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História O Hacker de Cristo - Capítulo 25


Escrita por:


Notas do Autor


Peço desculpas pela demora para postar o capítulo, mas aqui está.

Para compensar, este capítulo é especial, pois tem o tamanho de dois capítulos.

Espero que gostem.

Um abraço e fiquem com Deus.

Wagner Godinho.

Atualização do texto no dia 18/03/20

Capítulo 25 - No ápice do medo.


Com o pastor Balthazar e o Diácono Greg a nossa dianteira, entramos no complexo prisional, que a princípio, parecia, uma instalação hospitalar. O silêncio do local, era assustador somado ao corredor estreito, que levava a outro corredor maior ainda. Reparamos que havia outra câmera de segurança e ficamos em um ponto cego, decidindo como proceder. 

Por fim, coloquei a mala que eu carregava no chão, e peguei o meu notebook da mochila, o inicializando.

Carreguei o arquivo com o mapa da instalação. William, previamente, já havia programado a melhor rota, para chegarmos até a sala de controle.

 - Como procederemos a partir de agora? - perguntei. - As câmeras, estão nesses pontos, conforme o mapa. Vamos desativar elas ou passar pelos pontos cegos?

- Eles já devem ter notado o mal funcionamento das câmeras das ruas, logo deverão vir ao nosso encontro. - disse Balthazar, passando a mão no rosto. - Vamos manter o elemento surpresa, desativando câmera por câmera, impor medo, deixando eles cegos, sem saber o que acontece.

Olhei para todos, e acenei com a cabeça. Balthazar então com a arma em punhos, disse: 

 - Assim que eu disparar nessa câmera, teremos de agilizar, e eu peço que tenham muita atenção, podemos encontrar resistência, a partir de agora.

Todos concordaram e o pastor disparou silenciosamente ,contra a câmera, que foi desativada. 

Greg tomando a dianteira,  seguiu  cautelosamente, com o rifle em punho, seguindo a rota planejada.

 Peguei a mala que havia deixado no chão,com a mão direita e o notebook fechado, debaixo do braço, e com a mochila ainda em minhas costas. Segui atrás do Pastor e da Marla com todo o cuidado. 

Ao chegar no fim do estreito corredor, Balthazar e Greg, checaram tanto o lado direito e o esquerdo. Tudo estava limpo, com apenas algumas câmeras posicionadas em locais estratégicos, os quais foram desativadas pelos tiros precisos, das armas dos nossos irmãos na fé.

Marla esboçou uma reação de preocupação, mexendo na franja de seu cabelo e com uma respiração levemente alterada disse:

 - Está muito fácil, acho que é uma armadilha. Não estou gostando nada disso.

 - Não temos escolha, já estamos aqui, vamos até o fim. - respondi, tentando parecer confiante, mas a realidade é que também eu, estava preocupado.

Abri o notebook, deixando em cima da mala que eu carregava, observei novamente o mapa da instalação. 

Nós tínhamos que seguir pela esquerda, até chegar em um corredor no formato de encruzilhada, e seguir ao sul para a sala oval, onde o sistema principal da instalação, funcionava.

Continuamos a seguir com o máximo de cautela para o caminho da esquerda. Greg já tinha uma ideia do caminho a ser percorrido já que conhecia a instalação.

O silêncio perturbador foi quebrado, antes de alcançarmos a encruzilhada. 

Ouvimos um som de rangido, típico de uma máquina, e o som cada vez ficava mais próximo. Ao sinal do Pastor Balthazar, fomos recuando, retornando ao corredor inicial, onde ficamos na espreita.

O barulho se revelou ser um sentinela robô, com formato humanóide da cintura para cima e abaixo uma estrutura de locomoção similar a de um tanque de guerra. Com os seus braços fixos, sendo duas metralhadoras instaladas.

Se aquela coisa nos enxergasse, estaríamos mortos, sem uma devida proteção ou estratégia para um possível confronto.

A coisa se virou, olhando o corredor em busca de alguma coisa, mas como nada encontrou, seguiu para a direção norte no corredor, em formato de cruz.

