História O Governador - Fillie - Capítulo 32


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Categorias Stranger Things
Tags Fillie
Visualizações 285
Palavras 1.394
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 32 - Capítulo 32



                          Millie



Abro os olhos lentamente, não demorando a sentir um sorriso enorme se formar em meus lábios ao perceber que diferente da última vez que eu e Finn havíamos feito amor, dessa vez ele estava bem...aqui.





Uma brecha de luz entrava pela janela e batia levemente em seu rosto, ressaltando ainda mais o preto intenso que cobria seus cachos.





Por ser o governador , Finn era com certeza um dos homens mais sérios e ocupados que eu conhecia, mas naquele exato momento ver tanta tranquilidade em seu rosto, me fazia sentir uma paz inexplicável. 





Ainda sorrindo, elevo minha mão até seus cabelos e início uma carícia lenta em seus cachos, enquanto sentia as lembranças da noite passada fazerem meu coração acelerar sem controle. 





  "Ele estava apaixonado por mim!"





Suas palavras rodavam em minha mente por repetidas vezes, me fazendo acreditar em alguns momentos que tudo aquilo não passava de um sonho.





 A algum tempo atrás a idéia de haver algo entre nós parecia ser totalmente absurda para mim, mas agora, admirando Finn dormir tranquilamente enquanto me envolve em seus braços após uma intensa noite de amor, me dava forças para enfrentar qualquer coisa para continuar assim...ao seu lado.





Millie - Acho que...te amo!





A morena sussurra baixinho enquanto acariciava o rosto de Finn com carinho, não demorando a depositar um leve beijo em seus lábios. 





A verdade é que Millie nunca havia sentido aquilo por um homem, era claro já havia provado da sensação de estar atraída por alguém, mas nunca havia sentido nada que se comparasse ao que sentir por Finn naquele momento. 





Ele tinha um gênio forte, era sério demais, bruto demais, egocêntrico demais, mas bem no fundo Millie podia ver um Finn que poucas pessoas conheciam.





 Ele tinha muitos "defeitos" , mas sem sombra de dúvidas era um homem honesto, sincero ,leal, empático, e até em alguns momentos se mostrava ser muito carinhoso. 





Finn se preocupava com as pessoas que realmente precisavam de ajuda, era gentil, e as vezes conseguia até ser divertido.





Mesmo que aquele fosse um fenômeno raro, Millie amava vê-lo sorrir, amava o jeito como ele a olhava, algumas vezes amava até mesmo o jeito superior como ele andava, amava sentir o seu toque, amava a forma como ele ficava concentrado ao ler algo importante, ou como sempre parecia ser o homem mais inteligente dentro e fora de uma sala de reunião. 





Amava ouvir seu sotaque ao falar em um idiota diferente do seu, amava seu olhar intenso, sua pele levemente pálida , seu jeito imponente, seu maxilar forte, e a constelação de sardas que enfeitava seu rosto. 





Ele conseguia ser insuportável quando queria, era rabugento e mal humorado em boa parte do tempo, mas mesmo assim, ela amava mais coisas nele do que podia imaginar...





Amava as qualidades e até mesmo os defeitos...





Ela o amava! 





Sentindo uma emoção intensa envolver seu coração ao constatar aquilo, Millie permanece o admirando por longos minutos, não demorando a se levar com cuidado para não acorda-lo, logo em seguida. 





Lutando contra a vontade de voltar a deitar na cama, Millie toma um banho breve e veste um vestido confortável que havia encontrado em uma de suas antigas gavetas, não demorando a agradecer ao céus por ter sempre uma pílula do dia seguinte em sua bolsa. 





Rapidamente a morena toma o remédio e caminha para fora do quarto, não escondendo sua surpresa diante do longo silêncio da casa. 





Percebendo que seus pais também ainda dormiam, a morena vai até a cozinha, não demorando a preparar uma grande xícara de café. 





Com o líquido quente já pronto, a jovem caminha até a varanda, sentindo o vento frio arrepiar sua pele. 





Um pequeno raio solar rompia o clima gelado imposto pela neve e após tomar mais um gole de seu café, Millie fecha seus olhos, sentindo uma paz imensurável tomar conta de si ao sentir seu corpo seus coberto por uma manta quente e pelos braços que a alguns minutos atrás lhe envolviam.





Finn - Oi!





Millie - Oi...





