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História O Idiota da Casa ao Lado - Jeon Jungkook - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


Olá meus amores, como estão? Eu espero que bem.
Primeiramente quero me desculpar pela demora, prometi que postaria com frequência mas não consegui. Eu estou com alguns probleminhas o que me atrapalha a criar capítulos novos e eu não queria escrever algo mal feito e postar só por postar. Por isto peço que tenham um pouquinho de paciência.
Tenho uma grande novidade, estou escrevendo uma nova fanfic com o baby Jeon, e, dando um spoilerzinho posso adiantar que o tema da fanfic é tropical. Se tudo der certo postarei amanhã ou no fim de semana, esperem ansiosos!

Bora pro capítulo.
Boa leitura!

Capítulo 12 - Namorada?


Eram 2 da manhã de uma segunda-feira e eu não havia conseguido pregar o olho, em outra ocasião isto não seria um problema, já que eu tinha o hábito de sempre ir dormir de madrugada, o problema era que hoje é o meu primeiro dia de aula e eu preciso ter uma boa noite de sono, preciso estar descansada.

O motivo da minha insônia? Jeon Jungkook! Já faziam uma semana que ele havia desaparecido do mapa, não só ele como Alyssa e Jimin. Os três sumiram misteriosamente e ninguém faz ideia de onde estão, o que parece ser normal para o restante dos garotos que não parecem estar nem um pouco preocupados. Já eu, temia que algo tivesse acontecido, visto que Alyssa não me atendia e muito menos respondia minhas mensagens. 

Namjoon me disse para não me preocupar muito com isso, eles deviam ter ido visitar algum parente. Mas eu não conseguia me conformar que fosse só isso. Por acaso para ir visitar parentes tem que sumir do mapa? A não ser que estejam num fim de mundo, onde Judas perdeu as botas, um lugar que nenhum satélite alcança, o que explica a falta de comunicação digital.

No dia anterior decidi ir até a casa vizinha em busca de notícias. Uma das empregadas da casa apenas disse que eles haviam ido ver o pai e bateu a porta na minha cara! Uma vadia de primeira eu diria, a saia de seu uniforme era tão curta que eu poderia até ver seu útero. 

Tentei não me preocupar demais, afinal, hoje é o primeiro dia de aula, preciso estar focada e fazer disto a melhor experiência da minha vida, nem acredito que finalmente farei algo que eu sempre sonhei. Sem impedimentos, sem nenhum arrependimento.

Depois de preparar um chá de camomila, consegui tirar um cochilo rápido, mas devido à ansiedade acabei acordando mais cedo do que deveria, a vantagem era que poderia me arrumar com calma. 

Me levanto preguiçosamente e me arrasto até o banheiro, o sono ainda está presente, espero não dormir na sala de aula. Me enfio debaixo da água morna e tomo um banho relaxante, aproveito para lavar os cabelos que não vêem água a quase uma semana. 

Após o banho longo, me direciono para o closet a procura de algo decente para vestir, mas o que usar no primeiro dia de aula? Nada muito chamativo, já basta ser a novata vinda de outro estado, não quero chamar a atenção. Opto por uma calça jeans azul marinho, regata branca e por cima visto um cardigan cinza,- já que hoje particularmente faz um frio do cão - e calço minhas botas pretas. Seco meus cabelos e faço leve ondulações nas pontas, passo um gloss e rímel e já estou pronta. 

Jogo minha mochila sobre o ombro e saio do quarto indo até a cozinha, nem sinal do Namjoon, será que ainda está dormindo? Acho pouco provável já que ele é super certinho e responsável. Irei tomar meu café da manhã e esperar que ele desça. 

Coloco a mochila sobre a bancada e vou até a geladeira, pego a jarra de suco e despejo o líquido em um copo, quando fecho a geladeira meus olhos pousam em um post-it verde pregado na porta.

“May, tive que sair mais cedo para resolver umas coisas no campus, tem um ponto de ônibus três ruas abaixo da nossa casa, ele te deixará na porta da Universidade, te vejo mais tarde.

Namjoon.”

O QUÊ? Aquele filho de uma boa mãe me deixou pra trás no meu primeiro dia? 

