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História O Idiota Do Meu Vizinho - Imagine Yugyeom - Capítulo 5


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Notas do Autor


Gente...!! Eu sinto muitíssimo!!! O capítulo deveria ser lançado ontem, mas acabei perdendo o capítulo... Sksksksk reescrevi e cá está ele. Desculpe-me mesmo e boa leitura a todxs!!!

Capítulo 5 - Respiração Desregulada


Fanfic / Fanfiction O Idiota Do Meu Vizinho - Imagine Yugyeom - Capítulo 5 - Respiração Desregulada

— Bom dia... — Disse a mim mesma, esticando o corpo entre os lençóis.

O dia amanheceu lindo e perfeito. Abri a janela do quarto, sendo acariciada pelo calor dos raios de sol no rosto. Os pássaros me agradaram com seus cantos, começava mais um dia para os obreviventes neste mundo. Suspirei o ar fresco.

Hoje também era o meu dia de folga, não fazia ideia do que faria para gastar o meu tempo. Me sentia de bom humor, tanto que soltei altas gargalhadas com o meu reflexo no espelho. Cabelos desgrenhados caiam sobre os meus olhos, causando-me um leve incômodo pelo contato, pijama amarrotado mais e as lindas olheiras para fechar o look. Talvez o mundo hoje estivesse a meu favor, nada de errado havia acontecido, Yugyeom tinha parado de me encher o saco depois daquele episódio da carona, eu tinha paz e o meu dia estava sendo as mil maravilhas.

Conforme as horas iam passando o calor da manhã também vinha se intensificando. A televisão não passava nada muito atrativo e mesmo se passasse, eu não conseguiria prestar atenção. Deixei a comodidade do sofá sem tantos sacrifícios, de repente a minha casa se tornara um grande caldeirão fervente. Descartei o traje de dormir por roupas leves e um biquíni, saindo abraçada ao notebook. Afinal, poderia aproveitar a piscina do prédio, assim que tivesse coragem o suficiente para mergulhar nela.

Estando lá, liguei o aparelho. A ideia de dar apenas uma fuçada normal na internet, enquanto aproveitava do clima ensolarado, foi desabando aos poucos quando lia incrédula a notificação do e-mail.

Oi, Paula, sou eu. Lembra de mim?

Pois é, né... Preferia nem lembrar da primeira letra de seu nome.

Eu fiz muita coisa errada na vida, me arrependo de todas, principalmente do que eu fiz com você. Posso ter provocado muito sofrimento, sei que o que eu fiz foi muito ruim. Acontece que eu quero me redimir com você, quero pedir perdão e como sei que nunca atenderá nenhuma das minhas ligações e muito provavelmente visualize este e-mail, pelo menos quero tentar isso pessoalmente. Eu estou voltando para o prédio.

Espero que não se assuste com este fato. É apenas isso, até mais.

Então era isso... O meu dia alegre se desmanchava aos poucos. Depois de tanto tempo, de tantos dias sem me dar uma justificativa plausível para os seus atos, ele voltaria ao prédio? Quão preparada eu estava para acordar e ter o caminho cruzado com ele? De dar-lhe bom dia, camuflando a minha raiva? Porque ele não me fazia bem, por que eu teria que conviver novamente com aquele cretino?

Ah... Paula, não tinha como o seu dia piorar, mas acho melhor retirar esta última frase...

O que era pior? A mensagem que recebi ou a silhueta do homem alto? Esta pergunta nem me era importante. Como um imã, o seu olhar me encontrou, não pensou duas vezes antes de se deslocar a vir ao meu encontro.

- Posso me sentar?

— Não. — Nem o meu tom sério o fez parar. Ele ignorou complemente a mim e se sentou de prontidão na cadeira — Já sentou, né...

— Como a madame está? Veja só este céu azul, sem tantas nuvens e este sol belo... O dia está lindo, respire um pouquinho este ar fresco e esqueça este monitor tão prejudicial à saúde.

— Hum... Ele poderia ser melhor se você não tivesse aberto essa sua boca... Quando que se tornou médico? — O encarei sobre o computador — Esquece, eu estou ocupada agora.

— Mas o que custa?

— Tudo, principalmente a minha paciência. O dia estava pacífico, realmente belo e transbordando harmonia, até você aparecer. Pode curti-lo em outro lugar...

— Nossa... Você é difícil, viu! — Cruzou os braços, mas sua expressão não transparecia raiva alguma.

