História O Herdeiro Das Trevas - Livro 2 (Saga A Mansão Escarlate) - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Visualizações 22
Palavras 1.998
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Harem, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus queridos leitores, hoje lhes trago mais um capítulo de O Herdeiro Das Trevas.
Espero que gostem.
Boa leitura.

Capítulo 4 - Tempos Sombrios


Fanfic / Fanfiction O Herdeiro Das Trevas - Livro 2 (Saga A Mansão Escarlate) - Capítulo 4 - Tempos Sombrios

(S/n) 

 A carruagem partiu, secretamente deixamos o palácio para trás trazendo conosco o símbolo do poder que ainda temos, a coroa posta sobre a minha cabeça, enquanto eu estivesse viva e com a bela coroa cravejada de joias preciosas ainda teríamos total controle da nação, mesmo deixando o grande palácio onde muitos outros já estiveram, onde minha mãe um dia esteve, cuidando de cada canto daquele majestoso lugar até esbarrar no príncipe, o que poderia se transformar em uma bela história de amor como os contos de fadas, se tornou uma longa história de terror onde eu sofri o peso de ter o sangue real em minhas veias. 

Muitas loucuras me aguardam, jamais imaginei que o mundo real fora da mansão fosse ainda mais assustador, a imensidão dele, a forma como estamos expostos ao perigo, como em uma fração de segundo Ulric pode atravessar nosso caminho e destruir tudo com seus irmãos, pisotear em cada um de nós e por fim derramar meu sangue porque é isso que ele deseja, jamais uma rosa corrompida pode viver, ela é a chave para o desequilíbrio e quanto mais eu me aproximo de subir ao altar mais estou ameaçando o equilíbrio, estou fazendo com que o mal se torne cada vez mais poderoso.

 A carruagem percorre os caminhos repletos de pedras, a chuva caí, os raios ecoam, o vento sopra e a cada minuto estou mais próxima da misterioso local onde tudo vai acontecer, em minha mente relembro os gritos humanos, a dor e meu sofrimento, penso que cobrir minha face com o véu negro é algo que apenas trará mais de tudo que sofri para humanidade... O instinto de sobrevivência, seu grito antes de morrer no local que tanto temia e o desejo de fazer com que eu permaneça nesse mundo foi maior. 

Ao pararmos ouço corvos ao longe, o bater de asas e o ranger de um portão enferrujado. Eles abrem as portas da carruagem e dou de cara com uma grande construção que se assemelhava á um castelo, em suas torres as rosas se enroscavam tomando conta de toda a construção que tinha um extenso jardim com diversas estátuas tomadas pelas plantas, cobertas pelo musgo, quase imperceptíveis entre a vegetação.

 - Atrás desses portões está a capela do véu negro, lá será feito o grande ritual onde o herdeiro das trevas será consumado. – disse Kim Seokjin avançando pelo jardim até o portão Velho e enferrujado de ferro coberto pelas plantas. Com apenas um toque simples sobre a superfície da porta ela se abriu e revelou seu interior majestoso e sombrio. 

Seguimos ele adentrando no misterioso lugar, nossos passos ecoavam pelo espaço, seu interior era negro repleto de rosas vermelhas que se enroscavam nas paredes e colunas, em seu centro havia um grande altar com com um pentagrama coberto por espinhos, eu podia sentir a aura sombria que o local tinha, parecia abandonado, com certeza á muito tempo ninguém pisa os pés neste lugar.

 - Esse lugar era nossa morada, antes da luz interferir, quando os humanos era meras caças e nós os caçadores, onde não haviam limites e nosso poder foi soberano criando um completo caos. As pessoas temiam a noite porque sabiam que as trevas iriam atacar... – disse Kim Namjoon caminhando pelo local, deslizando suas mãos pelas paredes repletas de rosas. 

- Foram belas noites, os humanos se aproveitaram de cada resquício delas e hoje lendas circulam por todos os lados, lendas sobre belas criaturas da noite. – disse Kim Seokjin suspirando. 

- Tudo isso irá retornar agora, neste momento o poder irá retornar e não haverá nada que os seres da luz poderão fazer, um herdeiro irá nascer e as trevas irão se espalhar. – Jeon Jungkook disse se aproximando lentamente e segurando minha mão.

