História O grande trapaceiro - Capítulo 1


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Categorias EXO, Huang Zitao "Z.Tao", Kris Wu, Lu Han
Personagens Chanyeol, Chen, D.O, Huang Zitao "Z.Tao", Kris Wu, Lu Han, Personagens Originais, Xiumin
Tags Antes Tarde Do Que Nunca, Atrasados Tour, Cdf3, Cdflopinhos, Chenchantao, Epa, Festa Junina, Krishan, Plot7
Visualizações 9
Palavras 6.865
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


20 minutos para acabar meu prazo e eu desesperada pros créditos não acabarem agora /rindo de nervoso.


Enfim! Espero que a pessoa que doou esse plot goste do que eu desenvolvi, deve ter ficado algumas partes desfalcadas, mas já aviso que eu quase não tive tempo pra fazer isso, nem sei como essa história tá aqui, rs. Mas, pode falar se não estiver do jeito que queria, ok? O plot continua sendo seu e a sua opinião é importante. Eu amei ele de primeira e estava torcendo para ninguém ter escolhido ele para que eu ficasse (uma pena que minha rotina não casou por um desenvolvimento impecável).

Enfim! Obrigado por doá-lo, ele é maravilhoso e espero que eu tenha honrado sua imaginação. sz

Boa leitura a todos! ~♡

Capítulo 1 - A grande escapada


  Chanyeol estava sorrindo naquele dia, muito mesmo, não mais que Luhan, mas estava. Descobriu por meio de seus informantes — que cobravam caro, mas faziam um ótimo serviço — que Luhan havia se inscrito na barraca do beijo e se aquilo não significava que era seu dia de sorte, não sabia mais o que era ter um.

  Luhan era a sua paixãozinha, o garoto que lhe arrancava suspiros e o fazia correr maratonas para conseguir acompanhá-lo pela manhã, mesmo assim, nunca se confessou para seu amigo e agora tinha a festa junina para fazer tal coisa. Correu mais maratonas do que corria todas as manhãs por aquele chinês, rodando toda a escola para achá-lo e só o encontrando na sala do grêmio — da qual não fazia parte e estava inexplicavelmente ali. 

    – Luhan! – chamou todo doce alegre ao garoto loirinho que estava sentado na poltrona de couro do presidente e com os pés sobre a mesa, apenas lançou um olhar mortal para o Park por estar sendo interrompido no seu cochilo da manhã.
    – O que é, menino? – respondeu todo resmungão, mesmo com esse tom Chanyeol não perdia o sorriso do rosto e continuava admirando aquela criatura. O recém chegado se aproximou da mesa e sentou-se na beirada e sorriu todo bobo e cheio de intenções para o outro, Han já estava sabendo que ali tinha algo.
    – Hm... Você já tem companhia para a festa?
    – A Junina? Não, por quê? – Ergueu uma sobrancelha e Chanyeol quis morrer com isso, seu coração chegava a palpitar horrores com aquilo, era o típico bad boy dos filmes de colegial — só que o Luhan era meio banana —, o garoto dos cabelos cheio de cachinhos castanhos continha um sorriso.
    – Por que você não está interessado em ser o meu par na quadrilha? – pediu cheio de trejeitos manhosos, tentando ganhar o coração do chinês pelo menos uma vez. Luhan fechou a cara, nem a pau que iria dançar na quadrilha, era a pior humilhação que poderia fazer contra si mesmo, fora que teria que dançar com Chanyeol, o garoto era enorme e Han tinha certeza que seus pés iriam ser massacrados por aquele garoto bobo — achava o Park tão avoado que parecia que ele era um habitante há séculos da lua do que da terra. Abriu seus lábios para responder, mas logo o outro dizia mais coisas animadamente – Você também poderia me acompanhar a festa toda?

Que droga.

  Foi a primeira coisa que Luhan pensou, não que detestasse estar com Chanyeol, ele era um cara legal, mas iria perder muito dinheiro se ficasse o tempo todo ao lado dele ao invés de estar usando seus belos lábios para beijar garotos por duas pilas cada. Ao pensar em dinheiro sua mente começou a funcionar — Luhan era a própria personificação de capitalismo e se não pudesse tirar dinheiro de tudo, aquilo não valia a pena —, coçou o queixo e ficou de pé, olhou bem o Park com uma carinha analítica pensando no quanto poderia arrancar daquele garoto. Tinha que valorizar sua companhia também, não era de ouro, mas também não era de se jogar fora, né? Era um bom partido, todos tinham que admitir, as mães queriam que suas filhas se casassem com ele e os pais torciam para que, se o filho fosse gay, que Luhan fosse seu futuro genro, ele era um verdadeiro colírio para os olhos — e um grande egocêntrico.

