História O Guardião do Tempo - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 748
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Mistério, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Subindo as escadas


-E quem dirá que a garota está morta?- Julia estava afoita com a droga de ideia que Baltazar havia dito.-E mesmo se estiver, como que você acha que as pessoas vão reagir vendo uma pessoa que eles viram morrer em sua frente?E se ela já estiver enterrada?- A mulher pensava em mil alternativas daquilo dar errado, com os seus grandes olhos azuis esbugalhados.

- Eu vi pararem a massagem cardíaca e o tanto de sangue que ela perdeu, é impossível ela estar viva.- Baltazar defendia a ideia com dentes e unhas, porque as outras propostas eram horríveis.- Posso aparecer dizendo que foi um erro médico, ou que me enterraram viva, e eles vão acreditar em qualquer dessas alternativas, pode apostar.

- Você não tem vergonha de sugerir isso? Ela acabou de morrer.-Sua expressão afoita passou para uma incredulidade misturada com raiva.

Ele apenas levantou as sombracelhas, como dizendo:”Não estou com remorso nenhum, afinal, fiz tudo que podia, que foi nada”. Ela soltou uma leve bufada de ar pela boca e disse:

- Não vou mais me estressar com você, faça o que quiser, só não me meta em problemas.- Ela deu as costa para ele, amarrando o longo cabelo negro.- Não me sinto no direito de mandar em alguém anos mais velho do que eu, mesmo que necessário. Quem sabe você não esteja melhor para conversar outra hora.

- Eu vou pesquisar e ver como está a situação da Lara.- Por um momento, ele realmente pensou em pedir desculpas por ver como a mulher havia ficado aborrecida. Mas hesitou e pensou que seria errado fazer isso, pois não achava errado não estar de luto por alguém que nem conhecia e que não podia fazer nada para ajudar. Manteve sua expressão vazia.

- Já disse, faça o que quiser.- Ela diz, fechando a porta atrás de si.

...

O apartamento em que Julia e Baltazar moravam era simples, pequeno, predominante branco e, se não fosse por uns livros aqui e ali, poderia se dizer que era muito organizado. Antes que Jonathan morresse (seu antigo persona), ele conseguiu documentos que provassem que Julia tinha direito a sua herança (como ele não teve parentes próximos, conseguiu destinar tudo a sua “amante”). A herança foi significativa por um período, mas depois de um tempo, as coisas começaram a apertar, isso sem mencionar que deixar Baltazar a toa andando por aí não podia resultar em coisa boa.

O transmorfo ficava horas fora de casa, e pode apostar, ele sempre se transformava. Uma hora se transformava em um comerciante que via minutos atrás saindo para almoçar, outra, em um guarda de transito; só para gerar caos. Só para “se divertir”.

Julia sabia que seria muito provável ele fazer as mesmas coisas com a persona daquela menina, mas se ele pudesse se manter como ela na maior parte do tempo, tudo seria mais fácil.

...

No dia seguinte, Baltazar era Lara. Alguns dias antes, ele havia comprado roupas da academia Hawk pela internet e pesquisado sobre a garota. Lara era filha de um famoso casal de advogados e a academia Hawk era uma das mais conceitudas ( e caras) universidades da região. A garota era uma estudante de matemática, fazia parte de diversos clubes e era uma aluna exemplar. Nada mais foi descoberto, mas foi o suficiente para deixar Baltazar apreensivo com o primeiro dia de aula.

Enquanto caminhava até o predio central, viu algumas pessoas que o olhavam cochichando, outras sorriam; outras sorriam e acenavam. Foi apenas quando entrou no prédio que alguém começou a falar com ele, uma garota roliça foi em sua direção o mais rápido que conseguia, mas sem chegar a correr.

- Fico feliz que tenha se recuperado.- A garota ficou quieta por um tempo, até que Baltazar, como Lara, levantou uma das sombracelhas, como perguntando “quer falar alguma coisa?”- Como foi o encontro?- A empolgação estava presente no rosto da garota.
- O que?!- Ele perguntou, perplexo.

- Digo, eu imagino que não deva ter sido como imaginado, mas...

- Você é retardada?!- Ele a cortou subitamente.- Eu quase morri!- Ele encenou perfeitamente, fruto de anos fazendo isso. Nem sem emoção, nem exagerado; drama na medida certa.

- Eu sei, todos pensavam isso.- A garota abaixou a cabeça e parecia profundamente triste por um momento.- Eu mesma só consegui acreditar que estava viva agora pouco, quando a vi subindo as escadas. Nem tive tempo de cumprimentá-la antes.

Baltazar parou de ouvir nesse momento. Ele não havia subido as escadas.                                 







 



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