História O herdeiro das trevas - Jikook - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jikook, Kookmin, Medieval, Namjin, Sobrenatural, Vmin, Yaoi, Yoonseok
Visualizações 21
Palavras 2.248
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI (^ω^)
Voltei rapidinho
muito abrigada pelos favoritos que me inspiraram e motivaram a seguir com a fic💜
Eu ainda não revisei, então podem ter uns erros grotescos já que meu teclado vive dando uns bugs


Boa leitura💕

Capítulo 2 - Procurado


Fanfic / Fanfiction O herdeiro das trevas - Jikook - Capítulo 2 - Procurado

Eu não sou uma boa pessoa.

Há tempos dessisti de tentar justificar as cicatrizes em meu corpo e o sangue em minhas mãos de pessoas que nunca soube o nome. Matar não devia ser necessário.

Eu sou um sobrevivente.

A bondade se torna algo banal quando tentamos, apesar de todas as sombras que nos cercam, sobreviver. E minha vida sempre esteve repleta delas; sombras, escuridão, trevas, como queira chamar. Correndo por minhas veias, em cada célula do meu corpo, fincada em minha alma. Não sobrou lugar algum para a bondade e eu aprendi a lidar com isso, caso contrário, teria sido consumido por minhas batalhas internas e externas, pelas cicatrizes em meu corpo e em minha alma.

Um preço pequeno a pagar pela sobrevivência, ele dizia. Não que meu pai fosse um bom exemplo a ser seguido, mas eu não tive nenhum outro, e talvez nem importasse porque, novamente: eu não sou uma boa pessoa.

Talvez eu tenha sido, em algum momento da minha vida, num passado distante do qual já não me recordo mais. Antes de descobrir minhas origens e ser forçado a assumi-las.

Apesar de tudo o que já vivi e sabia que ainda iria viver, eu gostava de estar vivo – o que só tornava o pesar por ter tomado isso de alguém tão displicentemente ainda pior. Considerava o simples ato de respirar uma dádiva, apreciava os pequenos prazeres da vida e, mesmo num mundo escuro como o meu, sempre buscava a beleza, por mais simples, comum e constante que fosse, a minha volta.

Como as estrelas.

As estrelas não me julgavam, elas brilhavam sobre minha cabeça como sobre a de todos os outros. Sob elas, eu era apenas mais um pontinho vagando na terra. Eu esquecia dos meus merecidos pesadelos e dos pecados que carregava sobre as costas quando parava para observa-las, pareciam tão pequenos e insignificantes.

Deitado sobre o telhado da taberna, ouvindo as gargalhadas, gritos animados e conversas de vozes distintas vindas de dentro do estabelecimento, eu observava o céu estrelado. Todo o barulho não me incomodava, muito pelo contrário, ele me impedia de ficar sozinho com meus pensamentos e acabar imerso em lembranças tortuosas. 

Eu aprendi a odiar o silencio.

Ouvi o conhecido assobio vindo de baixo e sorri ao saber que a minha espera havia acabado. Sentei-me sobre as telhas e pus o capuz da minha capa sobre a cabeça – eu não era muito bem-vindo naquela e em nenhuma das vilas das redondezas, não seria muito agradável acabar sendo reconhecido por algum comerciante que já furtei ou o pai de algum jovem cujo o corpo eu profanei – antes de me levantar, caminhando com cuidado até a borda do telhado para descer por caixas de madeira estrategicamente empilhadas umas sobre as outras.

Adentrei pelas portas duplas de madeira do estabelecimento, repleto de corpos grandes, musculosos e robustos, e procurei pelo único de estatura pequena, cabelos verdes e orelhas pontudas. Logo vendo o duende tentar subir com certa dificuldade em uma das cadeiras no canto da parede.

— Péssimo ponto de encontro. — ouvi ele resmungar ao me aproximar, antes de me sentar na cadeira do outro lado da mesa.

Encarei a expressão emburrada no rosto pálido, em expectativa.

— Você conseguiu?

Ele ergueu as sobrancelhas grossas, como se a resposta fosse obvia, logo tirando de dentro da sua bolsa lateral um saquinho de pano amarrado por uma cordinha.

— Tome cuidado com isso, soube que derruba até gigantes. — alertou-me.

Lhe passei as três moedas de ouro por sobre a mesa, trocando-as pelo saquinho e me apressando em abri-lo.

— Sera muito útil. — sorri analisando o pequeno recipiente de vidro contendo o pozinho cinza antes de bota-lo de volta no saquinho — Obrigado, Yoongi.

Ele deu de ombros.

— Tenho algo mais para você. — guardei o saquinho no bolso da minha blusa e observei, com curiosidade, por sua mão novamente dentro da bolsa, tirando desta vez uma folha amarelada e batendo-a com a palma na mesa. — O que você aprontou, Jimin?

Era um desenho do meu rosto.

— Nada que possa ter sido descoberto. — respondi completamente confuso, mas não pareceu ter convencido o menor — Serio, Yoongi, não sei o que significa isso. De onde você tirou? — perguntei, pegando o papel para analiza-lo melhor.