A morena sussurra com um sorriso ao sentir beijos serem depositados em seu pescoço, na medida em que Finn roçava a ponta de seu nariz naquele mesmo local, causando um intenso arrepio em seu corpo. 





Millie nunca havia imaginado que um dia veria o governador tão carinhoso daquela forma, mas sem sombra de dúvidas, não podia negar a alegria que sentia ao receber seus carinhos.





Finn - No que tanto essa cabecinha linda está pensando?





Millie - Uhmm, em muitas coisas...





Finn - Me diga uma...





Millie - Estava pensando por qual motivo você iria passar o natal sozinho! Quero dizer , sua família não costuma fazer ceia ou se reunir nessa época? 





Automaticamente Millie sente o corpo de Finn ficar tenso atrás de si, a fazendo se arrepender de ter feito aquela pergunta.





Finn - Uhm...não sei!





Sem conseguir esconder sua confusão, a morena se vira em direção a Finn, não demorando a encontrar seu olhar distante.





Millie - Como assim?





Finn - Meus pais morreram em um acidente de carro quando eu tinha dois anos! Fui criado por um tio muito rígido, que com certeza não tava importância a eventos como esses! Ontem foi a primeira vez que eu participei de uma ceia de natal...a primeira vez que me senti em uma família de verdade, e eu gostei...gostei muito! 





Sentindo as lágrimas de compaixão banharem seu rosto diante da fala do moreno, Millie o envolve em um abraço forte, finalmente entendendo o motivo de Finn ser como era. 





A jovem havia levado uma vida simples na fazenda, mas também havia crescido rodeada de pessoas que a amavam intensamente, e que tornavam sua família ainda mais incrível. 





Por outro lado, Finn havia crescido em um meio cheio de luxos, mas terrivelmente pobre de amor e carinho.





Millie - E-eu nunca imaginei que você teria passado por tudo isso, tantas pessoas te julgam...eu te julguei sem saber que esse era o real motivo que havia feito com que você se fechasse tanto com as pessoas, e eu sinto muit...




                 Finn interrompe





Finn - Ei, não chora! Foi difícil pra mim crescer sem o cuidado dos meus pais, mas...esse não foi o único motivo para eu ser assim, Millie! 





O moreno sussura enquanto secava as lágrimas de Millie em uma carícia lenta.





Millie - C-como assim? O que mais aconteceu com você, Finn? 





Parecendo ter sentido um grande choque tomar conta de seu corpo, Finn retira suas mãos do rosto de Millie em um movimento brusco, enquanto se afastava da mesma, visivelmente tenso.





Finn - Não estou pronto para falar sobre isso! 





O moreno declara em um tom sério enquanto tentava a todo custo fugir do olhar de Millie. 





Sendo  pego totalmente de surpresa, Wolfhard sente as mãos macias de Millie acariciarem seu rosto, o fazendo olhar finalmente em seus olhos 





Millie - Tudo bem, eu te entendo! Só quero que saiba que quando estiver pronto para falar, eu vou estar aqui para te ouvir! Ok?!





Finn - Ok! 




O moreno sorri levemente sentindo o olhar de Millie o desarmar por completo. 





O passado de Finn com certeza ainda o perseguia, mas naquele momento, admirando a linda morena a sua frente, o governador sentiu mais uma pedra de gelo do seu coração ser derretida. 





Aquele ainda era um terreno perigoso para ele, havia sentido na pele a dor de um coração partido, mas por Millie, com certeza valia a pena arriscar.





Finn - Namora comigo?





Millie - O-o quê? 





Millie engole em seco, tentando digerir aquelas palavras enquanto sentia seu coração bater descontrolado.





Finn - Eu já vou dizendo que não sou muito bom nessas coisas, as vezes o trabalho me consome e eu sou bastante rabugento quando estou estressado...você já deve ter percebido isso. Não sou nenhum príncipe encantado, mas...





                Millie interrompe





Millie - Sim!




Finn - Sim? 





Sentindo um largo sorriso de forma em seu rosto, a morena ri levemente e morde os lábios, confirmando novamente com a cabeça.





Millie - Sim! 





Sendo pega totalmente de surpresa, Finn infiltra suas mãos no cabelo da morena, a puxando para um beijo de tirar o fôlego. 





Tudo aquilo parecia um sonho e naquele momento nenhum dos dois fazia a menor questão de acordar. 





Para Finn e Millie estava tudo perfeito, mas o que não imaginavam era que aquela alegria infelizmente duraria muito pouco.





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