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História O Híbrido De Pavão - Capítulo 15


Escrita por: e Mia_GK


Capítulo 15 - Papo reto


Fanfic / Fanfiction O Híbrido De Pavão - Capítulo 15 - Papo reto

— Olhe só pra ele, é um filho da puta mesmo. — Jin comentou, olhando para Hoseok que estava tirando dúvidas com o novo professor. O alaranjado não parava de tentar chamar a atenção de Taehyung, isso já estava sendo uma idiotice. Eu estava entediado, deveria ter faltado hoje. 

— Deixe o garoto ser feliz, ele tem direito. — Namjoon respondeu rabiscando o caderno. — Eu estou morrendo de fome, que horas vai tocar pra irmos embora? Não aguento mais. 

— Falta dez minutos, relaxa aí espantalho da fandangos. — guardei o caderno, pegando minha garrafinha de água. Sempre que estou com fome, tomo água para disfarçar a fome. 

— Parece que o tempo não passa, eu não vou ficar aqui esperando. — levantou da cadeira com a mochila nas costas, ele olhou para Taehyung saindo da sala de fininho. Ninguém tinha percebido, era um vagabundo mesmo. Se fosse comigo todo mundo iria perceber. Estou louco para chegar em casa, mamãe fez espaguente e ainda comprou uma fatia do meu bolo favorito de morango. Só de pensar já começo a salivar. 

— Cadê o Namjoon? — Jin perguntou olhando para cadeira vazia 

— Fugiu da sala. — bufei — Ah que fome da porra. 

— Quer meu biscoito? — Jin ofereceu, mas neguei. — Como você vai pra casa andando por vinte minutos com fome? Você vai desmaiar.

— Eu aguento, eu só quero comer em casa. Não consigo comer direito na escola, parece que a fome desaparece. 

— Frescura Jeon, sua mãe deveria saber que você não come direito na escola. Ontem mesmo você deu duas mordidas no sanduíche e o resto deu pra Namjoon. Você parece uma vareta, só o couro e o osso. 

— Nem tanto, eu só não faço academia Hyung. — me defendi ouvindo o sinal tocar, todo mundo foi saindo rapidamente da sala e Hoseok foi até sua cadeira sorrindo. Peguei minha mochila andando com pressa, estava louco para tomar um banho e comer. Quando caminhava na rua não olhava para ninguém, só pro chão, aquela rotina chata me cansava. Ontem a noite eu chorei pra caralho, às vezes tenho crise existencial. Quem nunca não molhou o travesseiro de lágrimas a noite? Parece que é o momento que você se pergunta sobre sua existência e o que você vai fazer na vida. Eu mesmo estou sem direção, sou mais parado do que um bicho preguiça, todo dia era a mesma mísera. Dormir, comer e escola. Apenas isso, não acontecia nada diferente, dá vontade de sair batendo em todo mundo na rua. 

Quando cheguei em casa tomei meu banho e depois fui para cozinha, vendo minha mãe começar a colocar o espaguete no prato. Jimin também estava lá esperando o almoço, balançava as pernas o tempo todo ansioso para comer, com um garfo na mão. Sentei de frente para o mesmo mexendo no celular, nem as redes sociais eram mais interessantes. 

— Pronto meninos, está servido. — mamãe colocou o prato de macarrão na mesa e depois colocou um suco amarelo com muito gelo. Quando fui dar um gole no suco, tinha gosto de manga. O híbrido também bebeu o suco sorrindo largo, pelo visto ele adorou. 

— Uau, é manga Noona. — Jimin falou continuando bebendo 

— Sim, você gostou? — ele assentiu — Que ótimo, mas não tome tudo, coma o macarrão primeiro. E você Jungkook? Coma devagar, a comida não vai fugir. 

— Desculpa, é que estou morto de fome. — afirmei 

— Se faz isso em casa imagine na rua? Tenha bons modos. — reclamou — Eu vou sair daqui a pouco, já sabe o que fazer não é? 

— Sei, nada de falar com estranhos e nem brincar com fogo e desodorante. — fiz biquinho — A senhora sabe que não aconteceu nada, eu fiz isso no meu quarto. 

— Ah claro, ia botar fogo no seu quarto. Até agora não entendo isso. 

— Mãe eu tive um bom motivo, tinha uma barata gigante no meu quarto. Eu tive que agir né? 

— Não poderia pegar a sandália e matar? Aquilo só é um inseto, Jungkook! Não uma aranha da Austrália. 

— O fogo e o desodorante foi melhor. — dei de ombros — Jimin? Você já comeu? Que pressa é essa? Tá vendo mãe, ele que come rápido.