   – Eu aceito fazer tudo isso aí que você quer, mas com uma condição. – Cruzou os braços todo sabichão e Chanyeol sorriu mais ainda, o universo estava conspirando a seu favor e em oito meses ele e Luhan seriam o casal queridinho do colégio, que sonho.
     – Que condição? – perguntou imaginando que o chinês logo se ajoelharia a sua frente e o pediria em casamento e daqui a alguns anos sustentaria um enorme anel de diamemante — estava vendo filmes românticos demais para estar viajando daquele jeito. Luhan respirou fundo e sorriu, era seu melhor sorriso de negócios.
      – Você precisa pagar meus honorários. Eu estarei com você durante quatro horas e isso dá num total de... 20 pilas. – Passou a mão pelo queixo pensativo, Chanyeol riu nervosamente ao ouvir aquilo — a sua imaginação foi por água baixo depois dessa.
    – Como assim? Como você chegou nessa conta? – Luhan sentou-se ao lado dele e dedilhou seus dedos pela sua própria coxa.
      – Eu não vou poder ficar na barraca do beijo por esse tempo todo se irei ficar com você o tempo, também temos que pensar que a quadrilha é um evento a parte e mais caro já que vai exigir muitas coisas, então esse preço resolve tudo – explicou cuidadosamente como se estivesse fazendo o orçamento de uma casa e adorava saber que estava sendo convicente o bastante com aquilo. Chanyeol passou a língua pelos lábios, por cinco segundos pensou se aquilo valia a pena e quase se deu um tapa, porque era óbvio que valia a pena, se tratava do Luhan, sua incrível paixãozinha do colégio.
      – Certo, certo, é um bom acordo, eu aceito. – Passou o polegar pelos lábios pensativo e colocou um sorriso no rosto quando se tocou de que teria o seu amado para si durante a festa toda e se aquilo não era o seu dia de sorte, ele não sabia o que era ter um. Mas claro, as coisas não acabavam por ali — e Luhan não seria Luhan se deixasse por isso mesmo.
     – O dinheiro é adiantado, tá? – sugeriu com uma sobrancelha erguida e um biquinho todo sacana, Chanyeol ergueu as sobrancelhas e entreabriu seus lábios, seu cérebro dizia que não, mas seu coração gritava "Tudo pelo Luhan! Tudo por ele! Leve tudo, Luhan!", por isso tirou a carteira do bolso e pagou o garoto.
    – Te vejo na festa – disse sorridente para um Luhan que sorria para o dinheiro.
     – Claro, até – respondeu o outro acenando sem nem ver o Park partir, assim que a porta fechou-se, deu um pulo de alegria, precisaria beijar pelo menos umas dez pessoas para conseguir todo aquele dinheiro e isso gastaria demais seus lábios de mel. Com o dinheiro em mãos, resolveu que iria se desinscrever da barraca do beijo e ficar apenas com Chanyeol na festa, não daria para ficar nela mesmo. 

– Opa, terminou de matar aula? Espero que sim, porque agora você tem aula de história.– Minseok, o presidente do grêmio, surgiu pela porta, lançando um sorriso ao amigo. Não deveria ajudar Luhan com aquilo e nem era uma boa conduta para um presidente de grêmio estudantil, mas pouco ligava, nem gostava de seu cargo mesmo. Luhan levantou os olhos ao amigo e guardou o dinheiro no bolso, levantando um ar suspeito ao outro.  

    – Ah, sim, bom, talvez eu vá... Eu tenho que resolver algumas coisas – respondeu de modo vago, deixando a situação ainda mais criminal para seu amigo, então passou a andar apressado até a porta enquanto Minseok ia se sentar em sua mesa, observando o garoto um tantinho apressado.
      – Tudo bem, te vejo mais tarde. – Acenou para Luhan que já estava pra fora da sala e mal notou aquele gesto, Seok já sabia bem que o chinês estava aprontando alguma e esperava que não fosse uma grande catástrofe.

   

   Andava pelos corredores sorridente, como se tivesse visto Wu Yifan logo cedo, mas ter dinheiro e ver aquele garoto tinha a mesma equivalência para o pequeno Luhan, ele amava muito as duas coisas. Nesse meio tempo da caminhada da felicidade, Luhan foi percebido por um dos seus "caçadores" e esse já estava todo antenado sobre o que aquele chinês estava fazendo, chegou de fininho e ficou no encalço do loirinho, era ousado, mas daquela vez não lhe daria um cheiro no cangote como fazia quase todos os dias, iria ser mais cuidadoso — quem sabe não conseguia tirar Luhan da sua lista bem mais rápido?

    – Oi – sua voz melodiosa arrepiou até os últimos cabelos de Luhan, este virou bruscamente para trás com o olhar totalmente arregalado como se tivesse visto uns mil fantasmas de uma vez só, aquele olhar não mudou ao ver Kim Jongdae em suas costas — aquela praga não cansava? —, suspirou exasperadamente adquirindo a pose defensiva de sempre.
    – O que você quer, hein? – Já sabia, já estava cansado de perguntar, mas sempre fazia a mesma besteira. Jongdae sorriu e rodeou o garoto até estar a sua frente, sendo seguido por um olhar entediado do outro.
    – Eu soube que você está na barraca e finalmente vou poder ganhar meu beijo – disse todo confiante e Luhan riu daquilo com tanto gosto que Jongdae quase sentiu seu ego doer, mas era grande demais para que sofresse por tão pouco.
     – E quem disse que eu vou te beijar, Jongdae? Se não fiz isso até hoje, não quer dizer que, na oportunidade mais fácil do mundo para você, eu vá fazer, além do mais, não é só eu que vai estar na barraca, posso muito bem pedir para outro fazer. – Cruzou seus braços em frente ao peito e tentou parecer o mais valente e decidido, mesmo que só quisesse dar no pé. Jongdae continuava sorrindo como se Luhan tivesse falado sim — mas o faria dizer sim com certeza, por isso não perdia o sorriso.

     – Mas eu vou pagar por isso. Pago até a mais só pra beijar você.

   Opa, dinheiro

  Luhan olhou para o garoto e descruzou seus braços. Bom... Se desinscrever da barraca pode ser deixado para mais tarde, né? Mas mesmo assim, não deixaria tão fácil para Jongdae, afinal, aquele tratante só queria um beijo e não valoriza seus lábios de mel — que o chinês gostaria, sinceramente, que fosse apreciado por outra pessoa. 
    – Certo. 30 pila e adiantado – jogou todo firme, parecia um traficante vendendo suas coisas e Jongdae o comprador chocado com o preço tão alto. Os lábios do Kim se abriram e ele não conseguiu falar de primeira. 


