História O Guardião (Jeon Jungkook - BTS) - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Ji Chang-wook, Lee Jong Suk, Lee Min Ho
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Dois_mundos, Dorama, Happyjkday, Jichangwookpapai, Jungkook, Kpop, Magia, Milly-soon, Realidade_alternativa, Sonhos
Visualizações 30
Palavras 1.987
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Literatura Feminina, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá para os leitores que já me acompanhavam e aos leitores que caíram de paraquedas aqui rs
Eu iria postar apenas dia 17/08, porém, vou ficar offline até domingo, decidi adiantar essa nenê para ver se eu abaixo o meu fogo, porque sem condições!

Narrado em terceira pessoa.

Boa leitura <3

Capítulo 2 - Prólogo: Encontros premeditados e promessas inesperadas.


🌹

O universo conspira a favor daqueles que acreditam no quão extraordinário uma vida pode ser. Pois assim como a vida, a relativamente dos mundos é ampla e imprevisível. Tornando tudo possível.

Na criação dos mutiversos, os seres ancestrais acharam por bem criar um mundo que fugisse e tangenciasse com a realidade, então, o mundo inteligível surgiu. Mundo quase perfeito, oásis de criatividade e sonhos. Um mundo mágico.

Contudo existia um pequeno porém; a existência do mundo inteligível dependia dos sonhos dos seres viventes, mas ao decorrer dos milênios esses seres começaram a perder a fé e desacreditaram, sucumbindo as mazelas intocadas no íntimo de cada um, trazendo à tona medos e inseguranças que se acumulavam numa grande bola de neve cósmica, desequilibrando o universo.

Guardiões foram selecionados para protegerem e guardarem o mundo inteligível, também foram selecionados os demônios do tempo que interfiririam caso os guardiões falhassem em seu ofício, escodendo o mundo inteligível da cobiça humana, trancando-o no secreto.

E assim foi estabelecido o equilíbrio nos mutiversos e o mundo inteligível ficou à salvo, inalcansável.


🌜🌎


— Vai você Taehyung!

— Você não é o maknae de ouro? Vai você.

No grande casarão Bangtan, os futuros guardiões brigavam entre si para ver quem assumiria a vigia do portal central que ligava o mundo inteligível com o mundo real. Era um desalinhamento entre os mutiversos que acontecia de mil em mil anos, e esse ano, o jovem Jungkook, filho de Jeon Chang-Wook, guardião ancião, iria ficar responsável.

Por ser descendente de alguém considerado tão importante quanto Chang-Wook, o peso sob os ombros do rapaz era exorbitante, ainda mais pelo fato de que Jeon Jungkook, em todos os seus dezenove mil anos possuía poderes perigosos demais para alguém que não sabia controlá-los. Alguém como ele.

Era difícil e frustante para o moreno de madeixas negras.

— Eu não quero ir! — Bufou para o amigo e cruzou os braços, birrento.

— Aigoo — Um murmúrio vindo de outro cômodo da saleta de onde os outros dois estavam fôra ouvido e logo uma figura de um homem sorrindo pequeno foi projetada e vista por eles dois. — Você sabe que esse é o seu ano e seu pai conta com você, não sabe?

Kim Seokjin, guardião do conhecimento; Juntamente com Kim Namjoon, tomavam conta dos guardiões da Bangtan. Poucos foram escolhidos, mas o que habitavam naquela mansão eram os melhores e únicos — Fora os guardiões anciões — existentes. Muitos foram mortos por demônios do tempo, as causas, contudo, apenas os anciões sabiam.

— Voces não podem mandar o Jimin? — O Saeng perguntou sugestivo.

— Ele foi no último desalinhamento — Confirmou Jin. — É a sua vez, Jungkook.

— Mas e se eu perder o controle? — Perguntou relevando sua verdadeira angústia. Temia por saber que é uma bomba relógio prestes a explodir, inesperadamente.

Jin, que já suspeitava, sorriu confortando o saeng. Se sua visão de mais cedo estivesse certa, Jungkook não perderia o controle, porém, seria inevitável ele quebrar uma das regras. E, ele não poderia mudar futuro nem se quisesse.

— Você não irá, eu dou a minha palavra. — Falou por fim. — Quanto a você, Kim Taehyung, seu irmão está lhe esperando para o treinamento.

— Ah não, hyung. Não quero. — Reclamou o loirinho que estava apenas observando.

Seokjin tinha que ser firme com o loiro, ele estava dando trabalho ultimamente, então endureceu sua faceta, sério. Seus olhos de castanhos foram para o rosa vivo evidenciando um pouco da metamorfose de seus poderes, fazendo o menor levantar-se no mesmo segundo assustado.