"PROCURADO

VIVO

RECOMPENSA: 100 000$"

— Esta por toda a parte, encontrei vários pelo caminho, não sei como você deixou passar. — explicou, olhando em volta com cautela — Seja quem for, é alguém importante para oferecer tamanha recompensa e deve estar desesperado. Isso é um problema, Ji. Precisa tomar mais cuidado

Praguejei baixinho, frustrado. A ideia de ter meu rosto espalhado por ai sem saber o porquê não me agradava nem um pouco. 

Eu já estava acostumado a fugir, me esconder, modéstia a parte, poderia ser considerado o melhor nisso, mas precisava saber de quem e o porquê estava fugindo. De todas as pessoas que já causei problemas – que não eram poucas –, não recordava de nenhuma com poder e dinheiro o bastante para incitar outras pessoas a me caçarem, eu era cuidadoso em relação a isso, eles costumam fazer por conta própria.

— Posso lidar com isso. — falei com convicção, amaçando o papel em minhas mãos e largando-o na mesa. 

Yoongi continuava atento a nossa volta, como se esperasse qualquer um presente me delatar. Eu duvidava muito que eles fossem capazes de reconhecer o rosto das próprias esposas a um palmo de distância, considerando o quão embriagados aparentavam estar, quem dirá um retratado por um desenho numa folha velha.

— Você me parece tenso, não quer beber nada, não? 

Ele voltou seus olhos para mim, incrédulo, a testa fanzida em repressão, antes de soltar um longo suspiro.

— Não acho que seja uma boa ideia. Você precisa ficar atento e longe de qualquer-Pelas Ninfas! — se exatou subitamente, quase deitando seu corpo pequeno sobre a mesa para puxar meu cupuz, escondendo mais o meu rosto.

— Céus! O que foi? 

Segui seu olhar alerta, para descobrir o que tanto o assustou. Através da janela de vidro ao nosso lado, era possível vê claramente cinco homens, vestidos com os uniformes da guarda real, caminhando tranquilamente em nossa direção.

— Maldição — resmunguei irritado, abaixando a cabeça e ajustando o capuz — Preciso sair daqui, você vem?

Ele confirmou com a cabeça, rapidamente levantando-se e pulando da cadeira para o chão. O segui a passos rápidos, rumo as portas de madeira, até a brisa gelada finalmente nos receber do lado de fora. Continuei andando de cabeça baixa, ansiando me afastar cada vez mais da taberna e de qualquer pessoa.

— Ei, garoto! — a voz autoritária me parou de repente. Yoongi permaneceu andando a minha frente, porém mais devagar. Engoli em seco, sentindo uma sensação ruim na boca do estômago, enquanto ouvia os passos se aproximarem lentamente, em minha concepção, esmagando a areia sob suas botas. Por instinto, segurei com força o cabo da adaga que jazia em um suporte no cós da minha calça. — Deixou cair isso.

Ele parou ao meu lado, estendendo-me o saquinho de pano.

Soltei o fôlego pela boca, vendo o ar quente tornar-se fumaça em meio ao frio. Mantendo a cabeça baixa, agradeci em um sussurro, peguei o embrulho e voltei a caminhar, sem olhar diretamente para ele nem por um segundo. Apesar de confiar nas minhas habilidades, preferia evitar aquele confronto, algo me dizia que não acabaria bem. Fugir sempre foi a minha melhor arma.

Mas não deu certo desta vez.

— Eu conheço esse rosto. — o ouvi murmurar às minhas costas.

 Seus passos voltaram a soar, com mais pressa do que anteriormente. E, antes que eu pudesse ordenar minhas pernas a correrem, meu braço foi puxado com força e o capuz deslizou por meus cabelos quando fui virado brutalmente para encara-lo.

— Você...

Puxei rapidamente meu braço de volta, aproveitando seu breve momento atônito e recuei. Os outros quatro atrás dele empunharam suas espadas, parecendo também associar meu rosto ao desenho. O guarda diante de mim enrijeceu sua expressão e levou sua mão ao cabo da sua espada, mas a manteve em seu lugar.

— Terá que vim conosco.

Soltei um riso soprado, negando com a cabeça e recuando mais alguns passos, pronto para correr.

— Não sera tão fácil. 

E então eu passei a correr pela estrada de terra, ouvindo seus chamados e passos pesados atrás de mim. Eu só precisava chegar ao limite da vila, onde a estrada de terra na qual corria dividia uma floresta em duas, apartir daí seria fácil despista-los.

Livrei-me da capa preta que cobria meus ombros para facilitar a minha locomoção, deixando o tecido pesado ser levado pelo vento na direção contrária e olhei para trás, bem a tempo de vê-la bloquear o guarda a frente dos outros, mesmo que brevemente. 