     – Tão caro? Eu só quero um beijo, nada mais que isso – respondeu rindo nervosamente, Luhan estreitou os olhos ao ouvir aquilo.

 
      – Sabe esses lábios aqui? Eles não são para qualquer um, querido, e se quer exclusivamente beijá-los, vai ter que aceitar o preço que é nada mais do que justo – disse todo convencido. E como o garoto era um canalha, já que o beijo ou selinho não custaria mais do que dois dinheirinhos e estava cobrando muito mais do que o dobro — queria sair por cima sempre, né? —, Jongdae sabia dessa fama de Luhan de se aproveitar de tudo quanto era oportunidade para arrancar dinheiro das pessoas, um verdadeiro muquirana, mas, queria vencer Zi Tao nisso tudo, os dois tinham essa coisa de beijar meio mundo e tinham uma listinha especial de quem não haviam beijado ainda, Luhan reinava desgostosamente o primeiro lugar das duas listas, o garoto era a pessoa mais difícil de se conseguir um beijo, até Minseok, que é hétero — insira aqui uma risada nervosa com essa informação —, foi mais fácil de beijar do que ele, então era agora ou nunca. 


     – Tá. Mas eu quero um beijão daqueles, tá? De arrancar o ar e tudo – avisou um pouco enfezado, Luhan já estava feliz por ter tirado o sorriso idiota daquele idiota, Jongdae estendeu o dinheiro em três notas para o chinês e este tomou-o de sua mão com certa rapidez, deixando um vazio frágil no coração do Kim, que nem ao menos pôde se despedir de seu dinheiro — descanse em paz, dinheiro, até nunca mais. 


     – Foi bom fazer negócios com você, Jongdae – disse com um sorriso, aquele que foi tomado do outro, poderia ter um grande e brilhante "canalha" estampado em sua testa e sabia disso, mas estava certo — achava com certeza que estava —, seus lábios valiam muito, não beijaria Jongdae nem se ele fosse o último homem no mundo porque não suportava ele e suas maneiras de lhe encher o saco só para riscar seu nome da listinha dele, não queria ser mais um para aquele garoto beijoqueiro descarado e não curtia beijar qualquer um — era um tremendo golpista, mas ainda poderia ser um santo, né? —, tomou seu rumo sem dizer mais a Jongdae, agora não sabia se iria para a aula ou se ficaria por aí procurando um lugar para dormir mais um pouco — hoje o dia estava cheio de oportunidades. 

 Hoje também sentia-se como chapéuzinho vermelho e era caçado com afinco pelos seus "lobos maus", porque lá estava Zi Tao, o garoto de sorriso fácil e de um cabelo preto muito lindo, sempre estiloso e o que era pior; educado. Luhan quase caia nesse jogo fácil dele e saia da lista dele num piscar de olhos, mas claro que não faria isso, afinal; lábios de mel não são feitos para beijar qualquer um. 

    – Bom dia, Luhan – ele cumprimentou o loirinho com gentileza pura, estava sentado lendo "O mágico de Oz", todo culto como era. Lu parou onde estava e colocou uma mão na cintura, estreitando seus olhos para o garoto.

 
    – Bom dia, Tao – devolveu com um pouquinho de gentileza, era canalha, mas educado. O garoto levantou-se do banco e veio até Luhan, o jeito que ele caminhava era tão confiante e lindo que dava arrepios ao outro. 


        – Soube da barraca do—


       – Ih, lá vem – interrompeu o outro, dando um revirar de olhos preguiçosos. 


     – O que foi? – Tao perguntou rindo sem entender o porquê daquela reação. Era tão óbvio o que queria? 


      – Você quer um beijo meu na barraca, não é? – perguntou de modo acusador, ainda de olhos estreitos e olhar julgador para o outro chinês. 


      – Quero, mas não iria te perguntar sobre isso, era sobre se os boatos eram verdades e vejo que sim – respondeu doce, ele era um tremendo cavalheiro. Luhan tinha que continuar firme, senão iria beijar aqueles lábios bem hidratados com aquele simples papinho doce e gentil. 


      – São 30, adiantado – respondeu curto e grosso, fechando seus olhos e cruzando seus braços novamente, na sua tentativa falha de parecer uma pessoa inflexível e decidida. 


      – O quê? – Tao riu baixo — ele era todo lorde —, colocou a mão sobre o ombro de Luhan e franziu as sobrancelhas em dúvida. – Por que tão caro? Soohyun disse que não passaria no máximo dos dois, isso é um absurdo – respondeu um pouquinho mais sério, Luhan sabia que seria um pouquinho mais difícil com ele, mesmo assim iria conseguir dinheiro de alguma forma. 


      – Você se lembra do tanto que vem tentando ter um beijo meu, hm? E a sua única oportunidade vai ser essa. Jongdae já conseguiu a dele – fingiu analisar as unhas enquanto falava — Fora que meus lábios não são qualquer coisa que você encontra por aí, por isso o preço. – Sorriu cínico para Tao  e este suspirou exasperado, pensando se era um bom negócio ou não... Jongdae iria passá-lo, isso não era tão legal assim, porém Luhan tinha um preço salgado. Tao olhou bem para aquele rostinho de bebê e pensou se valia a pena, chegou na conclusão que era só dinheiro mesmo, amanhã ou mais tarde teria a mesma quantia de volta. 


    – Certo, Lu Han... – seu nome foi pronunciado com demora, fazendo o garoto espiar o outro mais alto que si com atenção, Tao tirou a carteira do bolso e de lá vieram o que Lu queria, o chinês mais alto esticou as notas para o menor e este quase as pegou, Tao fez a sacanagem de colocá-las no alto – O último beijo seu na barraca é meu e que ele seja o melhor beijo que você deu na vida. – Abaixou as notas e Han fez uma careta antes de pegá-las. 