— E daí? Ele é meu franguinho. — sorriu 

— E eu sou o que pra senhora? Um nada? Pode me dizer. — fiz drama

— Não amorzinho, você é meu roludo lindo. — fez carinho no meu rosto me fazendo tossir, jesus amado. 

— Noona, a senhora errou. — O pavão disse — Ele tem uma rolinha. — falou fazendo minha mãe gargalhar, mano eu quero matar esse bicho. Primeiro ele disse que meu pau parece uma vagina, depois diz que sou fêmea, agora tá dizendo que meu pinto é pequeno? Aish, ele deve tá brincando. 

— Eu tenho dezoito centímetros para sua informação e também é grosso. Se você quer mais que isso, então Kid bengala te ajuda. — fiz cara feia — Seu pavãozinho de pau vermelho.

— JUNGKOOK! — minha mãe gritou ainda rindo — P-para com isso, eu estou comendo. 

— Mas é mentira sua, no mínimo você tem cinco centímetros, eu vi. — falou revoltado — É feio mentir sabia? 

— Você mede o meu pau com os olhos agora? Professor Xavier! Vá te lascar, eu meto tudinho no seu cú, que você nem aguenta. Não venha com essa. Mãe a senhora deveria ouvir essa arara azul gemer quando eu...

— Chega Jungkook, tá bom! Você tinha deixado de ser desbocado esses dias, mas agora você tá demais. Tô nem aí quanto mede sua rola sebosa. — falou fazendo Jimin rir — E Você Jimin, não pense que escapa. Pensa que não olhei o tamanho do seu? Parece uma minhoca. — olhou o mesmo de cima abaixo fazendo ele fechar a cara. — Os dois tratem de lavar os pratos, se eu ver que vocês estão de preguiça, cabeça vai rodar aqui. — levantou da mesa indo para seu quarto. Jimin levanta também fazendo menção de sair dali. 

— Ei, ei! Pra onde você vai? Tem serviço pra você também, cabeção. — Cruzei os braços 

— Eu tenho que fazer uma coisa lá dentro. — argumentou 

— Que coisa? Você está inventando desculpas? Você só saí daqui quando acabar de lavar a louça comigo. 

— É sério Kookie, o Jimin não está inventando. Preciso ir ao banheiro, urgente. — falou choroso 

— Ué? Que tanta urgência é essa? Você não pode esperar? 

— Eu quero fazer cocô. — falou envergonhado me fazendo rir. 

— Tá bom, vai! — o híbrido saiu correndo, batendo a porta do banheiro. Começo a lavar os pratos colocando muito detergente, nunca usava o sabão. Só minha mãe fazia isso, mas depois daqui vou comer meu amado bolo. — AI AI AI COMI O CÚ DO TEU PAI. — cantarolei alto, foi a primeira coisa que veio na minha mente. Essa música é daquele telefone de brinquedo que canta a musiquinha. Eu odiava, tive vários desses na infância. Quando terminei tudo fui direto pra geladeira procurando meu doce, logo comecei a me desesperar porque não encontrava. Sentia as lágrimas descerem pelo meu rosto, poxa, era meu bolinho. — MÃE ONDE TÁ MEU BOLO? 

— TÁ AI NA GELADEIRA! 

— NÃO TÁ NÃO. — Falei puto, ela entra na cozinha fazendo cara feia. 

— Você não acha nada Jungkook, está cego! Se eu encontrar vou dar um murro na sua cara. — começou a procurar vendo que não estava lá. — Não está mesmo...

— E o que a senhora tem a dizer sobre isso? É meu bolo, ele não saiu do prato sozinho. Alguém roubou. 

— Eu que não fui, você sabe que odeio doces. — fez careta — Você deve ter comido e esquecido.

— Não, eu não esqueci! — fechei a geladeira subindo para meu quarto, o cheiro de morango aqui. Começo a procurar de onde vinha e vejo que o pratinho estava em baixo da minha cama, mas só o prato sujo de bolo. COMERAM MEU BOLO. Irritado pego o prato indo para a porta do banheiro, batendo várias vezes. — Jimin abre a porta, quero ter uma conversa séria com você.

— Jungkook, deixa eu fazer meu cocozinho em paz. — reclamou — Você não vai querer entrar aqui dentro.

— Por que nã... Ai que fedor — tampei o nariz — Tá deixa essa porra trancada, mas eu quero saber se foi você que comeu meu bolo. — ele ficou em silêncio — Responde! 

— Q-que bolo? 