Greg olhou com um ar preocupado e disse em voz baixa:

 - Esse robô tem uma rotina fixa de ronda, mas se detectar, qualquer coisa fora do comum, vai nos caçar até a morte.

- O que faremos agora? - perguntou Marla.

 - Como disse, essa coisa tem uma rotina fixa, vamos deixar isso se afastar um pouco para prosseguirmos... - respondeu Greg com um olhar preocupado. - ...e torcer para não encontrar outro desse tipo.

Passado em torno de dois minutos, o som perturbador da máquina ficou distante, e seguimos pela rota estabelecida com cautela. Novamente com a liderança dos irmãos, checamos o perímetro e aparentemente este estava seguro.

Seguimos ao sul do corredor, em direção a sala de controle. Já neste corredor tinha algumas portas e janelas com persianas, não permitindo que enxergassemos o que havia dentro das salas.

 Mais algumas câmeras haviam sido desativadas, pelos silenciosos disparos dos nossos irmãos na fé. A essa altura naquela sala, o Hacker de Elite, já sabia que algo estava acontecendo.

 Finalmente, estávamos próximos da sala de controle, quando do teto, surgiu uma porta metálica, fechando o acesso aonde estava o sistema principal.
Escutamos passos no corredor, vinham em nossa direção, quatro soldados da Rome S.A, com rifles em punho, usando capacetes e armaduras para proteção.

Senti o pânico, tomar conta de mim, a ponto de pegar forte na mão da Marla, que me olhou com seus lindos olhos castanhos com um brilho de resignação, pronta em morrer ao meu lado.

Porém Balthazar e Greg, pareciam tranquilos e disseram para nós:

 - Abaixem-se!

Assim fizemos nos atirando ao chão, enquanto o Diácono e o Pastor, começaram a atirar. A principio, não nos soldados, mas sim nas luzes, deixando o ambiente completamente escuro.

Os soldados deram início aos disparos freneticamente, mas entre o barulho das armas inimigas, vi os feixes de luz da pistola de elétrons de Balthazar com uma precisão, acertar cada um dos alvos, ao ouvir o som do impacto.

 Logo, reinou novamente o silêncio e ouvi a voz do Pastor, perguntando:

 - Estão todos bem?

 - Eu acho que sim. -  respondi - E você Marla?

 - Se não morremos depois dessa, eu acho que tô muito bem. - ela respondeu.

 - Tudo certo comigo. - respondeu Greg. - Pelo visto tivemos a mesma ideia, não é Pastor?

- Esses implantes oculares vieram bem a calhar, nunca fiquei tão feliz de ter ficado cego na guerra. O Senhor tem um propósito para tudo.

Uma luz verde se acendeu e vi que Greg estava com um bastão de luz química nas mãos e deitado ao chão com o Balthazar ao seu lado, eles se levantaram e checaram os soldados, que estavam desacordados. Vi eles retirarem as munições das armas dos soldados.

Me levantei com a Marla e me sentindo um pouco tonto, perguntei:

 - E agora? 

 Greg se aproximou com o bastão de luz e apontou para a parede ao lado da porta metálica.

Tinha um terminal de acesso e disse:

- Faça a sua mágica, meu irmão Hacker.

Com o bastão, iluminando o local, abri a mochila e peguei o cabo, que conectei no terminal e no notebook e digitei os comandos para invadir os controles das portas, o fiz rapidamente, e quando estava para fazer a abertura da porta, o som daquela máquina assasina, soou próximo, alarmando a todos nós e dessa vez, estava vindo em nossa direção. 

 - Vou abrir a porta, mas em 10 segundos ela vai se fechar de novo. Só vamos sair daqui, se invadirmos o servidor da sala principal. - disse eu.

- Então faça logo, pois senão sairemos daqui é mortos! - falou Greg com um tom de urgência.

 A porta se abriu diante dos nossos olhos, e a luz do outro lado da porta, iluminou as trevas.

Retirei o notebook do terminal e corri com os outros para o outro lado da porta. 

 Mas Greg ficou por último, pegou a mala a qual eu carregava, retirando uma granada de elétrons, e a lançou na direção da máquina. 

Passou em seguida pela porta, gritando:

 - Pro chão!