     – Mas se beija a dois, vai depender de você também – resmungou rabugento, fez Tao rir de sua resposta e lançar-lhe o olhar mais sedutor possível, causando arrepios ao Lu.
     – Ah, eu tenho certeza que meu beijo vai ser o melhor que você teve em sua vida, baby – respondeu numa voz baixa, mas ela era rouca, Luhan vacilou ao suspirar em deleite, mas logo disfarçou, passando a mão na nuca e fingindo que nada estava acontecendo. 


    – Tá, te vejo amanhã na festa junina – disse de cabeça baixa e assim saiu, não tinha coragem para ver o rosto de Tao, pois sabia que o garoto estava sorrindo daquele jeito vitorioso, e como sabia que esses garotos beijoqueiros eram cheios de si, então deixou aquele corredor o mais rápido possível e achou melhor ir para aula, porque hoje o negócio estava perigoso.



   O fim das aulas eram sempre os melhores para Luhan, pois sua paixãozinha saia no mesmo horário e as escolas ficavam literalmente na frente uma da outra, também outro bilhete de loteria era que Yifan gostava de atravessar a rua só para falar com Luhan. Então, assim que o loirinho saiu da escola, lá estava o Wu o esperando encostado na mureta baixa da escola, seus braços estavam apoiados sobre o concreto e ele procurava entre as cabecinhas coloridas o Han, assim que o viu acenou alegremente, dando ao outro chinês um sorriso brilhante.  

  – Oi, Han – cumprimentou ele assim que o loirinho mais baixo encostou-se no muro também.  

   – Olá, Fan – respondeu todo doce e amoroso com o outro loiro. Lu ficava totalmente iluminado quando Yifan aparecia e era engraçado que ninguém da escola olhava aquilo acontecendo quase todos os dias, nem mesmo Chanyeol, que saia da escola cansado demais para notar que sua paixãozinha tinha outra paixão. Isso dava ainda mais aos dois aquela sensação de "nosso mundinho".  

  – Eu queria saber se você quer ir na festa junina da minha escola comigo amanhã, queria comer uns doces com alguém e achei que você poderia curtir isso, eles fazem uma canjica maravilhosa que eu sou apaixonado – contou todo calmo, Yifan era do tipo que todo mundo considerava legal e gente boa, então sua vida caminhava nesse passo lento e grato com as coisas ao seu redor — era como aquele crush surfista, loiro, bronzeado e que tinha um sorrisão que brilhava mais que o sol —, Luhan tinha o rosto apoiado no punho e o sorriso doce, nem parecia o garoto rabugento que havia enriquecido as custas dos outros.  

  – Eu adoraria ir, Yifan. Quer que eu fique com você a festa toda? – sugeriu abobalhado, nem se tocando de que estava prometendo algo que não poderia cumprir, mas o sorriso que Wu deu o fez não pensar em mais nada além daqueles dentes bonitinhos e alinhados. 

    – Ah, seria ótimo... Eu quero sim, Han – respondeu um tantinho tímido, coisa que Luhan adorava ver e gostaria de apertar aquela coisinha fofa — que era enorme — e encher de carinho, mas por hora, apenas sorria como se estivesse sonhando. 


     – Certo, vejo você amanhã. – Ele acena e se despede da sua paixãozinha, indo para casa aos suspiros.

Sábado; Dia "Luhan está ferrado"; hora 15:34

    Luhan entrou no pátio quase vazio, os últimos preparativos estavam sendo feitos para uma festa que duraria até altas horas da noite, pois aquele povo adorava uma festa com comida, bebida e muita brincadeira. O loirinho foi se juntar a turma da barraca do beijo, lá estava Soohyun, a organizadora da barraca e uma das meninas mais bonitas da escola, Sojin, a garota tímida do clube de xadrez — que confessou ao Han que só queria uma oportunidade para beijar a sua paixãozinha — e Kyungsoo, que perdeu uma aposta com seu clube de basquete e agora estava ali. 


    – Oi! – cumprimentou Lu de forma alegre, vendo as meninas sorrirem para si, todas elas estavam vestidas características; vestidos com diversas estampas, maria-chiquinha e pintinhas nas bochechas, Kyungsoo estava apenas com um moletom, esperando a hora de sair dali. 


    – Só faltou o bigode – comentou Sojin com um sorrisinho humorado, Luhan estava apenas com uma camisa xadrez preta e cinza e um chapéu de palha, nada mais ccaracterístico para a festa. 


    – Da próxima vez eu não irei deixar participar ninguém que não vier a caráter – resmungou Soohyun, que sentou-se em um dos banquinhos a frente do balcão, tinha uma placa gigante cheio de lábios decorados e os dizeres "Barraca do beijo" em vermelho e glitter — mais gay, impossível. 


    – Ew, não enche, coisa xexelenta – retrucou Kyungsoo, saindo do seu estado de mau-humor para encher o saco da garota, arrancou risos dos outros dois que assistiam, mas ela nem abriu um sorriso, apenas fez careta e fingiu que aquele ousado não existia.
   

   A festa foi começando a ter pessoas a partir das três e cinquenta, o horário próximo do combinado, Luhan foi vendo aquelas pessoas e assim que viu Chanyeol choramingou, lembrou-se de imediato que iria ter que dançar quadrilha... Ai, se tocou que deveria estar na outra festa, com Yifan. Isso o pegou tão de surpresa que acabou derrubando a urna que ficaria o dinheiro, assustou os três ali que o encararam completamente confusos. 