— Que bolo? O bolo de morango que estava na geladeira. Deixei ele lá hoje de manhã, você ficou aqui dentro hoje. Foi você que comeu? 

— F-foi... Sinto muito! 

— Sente muito? Você não pode comer as coisas dos outros sem perguntar antes. Você sabia muito bem que era meu bolo, tanto que você escondeu o prato em baixo da minha cama. — bufei — Aproveite bem o cheiro do banheiro. — fui para meu quarto me jogando na cama, esse híbrido estava me irritando. 

— Oi migo! — Namjoon invadiu meu quarto sentando na cama — Vim te visitar como todos os dias, eu trouxe o jogo novo que comprei, é de terror. Cadê a animação? Sua cara de cú tá me matando. 

— Jimin, ele não para de me irritar. Está pior do que antes, acho que traze-lo para cidade não deu muito certo. Acredita que ele comeu meu bolo favorito? Ninguém faz isso. 

— Ai que mancada, até eu sei que não deve comer seus doces. — riu — Mas tente relevar, ele deve tá estressado por causa da cidade. Jimin é acostumado com a casa dele, já pensou em levá-lo para passear? Ele vive muito trancado em casa. 

— Como? Ele não pode esconder as penas dele. 

— Mete a cara e leva seu híbrido, não pode esconde-lo a vida toda. Jimin precisa conviver mais com a sociedade, de todo o modo ele tem vinte e dois anos. Certeza que seu namorado quer ser independente, vocês nunca conversaram? 

— A gente conversa todos os dias Hyung. 

— Não estou falando desse tipo de conversa, estou falando de uma conversa séria. Como a gente está tendo agora. — neguei rapidamente, conversa séria com jimin? Nah, nunquinha. — Então deveria tirar um tempo pra fazer isso, porque você não pode ficar a vida toda reclamando com ele. Você já tem dezoito anos, precisa ter interesse no que ele tem a dizer. — levantou da cama indo até a porta — Hoje eu vou dormir aqui, minha mãe tá com um macho em casa. Eu não quero ver aqueles dois se pegando. — fez careta — Eu vou assistir umas series na sala, sua mãe saiu. 

Depois de um tempo Jimin aparece no meu quarto todo tímido, ignoro o mesmo continuando a rabiscar no meu caderno. Conviver com o híbrido mudou a minha vida, antes eu ficava solitário em casa, agora tenho Jimin me irritando todos os dias, de um jeito cômico claro, Namjoon tinha razão, eu precisava ouvir o pavão. 

— Kookie, me desculpe! E-eu só comi seu bolo pra te provocar. — abaixou a cabeça 

— Tudo bem, deixe isso pra lá. 

— Sério? — sentou perto de mim desconfiado — Não vai gritar nem me xingar?

— Não, mas precisamos conversar sobre seu futuro. 

— Futuro? Do que você está falando? 

— Quero saber se você se sente bem, se você... Sei lá, se você gosta de estar aqui em casa. — cocei a nunca é muito difícil ter essas conversas, nunca fui um cara sério. Vai ser difícil isso. Meu cú já estava coçando sem nenhum motivo.

— Entendi, eu não esperava que você tivesse interesse por algo. Como meu bebê tá crescendo. — apertou minhas bochechas. 

— Tá bom, sem brincadeiras hyung. 

— Ok, na verdade eu estou gostando de ficar aqui. Sua mãe é legal, seus amigos também. Aqui tem muita comida gostosa. — sorriu largo 

— Você só pensa em comida, hyung! Fala sério. 

— Mas agora falando sério mesmo... Eu queria ter liberdade de fazer as coisas que os humanos fazem. Queria passear, ir ao cinema e andar no parquinho. Não queria ficar aqui dentro o tempo todo, Jungkook eu não quero me esconder mais. — segurou a minha mão — Quero ser real, assim como você.

— Jimin, como vamos fazer tudo isso se você é diferente? As pessoas vão fazer mal a você, não quero que se machuque. 

— Não vou me machucar, prometo de dedinho que vou tentar fazer tudo certinho. — aproximou seu rosto do meu — Eu te amo! — me deu um selinho, subindo no meu colo. Ele beija meu pescoço rebolando no meu colo, não era uma boa hora pra transar. 

— Minnie, agora não! — resmunguei 

— Mas Jungkook... 

— Namjoon tá lá em baixo, aquela piranha deve tá comendo tudo. Eu que lute!  — sai de cima da cama indo para a sala tomando um susto — QUE PORRA É ESSA? — arregalei os olhos vendo o loiro sem roupas de pau duro. 

— E-eu posso explicar — sorriu amarelo 



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