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História O Homem E Seu Cachorro - Capítulo 5


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Notas do Autor


Alguém me ajuda pls eu não tenho mais nenhuma foto do Cellbit com o Felps.

Capítulo 5 - Revelados


Fanfic / Fanfiction O Homem E Seu Cachorro - Capítulo 5 - Revelados

Felps sai do quarto, dando um longo e pesado suspiro, Guaxinim dá um sorriso largo, porém fraco. Ele estava escondendo algum segredo e com certeza não aguentava guardá-lo. O mesmo sai correndo até o banheiro com um sinal ameaçador de Pk e Calango, então com certeza tinha algo haver comigo, eles sabiam de algo que eu não sabia, só que não. Ignorei e fingi que não sabia o que estava acontecendo mas com certeza a ligação tinha algo haver - Hah, acha mesmo que eu não sei que Mike é o conselheiro pessoal de Felps, já que muita das vezes ele age sem pensar e com isso sempre acontece um desastre no final, eu realmente espero que essa história não tenha algo do tipo. Ele vem até mim com um sorrisinho sem graça, enquanto desviava o encontro de nossos olhares, certamente tinha algo para me dizer, sendo bom ou ruim, queria me falar algo importantes Eredin se sentava em meu colo, olhando para Felps tão confuso quanto eu, esperando ele dizer o que tinha que dizer.

Depois de longos minutos em um silêncio desconfortável ele olha para mim com lágrimas escorrendo sobre seu rosto, eu tento evitar o contato visual, eu não aguento e volto a olhar para ele, me levanto apressadamente e Eredin cai no chão dando um chorinho, não ouço, estava destraído tentando amenizar o choro de Felipe, ele aproxima o rosto dele do meu, estávamos centímetros de distância, não era mais tão complicado entender o que estava acontecendo e o que ele queria dizer com isso. Eu me afasto dele, corado, eu impedi aquele beijo com um olhar decepcionado, corro para meu quarto e me tranco lá com pressa tentando deixá-los afastados, o medo enorme de me apaixonar e acabar me magoando no final de tudo... Aquele sentimento esquisito  continuava rondando dentro de mim, ele batia na porta gritando meu nome, para mim tudo estava desmoronando, todos viram aquilo, Guaxinim como eu já disse antes é um x9 do cacete e com certeza não muito tempo depois todos da cidade, do estado, do Brasil inteiro saberiam daquilo, eu evito confessar que sou gay, ser zoado para sempre é um dos meus medos. A internet é um benção e uma maldição.

Dei vários soluços, era o meu choro, andava de um lado para o outro naquele quarto apertado tentando esquecer aquela situação vergonhosa que ficaria para o resto da vida não irei dizer que o amor é por culpa da beleza impecável de Felps, ele não pediu para ser tão... Urgh, esse pensamentos gays que acabam me entregando, a paixão é algo doloroso, sempre que termina você se sente vazio, tristeza e com uma vontade de morrer que nunca sentiu antes, aquele sentimentozinho que nos faz delirar, sonhar tão, mas tão alto que toda a realidade fica de lado, certamente isso é com todos, uma experimentação da vida que é muito difícil de superar, impossível dizer que Felps é a pessoa errada para mim, mas isso que sinto é culpa minha, é coisa de minha cabeça, então é melhor eu pensar um pouco melhor até eu saber usar as palavras certas, nunca me perdoarei se deixá-lo magoado, até porque, sei muito bem o quão ruim é a sensação.


                       [...]


Se passou mais ou menos duas horas comigo ainda trancado dentro do quarto, o chão inteiro estava gotejado de minhas lágrimas, a cama se mantia bagunçada, a janela estava aberta, a entrada do vento gelado não me incomodava mais, mesmo que ainda me fizesse dar fortes espirros, meu corpo tremia, eu não sentia absolutamente nada, os sintomas de febre ficavam mais aparentes a cada minuto mas eu continuava lá, mantendo a janela aberta e tendo pensamentos prefundos. Mesmo meu nariz estando ardendo por dentro, mesmo ele estando da coloração avermelhada por causa da friagem, eu deixava a janela aberta. Eu não me importava com minha saúde, aquilo não era importante, nem um pouco. Eu morreria de qualquer forma, mas uma gripe não vai acabar comigo.