     – Não foi nada, gente – disse um pouco envergonhado, entrando em pânico ao pensar no que poderia fazer para estar em duas festas ao mesmo tempo. Ai que o "caldo engrossou" e Jongdae e ZiTao entraram na escola, estavam lindos de camisa xadrez e um sorriso de quem iria se divertir muito naquela festa, mas aquilo só causava calafrios em Han que tentava imaginar se conseguiria se duplicar naquele exato momento ou se teria que fugir para as colinas.  


    E as coisas não paravam aí, quando a festa foi ficando cada vez mais cheia, de pessoa em pessoa, dali surgiram a maior dor de cabeça de Luhan; seus pais. Não que brigassem e fossem os piores, mas não sabiam que ser gay era um jogo e nele, Luhan venceu. Então, estar na barraca do beijo com grandes chances de beijar mais meninos do que meninas — por opção mesmo, não porque era obrigado —, tinha uma grande chance de seus pais descobrirem que o filho não era hétero.

   Agora, com toda a certeza, estava ferrado.

     Respirou fundou, mordeu a pontinha do dedo indicador enquanto acenava para seus pais — que ridiculamente havia esquecido que eles eram loucos por uma festa junina —, Chanyeol logo apareceu, todo sorridente para a sua paixãozinha platônica. 


    – Oi, Lu – cumprimentou todo doce como era, encostando-se ao lado da barraca e próximo do chinês. 


   – Oi, Chan – respondeu um pouco desanimado, as músicas típicas começaram a tocar naquele exato momento, fazendo Yeol lembrar-se do porquê de ter vindo ali. 


     – Ah! A quadrilha vai começar em breve, sabe dançar, não é? É que eu te convidei em cima da hora e nem deu tempo de ensaiar. – Sentiu-se meio culpado por deixar aquilo acontecer, mas nada do que meia-horinha de prática para transformar o garoto num pé de valsa. 


    – Nah, eu já dancei isso tantas vezes que sou totalmete profissional nisso –disse sem muito interesse, estava pensando em como iria se salvar daquela enrascada que se meteu. Chanyeol sorriu mesmo assim. 


    – Ótimo! Então vamos! – Yeol pegou no braço dele e o tirou da barraca do beijo, levando-o para o meio do pátio onde a quadrilha já se formava. 


    – Chanyeol! – resmungou Luhan, que não queria dançar naquele momento. 


    – Você trate de se animar, mocinho – Chanyeol cobrou com mão na cintura e queixo para cima, rindo logo em seguida e trazendo o chinês para a dança. 

   Ao contrário do que imaginou, dançar quadrilha não foi tão ruim, foi divertido estar pulando de lá pra cá com Chanyeol e rodando o pátio todo ao som daquela música que nunca lhe fez sentido, mas que era divertida, hora ou outra tinha que se esconder de seus pais, mas sorria mais vezes do que se escondia, nunca pensou que "Olha a chuva!" iria ser tão divertido de ouvir. 

  Ao sair da quadrilha foi todo sorridente voltar para a barraca, quando a sua mãe apareceu a sua frente. Ela estava confusa. 


   – Você estava dançando com um menino? – perguntou ela enquanto olhava Chanyeol conversar com outros colegas. LuHan gelou na hora e pensou que seria descoberto se desse bobeira.


    –  Sim, mas é... Que tinha acabado as meninas que queriam dançar quadrilha e como eu... Gosto muito de quadrilha, eu não vi mal nenhum em dançar com um garoto — ele dá de ombros, fingindo estar tranquilo, mas na verdade era puro surto e gritaria — é só uma dança mesmo. – A mãe dele disse "ah" e voltou para perto de seu pai, que perguntou de imediato a resposta do filho, Luhan aproveitou para dar no pé antes que tivesse que sair do armário por causa de uma quadrilha.
     

    – Minseok! – chamou o presidente assim que encontrou o garoto escondido nos fundos do pátio, bem longe das pessoas. Seok ergueu as sobrancelhas e encarou o chinês com uma certa confusão. 

    – O que é que aprontou dessa vez? – O Kim já conhecia bem a figura para saber que quando ele estava desesperado desse jeito era porque tinha feito merda. 


       – Eu? – perguntou fingindo-se de ofendido, depois sua expressão voltou para o desespero puro e falta de ar – Minseok, eu preciso que você me ajude. 


     – No que, infeliz? – Seok era curto e grosso daquele jeito mesmo, queria que Luhan tomasse jeito, mas nada desse dia chegar. 


      – Meus pais estão aqui e eu preciso que você os distraia enquanto eu tento cumprir minhas promessas e ficar com o meu bebêzinho de canjica – suplicou ao mais velho com uma das mãos na cabeça, estava dependendo daquilo. 


      – Bebêzinho de canjica? – perguntou confuso, desde quando seu amigo tinha filho e ainda dava um apelido desses? Deveria estar em clima de festa junina mesmo.

 
      – O Yifan, Minseok! – respondeu choroso – Você pode fazer isso para mim? Por favor? – O Kim respirou fundo e se concentrou em todo amor que tinha por Luhan para aceitar aquilo — era pouco. Então teve que apelar para seus princípios de bom moço. 


     – Ok, mas você vai ficar me devendo, tá? – Luhan não gostava de dever para ninguém — era as pessoas que tinham que dever para ele! —, mas aceitou. Minseok foi a passos pesados para junto das pessoas, estava escondido por alguma coisa, né? Só veio para a festa porque era uma das obrigações como presidente. Então ao chegar perto dos pais de Han, abriu o melhor e mais fingi sorriso possível — era igual ao que fazia quando era exibido como "o melhor presidente do grêmio" pelos seus pais, quando na verdade nem ligava se os alunos cabulavam ou não, ainda os ajudava nisso, não anunciava nada, não ajudava com nenhum evento e ainda dizia "não" para os projetos de seus companheiros de chapa só por pura pirraça. Não gostava daquele trabalho. 