Forcei minhas pernas a darem passos mais longos, para aumentar a minha vantagem, e me segurei para não olhar mais para trás. Sem distrações, eu precisava manter a velocidade até poder me esconder entre árvores e arbustos. Estava acostumado com fugas, minhas pernas, meu corpo e meus pulmões davam conta.

Estava perto.

Passei por uma bifurcação seguida de outra, e as construções finalmente sairam do meu campo de visão. Apenas a densa floresta ocupando ambos os lados da estrada.

Diminui a velocidade, apenas para não cair enquanto descia a pequena elevação de terra para entrar em meio as árvore. Foi quando senti o corpo grande coberto pela armadura pesada ser jogado contra mim, me derrubando no chão. Ele se agarrou as minhas costas e nós rolamos pela areia, até bater no tronco de uma árvore.

Gemi pela dor em minha costela e sentindo a forte tontura e náusea me dominarem, quis permanecer no chão, mas o corpo se movendo atrás de mim me despertou. Ele tentaria me imobilizar. Eu precisava me recuperar, não era o momento para sentir as dores.

Livrei um dos meus braços do seu aperto e acertei o seu rosto com o cotovelo, conseguindo faze-lo me largar completamente. Apoiando-me no tronco da árvore, fui capaz de me levantar, mas, naquele momento, os outros quatro já haviam nos alcançado. Se eu tentasse voltar a correr, naquele estado, eles me alcançariam facilmente.

Ainda usando o tronco áspero como apoio, busquei o cabo da minha adaga e apontei para os que se aproximavam, num aviso silencioso.

— Precisamos de você vivo, não dificulte as coisas. — um deles falou seriamente, parando a poucos metros de mim. Tão perto que eu poderia deslizar a lâmina por sua garganta sem dificuldade, e os outros três pareceram se dar conta disso, foi notável terem ficado em alerta.

— Namjoon...

— Cinco homens para capturar apenas um? Sinto-me lisonjeado. — sorri com escárnio. Afastei-me da árvore, sentindo minha costela protestar. Eu precisava sustentar a mim mesmo para enfrenta-los, após cinco anos de fugas e liberdade, não me deixaria ser capturado facilmente por qualquer um.

— Você não é apenas um homem. — o guarda que me derrubou pôs-se de pé, limpando o sangue que escorria por seu nariz com as costas da mão e me lançando um sorriso felino. — Park Jimin, o filho de Daewron.

Ele não devia saber disso.

Ninguém devia saber disso.

Minhas pernas falharam e eu precisei voltar a apoiar-me no tronco para não desabar.

Ele descobriu minha existência.

Por um momento, eu abaixei a guarda, sem me dar conta, e o homem diante de mim conseguiu me desarmar num segundo e prender minhas mãos atrás do corpo. Me debati na tentativa de soltar-me, mas não demorou para sentiras as algemas frias em meus pulsos.

— Há alguem ansioso para conhece-lo. — ele parou diante de mim, o sangue ainda saindo por seu nariz e o cabelo loiro com folhas e galhos, me senti um tanto orgulhoso por ter feito ao menos aquilo consigo.

— Como-O que ele quer comigo?

— Suponho que você tenha um palpite. — o loiro apertou o meu maxilar com o indicador e o polegar, antes de voltar-se para os outros homens, sem tirar o sorriso do rosto — Vamos! Receberemos um bônus, rapazes.

E então, as risadas animadas foram interrompidas por um grunhido de dor. Um dos homens caiu ao chão, uma flecha fincada em suas costas.

Todos levantaram suas espadas, atentos, a procura da origem do disparo. E a ponta de outra flecha cortou o ar, sendo enterrada no tronco de uma árvore, bem ao lado da cabeça do homem que me segurava.

Sorri abertamente ao vê a figura pequena no meio da estrada de terra. Mas eu não fui o único a encontra-lo.

Ele largou o arco quando dois dos homens correram em sua direção, tirando rapidamente duas adagas das sua botas e recuou alguns passos.

Tentei me soltar do aperto do guarda em meus braços, para tentar ajuda-lo de alguma forma, mas ele só segurou-me com mais firmeza.

Eram dois contra um.

Um pequeno, porem ágil.

Ele lançou uma das adagas, acertando diretamente o peito de um dos guardas, que caiu sem vida no chão. Tentou fazer o mesmo com o outro, mas este desviou, podendo se aproximar o bastante para derrubar o corpo pequeno.

Talvez nao tão ágil.

— Não! Não o matem! — berrei desesperado, fazendo o guarda parar com a espada no ar e voltar sua atenção para mim. Pensei bem em minhas próximas palavras, com medo de que não surtissem efeito algum — Se o rei não quer a minha vida, então é algo que só eu sei. Matem-o e eu corto minha própria lingua com os dentes. — ameacei, fitando os rostos de cada um em busca da resposta. — A vida dele não tem valor algum para vocês, por favor, não a tomem.

Eles ponderaram, por segundos que me pareceram longos de mais, antes da vitima do meu cotovelo soltar um murmúrio baixinho que não fui capaz de entender.

— Vamos levar a criatura.






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