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História O Guarda Costas - Capítulo 14


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Notas do Autor


Estou a 300 anos esperando pra postar essa foto kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Obrigada pelos novos favoritos e comentários! 🥰♥️

Boa leitura

Capítulo 14 - A lugar nenhum, pelo visto.


Fanfic / Fanfiction O Guarda Costas - Capítulo 14 - A lugar nenhum, pelo visto.

Depois daquelas palavras de Lucas, Pilar, começou a ficar ainda mais apavorada dentro de sua própria casa, se Carmen realmente estivesse envolvida com o que o namorado tinha dito, ela precisaria agir ainda mais rápido do que imaginava. Queria se manter com a cabeça no lugar, mas estava era próxima de um surto, tentava ao máximo ocupar a cabeça com novas coisas.
Estava sentada no sofá vendo um episódio de sua série favorita, concentrada e rindo das bobagens que aconteciam.
- Vamos, tenho um lugar para te levar. - Lucas diz próximo ao ouvido dela, que literalmente pula no sofá.
- Tá querendo me matar, desgraçado? - Se vira para ele, sorrindo logo em seguida. - Vou trocar de roupa pelo menos.
- Não precisa. - Ele diz rapidamente. - Vamos logo, aproveitar que meu pai não está em casa e não vai querer te levar.
- Hm. - Pilar o olha maliciosa.
- Não é nada disso. - Revira os olhos. - Creio que você vá gostar tanto quanto.
- Acho difícil. - Ela quase pula nele.
- Se controla, garota.
- Credo, tá de TPM? - Lucas não responde.
Eles seguem em silêncio durante todo o trajeto, Pilar não fazia ideia de onde estava indo e isso não a deixava muito animada com o quer ele estivesse aprontando. Para todo lado que olhava, havia mato, sabia que tinha muito tempo desde que avistara uma casa, nem sabia que existia lugares assim em Buenos Aires.
Se ainda estivesse na cidade.
- Que diabo de lugar é esse? - Ela diz. - Está me sequestrado?
- Deus me livre, ter que te aguentar muito mais do que já aturo? - Ele a olha. - Passo.
- Muito engraçado. - Ela finge uma risada.
- Chegamos.
- A lugar nenhum, pelo visto. - Ele seguia por uma trilha estreita.
- É. - Ele estaciona o carro. - Vem.
- É estranho, começar a ficar excitada? - Ele ri. - Eu tô falando sério. - Ela puxa o rapaz para um beijo.
- Depois. - Ele deixa mais um beijo nos lábios dela. - Agora, para de estragar meus planos.
- Então, os planos hoje são seus? - Ele concorda e sai do carro, indo até o porta-malas e pega uma mochila. - Lucas, o que é?
- Espera. - Ele bate a porta. - Só vamos andar um pouco.
- Tá uma lama do caramba e estou de chinelo. - Ela fica parada com os braços cruzados.
- Vai querer que eu te leve no colo? - Ele a pega com facilidade e a joga sobre os ombros.
- Me solta. - Ela estapeia onde alcança.
- A madame não pode sujar os pés. - Ele ri.
- Isso não tem graça, se você me derrubar, vou matar você.
- Nesse caso, tomarei bastante cuidado.
Ele caminhou por alguns minutos, chegaram até uma casa, não havia uma trilha que levasse até ali, mas Lucas conhecia o caminho, mesmo que fizesse um bom tempo que estivera ali.
Desde aquele dia.
Não era um lugar bonito, muito pelo contrário, parecia digno de filme de terror, o mato tomava conta a entrada, as janelas tinham alguns vidros quebrados e a porta estava travada por uma madeira passada no batente. Ele coloca a menina no chão e chuta a porta, que se abriu com um rangido.
- Vamos entrar. - Ele passa pela madeira atravessada.
- Estou toda arrepiada e nem é no sentido bom. - Pilar comenta e o segue.
O interior da casa era ainda pior que a parte de fora. Lucas acendeu a luz, o que foi uma surpresa para Pilar, havia em sua frente um sofá puído pelo tempo, e uma estante coberta de pó, do outro lado uma pequena cozinha com armários caindo aos pedaços.
- Certo, você quer me matar com uma crise alérgica!?
- Com certeza. - Ele jogou a mochila no sofá. - Do lado de lá. - Apontou para o final do corredor onde havia um corredor terminando em uma porta. - Tem uma coisa muito interessante.
- Dado ao estado disso aqui, não consigo nem imaginar. - Ela respondeu debochada. - Isso aqui ainda é na cidade? - Ele negou com a cabeça. - Suspeitei.
