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História O Grinch - Capítulo 1


Escrita por: Cat_Say_Meow

Notas do Autor


FELIZ NATAL PEOPLE!


Como foi a véspera pra vcs?
Bem, eu fiquei SEM ENERGIA ELÉTRICA, aqui em casa o jantar foi a luz de velas KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK...
Era para eu ter postado ontem, mas graças a esse feito (o lance do sem energia) não ocorreu!

Bem, meu presentinho pra vocês!
Enjoy it!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Como de costume as ruas da cidade de Nova Iorque (e de todo o resto do mundo que comemorava o natal em dezembro) já estava enfeitada com árvores de natal, pisca-piscas, laços vermelhos e todo o resto da decoração que envolve essa data, alguns prédios comerciais até mesmo criaram pequenos vídeos para passarem em sua fachada, além das músicas irritantes e dos senhores vestidos como Papais Noel. 

Bem… nem todos os lugares tinham essa festividade. 

A Ackles’ Trade é um prédio grande no centro de Nova Iorque, imponente e espelhado trazia em sua fachada os sucessos de Jensen Ackles (o CEO) que, aos 25 anos construiu um império sozinho, erguendo-se do zero até chegar onde estava e não possuía um único pequeno visco, absolutamente nada naquele prédio lembrava o natal, mas Ackles não se importava, este, inclusive, como sempre, passa pela portaria às 9:30 exatamente. 

Dentro do escritório alguns dos funcionários conversavam sobre seus planos para o natal que a qualquer minuto poderiam ser frustrados, caso o senhor Grinch decidisse que a presença deles era necessária. 

Todo ano Jensen escolhia alguns funcionários para trabalharem na véspera e no dia do Natal, geralmente, os prendia em reuniões intermináveis com empresários de outros países e eles tinham que se virar para comemorar entre eles sem o senhor Grinch saber. 

― O fato é: eu queria muito ficar com meus pais no Natal, faz anos que eu não volto para casa - Alona, uma das internacionalistas responsável por pesquisar cada pequeno detalhe do país que a Ackles’ quisesse fazer negócio, diz atraindo atenção dos amigos para ela - Meus pais estão me enlouquecendo e meu marido também, mas se o senhor Grinch quiser que eu fique o que poderei fazer? Esse emprego é o melhor que eu já tive - Jared, um dos advogados corporativos, observa a forma levemente dramática, mas verdadeira, da amiga falar pensando em sua própria experiência explicando para os familiares que iria precisar trabalhar na véspera e no dia de natal - Ethan vai ficar desapontado e não tem nada que eu possa fazer, se for demitida não poderemos tentar engravidar ano que vem - a loira pega um dos palitinhos comestíveis que eles usam na Ackles’ para evitar a produção de lixo desnecessária e mexe seu café. 

Jensen era um “cretino”, como dizem as meninas do RH, mas era um cretino responsável com o meio ambiente. 

― Na minha opinião o senhor Grinch tá precisando dar ou comer alguém - Bill Skarsgard, publicidade, sempre foi bem escrachado para falar as coisas, não que ele não tivesse razão, talvez o mal humor do Senhor Grinch esteja sim relacionado a sexo, mas não é muito educado falar isso na frente de várias pessoas - E aí, Jay? Não quer se candidatar para foder ou ser fodido pelo Grinch? 

Mal sabiam os amigos que o senhor Grinch já está sendo fodido e muito bem fodido! Ele, inclusive, tinha fodido muito bem hoje de manhã, tanto que, se Jared se concentrar bem, ele pode lembrar claramente todos os movimentos, entrando e saindo forte, rápido e fundo, simplesmente delicioso! 

― O descarado nem nega! - Alona brinca e Jared revira os olhos, pega seu café, levanta-se e sai em direção ao elevador, ele precisava subir até seu andar para trabalhar, tinha descido apenas para conversar um pouco com os amigos, mas a vida de responsável e a vontade de manter o emprego falaram alto, finalmente. 

Assim que entra no elevador percebe apenas o loiro bonito no compartimento metálico. 

― Bom dia, senhor Ackles. 

