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História O idiota que eu amo - Capítulo 2


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Notas do Autor


Boa leitura aos novos e a quem ja leu tbm

Capítulo 2 - Capítulo 2


Passaram-se uns dois dias, eu estava trabalhando na lanchonete quando Bakugou chegou acompanhado de dois amigos. Eu nem dei importância, fiquei escorado no balcão olhando para a rua. Senti que ele me observava de longe, mas eu não fiz nada, nem mesmo olhei para ele. Quando meu turno acabou, eu saí da lanchonete e fui caminhando em direção a minha casa. Demorou uns dois minutos até o carro dele passar devagarzinho por mim. Ele pôs a cabeça pela janela e disse sorrindo:

- Quer uma carona pirralho?

Eu respondi zangado:

- Não, obrigado. Eu dispenso qualquer coisa que venha de você.

Ele respondeu de um jeito safado, fazendo movimentos de quem estava mexendo em alguma coisa nas calças:

- Dispensa mesmo? Tem certeza? Olha que eu tenho uma coisa aqui que você vai adorar.

Eu fiquei calado e apenas continuei caminhando.

- Qual é? É só uma carona, você é tão rancoroso assim?

Eu parei abruptamente e olhei para ele. Ele parou o carro também, eu disse:

- Escuta, você por acaso é bipolar? Ontem você me bateu e me humilhou, e hoje me fala de perdão e me oferece carona. Quantas personalidades você tem?

Ele riu debochando:

- Eu não falei de perdão não, apenas te ofereci uma carona.

- Vai pro inferno. Me deixa em paz. O que mais você quer?

Bakugou tentou aparentar seriedade:

- Olha, você tem razão. Eu te tratei mal, fui um cretino com você. Mas é que eu tenho passado por algumas barras esses tempos, e eu acabei descontando em você. Mas você não é nenhum santo...

Eu perguntei sem entender:

- Como assim, idiota?

Ele fez um falso ar de tristeza e respondeu

- Você me ofende muito quando me chama dessas coisas: troglodita, idiota.

Eu perdi completamente a paciência e me exaltei

- Escuta aqui cara, para de me seguir. Eu não quero falar com você.

- Então só uma carona para me desculpar está bem? Depois eu saio do seu caminho. Se você não aceitar eu vou continuar te perturbando.

- Você é louco? Vai atrás do seu namorado e sai do meu pé. Tudo o que eu quero é distância de vocês.

Ele pareceu visivelmente irritado agora. Falou indignado:

- De que namorado você tá falando? Do Kirishima? Eu não tenho nada com aquela coisa não. Eu sou macho porra!

Eu sorri sem olhar para ele e falei seguindo o meu caminho pela calçada

- É mesmo? Ontem vocês dois me pareceram muito juntinhos.

Finalmente eu tinha achado uma forma de desestabilizá-lo. Ele se exaltou ainda mais, disse quase gritando com a cara e o braço para fora do carro

- Eu não tenho nada com aquele babaca não. Eu suporto aquele merda só por que o irmão dele estuda lá na academia. Você não pode pensar isso de mim. Seu pirralho metido. Eu só fiz aquilo para irritar você.

Eu olhei para ele e sorri debochando, fazendo uma expressão de quem não acreditava. Ele continuou guiando o carro ao meu lado, de repente o semblante dele ficou mais cafajeste e ele falou insinuando algo

- Como eu disse, eu fiz aquilo só para irritar você, e parece que funcionou, você ficou com ciúmes, até pensou que eu tinha algo com aquele babaca.

Ele deu uma gargalhada de vitória. Eu me senti extremamente incomodado, respondi tentando soar indiferente:

- Acredite, você é e ele são as últimas pessoas na terra das quais eu sentiria ciúmes.

Ele pressionou os lábios e balançou a cabeça como quem dizia "Então tá bom". Eu continuei andando, precisava me acalmar. Ele continuou seguindo devagarzinho ao meu lado. Em certo momento ele entortou o pescoço e ficou olhando fixamente para a minha bunda enquanto eu caminhava. Eu fingi que não estava percebendo, achei que ele fosse parar de olhar, mas ele não parou. Seu olhar era tão descarado que eu precisei esbravejar para chamar a sua atenção para o meu rosto:

- Você tá olhando o quê, idiota?

- Nada, Tampinha, nada. Apenas admirando a paisagem. Não lembrava que essa rua era assim... Tão gostosa de olhar.

- Me deixa em paz, imbecil!

