História O Herói Perdido - Capítulo 45


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, Suga, V
Tags Adaptação, Bts, Heróisdoolimpo, Kookv, Percyjackson, Taekook, Vkook, Yoonmin
Visualizações 48
Palavras 1.165
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Surpresa, acharam que eu não iria vir hoje? hehe
Feliz dia das crianças, pra quem é criança e pra quem não é também, afinal todo mundo tem pelo mesmo um pouquinho de criança no seu ser hehe ^^
Mudei de User aqui e no Wattpad, são os mesmos nas duas contas ^^

Para quem não leu HDO, prestem atenção ao que Yoongi pergunta no finalzinho, isso vai aparecer futuramente...

Enfim, tenham uma boa leitura amores s2

Capítulo 45 - XLV - Jimin


PEGAR EMPRESTADO O HELICÓPTERO FOI FÁCIL... Colocar seu pai a bordo é que foi difícil.

Jimin precisou de apenas algumas palavras através do megafone improvisado de Hoseok para convencer a pilota a pousar no monte. O helicóptero do parque era grande o suficiente para evacuações médicas ou busca e salvamento, e quando Jimin disse para simpática senhora guarda-florestal que seria uma ótima ideia voarem até o Aeroporto de Oakland, ela rapidamente concordou.

— Não — seu pai murmurou, assim que o pegaram do chão. — Jimin, o quê... havia monstros... havia monstros...

Jimin precisou da ajuda de Hoseok e Yoongi para segurá-lo, enquanto o treinador Hedge reunia os suprimentos deles. Felizmente Hedge colocou suas calças e sapatos de volta, então Jimin não teve que explicar sobre as pernas de bode.

Partia o coração de Jimin ver seu pai assim, empurrado para além do limite, chorando como um garotinho. Jimin não sabia exatamente o que o gigante fez com ele, como os monstros tinham destruído seu espírito, mas não achava que poderia ficar para descobrir.

— Vai ficar tudo bem, pai — ele disse, fazendo sua voz soar tão calma quanto possível. Ele não queria usar charme em seu próprio pai, mas parecia o único jeito. — Essas pessoas são minhas amigas. Nós vamos te ajudar. Você está seguro agora.

Seu pai piscou e olhou para os rotores do helicóptero.

— Lâminas. Eles tem uma máquina com tantas lâminas. Eles tem seis braços...

Quando se aproximaram, a pilota veio para ajudar.

— O que há de errado com ele? — ela perguntou.

— Inalação de fumaça — Yoongi sugeriu. — Ou talvez esteja exausto por causa do calor.

— Nós temos que levá-lo a um hospital — a pilota falou.

— Está tudo bem — Jimin disse. — O aeroporto basta.

— Sim, o aeroporto basta — a pilota concordou imediatamente. Então franziu o cenho, como se não tivesse certeza do por que de ter mudado de ideia. — Esse não é Park Tristan, a estrela de cinema?

— Não — Jimin respondeu. — Apenas se parece com ele. Esqueça isso.

— Sim. Apenas se parece com ele. Eu... — ela pestanejou, confusa. — Esqueci o que estava dizendo. Vamos continuar.

Yoongi ergueu as sobrancelhas para Jimin, obviamente impressionado, mas Jimin se sentia miserável. Ele não queria bagunçar as mentes das pessoas, convencendo-as a fazer coisas que não acreditavam. Se sentia tão arrogante, tão errado... como Drew no acampamento ou Medeia em seu shopping demoníaco.

E como ele poderia ajudar seu pai? Não poderia convencê-lo que estava tudo bem, ou que isso nunca aconteceu. Seu trauma foi muito profundo. Finalmente o tinham a bordo e o helicóptero decolou. A pilota não parava de receber perguntas em seu rádio, perguntavam onde estava indo, mas ela ignorava. Eles se afastaram do monte ardente e foram em direção a Berkeley Hills.

— Jimin. — Seu pai agarrou sua mão e o segurou como se tivesse medo de cair. — É você? Eles me falaram... eles me falaram que você seria morto. Eles disseram... coisas horríveis do que iria acontecer.

— Sou eu, pai. — Ele usou toda a sua força de vontade para não chorar. Tinha que ser forte para seu pai. — Tudo vai ficar bem.