 Á partir daquele momento tudo iria mudar, entre essa velha morada repousar enquanto em meu ventre irá crescer o herdeiro do trono das trevas, crescerá em meu interior, se tornando cada vez mais forte, tão forte á ponto de poder me destruir por dentro, me rasgar, dilacerar meu corpo em seu nascimento transformando minha imortalidade em algo insignificante, me tornando tão frágil quanto os humanos porque diante da força e poder que o herdeiro terá sou apenas uma mera humana, fácil de esmagar. 

Eu não era nada diante do poder que iria carregar, um sangue completamente amaldiçoado iria correr nas veias dessa criança, ela começará um reinado que nem as criaturas da luz poderão impedir porque será um sangue puro, duas vezes mais poderoso que o próprio Lúcifer, carrega o sangue da rosa corrompida, sangue real que irá levar todos á serem governados pelas trevas. 

- O ritual será quando a lua de sangue estiver em seu ponto mais alto, temos alguns dias, tudo tem que ser feito com cautela porque os Dominic estão se aproximando, com certeza seu exército foi acordado e logo estarão por todos os lados empunhando suas espadas, gritando para que entreguemos a rosa corrompida. – disse Kim Seokjin afastando as pétalas de rosas do altar. 

Me aproximo do altar, subo os pequenos degraus e caminho em direção ao grande pentagrama esculpido em pedra coberto pelos espessos espinhos das rosas, me perguntava o porque disso, o porque desse grande símbolo ser coberto pelos pontuados espinhos, o que ele poderia estar escondendo.

 - Os espinhos irão se dispersar assim que o herdeiro estiver em seu ventre, assim que o casamento sombrio for consumado será possível ver o grande símbolo, tocá-lo sem sentir dor. Esses espinhos não são comuns, eles tem o poder de ferir a pele imortal daqueles que os tocam. – susurrou Jimin levando minha mão até os espinhos e a pressionando contra eles.

A dor era insuportável, era como sentir suas afiadas presas em minha pele quando era ainda humana, algo que é capaz de fazer gritar, os espinhos rasgaram minha pele, era como se ela fosse frágil, suas pontas atravessavam as camadas da minha mão com facilidade como uma faca amolada atravessando a frágil pele humana e isso fazia meu sangue jorrar, se derramar sobre o altar enquanto Jimin apenas olhava parecendo apreciar a cena. Podíamos ser iguais, da mesma espécie mas, o fato de eu ter me transformado em um deles não diminuiu os desejos sádicos que cada um deles carrega em suas mentes perversas. 

Jeon Jungkook se aproxima de nós, afasta a mão de Jimin e retira os espinhos da minha pele mas, vejo claramente em seu olhar que a sua intenção não era somente isso e logo sinto sua boca deslizar por minha mão ensanguentada, meu sangue agora estava em seus lábios, sua língua deslizava por minha pele.

 - Feche seus olhos, vislumbre seu futuro neste altar, onde você irá entregar seu corpo ao futuro das trevas, sua face coberta pelo véu negro, uma doce melodia tocando ao fundk enquanto você mais uma vez prova do fruto proibido e deixa suas sementes se enraizar em seu ventre. – Jeon Jungkook disse quase em um sussurro com seus lábios completamente cobertos por meu sangue. 

Lúcifer

 Caminhando entre os humanos novamente, rastreado Ulric, se preparando para uma grande batalha que pode acabar com tudo e todos né faz lembrar dos velhos tempos onde havia caos por todos os lados, quando os seres da luz se escondiam entre as nuvens apenas observando a desgraça da humanidade, tempos gloriosos para nós, tempos em que éramos temidos, caminhávamos entre a escuridão, os humanos oravam pedindo por proteção porque assim que o sol desaparecia no horizonte era possível aterrorizar, dilacerar, devorar e drenar inocentes e indefesas vítimas que gritavam, imploravam enquanto suas vidas eram tiras sem nenhuma misericórdia. 

Nós éramos soberanos, sobre esse mundo nenhum ser de luz havia ousado pisar, seu orgulho não permitia, se achavam puros demais para caminhar entre humanos pecadores e por isso observavam todos morrerem por minhas mãos enquanto cada um deles clamavam por ajuda, ajuda dos céus, uma ajuda que não se importou com sua insignificante vida e simplesmente deixou seu sangue sujo jorrar, se derramar e ser levado pela chuva.

