História O Guerreiro das Almas Gêmeas - Capítulo 23


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 4
Palavras 1.334
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Ecchi, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Shounen
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 23 - Sob a Luz da Lua


O GUERREIRO DAS ALMAS GÊMEAS

CAPÍTULO 23

Sob a Luz da Lua

Shizune já estava no local da festa com seus amigos quando ela recebeu a mensagem dizendo que seu irmão tinha acabado de sair da cápsula de regeneração. A preocupação dela foi tão grande, que ela até mesmo se esqueceu de avisar para as pessoas que estavam ali esperando a chegada de Kuro.

Ela sai correndo em disparada em direção a enfermaria, mas quando chega ao seu destino, suas preocupações desaparecem e um sorriso surge em seus lábios.

A garota tinha acabado de se virar para ir embora quando ouve uma voz familiar lhe chamando.

Ren: Ei! Shizune-chan! Como ele está?

Shizune: Ah, Ren. Não se preocupe, ele está bem.

Ren: Tem certeza? Eu não vi você entrando.

Shizune: Não precisei entrar. Na verdade, eu teria sido apenas um incômodo se tivesse entrado.

Ren: Como assim, Shizune-chan? Do que você… Ah… Entendi.

Então Ren olha para a cama onde Kuro estava e, assim como Shizune, um sorriso surge em seu rosto.

Shizune: Vamos indo? É melhor avisar o resto do pessoal antes que eles cheguem fazendo um alvoroço.

Ren: Sim, você tem razão. Acho que todos devem estar preocupados depois de terem lido a mensagem dela.

Então ambos vão embora enquanto caminham tranquilamente. Eles se encontram com o resto do grupo e explicam a situação para eles. Todos tiveram a mesma reação que Shizune e Ren, menos o Vice-Presidente do Conselho Estudantil, que estava com uma expressão frustrada em seu rosto.

Já que a festa acabou sendo cancelada, eles arrumaram as coisas e voltaram para seus respectivos quartos. Foi necessária a intervenção de Mari para evitar que Arata fizesse qualquer ação descuidada que acabasse com o momento daqueles dois.

 

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Kuro abre seus olhos lentamente e se depara com um teto branco sob a sua cabeça.

Eu estou... Na enfermaria? Ele pensou. Ele não se lembrava de como chegou ali. Sua última lembrança foi de quando desmaiou na sala de espera. Kuro se ergue lentamente e olha pela janela. A lua cheia indicava que ele tinha dormido por muito tempo desde o fim de sua luta.

Kuro olha para seu corpo. Não havia mais nenhum ferimento e ele não sentia nenhuma dor, apenas o cansaço por ter usado o Akuma no Seirei. Provavelmente ele foi colocado em uma cápsula de regeneração.

Kuro: Mas… Como eu cheguei aqui?

Então o som de uma respiração suave chama a atenção do rapaz. Ele gira lentamente sua cabeça e fica um pouco surpreso com aquela visão, mas pouco tempo depois relaxa e um sorriso surge em seu rosto.

Cochilando tranquilamente em uma cadeira ao lado de sua cama, estava a Presidente do Conselho Estudantil, Hasegawa Naomi.

Será que ela ficou comigo esse tempo todo? Kuro pensou. Pensando nisso, ele sente uma doce pressão em seu peito.

Kuro não queria acordá-la, então ele apenas fica observando a paisagem que podia ser vista através do vidro da janela. Então que Naomi acorda de seu sono.

Ela levanta sua cabeça lentamente enquanto esfrega seus olhos meio abertos.

Kuro: Yo, Naomi. Dormiu bem?

Naomi: Kuro… Kun?

Ao ver Kuro acordado, os olhos de Naomi se enchem de lágrimas.

Kuro: Eh?

Kuro fica surpreso ao ver a reação dela. Naomi se aproxima do rapaz e enterra a cabeça no peito dele enquanto bate no peito do jovem várias vezes com seus punhos fechados.

Naomi: Seu idiota! O que você estava pensando, lutando daquele jeito!? E ao invés de pedir ajuda você simplesmente foi para a sala de espera mesmo estando gravemente ferido! Você podia ter morrido se eu tivesse demorado só mais um pouco para ir te encontrar! Seu idiota…!

Os golpes de Naomi param e ela fica segurando a camisa do rapaz enquanto chora no peito dele. Kuro havia ficado sem reação no começo, mas assim que Naomi parou com seus golpes, um sorriso triste surge em seu rosto e ele a abraça gentilmente enquanto acaricia o cabelo dela.