       – Sr. e Sra. Lu! Que bom vê-los! – disse aos pais de seus amigos e este pareceram felizes ao vê-lo também. 


       – Minseok! Como você está? – E ao contrário do filho, eles eram super gente boa.

   Agora era o momento de Luhan agir, tinha que acabar com aquelas promessas de imediato e correr para os braços de Yifan, mas foi pensando nele que deixou sorrateiramente o pátio e a escola, correndo para dentro da escola da frente para encontrar o Wu. O garoto estava encostado na mesma mesa de antes, agora comia um belo e cheiroso bolo de fubá. 


     – Fan! – Luhan o chamou e ainda acenou, fazendo o chinês alto e olhar e acenar de volta. 


      – Uau! Você veio mesmo! Por onde andou? – Aquela pergunta nem soava invasiva como Luhan achava que ela sempre era, quando Yifan a dizia, parecia mais doce e atenciosa. 


      – Eu estava vendo algumas coisas aqui na sua festa e uau, está tudo tão bonito! – mentiu na cara dura, ainda sorrindo todo falso como era, mesmo assim Yifan ficou todo entusiasmado. 


      – Sim! Eles capricharam muito esse ano, mas eu gosto também dá decoração de 2014, aquela sim é ótima. Depois vem me visitar em casa que eu te mostro as fotos – disse enquanto comia mais um pedaço de seu bolo, mal notando o quanto Luhan ficou derretido com aquele convite. Já estava sendo convidado para ir na casa dele, que honra. 


      – Claro, qualquer dia eu apareço lá – respondeu de maneira despojada, não queria dar na cara de que estava muito feliz com aquilo. Deu um suspirinho e sentou-se sobre a mesa vazia atrás deles, Yifan então se tocou de algo. 


     – Ah! Eu peguei bolo só para mim e nem trouxe para você, me desculpa – disse ele um tantinho envergonhado pelo que fez – Vou pegar para você, tá bom? – Avisou antes de se desencostar da mesa, assim esperou uma resposta de Luhan para assim poder ir.  

  – Claro, eu espero – Yifan sorriu e entrou dentro da multidão para ir até a cantina comprar bolos e qualquer outro doce típico, talvez trouxesse uma canjica das boas para os dois. Luhan assistiu o loiro alto sumir da sua visão para ter certeza de que poderia sair correndo para a sua escola e resolver tudo logo. 

   E já de cara ele encontrou com um Jongdae meio puto com o seu sumiço, os braços cruzados e as narinas expirando ar quente, quando coloco os olhos em Luhan aí que ficou mais bravo ainda, caminhou pisando duro até ele para obter alguma resposta. 


    – Aonde você estava? Por que não está na barraca do beijo e cadê o meu beijo? – Agora sim soava invasivo para Luhan, este revirou os olhos com aquilo. Jongdae parecia um namorado neurótico, mas a culpa também era sua por prometer coisas e não cumprir. 


     – Calma aí, donzela, que sua bitoca logo chega – respondeu fazendo um gesto com a mão para que ele esperasse enquanto olhava ao redor e tentava achar Chanyeol. O Park logo apareceu, suado entre a multidão, aqueles cabelos grudados na testa embaixo do chapéu e o bigode todo borrado ao redor de sua boca, ao invés de ficar com raiva ao ver a sua paixãozinha, ficou todo feliz por conseguir encontrá-lo. 

    – Luhan! Por onde esteve? Tá tudo bem? – Abraçou o garoto e Lu fez uma careta ao sentir tanto suor — mas com ele não era diferente, pois estava correndo de lá para cá.

 
     – Eu estou bem. Mas agora você tem que vir comigo, ok? – Han pegou o braço do garoto e o levou rapidamente para fora da escola quando Jongdae havia distraído.


     – O quê? Mas—


     – LUHAN! – gritou Jongdae ao ver o chinês saindo novamente. E lá vamos nós.

  Chanyeol estava pensando em algo super romântico, que estava sendo arrastando para uma lago onde Luhan o mostraria as estrelas e lhe daria intenções de que também sentia o mesmo pelo Park, para num futuro próximo engatarem em um namoro, só que, a sua imaginação foi cedendo ao passo que o garoto chinês ia entrando em outra escola e Yeol nem pensava no que dizer ou se perguntava algo, estava literalmente no "me leve mesmo", notou arrumação junina da escola e como as pessoas conversavam e comiam mais do que dançavam, parou de andar assim que parou ao lado de uma mesa. 


     – Você está hiperativo, não é? – disse o garoto alto com um sorriso que era só paz e amor. Chanyeol notou o sorriso de Luhan também e era estranho não ver a cara amarrada de sempre e sim um sorriso bobo e aquela carinha de quem está apaixonado.

Espera... 

Yeol observou tudo aquilo e aquele olhar era o mesmo que tinha com Han, mas agora, estava sendo direcionado para outro alguém. Chanyeol ficou murchinho, nem parecia a alegria em pessoa como sempre.  

 – Estou? – disse risonho, logo lembrando-se de Chan e o trazendo para perto – Esse é meu amigo, Chanyeol, eu o trouxe para aproveitar essa festa também – mentiu, só trouxe o Chanyeol para cumprir sua parte no que foi prometido. 

    – Olá, Chanyeol! – cumprimentou o mais alto todo alegre e gentil, recebendo apenas um aceno de Yeol que tentava se acostumar com o amargo na boca do estômago. Então Luhan gostava de outro, é?