— Sou, já disse que não sou como qualquer uma.

— E é exatamente este fato que me faz querer estar aqui. Você é intrigante, sabia? - Franzi o cenho - Pois é... Talvez seja como o mar. Lindo, cativante, vez ou outra amedrontador, mas nunca deixando de ser encantador. Não me admiro que você aceite um convite meu para passear, quem sabe tomar um sorvete na praça? Sinto que você está no topo de uma escadaria longa e eu ainda nos primeiros degraus. Quando será que te alcancerei nesta subida? - Riu baixinho, suspirando - Não sei, vim para cá buscando outros fins e acabei me deparando com você. - O sol reluziu em seus olhos, tornando-os um castanho encantador. Me desliguei do computador para dar-lhe atenção. As suas palavras, querendo ou não, costumeiramente conseguiam me tocar. Quando que isso se tornara tão fácil?

Mas por que eu? Com tantas mulheres no mundo, por que tinha que ser eu a escolhida para escutá-las? Sim, ele me tirava do sério, tornava o meu mundo de ponta cabeça e um grande inferno. Mas por qual motivo...

Seus dedos passaram suavemente pelos seus lábios rosados, um ato tão simples, mas tão revelador de memórias que eu preferia esquecer. Estava acostumada a seguir enfrente, enfrentando tudo sem temer, mas as coisas desandou depois daquele maldito beijo que ele me deu... Não que de fato ele havia me tocado, mas que foi a partir dele que a nossa história começou.

O que ocorreu naquela noite? Sua expressão revelava uma tristeza incomum. O que lhe fazia tanto mal?

Para alguém que mantém um convivência com o outro, fica difícil não perceber que algo não vai bem. Não que fossemos assim, mas era tão notável o seu sofrimento, mesmo que seu comportamento dificilmente o mostrasse.

Então provavelmente esta era a resposta que explicava o mistério por trás daquele olhar, que agora me tinha a atenção. Afinal de contas, o que este homem a minha frente estava escondendo?

Estou fazendo tantas perguntas, gastando neurônios e buscando afirmações de onde nunca teria respostas. Eu fechei o notebook, convicta de que nunca mais provaria de minha calma e paz se ele estivesse aqui. Não podia simplesmente ignorar sua presença como eu queria, se ao menos fosse fácil... Limpei a garganta, retomando a conversa.

— Por que está me dizendo isto agora?

— Senti vontade. Isso seria capaz de fazer-lhe gostar mais de mim?

— Talvez. Pode ser apenas você dizendo palavras bonitas com o intuito de me persuadir a cair na sua lábia. - Isso provou um riso alto de sua parte.

— Quem sabe? Você pode descobrir isso, que tal?

— Sinto muito, pode ser perigoso demais.

— Hum... Garanto que vale muito a pena correr este risco. — Dei de ombros.

Talvez quando fosse a minha última opção restante, eu aceitaria. Não. Minha vida monótona já estava boa, grandes agitações só a atrapalhariam. A minha vontade de continuar naquela conversa se acabara definitivamente. O que eu estava fazendo aqui, sob a proteção do guarda sol, enquanto tinha a piscina me esperando tão convidativa?

Dei um curto aceno para ele antes de dar um mergulho. Temperatura bastante gostosa. Se tinha uma coisa que eu estava apta a me afundar, era na água desta piscina e não naqueles e-mails. Toda essa situação me deixava frustrada, se ele pensa que entrará na minha vida novamente, adianto que receberá um grande tombo.

Pensei que as francesas fossem bem mais atraentes...

O tempo que desperdicei todo o meu amor em alguém em não valia a pena foi um erro tão estúpido... Um desgraçado. Não, muito pior que isso! Esse cara era um tremendo de um-

— Até quando vai continuar me encarando? — Perguntei assustada.

— Até quando eu puder. Neste lugar, onde somente eu e você estamos, é difícil encontrar algo merecedor de toda a minha atenção. — Ele arrastou a franja para trás, fitando-me nos olhos de uma forma sarcástica.

Eu apenas revirei os olhos e continue a me concentrar no vão que a minha mente processava. Sem chances de eu dar bola para ele, de um lado eu tinha o desgraçado do meu ex, do outro, esse idiota insuportável. Qual das duas opções devia escolher? Obviamente nenhuma.

Antes sozinha do que não acompanhada. Eis aí uma frase que eu levaria até o fim de minha vida.

