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História O Homem E Seu Cachorro - Capítulo 6


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Notas do Autor


Eu achei umas foto do Felps com Cellbit no twitter, yee... Hoje vou tentar deixar esse cap com menos erros ortográficos possíveis, pq ontem tinha muitos. Valeu corretor automático por nada 👌

Capítulo 6 - Sentindo-se aprisionado


Fanfic / Fanfiction O Homem E Seu Cachorro - Capítulo 6 - Sentindo-se aprisionado

Algumas semanas depois de tudo aquilo, lá estava eu, de manhãzinha acordando com o vento gelado na minha cara, eu nem sentia mais a falta do sol, particularmente eu sempre gostei mais do verão mas depois de um tempinho eu não dava mais a mínima. Tomei um banho quente depois de levantar, bebi um góle de café e coloquei comida para meus pets, eu deveria me importar com a expressão séria que Mina fazia para mim, não era comum pois ela aparentava estar bastante preocupada... Comigo. Não é muito normal os gatos terem esse tipo de sentimento, mas com certeza ela sentia isso por que sou eu quem alimento ela, esse era só um palpite meu. Eredin estava com a mesma expressão que Mina, se eu parasse para perguntar talvez melhorasse aquela situação esquisita, mas na verdade desabafar qualquer coisa para um animal só tornaria aquele momento ainda mais estranho.

Depois de colocar a ração e água para meus animais, eu saí do meu apartamento sem dizer absolutamente nada apenas para ir andar pela rua, na esperança de ser atropelado e acabar com essa merda de vida, sem me importar com a dor que viria antes de meu último suspiro. Se isso é depressão, se é tão importante cuidar disso, se deveria ser um problema enorme, porque eu não sinto nada? Essa é a sensação? Se sentir vazio? Sem vida? Como se eu estivesse aprisionado no nada...? Não irei dizer que é bom, mas também não me parece tão ruim quanto dizem. Tenho tantas perguntas sem respostas e que prefiro não perguntar, o motivo não é medo das pessoas falarem algo contra mim, já que, de qualquer forma, não me afetaria mesmo então... Foda-se todos esses sentimentos desnecessários, que só depois de eu parar para pensar reparei que tudo aquilo era inútil, e assim aprendi a ser neutro o suficiente para me sentir muito melhor. 

Passei no mercado para comprar mais um pacote de café – faz um tempo que eu parei de comer, então ainda tem comida para o resto do mês –, eu estava começando a ter insônia, na verdade não era a primeira vez, só que era muito raramente, mas agora isso acontece com muito mais frequência. Enfim, eu estava entre duas prateleiras com um espaço insignificante entre um e outro, o corredor era bem pequeno, o mercadinho não era tão grande mas era bem perto de meu condomínio, eu andaria pouco até chegar lá. 

Eu viro para o lado e quando pego outro pacote de café, uma outra mão pega o mesmo pacote, olho para o lado e vejo Alan, totalmente surpreso. Ele solta o pacote de café, eu já estava preparado para zoar e xingar Alan, eu precisava muito disso, eu sempre gostei muito dele por conta de sua sinceridade e falta de sensibilidade, nem ligava mesmo então não seria nem um pouco trágico se tentasse me dar uma patada.

Cellbit — Epa, esbarrei numa lata de lixo.

Alan — Caraí mano! Até mesmo na porra de um mercadinho você vem me infernizar?!

Cellbit — Está sentimental, é?

Alan — Não me faça usar belíssimas palavras contra você.

Cellbit — Hah, não ligo mesmo.

Alan — Aham, sei o motivo. Mas saiba que além de mim, muitas outras pessoas sabem o seu suposto segredinho. Não direi quem me contou e... Aliás... – ele fica me olhando de cima a baixo, eu olho na mesma direção que ele, era várias marcas que deixei em minha pele. Braços, uma parte do pescoço e uma outra parte do meu rosto, estavam cortes aparentes, eu sentia gosto de sangue, eu lambi a lâmina da faca em tentativa de sentir prazer sofrendo, era estranho, eu não sentia dor alguma quando os cortes sangravam, nem mesmo quando eu as fiz senti dor.

Alan — Se sente bem com isso? Você sabe que se Felps descobrir ele não vai ficar muito contente.

Cellbit — Se você contar algo para ele, você será um homem morto, Alan. Entendeu?

Alan — Não tenho medo de voc-


Ele cai no chão depois de um soco que leva, o nariz dele jorrava sangue, enquanto eu mostrava meu punho sujo, o encarando nos olhos:


Cellbit — R e p e t e . . .


Ele se levanta trêmulo e sai correndo, deixando todas as compras onde estavam, por sorte a minha não havia câmera e estávamos numa parte bem escondida do mercado, uma área não movimentada no meio da semana. Eu não sabia se eu deveria me arrepender, não tenho medo de Felps só que caso ele fique preocupado ou chateado, eu não me sentiria bem depois, eu não consigo machucá-lo, impedi-lo... Ele consegue fazer minha cabeça facilmente graças ao seu charme... Graças ao único sentimento que eu não conseguiria ignorar, mas aquilo era apenas, somente, com ele.

Mas que porra de sentimentozinho complicado! 

Depois de comprar tudo voltei para casa, com um peso na consciência que parecia ser impossível de tirar aquilo de minha alma, a única idéia que me deu foi ir atrás do Mike para pedir algum conselho, seria mesmo uma boa idéia, eu não faria uma outra cagada depois de Mike me ajudar a lidar com meus sentimentos direito. Se eu fosse opinar ele a arrumar um emprego de verdade – YouTube não é trabalho –, eu diria que ele seria um ótimo psicólogo, eu pedia conselhos a ele antigamente, mas hoje em dia, estou precisando muito dele novamente, é um momento extremo e uma hora ou outra eu acabaria surtando...


... E ninguém quer isso, certo?


Notas Finais


Ye boi.


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