    Olhou para aqueles dois e como eles conversavam animadamente, também lembrou-se que conseguiu fazer Luhan rir durante a quadrilha e que ser apenas amigo dele não lhe era uma opção tão ruim — não doía o tanto que achou que iria doer, era só dar de ombros que passava —, deu um sorrisinho de canto e cutucou o ombro do Han.


    – Eu tô indo curtir a festa lá, qualquer coisa só voltar que eu vou estar te esperando. – Esperou Lu assentir para poder ir, nem sabia se ele iria voltar, mas o esperaria de braços abertos e todo amor do mundo.  


 E o Luhan demorou para voltar, viu? 


A festa estava quase acabando e Luhan disse ao Yifan que iria ficar um pouquinho com Chanyeol antes de voltar, era hora de finalmente dar o beijo daqueles garotos. Caminhou entre as ruas preparando seus lábios com abrir e fechar deles e assim que entrou na escola deu de cara não só com Jongdae, mas agora com ZiTao. 


      – Soohyun disse que vai fechar a barraca – avisou Tao, apontando para a barraca com a garota emburrada.


       – Então está na hora do seu beijo – disse com um sorriso confiante e puxou Tao pelo pulso. 


        – Ei! E o meu?! – reclamou Jongdae, que tinha um bico nos lábios e parecia uma criança mimada, Luhan abaixou a cabeça decepcionado, mas teria que cumprir o que se dispôs a fazer, né? 


      – Certo. Vem você também – respondeu como um pai que cede as manhas do filho, ouvindo até o "eba" de comemoração vindo de Jong. Andaram até a barraca e Han pôde notar agora que Soohyun estava emburrada e faltava Kyungsoo e Sojin ali – O que houve? – perguntou o loirinho assim que entrou no espaço próximo da garota, esta o olhou e bufou antes de formar novamente o seu bico emburrado. 


      – Você me largou e o crush da Sojin era o Kyungsoo, eles devem estar se beijando até agora – resmungou rabugenta, Lu abriu seus lábios surpreso antes de rir nervosamente. 


     – Sério? Eu pensei que ele estivesse aqui por você.


      – Eu também! Por isso estou triste! –ela respondeu exaltada, abrindo os olhos e colocando os braços para cima, Han murmurou um "ah" e teve que se segurar para não rir, não dela, mas dá situação. Hoje seria bonzinho com Soohyun, tirou pelo menos dez dinheirinhos do bolso e deu a garota. 


    – Eu ganhei um dinheiro extra e como não vou conseguir gastar até o fim da festa, você pode ficar com ele e ir comer qualquer coisa, aliás! A comida da outra escola tá espetacular, a canjiquinha deles é maravilhosa, você deveria ir lá experimentar. – Luhan já tava pegando o jeito para aquelas coisas, a garota iria lhe dizer que estava de dieta, mas quem está de dieta quando se tem coisas ditas como "maravilhosas" para comer? Disse um obrigado ao amigo e se mandou pro outro lado da rua. Então sobraram Lu e os dois garotos. 


     – Então? – insinuou Jongdae, apoiando seu corpo no balcão, Luhan abaixou a cabeça de novo e pensou no dinheiro que ganhou, este era seu único incentivo para fazer aquilo. Levantou a sua cabeça e sorriu para o Kim e o Huang, olhou para o lado para ver se seus pais estavam por perto, mas eles ainda estavam sendo distraídos pelo Minseok, seu anjinho. 


    – Ok, primeiro você. – Aproximou-se de Dae e segurou-lhe o maxilar e fechou seus olhos antes de selar os lábios dele, claro que não daria apenas um selinho e pronto, apronfundou o beijo com cuidado e tentou ser um pouquinho carinhoso — Luhan ainda era um bom menino —, para pagar-lhe também por toda a enrolação do dia todo. Afastou-se e sorriu para o Jong, que ganhou o dia, ou melhor, o ano com aquele beijo. 


    – Foi bom fazer negócios com você, Luhan – repetiu a frase dita no dia seguinte e sorriu para o garoto de volta, Lu acenou com a cabeça como se dissesse "o prazer é meu" e agora tratou de olhar Zitao, que observava os dois com atenção. 


     – Agora sou eu? – perguntou um pouco atônito e Lu confirmou com a cabeça antes de se esgueirar para perto dele.


     – É sim – respondeu fechando seus olhos, estava se preparando para mais outro beijo de arrancar o fôlego, mas este fugiu mais cedo quando Tao o puxou pela nuca e o trouxe para perto rápido, os lábios colaram um no outro no mesmo segundo, dois, três selinhos e logo a língua foi chegando, devagar, sendo cautelosa com qualquer movimento e antes de acabar, o lábio de Han foi acariciado por ela. O loirinho soltou o ar demoradamente, sorria meio abobalhado e quando lembrou-se de que era observado, tratou de disfarçar, cruzando seus braços e pigarreando. 


    – Bom, agora já está tudo certo. Podem ir – disse evitando olhá-los, sabia que eles tinham malícia pura naquelas orbes pecaminosas, fez um gesto para que os dois saíssem. 


    – Não sabia que você beijava bem assim – disse Jongdae, ainda impressionado com o beijo que assistiu. LuHan revirou seus olhos, mas decidiu nem falar nada para fingir nem estar escutando os dois. 


    – Qualquer dia eu te beijo, se você quiser. – Tao deu uma piscadela descarada e Jong ficou sem graça, decidiram assim sair dali depois de darem "tchau" ao loirinho que nem queria papo.

    – Luhan! Luhan! – O garoto levantou a cabeça e viu sua mãe se aproximando, se imediato viu Minseok olhando para os próprios pés e os lábios compridos, já sabia que tinha dado algo errado só com aquele gesto. 


