os mais especializados, estavam no grupo de Ikeda.

Em todo grupo de máfia existe um espião do grupo rival. Cabe a nós descobrir quem são e aniquilá-los.
Tínhamos dois espiões no grupo de Ikeda.

Eu sabia que Ikeda tentaria sair do país. É de praxe que após um ataque arriscado, o autor saia do país. Essa tática sempre funcionou. Quando ela falha é porque um espião do grupo inimigo estava no meio do grupo. No meu caso eu tinha dois espiões

Eles souberam da fuga de Ikeda para uma ilha distante da capital. Ele vai de barco até lá. Não demorou muito até os funcionários do cais, que são pagos por Yamamoto, descobrirem qual barco era e onde seus quartos ficavam.

Meu plano?

Explodir o navio todo.

Não importando quantas pessoas estavam. O mais importante era que Ikeda morresse.

Eu ia vingar Carrasco e iria fazer isso em grande estilo

Os explosivos já estavam no navio. Estavam na parte debaixo para afundar mais rápido. Se alguém sobrevivesse, alguns capangas estavam lá para mata-los a tiro.

Estava esperando a confirmação. Andava de um lado para o outro ansioso para ver como o ataque se sairia.

- Andar de um lado para o outro não vai fazer o ataque acontecer mais rápido - disse Yamamoto entrando no meu comodo -

- Eu sei senhor- disse me sentando numa cadeira -

- O que fará se o ataque falhar? - ele me perguntou dando uma tragada no charuto -

- Nossos jornalistas comprados dirão que foi uma falha na parte mecânica do navio. - disse me ajeitando na cadeira - Depois eu o perseguido novamente.

- Você está ficando melhor que eu nisso - Yamamoto disse soltando a fumaça e sorrindo logo em seguida. -

- Obrigado - disse sorrindo de volta - Carrasco me ensinou tudo isso.

Yamamoto puxou a cadeira para minha frente e me olhou fundo nos olhos.

- Já faz um tempo que eu procuro alguém para comandar o Yamaguchi. Precisava de alguém que fosse um bom estrategista e soubesse o que fazer quando algo desse errado. De uns tempos para cá, eu estava pensando em dar o comando a Carrasco.

Fiquei espantado. Se Carrasco estivesse vivo ele seria o dono do maior grupo da Yakuza.

- Carrasco tinha respeito entre todos do grupo por causa de um grande feito. Ele tinha elaborado toda a estratégia para invadir a casa do Pai de Takashi Ikeda. A invasão, além de bem sucedida, conseguiu a morte de Sora Ikeda. O irmão mais velho de Takashi Ikeda.

Meus olhos arregalaram. Então, era disso que Carrasco tanto se arrependia?

- Carrasco matou Sora Ikeda pessoalmente. Ele deu um tiro nele. Depois disso todos o tinham como um grande herói. Ele nunca se exibiu por causa desse feito e isso era algo que eu admirava nele. Você tem isso em você.

Ele apontou para meu peito.

- Hiroshi Shimizu, você assumirá esse grupo e o levará até a glória. Você fará com que nos tornemos os reis de Tóquio. Por mais que você cometa erros porém, tenho certeza que arranjará um jeito de conserta-los.

Meu coração tinha parado de bater. Depois ele voltou a bater com toda força possível. Eu era o líder do maior grupo da Yakuza com apenas 17 anos. Era um recorde!

Então eu pensei em Carrasco. Meu amor devia estar tão orgulhoso de mim. Eu queria que ele estivesse lá para que eu pudesse abraça-lo e depois fazer amor com ele. Eu trocaria até esse posto só para tê-lo um minuto em meus braços.

Então um dos irmãos entrou no quarto.

- Takashi Ikeda está morto senhor! A operação foi um sucesso!

Aquilo me trouxe para a realidade. Eu atingi meu objetivo. Acabei com Takashi Ikeda.

Charles pov

Estava a caminho do aeroporto para voltar a Inglaterra. Quando saí do carro vi que todas as pessoas liam o jornal. No começo eu fiquei apreensivo, pensei que Takashi Ikeda estivesse vindo para me matar.

Quando vi a manchete meu coração se acalmou.

" Herdeiro da família Ikeda morre em acidente de Navio "

Eu não podia acreditar! Peguei um jornal para ler mais de perto e entendi tudo. A parte mecânica do navio explicou e os corpos não foram encontrados. Eu sabia que isso tudo tinha sido planejado, mas eu estava muito mais aliviado. Agora ele não viria atrás de mim. 

Senti um peso enorme sair de cima dos meus ombros. Eu vou começar uma nova vida agora. Vou voltar a Inglaterra e farei novas amizades. Acharei um homem que me ame de verdade e me dê o valor que eu mereço.

Entrei no avião e me sentei no lado da janela. Não podia estar mais feliz. O avião decolou e eu vi o Japão que me fez sofrer tanto ficar para trás. O passado é passado agora.

Matt POV

Tinha ido para a escola. Escutava as pessoas fofocando alguma coisa, mas eu não me preocupei em saber o que era. Quando cheguei na delegacia eu soube o que as pessoas tanto falavam.

Takashi Ikeda tinha sido morto num acidente de Navio.

Eu fiquei olhando o jornal. Não conseguia me mover. A tristeza que estava dentro de mim aumentou demais.

Senti alguém colocar a mão no meu ombro. Quando me virei, vi que era meu pai.

- Espero que tenha aprendido a lição, Matt - meu pai me disse com tom de bronca - Poderia ser você com ele naquele navio.

Então ele me deixou a sós com minha tristeza. Eu queria que a Yakuza acabasse. Ela foi a grande vilã do meu relacionamento com Takashi. Queria destruir a Yakuza até que não restasse ninguém vivo. Depois de tudo isso eu me vingaria do meu pai.

Assim que eu me formasse ele seria apagado da minha vida. A única pessoa que tem meu perdao é minha mãe. Ela somente.

Vou fazer de tudo para que ninguém passe pelo que eu passei 



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