— Eu já tava de saída, hyung.

— Acho bom mesmo. — Respondeu alto para o loiro, que a esta altura já devia estar longe, ouvisse. Então voltou seu olhar para o moreno que tentava esconder um risinho pelo medo alheio, no entanto falhou, voltando a cor original de seus lumes, e emendou: — Está na sua vez de ir também. — Jungkook fez careta. — Eu vou ter que usar o mesmo método do Taehyung? — Perguntou sério.

— Não, hyung. Jamais.

O guardião mais velho sorriu. Os aprendizes eram totalmente manipuláveis e adoráveis demais para estarem ali.

[...]

Com as mãos no grande casaco preto e cogitando voltar para a mansão, Jungkook estava nos limites que tocavam a divisão entre os dois mundos. O lugar era uma estrada deserta, cercada por absolutamente nada aos seus arredores, nem um mísero arbusto ou árvore seca. Somente via-se a estrada e um barro seco.

À medida que o tempo ia passando a ansiedade do guardião crescia, afinal, ele não sabia o que poderia acontecer caso algo desse errado e alguma criatura resolvesse dar as caras. Então, sem ter tempo de pensar em mais n's situações desagradáveis de se acontecer, um círculo enorme foi se projetando de forma uniforme, criando circunferência.

Tirando as mãos dos bolsos e com a íris apresentando faíscas negrumes, Jeon foi aproximando-se cada vez mais do círculo, podendo ver relances de outra dimensão.

Diferentemente do local de onde estava, a dimensão real; a noite pintava o céu de um azul escuro e as poucas estrelas por causa da claridade produzida pelos postes da cidade movimentada uma hora daquela, iluminando o ambiente.

A curiosidade substituio o nervosismo em questão de segundos e, de repente, Jungkook viu-se tentado a passar por aquele círculo. Como qualquer jovem inconsequente, o maknae atravessou para o outro lado da circunferência.

“Se eu voltar antes do portal fechar-se, estará tudo bem”Pensou, então.

Quando passou para a outra realidade sentiu uma brisa gélida e um arrepio involuntário por conta do frio; confirmando umas das teses já estudadas por ele na mansão: O tempo e espaço dos mutiversos não são recíprocos.

Isto é, eles ocorrem sem ter a mínima ligação entre si, explicando porquê nesse mundo ser noite e no seu ser dia.

Seus olhos vagaram pelo local, situando-se e percebendo que estava numa ponte, com muros rabiscados e em suas extremidades haviam uma espécie de rio, todavia, não fôra o rio que chamou a atenção do jovem guardião. Havia uma garota em pé, na borda da ponte, prestes a pular.

Involuntariamente, o coração do maknae começou a bombear sangue rápido demais, acelerando; sua respiração ficou descompassada e as sombras negras de sua metamorfose tomaram conta de seu ser. Como num piscar de olhos, ele teletransportou-se no segundo que os pés da garota vacilaram e ela mergulhou rumo à morte.

Para ela, que decidiu acabar com sua vida na flor da idade e enterrar-se com seus sonhos, ao fechar os olhos e esperar o impacto na água fria. Era alguém de dezesseis anos que já tinha vivido o suficiente para saber que a vida não era lá isso tudo.

Mas o barulho não veio, o impacto com a superfície aquática também não. Não lhe acontecera nada.

Abriu os lumes, atordoada, sentindo um par de braços, aparentemente fortes, lhe envolverem e uma aura negra cobrir-lhe. Pensou então em gritar, mas foi em vão. Estava em choque e com medo. Não fazia a mínima ideia do que era aquilo. Ou quem era aquilo.

O guardião sabia que era contra as regras interferir no destino de seres do multiverso, mas nem ele conseguia explicar o sentimento que lhe acometeu ao ver a garota no precipício, pronta para se jogar. Ele nunca tinha experimentado tal sensação. E o mais extraordinário disso tudo; ele não sabia que era capaz de teletransportar-se dessa forma. Foi como uma luz num túnel que beirava ao desespero.

As várias nuances que cercaram ambos os jovens, ainda presos um no outro com um forte abraço, parados na ponte, perto do portal, preenchendo suas mentes de indagações e hipóteses sem sentido algum. Tanto ele como ela queriam encontrar respostas para o paradoxo criado pelo próprio universo para explicar o ocorrido. Mas nenhum dos dois achou algo plausível.