Kuro: Obrigado por se preocupar comigo Naomi. Se não fosse por você, talvez eu tivesse desistido naquela hora. Você já me salvou tantas vezes que realmente não sei como te agradecer.

Naomi: Só isso… Já é o suficiente…

Kuro: Não, para mim isso ainda é pouco. Por isso... Eu tenho algo que preciso dizer a você.

Kuro afasta Naomi um pouco e limpa as lágrimas dos olhos dela. Então, com um sorriso no rosto e com toda a sinceridade de seu coração, ele diz as palavras que ele guardou em seu coração por muito tempo.

Kuro: Eu te amo, Naomi.

De frente para a garota que ele amava, Kuro contou seus honestos sentimentos e por um momento toda a expressão sume do rosto de Naomi. Já que havia sido uma declaração súbita, ela não entendeu a princípio, mas logo a compreensão veio a sua mente.

Ela abaixa um pouco a cabeça e seu rosto fica vermelho.

Kuro: Não precisa responder. Entendo a posição em que você está e sei que sua família não iria me aceitar, então...

Naomi: … não é justo…

Kuro: Eh?

Naomi: Você… Isso não é justo… Feche seus olhos.

Kuro: Ah, me desculpe se eu te fiz ficar desconfortável…

Naomi: Apenas feche seus olhos!

Kuro: S-Sim!

Kuro fecha seus olhos e seu rosto enrijece um pouco, porém…

*Chuu*

Ele sentiu uma sensação úmida em sua bochecha. Naomi havia lhe beijado.

Eh? Kuro abre lentamente seus olhos e logo a sua frente Naomi estava com um sorriso no rosto.

Naomi: Seu idiota… Eu já tinha planejado me declarar para você quando acordasse e você me rouba esse momento… Mas ouvir isso do garoto que eu amo… Estou realmente feliz...

A luz da lua ilumina sua pele branca e dá um brilho aos olhos azuis dela. E então foi a vez dela dizer as palavras que ela tanto queria dizer.

Naomi: Eu também te amo, Kuro-kun. Eu estou realmente feliz que pude te conhecer.

Kuro não consegue se conter e abraça Naomi com força.

Kuro: Desculpe. Você está linda demais, eu não consegui me conter.

Naomi: Você realmente não tem jeito. Está bem, pode fazer o que quiser hoje. Mas se você não for gentil a partir de agora eu vou te morder, está bem?

Naomi lentamente coloca as mãos em torno das costas de Kuro e aceita seu abraço. Eles ficam assim por um tempo e depois se separam. Ambos não conseguiam conter sua felicidade.

Naomi: Mas eu fiquei surpresa. Eu não imaginei que o Ddraig era daquele jeito.

Naomi não queria que o silêncio tomasse conta, então ela começou a falar sobre a luta.

Kuro: É bem desgastante usar o Ddraig em sua verdadeira forma, e eu só consigo força o suficiente para usá-lo quando ativo o Akuma no Seirei. Aquela era uma situação de tudo ou nada, então eu tinha que usar tudo o que tinha.

Naomi: Eu percebi. Você até mesmo contou sua técnica para seu adversário, coisa que você normalmente não faz. Sem contar que depois você saiu sem nem pedir ajuda…

Kuro: Se eu desmaiasse logo depois da vitória seria meio desapontante, não? Você mesma disse que eu tinha que sempre parecer legal na sua frente.

Naomi:É verdade… Mas por favor, tome mais cuidado a partir de agora, está bem?

Kuro: Olha, eu não…

Naomi estufa as bochechas e olha para ele com uma expressão nervosa.

Kuro: … Eu vou me esforçar…

Naomi relaxa um pouco e então o sorriso gentil volta a surgir em seu rosto. Ela se aproxima de Kuro e o abraça mais uma vez.

Naomi: Por favor, deixe-me ficar assim só mais um pouco. Ainda é meio difícil acreditar que o garoto que eu amo aceitou meus sentimentos.

Kuro: Eu sei muito bem como você está se sentindo… Não se preocupe… Eu também quero ficar assim mais um pouco.

Naomi: … Estou feliz…

Kuro retribui o abraço e os dois ficam assim por um bom tempo, com apenas o silêncio no ar e a luz da lua iluminando os dois.


Notas Finais


E com isso eu termino o primeiro volume dessa história. Muito obrigado por ter acompanhado até aqui.

Não se preocupe que ainda tenho muito o que escrever e muitos mais volumes por vir. Apenas irei dar uma pausa, dar uma olhada nos projetos antigos que deixei parados ou quem sabe começar um novo.

Novamente, muito obrigado por ter acompanhado até aqui e espero ver você nos próximos volumes, ou quem sabe em outras histórias.

Até logo.


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