― Padalecki, bom dia - quem visse essa interação fria entre os dois nem imaginava o que tinham feito a exatas quatro horas atrás - Reunião na minha sala, às 18:00 

― Sim senhor - o turno acabava exatamente às 18:00, ou seja, Jared e Jensen ficariam sozinhos na sala do loiro, sem ninguém na empresa, NINGUÉM, tem como o empresário ser mais óbvio? - Estarei ansioso - o moreno faz questão de engrossar a voz para falar, enviando arrepios ao loiro que sorriu de lado e nega com a cabeça, observando o advogado gostoso descer em seu andar. 

Jared e Jensen tinham esse acordo silencioso: uma foda gostosa sempre que fosse necessário, sem sentimentos, sem envolvimento, apenas paus enfiando em buracos. 

Simples, fácil e rápido. 

Os dois apenas pensavam em duas coisas enquanto ligavam seus respectivos computadores: seria um longo e entediante dia na empresa e estavam loucos para dar 18:00 horas.  

O dia passou lento e entediante, Jared resolveu alguns problemas jurídicos e escreveu alguns contratos, ocupando o máximo a mente para não pensar no que vem lhe atormentando por semanas, enquanto Jensen tinha reuniões intermináveis com futuros clientes, sócios e investidores.

― Happy hour no Sigilo, topa? - Bill invade a sala de Jared quase fazendo o advogado apagar um contrato com uma das empresas mais importantes da Ackles’. 

― Porra Bill! Bate antes, caralho! - o advogado espera o coração voltar a bater normalmente para responder o convite - Não vai dar, tenho uma reunião às 18:00 - mesmo que o “Sigilo” fosse um dos melhores bares da região ele acabou perdendo de lavada para as decisões que o advogado resolveu tomar. 

― Porra! O senhor Grinch só fode - e você não tem ideia do quão bem e o quão difícil, Jared pensou e sorriu de lado. 

― Deixa pra próxima cara! - o moreno lança o olhar para o relógio que marcava, finalmente, 17:50, como esperou por esse horário hoje! E nunca, NUNCA, chegava - Vamos, preciso subir ou vou me atrasar. 

― Boa sorte cara! - Jared pega o pendrive e sai acompanhado do amigo.

O advogado entra no elevador, que mais uma vez estava vazio por algum milagre divino, aperta para o vigésimo andar, o último, checa sua roupa e espera pacientemente até o elevador chegar enquanto ouvia uma daquelas músicas clássicas que as pessoas acham ótimas para se colocar no elevador. 

Qual era o problema de um rock clássico? Um Are & Be? Um soft pop? 

Assim que passa pelas portas de metal Jared avista Danneel, a secretária/ amiga/ assistente pessoal/ única pessoa que sabe do segredo deles guardando as coisas dentro de uma bolsa rosa pink que o advogado pode apostar que foi presente de Jensen. 

― Dan! - comprimenta.

― Jay! Como está? - a ruiva dá um abraço apertado em Padalecki enquanto ostentava um sorriso alegre e levemente malicioso nos lábios. 

Danneel torce muito para que essa relação de sexo casual entre Jared e Jensen evolua para algo mais, apenas a ruiva sabe o quanto o advogado mais novo e gostoso vem mudando o “senhor Grinch” e, porra, o loiro merece alguém legal, ainda mais depois de tudo que tinha sofrido. 

― Estou bem, ruiva, e você? - e só de pensar que no início dessa relação estranha entre Jared e Jensen ele morria de ciúmes da ruiva, era até engraçado, mas tudo mudou no dia que ela apresentou o noivo (atual marido) e disse com todas as letras que “amava o fato do amigo estar fodendo um homem gostoso como Padalecki”. 

― Trabalhando igual uma condenada - a ruiva pega o telefone e disca o ramal de Jensen - Padalecki chegou… sim… vai se foder… não! Okay! - ela desliga o telefone - Pode entrar e esteja preparado, ele teve um dia ruim. 

Se Danneel soubesse que ele não foi o único. 

Padalecki passou o dia inteiro pensando em si mesmo. 

E o quão difícil isso pode ser? 

Jared suspirou e deixou um beijo na bochecha da ruiva que anda em direção ao elevador enquanto ele entra na sala do “demônio de olhos verdes”. 

― Dia ruim? - não é tão comum encontrar Jensen Ackles bufando de raiva, por mais que a cara fechada faça parte do visual, não significa que o loiro está sempre com raiva ele só está… frio? Mas hoje, assim que Jared passa pela porta e encara a feição do loiro, ele pode dizer, com toda certeza, que Jensen está com raiva. 