Olho pro relógio acima da porta, já são 7:50, puta merda vou me atrasar. Dou um gole generoso em meu suco de laranja, pego uma torrada e minha mochila e corro para fora de casa. Caminho apressadamente pelas ruas com um único objetivo em mente: matar o Namjoon assim que o encontrar. 

Quando viro à direita, percebo que há um carro me acompanhando desde que saí de casa, é uma BMW vermelha, os vidros são totalmente negros, o que me impede de enxergar o motorista. Ótimo, serei sequestrada e esquartejada no meu primeiro dia de aula.

Apresso o passo a medida que o carro se aproxima pedindo à Deus para ter piedade e me tirar dessa. Meu coração para e minha respiração fica pesada quando o carro se aproxima ainda mais e reduz a velocidade, estamos lado a lado, rezo para que não saia um brutamontes dali e me jogue no porta-malas. 

— Vai grandão, prometo que serei uma boa menina, por favor me tira dessa. — Peço à Deus encarecidamente. Continuo andando, preparada para correr em qualquer movimento brusco e de soslaio posso perceber o vidro do carro se abrindo. Meu Deus, é agora.

— Quer carona princesa? — Espera, essa voz. Olho para o conversível e encontro nada mais, nada menos que Jeon Jungkook, com os cabelos penteados para trás, uma camisa social preta com os três botões de cima abertos e óculos escuro. Uma perdição.

— Caramba, você me assustou! — Coloquei a mão sobre o peito esquerdo. — Você não deve temer à morte né garoto?! Por que ‘tá me seguindo? Perseguição da cadeia sabia?! 

— Não é perseguição já que você ‘tá indo ‘pro mesmo lugar que eu. — Não brinca que o playboy estuda na mesma Universidade que eu. — O que foi? Não posso mais oferecer carona ‘pra minha bela vizinha?

— Dispenso. — Continuo andando e ele volta a me acompanhar.

— Entra aí Maia.

— Prefiro ir de ônibus. — Ele encara o relógio no pulso e volta a me olhar.

— Se não quiser se atrasar é bom vir comigo, você já perdeu o ônibus das oito, o próximo só passa daqui a 20 minutos. — Merda.

— Eu não tenho muita escolha, tenho? — Ele sorriu e se inclinou para abrir a porta. Adentrei o carro e logo um perfume delicioso adentrou minhas narinas, o seu cheiro pós banho era uma delícia. Jungkook me tirou do transe quando se aproximou de mim, travei e arregalei os olhos. Pensei que ele fosse me beijar ali mesmo, mas, para a minha decepção ele apenas passou o cinto em torno do meu corpo. Não posso negar que estava nervosa de estar ali com ele, aquela era a primeira vez que o via depois do beijo na cozinha. Mas, se ele estava agindo como se aquilo não tivesse acontecido, eu também agiria da mesma forma.

— Desculpe por ter te assustado. — Disse dando partida no carro novamente.

— Pensei que fosse um psicopata. — Confessei e ele gargalhou. Uma risada gostosa que me fez sorrir também.

— Relaxa, não te farei nada de mal, à não ser que você queira. — Sorriu malicioso.

— Você não cansa de ser irritante?

— Irritar você se tornou meu novo hobbie. — Não respondi, apenas foquei na rua à minha frente com um sorriso bobo pregado na cara. Confesso que algo em mim se acendeu quando o vi, estou feliz e aliviada por vê-lo bem.

— Namjoon não quis te dar carona?

— Parece que ele precisou ir antes para resolver umas coisas.

— Ah. — Um silêncio incômodo se tornou presente. O encarei disfarçadamente, Jeon segurava o volante apenas com uma mão e a outra estava apoiada na janela do carro.

— 'Tá tudo bem com você e com a Alyssa?

— 'Tá tudo bem sim, se ela soubesse que te encontraria pelo caminho teria vindo comigo com certeza, mas ela pegou carona com uma amiga. 

— Entendi. — O silêncio reinou novamente. Mordi o lábio inferior tentando conter minha curiosidade mas não aguentei. — 'Tá tudo bem? Digo, com seu pai?

— Sim, por que não estaria? — Me encarou por breves segundos.

— Porque vocês sumiram do nada e só o que soube era que tinham ido ver o pai de vocês.