— Eles eram monstros — ele contou. — Monstros reais. Espíritos da terra, exatamente como as histórias de seu avô Tom... e a Mãe-Terra está com raiva de mim. E o gigante, Tsul’kälu, cuspia fogo... — Ele focalizou Jimin novamente, seus olhos refletindo uma luz estranha. — Eles disseram que você era um semideus. Que sua mãe era...

— Afrodite — Jimin completou. — A deusa do amor.

— Eu... eu...

Seu pai tomou fôlego, então pareceu se esquecer como exalar.

Os amigos de Jimin tiveram o cuidado de não assistir. Hoseok brincava com um parafuso tirado de seu cinto de ferramentas. Yoongi olhava para o vale abaixo – os carros dos mortais parados nas estradas olhando para a montanha ardendo em chamas. Gleeson mastigava o topo de seu cravo, e pela primeira vez o sátiro não olhava com vontade de gritar ou se vangloriar-se.

Park Tristan não deveria ser visto ali. Ele era uma estrela. Era confiante, elegante e suave, sempre no controle. Essa era a imagem pública que projetava. Jimin já tinha visto essa imagem vacilar antes. Mas aquilo era diferente. Agora ele estava quebrado, desesperado.

— Eu não sabia sobre a mamãe — Jimin falou para ele. — Não até você ser raptado. Quando descobrimos onde você estava, viemos imediatamente. Meus amigos me ajudaram. Ninguém vai te machucar outra vez.

Seu pai não conseguia parar de tremer.

— Vocês são heróis... você e seus amigos. Eu não posso acreditar. Você é um herói verdadeiro, não como eu. Não interpreta um papel. Estou muito orgulhoso de você, Chimchim. — Mas as palavras foram murmuradas indiferentes, como em um transe.

Ele olhou para o vale abaixo, e seu aperto na mão de Jimin diminuiu.

— Sua mãe nunca me disse.

— Ela pensou que era o melhor.

Parecia imperfeito, mesmo para Jimin, e nenhuma quantidade de encantamento poderia mudar isso. Mas ele não falou para seu pai do que Afrodite realmente se preocupava: Se ele tiver que passar o resto de sua vida com essas lembranças, sabendo que deuses e espíritos andam na terra, isso irá despedaçá-lo.

Jimin sentiu algo dentro de seu bolso, o frasco estava lá, se aquecendo ao seu toque.

Mas como Jimin poderia apagar a memória dele? Seu pai finalmente sabia o que ele era. Estava orgulhoso dele, e pela primeira vez Jimin era um herói, não o contrário. Seu pai nunca o mandaria para longe agora. Eles compartilhariam um segredo.

Como Jimin poderia voltar para o jeito que as coisas eram?

Jimin segurou sua mão, falando para ele sobre coisas pequenas – seu tempo na Escola da Vida Selvagem, seu chalé no Acampamento Meio-Sangue. Ele contou sobre como o treinador Hedge comia cravos e fora nocauteado no Monte Diablo, como Hoseok domesticou um dragão e que Yoongi tinha feito lobos se retirarem falando em latim. Seus amigos sorriram com relutância, ao relatar suas aventuras. Seu pai parecia relaxar enquanto ele falava, mas não sorria. Jimin não tinha certeza se ele o escutava.

Enquanto passavam sobre as colinas de East Bay, Yoongi ficou tenso. Ele se inclinou para tão perto da porta que Jimin teve medo de ele cair.

Ele apontou.

— O que é aquilo?

Jimin olhou para baixo, mas não viu nada de interessante – apenas colinas, florestas, casas, pequenas estradas que serpenteavam através dos desfiladeiros. Uma rodovia atravessava um túnel nas montanhas, ligando East Bay com as cidades do interior.

— Onde? — Jimin perguntou.

— Essa estrada — ele disse. — A única que atravessa as colinas.

Jimin pegou o capacete que a piloto havia lhe dado e transmitiu uma pergunta. A resposta não foi muito emocionante.

— Ela disse que essa é a Rodovia 24 — Jimin reportou. — Aquele é o túnel Caldecott. Por quê?

Yoongi olhou fixamente para a entrada do túnel, mas não disse nada. O túnel desapareceu de vista enquanto voaram para Oakland, mas Yoongi continuou olhando à distância, sua expressão tão confusa quanto a do pai de Jimin.

— Monstros — o pai dele disse, uma lágrima caindo sobre sua bochecha. — Eu vivo em um mundo cheio de monstros.



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