― Dia péssimo - o mais velho aponta para o sofá no canto esquerdo do escritório onde os dois vão se sentar. 

― Quer conversar? - e Jared? Queria conversar? 

― Sabe o que eu quero de verdade? - oh porra, olhos estreitos, voz levemente rouca, seriedade, seria essa a combinação para o desastre? 

― Claro - seria muito estranho se Jared dissesse que estava ali para realizar os desejos de Jensen? Bem, o empresário já sabia dessa parte e usufruiu disso muito bem. 

E seria mais estranho se ele disse que estava cansado disso? 

― Eu quero que você me foda… que foda todo esse estresse pra longe de mim - o que acontece quando o fosforo encontra-se com a gasolina? 

Jared puxou Jensen pelo blazer, colocando o loiro sentado em seu colo e tomou os lábios bonitos dele em um beijo voraz, quente e promíscuo. Quase como fodesse a boca do loiro com sua  própria lingua. 

― Então você quer que eu te foda? - o advogado sussurrou no ouvido do loiro que assentiu freneticamente, pois quando Jared estava próximo de Jensen era tudo turvo - Como? 

― Jay… - o loiro sentia beijos serem deixados por seu pescoço e maxilar, enquanto as mãos rápidas do moreno desabotoavam a camisa verde clara do senhor Grinch. 

― Diz… como? - o loiro puxa o cabelo do advogado, obrigando-o a ficar com a cabeça jogada para trás e se aproxima sussurrando no ouvido de Jared a resposta: 

― Forte, fundo e rápido - a rouquidão na voz acompanhada com a mordida deixada no nódulo levou arrepios traiçoeiros para o corpo inteiro de Jared. 

Lábios grudaram-se em outro beijo, enquanto as mãos se ocupavam em arrancar as roupas e deixá-las jogadas pelo escritório, sem, realmente, se preocuparem onde estariam. 

Jensen passou a beijar o pescoço bonito do advogado enquanto rebolava no colo dele, sentindo o próprio membro preso incomodando dentro da calça e da cueca. 

― Tira isso - Jared estava tentando a algum tempo tirar a calça de Jensen e quando não obteve sucesso decidiu pedir para o loiro fazer. 

Jensen se levanta e tira a calça e a cueca lentamente, como se fosse a porra de um striper em Vegas, fazendo questão de passar a mão em pontos que deixariam o advogado maluco. 

Como alguém podia ser tão bonito assim? 

Jared também se levanta, mas tira o resto das peças de roupa com rapidez e agilidade, eles não tinham tempo a perder. É quando os lábios se chocam novamente que Jared percebe o inevitável, que ele percebe que caiu… 

Estava louco por esse loiro. 

Maluco. 

Faria o que ele pedisse quando pedisse, sem questionar. 

E isso o assustava. 

Pensar no poder que Jensen têm sob ele fez o moreno diminuir a intensidade de suas respostas a um Jensen que já tinha colocado o moreno sentado, novamente, no sofá e se esfregava nele. 

― Jay? - o advogado parece acordar e, mesmo que as dúvidas e as descobertas estejam perturbando-o no momento, ele volta sua atenção total ao loiro em seu colo, deixando mordidinhas leves e chupões no pescoço branquinho do empresário, torcendo com todas as forças para que ficasse marcado. 

― Eu vou fazer o que você quer, mais uma vez, a última vez - se Jensen estivesse em seu estado normal ele se preocuparia com o que o moreno falou, mas não agora, não quando o pau grande e grosso de Jared fica roçando em sua entrada necessitada - De quatro no chão. 

O loiro faz sem se importar, porque, porra, é Jared Padalecki aqui, o homem mais gentil e maravilhoso que ele já conheceu, sentindo o moreno se ajoelhar atrás de si, e iniciar a preparação com os dedos que ele deve ter chupado enquanto Jensen pensava que, antes de Jared, nunca se rebaixaria a ficar nessa posição. 

Jensen não precisava de muita preparação, graças a brincadeirinha que eles fizeram pela manhã, sendo assim, poucos minutos depois o moreno já tinha o pau enfiado fundo no buraquinho guloso do loiro que abriu a boca em um gemido mudo. 