— Tá tudo bem sim, ele só precisava ter uma reunião com a gente. 

Reunião? Que estranho, chamar os filhos para ter uma “reunião” e não uma “conversa familiar”. Não quis perguntar demais e parecer intrometida então apenas me calei. Acho que foi a primeira vez que conversamos feito gente, sem sarcasmo, sem provocações. 

Logo o carro parou em frente a Universidade. 

— Valeu pela carona. — Disse já saindo do carro e atravessando o grande portão de entrada.

— Ei, espera! — Apressei o passo a fim de me misturar na multidão e fugir do Jeon mas ele foi mais rápido e me alcançou.

— Por que tanta pressa? 

— Preciso achar minha sala.

— Eu posso te mostrar o campus. — Passou o braço em torno dos meus ombros e me guiou na direção oposta. Me desfiz de seu “abraço” e ele me encarou confuso.

— O que foi? — Sei que ele não percebeu, mas algumas pessoas que estavam no jardim nos encaravam curiosos.

— Não preciso de um tour pelo campus. Posso encontrar minha sala sozinha. — Não quero ser vista tão próxima assim dele.

— Tudo bem, então. Me encontre aqui na saída, te darei uma carona pra casa, Namjoon costuma sair tarde. 

— Não precisa, eu vou de ônibus. — Apertei a alça da mochila, nervosa. Toda aquela gente me olhando me deixava desconfortável. 

— Vou começar a achar que quer fugir de mim. — Disse com um sorriso ladino.

— Não é isso, é só que…

— Ei JK! — Fui interrompida por um garoto orelhudo que pulou nas costas dele e logo pousou seus olhos em mim. Uau, ele é alto, parece até uma torre. — Olá, quem é você? 

— Maia. 

— Meu nome é Chanyeol, o mais gato do campus. — Se gabou. — Nunca te vi por aqui, é caloura? 

— Sou sim, vim da Flórida. — Ele segurou minha mão depositando um beijo ali. 

— É um prazer conhecer você. — Ele era extremamente simpático, o que me fez gostar dele de cara.

— É um prazer conhecer você também. — Jungkook revirou os olhos e puxou o braço do garoto bruscamente o fazendo largar minha mão.

— Vamos entrar. — Disse de mau-humor, colocou as mãos no bolso da calça e caminhou em direção a entrada.

— Ei, espera, não vamos mostrar o campus para ela?

— Anda logo dumbo. — Jungkook gritou.

— Até mais Maia. — Disse e logo saiu correndo atrás dele.

Respirei fundo e comecei a caminhar pelo jardim, havia vários grupinhos ali, nerds, skatistas, músicos, os populares, os rockeiros, líderes de torcida, jogadores de futebol e de basquete. Fiquei me perguntando em que grupo me encaixaria. Perdida em meus pensamentos, não percebi quando uma bola de futebol americano voou em minha direção.

— Ei, cuidado! — Alguém gritou. Fechei os olhos já preparada para o impacto, mas ele não veio. Abri os olhos lentamente e me deparei com um garoto extremamente bonito, ele era coreano e sua pele era levemente bronzeada. — Você 'tá bem? — Pisquei diversas vezes, a bola que estava pronta para me nocautear agora estava nas mãos do moreno.

— 'Tô sim. — Ele sorriu.

— Tenha mais cuidado. — Disse apenas e se afastou, voltando para os amigos.

Com o rosto queimando de vergonha, caminhei apressadamente para um dos prédios que havia ali, totalmente perdida. Tirei da mochila o mapa da Universidade que Namjoon havia me entregado no dia anterior, já prevendo que eu fosse me perder. Enquanto estava distraída encarando o pedaço de papel em minhas mãos, acabei trombando em alguém.

— Olha por onde anda garota. 

— Oh, me desculpe. — Levei a mão a boca quando percebi que havia feito a garota entornar suco em sua blusa. Ela vendo meu desespero sorriu e disse mais calma:

— Tudo bem, foi só um pouco de suco. Isso não vai me matar. — Ela jogou o copo em uma lixeira próxima e adentrou o banheiro feminino, à segui. 