E Jungkook poderia permanecer mais tempo naquela bolha silenciosa de seu mundinho particular e continuar abraçando a garota, mesmo que nem ele mesmo tenha se dado conta disso, enquanto se orgulhava um pouco de si por um novo dom descoberto, contudo, o tempo passou rápido demais. O desalinhamento estava quase no fim e teria que voltar para o mundo inteligível ou ficaria preso no mundo real.

Afastou-se, então, e analisou brevemente a garota; seus olhos pequenos estavam vermelhos e inchados, talvez ela tenha chorado muito essa noite. Trajava um macacão azul bebê com um tênis preto meio velho nos pés, além disso seus cabelos estavam levemente desgrenhados e um pouco bagunçados. Porém, mesmo nessas circunstâncias ela era bonita na visão dele.

— Você está bem? — Jungkook atreveu-se a perguntar, mesmo sabendo que o seu tempo estava acabando.

— Q-quem é-é V-você?

Jungkook não pôde evitar sorrir ladino com o medo aparente na garota. A vontade de ficar mais um pouco era fortemente questionada por si, ele queria conhecer um pouco mais da curiosa ser que o olhava assustada.

— Eu perguntei primeiro — Jeon inclinou-se um pouco, chegando rente ao rosto da garota, ficando quase da altura da mesma. — Você está bem?

— Sim. — Mas aquilo não convenceu o Jeon nenhum um pouco.

— Como é o seu nome? — Ele perguntou.

— Chae — respondeu mais convicta e segura. — Kang Chaeyoung. E você? Você ainda não respondeu a minha pergunta.

Por mais que a voz da garota, que agora possuía um nome para Jungkook, estivesse um tanto intimidadora como se ela tivesse mudado drasticamente, Jeon sabia que não poderia ficar mais. Ele precisava ir. Sua mente reproduzia uma espécie de tic-tac insessante, chegando até a ser incômodo, aleartado-o. Ele tinha as próprias responsabilidades.

— Desculpa, mas eu tenho que ir.

Jeon virou-se na direção contrária, e, a passos rápidos caminhou à circunferência que por alguma razão estava visível apenas para ele. Entretanto, antes mesmo de entrar no portal, recuou dois passos e olhou de relance para a garota ainda parada no mesmo ponto, olhando fixamente para si.

— Me promete uma coisa? — Ele gritou, coagido por um instinto dentro de si. — Me promete que nunca mais vai fazer isso.

— E por quê eu deveria? — Ela gritou de volta. — Afinal, quem é você?

— Apenas me prometa — Seria muito fácil apenas citar que ele estava falando aquilo apenas porque era o que qualquer pessoa no lugar dele faria, mas não, não era assim. Nem o próprio sabia explicar a confusão de sentimentos dentro de si naquele momento por alguém desconhecido. E a última frase que saiu de sua boca não foi calculada, apenas dita, e, estranhamente, parecia que ele já tinha dito exatamente as mesmas palavras para a mesma garota num universo distante, talvez. — E eu prometo responder sua pergunta na próxima vez.

Não haveria uma próxima vez na cabeça dele, mas ela não precisava saber. Apenas acreditar.

E mesmo um pouco distante um do outro, Jungkook pôde ver com clareza um aceno positivo da parte dela. — Eu prometo.

Então, passou pela circunferência, indo para a sua realidade e atrapalhou-se quando esbarrou de frente com seus mentores.

— Eu achava que você ia demorar mais. — Seokjin falou com um sorriso amplo nos lábios carnudos que possuía, ao seu lado estava Namjoon, esboçando suas covinhas adoráveis, segundo fontes. — A gente até iria segurar o portal mais um pouquinho.

Para Jungkook, tudo estava confuso e estranho demais. Desde a sensação de déjà vu ao avistar a garota ao sentimento de puro desepero que coroeu-lhe o peito ao vê-la se jogando de uma ponte. E como se Namjoon pudesse ler a mente do maknae, antes mesmo de Jungkook começar a questionar o porquê de tudo aquilo, ele respondeu:

— Não se preocupe em entender agora, Kookie. — Ele sorriu. — Tudo já fôra premeditado.



"É na confusão do teu ser que o meu encontra a calmaria; E nas promessas jamais cumpridas, resgato a força que precisava para continuar."
— O Guardião.



Notas Finais


E aí, aprovada?

• Chaeyoung é apenas um apropriamento do nome da nossa querida Rosé, a personagem interpretada por ela não possui nenhuma ligação facial e afins, ok? Vocês podem se sentir livre para se imaginar no lugar se quiserem.

Próximo capítulo sai dia 01/09🌹

Bem-vindos ao Guardião *-*
Nos vemos por aí 🖤


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