Eu estava quase correndo, queria fugir dele. Mas ele me seguiu com o carro, era impossível me livrar daquele cara. Ele continuou me atiçando:

- E então tampinha, você vai ou não vai aceitar a minha carona?

- Tampinha é o...!!!

Eu parei repentinamente antes de perder a compostura de vez. Eu disse com uma falsa calma na voz:

- Não obrigado, eu prefiro ir andando a ter você ao meu lado. Por favor, vá embora.

Ele ouviu a minha resposta com um sorriso no rosto, depois olhou para a rua quase vazia, às cinco da tarde, me disse com um ar muito tranquilo:

- Então tá bom. Eu vou ficar dirigindo assim devagar mesmo, esse também é o caminho da minha casa. Pelo menos eu te faço companhia né? Quem sabe eu até te proteja de algum assaltante.

- Você tá brincadeira comigo?

- Não, é claro que não, eu moro aqui perto. Vamos, é melhor você entrar no carro, eu vou acabar te seguindo até a sua casa mesmo, só para te atormentar mais um pouco.

Eu cocei a cabeça impaciente, não tinha mais forças para discutir com aquela peste. Entreguei os pontos e respondi exaltado:

- Tudo bem! Mas que inferno de vida! Vamos logo!

Eu dei a volta no carro dele e entrei. Não acreditava em mim mesmo por estar entrando no carro daquele cara, tem esses momentos em que a gente faz essas coisas malucas. Ele começou a dirigir lentamente pela rua. Perguntou para puxar conversa:

- Onde você mora?

- Nessa rua, direto.

Um silêncio se fez entre nós, ele voltou a falar:

- E então? Qual o seu nome?

Eu respondi contrariado:

- Midoriya.

Ele pensou em voz alta olhando para o teto do carro:

- Midoriya... Esse nome não combina com você.

Depois me estendeu a mão e disse:

- Bem Midoriya, eu me chamo Bakugou.

Eu não apertei a mão dele e falei de má vontade:

- Eu sei, eu ouvi a sua namorada te chamar assim.

Ele puxou a mão sorrindo e perguntou:

- Por falar nisso, qual o problema de vocês dois? Briguinha de namorados? Tão disputando o mesmo homem?

Eu olhei para ele de forma repreensiva, não admitia que falassem daquela forma comigo. Eu não era nada atirado para que alguém pensasse isso de mim. Eu disse com raiva

- Desculpa, mas desde quando você tem liberdade para falar assim comigo?

Ele olhou para rua e falou se desculpando:

- Tá bom, tá bom, se você não quiser falar, eu também não vou insistir.

Nós ficamos calados, eu olhei para baixo e vi uma calcinha vermelha no chão do carro. Ele percebeu que eu estava olhando e falou orgulhoso:

- É de uma mina aí que eu tô pegando, nada sério.

Eu respondi sem ligar muito:

- Imagino.

Ele percebeu que eu não me importei e insistiu no assunto:

- Não é a mesma garota que você viu comigo na lanchonete não. É outra.

- Se você me poupar dos detalhes eu ficarei muito grato.

Ao ouvir minha frase, ele pensou um pouco, era sempre engraçado quando ele pensava, por que parecia que ele estava fazendo um enorme esforço. Botando o cérebro para pegar no tranco. Depois de um pequeno silêncio, ele perguntou muito curioso:

- Muito grato quanto?

Aquilo me deixou embaraçado, e eu apenas virei para o outro lado, não dei bola pra ele. Nós permanecemos em silêncio por mais alguns momentos. Ele ficou esquadrinhando o meu corpo daquele jeito descarado que ele tinha. Eu fiquei ainda mais desconfortável com tudo aquilo, porém, fingia que não estava percebendo a atitude dele. Depois de um tempo ele comentou todo sugestivo:

- Sabe, reparando bem, até que você é jeitosinho.

Eu fiz que não entendi e perguntei:

- O que isso deveria significar?

- Você sabe, eu reparei quando você vinha andando na rua. Você tem uma bundinha muito bonita. Dá para fazer uma festa nela.

Por mais que ele fosse gostoso, eu não ia dar moral para aquele cara. Eu poderia brigar e exigir respeito, mas resolvi dizer apenas:

- Será que a gente pode não conversar mais?

Ele ia falar alguma coisa, mas eu avistei a minha casa, e aquela conversa não precisou se prolongar. Poucos metros antes de chegar, eu falei quase pulando do carro:

- Aqui. Pode parar aqui.

Ele parou o carro. Antes de eu abrir para sair, ele disse:

- Você realmente não gosta de mim não é?

- Com certeza não, e eu acho que tenho motivos para isso.