Abro a porta, em silêncio. Felps veio em minha direção pronto para me dar um abraço mas ele se mantém afastado depois de ver minha cara fechada eu não pretendia dizer algo, Eredin latia para mim em tentativa de me fazer "acordar" e eu continuo quieto, como se não tivesse nada ao meu redor, se o que sou é autista acho que talvez seja um coisa boa, há alguns anos deixei de representar muito  de meus sentimentos, me aperfeiçoando em imperfeições inúteis, mesmo que eu deva me importar com a bagunça, eu ignoro para não ter um troço. Bom, talvez eu não seja mesmo, talvez seja só eu. Eu ainda tenho muita intimidade com meus amigos, certamente eu só estou tendo sérios problemas com minha personalidade, sérios problemas, que nem mesmo um psicólogo poderia solucionar, seria... Errado eu ter vontade de ir num hospício? Eu não me sentiria indiferente e além disso lá eu não iria raciocinar o certo e o errado mesmo, então, tudo se tornaria certo.

Sabendo disso, eu vou até a cozinha beber um copo d'água gelada – gelada? Aquela porra estava trincando na minha garganta –, eu não estava sentindo tanto efeito assim então não tinha tanto problema. Calango vem até mim com um sorriso fraco, nem um pouco convincente se fosse para me pedir algo. Olho para ele com desprezo, ainda bebendo a água, e do jeito que eu olhei para ele eu poderia fazê-lo sair correndo – tão medroso que chega a ser engraçado –, mas por incrível que pareça ele se manteve ali ali me encarando, ainda com aquele sorrisinho retardado que fazia cada segundo parecer eternidades, acho que isso era impressão minha minha já que o sorriso dele sempre me fez sentir esse efeito desconfortável.

Calango — Sabe Cellbit, sei que é bem ruim pelo que você está passando e tal. Mas acho que seria melhor você bjs contar o que está acontecendo e k que foi aquilo.

Cellbit — Uhum.

Calango — Nem percebi sua ironia.

Cellbit —Acho muito legal quando vocês se preocupam comigo, mas isso é assunto meu, e o problema não é seu.

Calango — Caralho, vai se fuder Cellbit! Para com essa merda! Fala logo que porra foi aquela, você mesmo me disse o que sentia por Felps e derrepente todo o seu amor acaba??

Cellbit — VAI TOMAR NO CU, CALANGO! Eu gostando dele ou não, não é da sua conta e eu ainda quero manter minha dignidade, pelo menos o resto dela. Sendo sincero, isso é coisa minha, de minha cabeça. Coisa que você não iria entender já que nunca amou ninguém.

Calango começa a chorar e vai até Pk, o abraçando fortemente, Ok o olha confuso e retribuindo com o mesmo gesto enquanto Guaxinim me olhava puto, naquele momento eu não sabia se eu deveria me arrepender mas com certeza eu não tinha necessidade alguma de ter falado aquilo, além disso tudo que eu disse estava se voltando a mim, já que depois daquela pergunta eu me lembrei da primeira vez que me apaixonei e a primeira vez que descobri a sensação de um coração partido. Eu apenas olhei para o lado, vendo uma foto minha dando um beijo em Eredin, finalmente aquele sentimento que Felpa estava falando chegou, o amor que eu sentia pelo cãozinho estava... Acabando, pelo menos, naquele momento. Sabendo ele que eu não sei conter um vínculo com crianças, isso já era bem provável de acontecer, eu só fui me tocar depois de passar por aquilo. Mas como qualquer outra pessoa solteira sem filhos, trata seu animal de estimação como filho. Continuei na cozinha, olhando uma outra foto, desta vez de mim com meus amigos na BGS, que era o presente que Pk me deu, revirei os olhos, e vi uma faca que estava em cima da pia, fiquei bastante pensativo ainda olhando para a lâmina brilhante que refletia a luz da cozinha, os meus amigos não demorariam muito para irem embora, enquanto eu estivesse sozinho, ninguém poderia me impedir de nada.


Notas Finais


Dois capítulos quase no mesmo dia, ô coisa boa, isso não acontece todo dia, tá?


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