Lucas mexia na mochila, separando algumas coisas e rapidamente guardou algo na cintura, colocando mais algumas coisas no bolso.
- Vem comigo.
- Nem precisa falar isso, te seguiria mesmo que você não quisesse. - Ela o abraça pelas costas. - Tá quentinho.
- Deve ser porque estou usando uma jaqueta. - Ele a puxa para frente. - Fecha os olhos agora.
- Nem ferrando. - Ele bufa e abre a porta no final do corredor. - Uau, mais mato. - Eles descem os dois degraus que haviam ali.
- Parece que ninguém vem aqui faz um tempo, mas não tem muito problema. - Ela o encara. - Me espera aqui.
Lucas vai até um pequeno galpão que havia alguns metros mais adiante e pega alguns cavaletes e os posicionam um pouco mais adiante, parecia uma boa posição. Pilar, não estava entendo direito o que estava acontecendo, sabia que Lucas por vezes fazia coisas estranhas, mas isso era demais. Ele a chama para chegar um pouco mais adiante.
- Lição um: escolha um lugar afastado para fazer algo não muito legal. - Ele puxa de sua cintura uma Glock. - Lição dois: tenha um silenciador por via das dúvidas. - Ele pega o objeto no bolso e logo acopla a arma. - Lição três: não faça isso sem supervisão. - Ele suspira. - Vou te ensinar a atirar.
- É mesmo? - Ela diz animada. - Isso vai ser ótimo! Me dá. - Ele entrega a arma para a garota, que a segura com apenas uma mão e mira em um dos cavaletes.
- Tá tudo errado. - Ele se posiciona atrás dela. - Aqui. - Ele ajeita o braço esquerdo dela esticado. - Você é canhota né? - Ela concorda. - Agora apoia o pulso na mão direita, segura. - Ele vai para a frente dela. - Um pouco mais pra frente. - Ajeita e vai para o lado dela. - Agora vc destrava ela.
- Aqui? - Ela olha para ele, que concorda. - Posso? - Ele concorda com a cabeça, ela direciona no que lhe pareceu a melhor posição para acertar a cabeça do desenho no cavalete, e apertou o gatilho, o tiro saiu parecendo um assobio e ela sentiu o impacto em seu ombro.
- Se fosse alguém tentando matar a gente, teríamos morrido, se você precisasse matar o cara pra sobreviver. - Lucas ria.
- Faz melhor. - Ela entrega o revólver para ele.
- Claro. Peito ou cabeça? - Sorri irônico para ela.
- Onde você achar melhor. - Revirou os olhos.
- No peito então. - Ele segura a arma como se fosse parte de seu braço e com tranquilidade dispara, acertando exatamente onde desejava.
- Belo tiro. - Ela diz. - Minha vez. - Pilar repete os processos da primeira vez e dispara, acertando na linha que representava o final do abdômen do desenho.
- Não ia matar, mas pelo menos ele ia sentir dor. - Lucas comenta. - Outro. - Ela acerta no ombro. - Mais um. - Erra.
- Parece que não sou muito boa de mira. - Faz uma careta.
- No início é assim mesmo. Outro. - Acerta bem no centro da testa. - Head shot! - Ela o abraça. - Calma, você tá com a arma na mão.
- Ah é! - Riu. - Como você conhecia esse lugar?
- Armani, Scocco e eu, passamos alguns dias aqui, fazendo a mesma coisa que você. - Disse como se não fosse nada importante. - Tínhamos algumas coisas guardadas aqui também. - Deu de ombros.
- Você estava bem atolado com essa merda toda, pelo visto.
- É. - Ele desviou o olhar. - Pelo menos sai numa boa.
- Deu sorte. - Ela diz.
- Somos amigos, antes de tudo. - Ele pega a arma e a guarda na cintura da calça na parte traseira.
- E esse lugar, era assim todo destruído?
- Digamos que não, ai teve uma pequena confusão e ficou assim. - Ela estava interessada na história. - Um companheiro caiu bem no meio da cozinha, foi bem feio, foi a primeira pessoa que eu vi morrer. O Nacho levou um tiro no braço, nada grave.
- E você? - Ela o abraça.
- Inteirinho. - Ele beijou o topo da cabeça dela. - Agora deixa isso pra lá, passado é passado e não faço mais isso. - Ele ficava nervoso só de lembrar a ocasião.
A noite já estava caindo quando eles saíram do local, iriam chegar com a noite já avançada em casa, Pilar torcia para não encontrar com o pai ou Carmen, não fazia ideia do que inventar como desculpa, iria rezar para ter essa sorte. Eles podiam encontrar com Naná, ela minimamente iria supor que eles estavam namorando ou algo parecido e não teriam que inventar nada. 