Ele deu um sorriso safado e falou pegando a minha mão:

- Então talvez você goste disso aqui.

Ele levou a minha mão até o seu pau duro na calça preta e me fez apertá-lo, eu fiquei tão surpreso que não consegui reagir na hora. Era um pedaço de carne bem quente, mesmo sob o jeans. Era grande e grosso, estava pressionando forte o tecido da calça. Ele alisou o pau com a minha mão e perguntou:

- Está gostando Tampinha?

Ao ouvir isso eu acordei daquele feitiço e puxei minha mão de uma vez, abri a porta do carro e saí rápido, exclamando:

- Vai pro inferno desgraçado! Desaparece da minha vida.

Ele ficou rindo alto me vendo abrir o portão de casa. Pouco antes de eu entrar ele gritou:

- Sabe Tampinha, você tem uma bundinha linda. Vou comer ela qualquer dia desses.

Eu rezei para que nenhum vizinho ouvisse aquelas palavras profanas. Peguei minhas chaves e tentei abrir a casa, mas minhas mãos estavam tremendo. Quando eu finalmente consegui destrancar, eu o ouvi gritar em tom solene la da rua

-Até mais "Deku"

Me virei rápido e peguei um pequeno vaso de planta no chão, atirei nele, gritando:

- Seu cavalo estúpido!

O vaso nem chegou perto dele, bateu no portão e quebrou. Coitada da plantinha. Eu entrei e fiquei encostado na porta por alguns instantes. Ouvi o carro dele dando partida e indo embora. Não entendo porque aceitei vir com aquele cara, e entendia menos ainda o fato dele ter sido quase legal comigo me oferecendo carona. Mas no fundo, não podia negar que ele mexia comigo de alguma forma, ainda mais depois de ter sentido o pau duro dele entre minhas mãos, mesmo que coberta pela calça. Olhei para minha mão, e quase ainda podia sentir o calor do corpo dele. Mas logo acordei do meu delírio e voltei a odiar aquele cara.

No dia seguinte, eu fui para a universidade, estava na biblioteca lendo quando alguém se senta perto de mim, era Kirishima. Ele já começou falando irritado:

- De onde você conhece o Bakugou?

- Desculpa, mas porque eu diria qualquer coisa a você?

Ele continuou ameaçador:

- Fica longe dele entendeu?

Eu levantei uma sobrancelha sorrindo.

- Hummmm Parece que alguém está interessado no troglodita pegador. Eu não sei se preciso lembrar a você, mas ele estava me batendo quando você chegou.

- Eu sei muito bem o que eu vi. E eu aviso logo, fica longe dele ou eu acabo com você.

- E como exatamente você faria isso?

- Se for preciso eu faço uma loucura.

- Uau! Nós temos alguém capaz de matar por amor.

Eu me inclinei sobre a mesa e completei:

- Agora deixe-me adivinhar a parte divertida dessa história: o tal Bakugou, o seu grande amor platônico, parece não dar a mínima para você.

Kirishima respondeu tentando forçar um sorriso:

- É aí que você se engana. Eu e eles somos muito unidos, você viu ontem.

- Sim, eu sei o que eu vi. Eu vi a cara de incômodo que ele fazia quando você tocava nele.

Ele levantou com força, batendo na mesa e gritando:

- Isso não é verdade. Isso não é verdade. Você vai pagar por todas essas mentiras que está dizendo.

Todos olharam para a gente, eu estava ficando nervoso com aquele maluco perto de mim, mas falei aparentando tranqüilidade:

- Sabe, nessa universidade tem ótimos psicólogos, tenho certeza que qualquer um deles não te negaria ajuda profissional.

Ele ficou um pouco mais calmo, e voltou a me ameaçar:

- Eu vou fazer você engolir tudo o que disse.

Kirishima virou-se e saiu furioso, eu realmente não entendia o problema daquele garoto comigo. Não foi com a minha cara desde o primeiro dia. No entanto, eu procurava ser indiferente, mas ele insistia em me atazanar. Naquela mesma tarde, ao término das aulas, eu saí da universidade e fui esperar o ônibus. Fiquei lendo um livro muito entretido na história, e quando dei por mim estavam os dois na minha frente: Bakugou com sua roupa de caratê e sua pose altiva e dominadora, e Kirishima, com sua cara pra lá de sofrível. Era uma dupla que realmente não combinava. Eu tive vontade de rir da expressão séria de Bakugou com os braços cruzados, e do sorriso irreal de Kirishima.

Era só oque me faltava


Notas Finais


Até


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