 Todos nós nos atiramos, quando um clarão foi notado e logo em seguida a porta fechou, por trás de nós e um forte barulho de tiros, acertando a estrutura da porta e depois seguiu o silêncio.

 Ficamos todos de pé, e olhamos a para a porta que levava a sala do sistema principal. 

Chegamos próximos, observando aquela porta muito simples, sem nenhuma indicação que ali era um lugar de extrema importância para aquela instalação.

Para a minha surpresa a porta estava destrancada, sem nenhum alarme, trancas ou algo do gênero, isso estava com cheiro de armadilha.

Nos entre olhamos, pois todos nós pensamos a mesma coisa e Greg se pronunciou: 

 - Vou entrar e checar o local. Informo a vocês pelo Auricomm (É a marca do implante auricular).

- Tome cuidado meu irmão, que o Senhor te guarde. Nós vamos ficar no aguardo. - respondeu Balthazar.

Greg, entrou na sala com o rifle em punhos, e ficamos em silêncio aguardando.

Nossa espera não foi longa, logo o Auricon soou e ouvimos a voz do Greg:

- Estão me ouvindo? O perímetro está limpo, mas pelo visto a sala não é a que procuramos.

Balthazar colocando os dedos no ouvido para ativar o modo fala no Auricom, disse em seguida:

- Ouvimos perfeitamente, vamos entrar na sala.

 Seguimos com Balthazar até o interior da sala que tinha um aspecto oval, com alguns monitores na parede, uma mesa de reuniões no centro e uma parede com uma estante cheia de livros. 

Fiquei a observar o lugar para constatar o óbvio: 

    - Isso é uma sala de reuniões...

Marla falou com certa impaciência, enquanto mexia nas pontas pintadas de azuis, dos seus longos cabelos escuros:

 - Mark, Mark...como toda essa instalação é uma fachada, não duvide, que essa sala, também o é!

 - A jovem tem razão, esse é o lugar! Mas deve haver, um meio de acessarmos alguma sala secreta. -  respondeu Balthazar, enquanto Greg, examinava o local.

 Para a nossa surpresa um dos monitores da parede, ligou, revelando uma silhueta desfocada e falou com a sua voz alterada, impossibilitando a sua identificação: 

- Muito bem, são vocês que estão a sabotar a instalação. Eu confesso que esperava outros convidados.

- Quem é você? - perguntou o Pastor Balthazar.

 - Vocês invadem este lugar e querem saber quem sou eu? Apenas saibam que suas vidas estão em minhas mãos!

 - Errado, as nossas vidas estão na mão de Deus! - respondeu, corajosamente o Pastor.

- Hum..de novo essa conversa de Deus. Imagino que querem salvar o Pastor, que estava transtornando a paz, outro dia no distrito central. - respondeu a voz da silhueta no monitor.

 - Vou fazer uma proposta a vocês. - continuou a misteriosa voz - Sei que há entre vocês, um Hacker, pois vi que conseguiu, driblar os parâmetros de segurança da porta de emergência.

- Sou eu. - respondi, após dar um passo a frente e ficar próximo do monitor.

 - De fato, o mundo é muito pequeno não é...Mark Randart. - falou a voz.

 - Quem é você? Como me conhece? - bradei furiosamente.

 - Vamos ver se a vida de todos vocês, estão nas mãos de Deus, ou na minha ou melhor ainda, nas mãos do Mark! - ressoou a voz misteriosa.

 Quatro metralhadoras, desceram do teto da sala de reuniões. Todos nós ficamos alarmados e a Marla se agarrou nos meus braço, visivelmente assustada.

 Até que a voz, falou:

- Mark Randart, você terá exatos, três minutos, para desativar as metralhadoras, que após o prazo vão disparar automaticamente. Você consegue salvar a sua vida e a de seus amigos?

Ao lado da parede, levantou uma tampa, revelando um terminal. Sai as pressas e conectei o notebook. 

A silhueta desapareceu da tela, exibindo um cronômetro, que começou a correr de forma decrescente. A única forma de sairmos vivos é confiar no meu talento como Hacker. Na verdade, meu talento das minhas mãos de nada adiantará se eu não estiver nas mãos de Deus.
    
    
    
    
    



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