    – Olá, de novo, mãe – cumprimentou a mais velha enquanto desmontava algumas coisas da barraca. 


    – Você beijou aqueles meninos? – A sorte dele era estar abaixado, aí ela não pôde ver a sua expressão de "ops..." que fazia. Levantou-se com a expressão séria, fingindo estar tudo bem mesmo que estivesse no famoso gay panic. 


     – É a barraca do beijo, mãe, não tem nada demais, aliás! Eu me ofereci para ajudar aquelas meninas, aqueles caras estavam tentando se aproveitar delas e os beijei somente para mostrar que não devem fazer isso. – Deu uma bela de uma desculpa esfarrapada e sua mãe nem percebeu que era uma, ela até tentou, mas fechou os lábios e sorriu. 


    – Como meu menino é um doce! Sempre se arriscando! – Apertou-lhe as bochechas e Luhan sorriu forçado, aquilo doía demais, mas nunca reclamava do carinho de sua mãe por ela ser sensível a "não". Continuou com aquela falsidade estampada em sua face e esperou a mais velha ir, já estava indo embora e ela sabia que o filho ficaria ali mais um pouco. Infelizmente, sobrara para ele arrumar, mas estava certo, mal ficou na barraca o dia todo.

   Foi guardando as coisas com cuidado, nem percebendo que Minseok se aproximava devagar. 


    – E aí, conseguiu cumprir tudo? – Luhan levantou o olhar e torceu o lábio ao lembrar de Chanyeol.  

   – Nah. Mas eu vou compensar isso, vou levar Chanyeol para tomar sorvete no domingo – respondeu simples, pensando como o garoto iria ficar feliz com aquilo. 

     – Certo. E de nada. Segunda eu quero a sala do grêmio limpa e cheirando a lavanda, tá? 

 – Minseok! – resmungou o garoto. Mal tinha saído de um sufoco e estava entrando em outro? 

       – Luhan! – imitou o outro, com a voz infantil, dando uma bela risada em seguida – Eu vou indo, tá? – Lu acenou com a ccabeça e voltou a prestar atenção no que fazia, nem se deu conta de que uma pessoa especial para si havia entrado ali.
    

    – Barraca do beijo, é? – Luhan se assustou ao ouvir aquela voz rouca, levantou-se tão rápido que quase tinha deixado as coisas que arrumou caírem no chão. 

    – A-h, o-i, Yifan – disse envergonhado, o que ele acharia sobre a barraca? Perderia pontos se dissesse que estava participando dela? – E-u estou só arrumando para uma amiga, ela teve que ir porque estava muito ocupada e bom, já que eu estava aqui – inventou uma desculpinha, deu de ombros e voltou ao que estava fazendo. 


    – Que pena, pensei que você estivesse participando, queria pedir um beijo – ele disse todo doce, apoiando seu rosto em seu punho que tinha o cotovelo sobre o balcão. Luhan olhou para ele surpreso e na hora tentou disfarçar, mas ainda estava surpreso. 


     – Bom, se você quiser um beijo, eu posso fingir que participei disso aqui e te dar um beijo. De graça. – Se aproximou de fininho e Yifan riu baixo. 


     – Se for por um beijo seu, eu pago – respondeu num sussurro e ah! Luhan iria morrer do coração daquele jeito. Riu contido, tentando não surtar com aquilo. Aproximou seus lábios dos dele e deixou  selinho lento ali, depois outro bem mais demorado ainda. 


    – Depois eu te dou um beijão daqueles, tá? – Luhan deu uma piscadela e riu sem graça — quase dando aquela roncada marota —, Yifan concordou enquanto passava a língua pelos lábios e aos poucos ria também. 


          – Certo, vou estar esperando.




   – Iti! Meu nenê quer um docinho, não? – Jongdae falou com uma vozinha infantil, toda manhosa enquanto oferecia um pé de moleque para Chanyeol, este que havia sido encontrado cabisbaixo.    


    – Não – resmungou ele, decidido a não ceder tão facilmente. 


    – Mas meu nenê não quer nem um abracinho? – Tao abraçou o garoto ao seu lado, deitando sua cabeça no ombro dele e tentando demonstrar todo o amor e carinho que sentia por ele. Jongdae o abraçou também, sendo tão amoroso e carinhoso quanto. Chanyeol não poderia continuar se segurando daquele jeito. 


      – Ai, gente! Eu amo vocês! – resmungou ele de um jeito manhoso, fazendo biquinho e retribuindo o abraço aos dois, do jeito bem ursão que era. 


      – A gente sabe, ChanChan – Dae deixou um carinho nos cabelinhos dele e depois Yeol recebeu um beijo no topo da cabeça vindo de Tao.
         – Também amamos você.

               Fim.


Notas Finais


Oi! Não vou dizer muito pq poucos créditos, rs.

Desculpem os erros, acabei de terminar o capítulo e tava querendo mais postar antes do prazo acabar do que corrigir (to escrevendo desde a madrugada de hoje e entre a minha consulta qqqq /desespero), então irei corrigir todos depois que voltar e ainda encomendar uma capinha bonitinha, tá?

Espero que tenha ficado engraçado, pq eu tava meio na merda esses dias e no início dessa one.

Enfim!

(E eu fiquei dividida entre deixar o Chen com o Tao, o Tao com o Chan e vice-versa e fiz essa fofurinha aí no final, deixo claro que o Chanyeol é um amorzinho e não tem quem não goste dele, por isso essa amizade entre os três, tendo os dois ali para mimá-lo em um momento "bad").

Até uma próxima ~ sz


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