— Deixa que eu te ajudo. — Coloquei minha mochila na bancada da pia e peguei alguns lenços de papel. A loira se sentou na bancada e eu me aproximei. — Me desculpa mesmo, eu sou muito desastrada. — Disse enquanto passava o lenço em sua blusa, por sorte era preta, a mancha não era visível. 

— De onde conhece o Jeon? — Paralisei, lentamente ergui meus olhos até os dela. — Eu vi você saindo do carro dele. 

— Ahn, somos amigos, apenas. — Voltei a limpar a blusa dela.

— Nunca o vi dar carona pra nenhuma garota a não ser Irene ou Jennie. 

Jennie, me lembro deste nome. A nojenta do supermercado e da festa estuda aqui também? Que ótimo!

— Não somos bem amigos sabe, temos apenas alguns amigos em comum. — Disse afim de fugir daquele assunto mas doida pra perguntar quem é essa tal de Irene.

— Entendi. Bom, meu nome é Natalie e o seu?

— Maia. — Analisei a blusa e agora estava somente úmida. Amasso o lenço e o jogo na lixeira.

— Você cursa o quê?

— Publicidade. — Respondi.

— Sério? Eu também, que coincidência.

— Nem acredito que entrei no prédio certo. — Ela riu.

— É, você parecia mesmo perdida. Eu te mostro a sala de aula.

Me arrastou com ela e me mostrou todo o campus. Me apresentou também à alguns de seus amigos, Byun Baekhyun e Kim Jongdae, ou como ele gosta de ser chamado, Chen. Os dois eram muito amáveis e divertidos, o que me deixou menos nervosa. 

[...]

Depois de passar duas horas no auditório assistindo uma palestra sobre boa convivência, finalmente podíamos ir para o refeitório almoçar. Meu estômago já estava pregado nas costas, prestei atenção em meia palavra que o diretor disse e acabei cochilando. Se não fosse Natalie eu teria ficado lá por horas. 

Baekhyun se ofereceu para pagar nossos lanches, já que era o primeiro dia de aula e segundo ele, estava se sentindo solidário. 

Dou uma mordida no meu hambúrguer, fecho os olhos e solto um suspiro de satisfação, como é bom matar quem ‘tá te matando: a fome. 

Quando abro os olhos, me deparo com um par de olhos negros cravados em mim. Jungkook está sentado à algumas mesas de distância com o time de basquete. Ele não tira os olhos de mim e eu já me sinto incomodada.

— Daebak! Não acredito que ela voltou. — Chen diz boquiaberto. Direciono o olhar para a direção que ele olha, três garotas caminham, ou melhor, desfilam pelo refeitório. A do meio é extremamente linda, cabelos longos, pele lisa e pálida feito porcelana, ela parece literalmente uma boneca. Trajando roupas de marca e atraindo todos os olhares daquele lugar para si. Do lado esquerdo dela está uma morena e do direito Jennie. 

— Quem é ela? — Sussurrei para Natalie.

— Bae Joo-hyun, mas todos a chamam de Irene, e suas fiéis escudeiras. — Percebi que ela se aproximava da mesa onde Jeon está sentado e se não me engano pude jurar que ele ficou desconfortável. Sem perceber, fechei minhas mãos em punho quando a garota se sentou no colo dele.

— E... namorada do Jungkook. — Chen concluiu.

Namorada… Namorada? Essa palavra ecoava em minha mente e eu sentia algo dentro de mim se partir, sentia um aperto no peito e de repente me vi angustiada. Como assim ele tinha uma namorada. Eu sabia que ele se pegava com a Jennie por aí, mas pelo tipo dela eu sabia que nenhum deles se levavam a sério. Era curtição. 

Mas, ele tinha uma namorada, alguém por quem ele com certeza nutria sentimentos profundos, com quem compartilhava seus segredos mais íntimos e foi aí que eu me senti uma idiota pois percebi que eu já estava envolvida demais, que aquelas provocações não eram apenas implicância, elas acenderam uma faísca dentro de mim. Como eu pude ter me deixado levar por esse grandessíssimo idiota?! Grrrrr, como você é burra Maia Pierce!


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Comentem para eu saber se estão gostando e o que devo melhorar.
Até o próximo capítulo.


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