Jared começou a se mover, fodendo toda a raiva, a frustração e a preocupação para fora de seu corpo, enquanto ouvia a causa de todos esses sentimentos gemer enlouquecidamente embaixo de si. 

― É assim que você gosta, certo? - o loiro murmurou uma concordância enquanto sentia o moreno lhe acertar sempre no mesmo ponto - Claro que é… estou fodendo seus sentimentos ruins pra fora? Estou, né? 

― SIM… SIM… SIM, JAY! - os corpos estavam em combustão, parecia que iriam explodir em qualquer minuto… e bom… explodiram. 

Explodiram em um orgasmo quente, libertador, doloroso e aliviante. 

Jared se permitiu deitar ao lado do loiro, mas, meia hora depois estava completamente vestido e olhava o loiro terminar de arrumar a gravata. 

Frio. 

Como sempre. 

― Terminou o contrato da Coca-Cola? - o empresário sentou-se na sua cadeira e o moreno percebeu que tinha servido ao seu propósito. 

― Terminei sim, tá no seu e-mail, assim como minha carta de demissão… - não foi uma surpresa para Jensen ouvir isso, de certa forma ele esperava que acontecesse um dia. 

Jared foi um presente para Jensen, calmo, conciso, amoroso e bom de cama, tudo que o loiro procurava em um homem, porém, Jensen era apenas uma camada fria e intocável que usava o moreno para o seu bel prazer. 

Jared nunca concordou muito com o apelido que o loiro tinha, para o advogado seria muito mais verdadeiro se ele fosse chamado de Jake Frost, sem toda a parte das lembranças alegres. 

Pedir demissão foi reclamar por sua liberdade. 

Seu amor próprio. 

Tudo bem que fazer isso proximo do Natal era estranho, mas porra… foi necessário. 

― Eu só… - Jared suspirou percebendo que Jensen nem ligou para a notícia que deu, o loiro apenas continuou sentado em seu trono - Ficou demais e você não queria isso… - colocou o pendrive em cima da mesa do loiro - Eu… hãn… é meu presente de Natal pra você Jen - Jared suspira quando o loiro nem se mexe e deixa a sala, deixando para trás a pessoa que mais o fez bem e mal ao mesmo tempo. 

Assim que a porta bate, Jensen suspira e pega o tal presente, pluga no computador e abre o único arquivo existente, percebendo que é um vídeo. 

― Oi Jen! - o sorriso com covinhas de Jared aparece na tela - Se você tá vendo isso é porque eu morri… tá, eu não morri, mas eu cansei - Jensen percebe a tristeza nos olhos coloridos do moreno - As pessoas aqui na empresa te chamam de Senhor Grinch, porque seu objetivo parece ser estragar o Natal, você não mostra empatia ou se preocupa com alguém, mas sabe… na história do Grinch ele acaba mudando graças a amizade com alguma criança e, bem, eu tentei ser esse ombro amigo ou mais que amigo, mas… bem… levando em consideração que eu estou gravando esse vídeo significa que eu não consegui - o Jared do vídeo abaixa o rosto e, quando volta-se para cima, o loiro percebeu as lágrimas escorrendo - Mas eu te amo, Jen e eu acredito em você… nos seus sentimentos e na sua força… eu acredito sim só falta você acreditar em si mesmo - o Jared do vídeo vira para trás e Jensen consegue perceber sua própria imagem parada atrás dele, o áudio não pode ser capturado, mas ele vê Jared assentindo - Já vou loirinho, porque não vai se preparando para mim - seu eu do vídeo some e Jared volta-se para a câmera - Faça diferente esse ano e vá me encontrar, você sabe onde estou.  

Jensen suspira e fica olhando o sorriso triste do homem que foi como uma avalanche em sua vida. 

Faria diferente esse ano? 

Assumiria o seus sentimentos?

Procuraria pelo moreno gostoso da advocacia? 

Bem, não dá para responder todas as perguntas, mas o fato é que, neste ano, os funcionários da Ackles’ Trade não trabalharam no Natal ou na véspera e ainda receberam um pequeno mimo como presente, um chaveiro do Grinch para honrar o apelido que Jensen tinha. 

 


Notas Finais


Perguntas:
Jensen foi atrás do Jared?
Jared perdoou o Jensen?

Me contem o que vcs acham!
Kisses and Hugsss


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