Acho que eu preciso praticar mais o meu nado... Em poucos minutos, nadando de um lado para o outro, eu já me encontrava fatídica. Uma vida sedentária como a que eu levava, qualquer exercício, mínimo que fosse, se tornava tão cansativo. Seus olhos não desviam de mim nem por um segundo, sentado na borda, onde eu agora respirava fundo e me limitando a dar-lhe um sorriso falso.

— Sabe, sobre a conversa de mais cedo, porque não aceita o meu convite de passear comigo. Não seja tão má, não é como se eu fosse te sequestrar ou algo do tipo.

— Por quais motivos eu aceitaria um convite seu?

— Hum... Tem vários, eu sou legal, bonito, divertido, não te farei mal e estará em boa companhia.

— Ha! Por esses daí, eu não aceito tão cedo. Olha, eu tenho muito o que fazer, não perca seu tempo. Sei que deve ter um monte de garotas loucas para sair contigo. Vá em frente e as convide.

— Estou cansado delas. O que eu faço para você dizer que sim?

— Absolutamente nada. — Ri ao ver a sua cara enrugada.

— Então tudo bem. Posso propor um desafio, se eu ganhar, você sai comigo, se eu perder, eu me aquieto. Que tal?

— Interessante, mas como vai ser? Me sinto preparada para ver a sua reação quando perder.

Ele nada disse, apenas entrou na piscina e se colocou na minha frente. Hum... O que poderia ser?

— Simples, quem desviar primeiro o olhar, perde.

Era sério? Nossa, quanta infantilidade... Mas tudo bem, se o gatinho queria tanto brincar, por que não eu não o faria? Mas dessa, eu sairia vitoriosa. Estava preparada para explorar esta minha nova vontade.

Que não iria rolar com esta distância entre nós sendo um incômodo. Eu mesma fiz o trabalho de juntar nossos corpos, passei meus braços envolta de seu pescoço, vendo-o arquear a sobrancelha. Suas mãos seguraram-me na nuca, acariciando carinhosamente. Suspirei, seus contatos me causavam arrepios.

Kim Yugyeom, você tinha ideia do que fazia? Acho que ele estava só um pouquinho atrasado as informações ao meu respeito. Convenhamos que a sua altura era outro fator de nossa desigual... Me apoiei em seus ombros, prendendo-o à cintura com as minhas pernas. Agora sim as coisas estavam favoráveis. Meus dedos deslizaram para dentro de seus cabelos macios e molhados. Seu sorriso aos poucos ia se desfazendo e o meu só aumentava, quão divertido era deixa-lo assim? Por algum motivo eu sentia muito gosto, mesmo que isso fugisse completamente de minha índole. Passei suavemente a língua por entre os lábios, percebendo ele engolir a seco. O que foi? Se eu fizer assim, eu te provoc...

Tão depressamente, numa fração de segundos que os meus olhos se fecharam, senti o toque de seus lábios molhados contra o meu pescoço, um provocante de arrepios, de surpresa e até de minha falta de ar. O que ele estava fazendo? Suas mãos caminharam para as minhas coxas, apertando-as sem qualquer comedimento. Eu poderia simplesmente me desprender dele, lhe dar um tapa e gritar vitória por ter ganhado, qualquer coisa, porém minha mente não pensava desse modo, enquanto isso, mordiscava os lábios numa tentativa de me conter e de me livrar daquelas sensações tão perigosas que me aflorava. Meu corpo simplesmente não correspondia aos meus comandos, o alerta de perigo estava soando e nada eu fazia.

Vamos lá, é só o manter o mais longe mim... Por que tinha que ser assim? Seus beijos fizeram um caminho até o meu queixo.

Não...

Abri meus olhos. Quanto mais longe aquela boca se mantesse, melhor. Segurei o seu rosto, um sorriso surgiu em seus lábios rosados e arfantes.

— Acho que perdi feio... — Disse rindo — Me dá outra chance...?

— E eu tenho cara de fada madrinha para conceder seus desejos? O que foi isso? Ficou maluco? — Me afastei dele, saindo da piscina.

— Tá, eu joguei sujo...

— Pelo menos admite. — Recolhi as minhas coisas com uma pressa grande em sair dali.

— Vai me deixar sozinho?

— Você consegue sobreviver. Então, passar bem. — Acenei brevemente.

Meu Deus, onde eu tava com a cabeça?



Notas Finais


Gente...👀☕♥️💘


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