"Conhecia muito bem esse lugar, a velha casa onde passávamos juntos os finais de semana, atirando, vez ou outra usando alguma coisa, bebendo, rindo, as vezes acompanhados com alguma mulher. Eram bons tempos esses.
A casa estava exatamente como antes daquele dia, e isso me deixava extremamente angustiado.
Estávamos ali, Armani, Scocco, Gallardo e eu, vendo um filme do Batman - exatamente como naquele dia.
- Tu não é o rei do mate. - Scocco me olhava. - Então, faz a porra do mate.
- No intervalo do filme, já disse.
- Caralho, eu faço, assim vocês dois calam a boca e podemos assistir a porra do filme em paz. - Gallardo ralhou com a gente, ele era o mais velho, uma espécie de mentor do Franco, chamado de Muñeco, pelas costas, Mestre dos Magos. - São duas crianças mesmo! - Ele se levanta e vai em direção a pequena cozinha.
Tentei voltar minha atenção para o filme na televisão, mas tinha algo me incomodando, não acredito em sexto sentido e nem nada do tipo, mas algo me alertava e não conseguia entender.
- Abai... - Foi só o que ouvimos antes de ouvir o vidro quebrando e o baque seco de alguém caindo sobre os armários.
Ficamos encolhidos por um momento, apenas com o susto. Armani, rapidamente pegou sua arma e Ignácio e eu fizemos o mesmo, quem quer que estivesse do lado de fora, poderia vir atrás de nós.
Ninguém dizia uma palavra, apenas olhávamos pelas janelas e pela porta, esperando que o pior acontecesse. Não tinha ideia de quantos poderiam chegar ou se chegariam. Minhas mãos tremiam e não tive coragem de olhar na direção da cozinha.
Poderia facilmente ter sido eu.
A porta se abriu e o primeiro disparo saiu da arma de Armani, de onde estava tinha uma visão perfeita da pessoa que entrava, foi um tiro certeiro no pescoço do homem que caiu terminando de escancarar a porta, ele usava uma touca ninja cobrindo seu rosto.
Era bem verdade, estava apavorado!
Scocco foi o próximo a se levantar para atirar, sendo atingido de raspão no braço, ele gemeu e segurou o local que sangrava. Meu coração estava disparado e não via nada na minha frente, minha vista estava completamente turva.
- Vai pra cozinha, agora. - Franco diz para Nacho, que passa por trás do sofá se arrastando no chão. - Somos você e eu. Lucas, se concentra. - Tento colocar minha respiração no ritmo, mas sentia falta de ar. Armani ergue a cabeça para olhar pela janela. - Tem dois vindo, parece que são os únicos, pisou na porta atira, atira sem dó. - Apenas concordei.
O primeiro entrou e nós dois atiramos.
Um.
Dois.
Três.
E não sei quantos mais saíram da arma de Armani, o cara caiu por cima do corpo do companheiro.
Ouvi ao longe um carro arrancar, éramos apenas, Franco e eu, contra um outro cara.
Armani ficou de pé e foi para a porta, meu instinto foi segui-lo mas ele indicou que eu continuasse e fosse até Ignácio verificar se estava tudo bem e ele saiu do meu campo de visão.
Nacho estava encolhido entre os armários, havia feito uma espécie de bandagem no braço, a cena era ainda pior, o corpo de Muñeco jazia no chão, cercado de sangue e um buraco bem no meio da testa.
Ouvi um único tiro, e pelo barulho, era Armani, afinal os caras estavam com silenciadores.
- Que diabo foi isso? - Scocco me perguntou baixo.
- Eu também queria saber."
Lucas acordou sobressaltado, completamente encharcado de suor. Sentou-se na cama controlando sua respiração.
Estava em seu quarto, era apenas um pesadelo.
Ficaria tudo bem.
Ter ido até a velha casa lhe trouxera de volta as lembranças que preferia ter esquecido.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, não se esqueçam do comentário
Como estão na quarentena? Lembrem-se água e sabão é melhor que álcool em gel, guarde o precioso apenas se precisarem na rua!
Vamos se cuidar
Até a próxima 🌈


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