 Eu estava solitário até que ouvi um clamor, humanos chamando por mim como chamariam por um deus, eu via sofrimento e ódio em suas vozes, suculentas, almas que eram preciosas demais para se perder em meu interior com apenas uma mordida, eram resplandecentes demais para serem devoradas e tê-los como simples escravos. 

Eu vi raízes do mal em seu interior, eu vi o puro mal nascendo, algo tão forte e puro que jamais poderia ser rompido pela luz, eles renegavam a luz porque em meio aos seus gritos diziam que tinham sido abandonados, que as trevas lhes traria o poder que a luz renegou, eles não queriam mais sentir dor e não queriam mais acreditar em contos que só os fizeram chorar.

 Se passaram séculos até que eles desceram, não para salvar a humanidade e sim porque estávamos tomando tudo, fogo, destruição, morte e mil ajoelhados pedindo por misericórdia, o puro cais de espalhava enquanto eu apenas me deliciava com a cena, eu dava uma cor vermelha e vibrante às ruas cinzas, eu dava um pouco de animação ao mundo chato e pacato da humanidade. 

Lembro perfeitamente de cada detalhe, o dia em que fui até eles e os mergulhei nas águas vermelhas, que lhes mostrei o poder das trevas e os fiz de meus soldados, eles meus fiéis aliados que trariam o poder que eu mereço e a cada dia que se passa eu tenho mais certeza que atender às suas súplicas foi a melhor decisão que já tomei. 

Naquele tempo em que os transformei parecia que eu era invencível, que todo poder me pertencia mas por incrível que pareça, eu ainda era fraco, fui derrotado, Ulric prendeu meus filhos e me vi com uma sede insaciável de vingança, desejava derrotar os Dominic, tomar o trono não só das trevas como também da humanidade. Eles desceram dos céus pelo seu prestígio e poder e não porque se importavam com meras vidas humanas.

 Uma longa e cansativa batalha, sangue e espadas, trovões e rosnados, sangue puro e amaldiçoado. Foi uma loucura sem fim, um grande derramamento de sangue, algo inimaginável, os puros emissários estavam diante de mim, tomaram meu poder e engoliram seu orgulho começando a caminhar entre os humanos. 

Não se repetirá, por tudo que passai desta vez irei me vingar, um herdeiro irá nascer do ventre da rosa corrompida, terá o meu sangue e daqueles que são meus filhos, seu poder será infinito e assim se tornará impossível nos derrotar porque ambos os tronos pertencerão á criança.

 Não permitirei que toquem em minha bela rosa, irei mostrar meu pior lado, o mundo verá a besta de seres cabeças caminhar entre os vivos, derramarei sangue de humanos e seres da luz, uma pilha de corpos se formará, lágrimas irão inundar este lugar e ninguém jamais irá me fazer descer do pedestal onde vou estar porque lá será o meu lugar, o lugar onde futuramente o herdeiro irá se sentar. 

 Que soem os tambores, que saquem suas armas que se escondam, se protejam e que peçam aos seus por segurança porque á partir deste momento as trevas se revelarão como nunca antes aconteceu, tomarão conta de cada canto, as raízes irão se fincar nessa terra até que todo o seu interior esteja amaldiçoado assim como as sombrias terras da mansão.

 - Se ajoelhe! – disse á uma moça que passava em minha frente com uma cesta.

 - O quê?... – perguntou confusa.

 - Se ajoelhe diante do soberano das trevas e da humanidade. – agarrei seu pescoço e a ergui fazendo todos pararem olhando fixamente para mim.

 Um disparo foi ouvido, senti a bala me atravessar mas, logo meu corpo começou a se curar e me virei largando a mulher no chão, revelando meus olhos ainda mais brilhantes e minhas majestosas asas negras. 

Gritos... 

Pavor... 

Caos... 

Os velhos tempos voltaram...

 “Venha lutar comigo Ulric, me enfrente como nunca fez, desejo lhe dilacerar com meus dentes. Acredito que seu sangue seja tão doce quanto às maçãs vermelhas da mais bela macieira.”

Continua...   


Notas Finais


Obrigado por ler.
Beijinhos.
Lena_Hanson


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