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História O Íncubo - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olaaaa!
Desculpem se o primeiro cap ficar ruim, mas juro que os próximos serão mais desenvolvidos!!
Espero que gostem!

Capítulo 1 - Íncubo?


Você sempre atrai entidades baixas quando está passando por algo ruim. Daí vem a dificuldade das pessoas em sair do fundo do posso – há coisas que se alimentam da sua fraqueza.

Duas noites atrás estava com Marie assistindo documentários paranormais e acabamos por entrar em um que falava sobre Incubus e Súcubos. De início não achei o assunto Interessante e mudamos de vídeo. Mas minha amiga explicou o que era assim mesmo.

– Olha só, são melhores que namorados! – Concluí com sua explicação básica.

– Sabe o quê os torna tão parecidos com nós? Eles podem sentir ciúmes.

– Ciúmes? Um demônio com ciúmes? – Perguntei incrédula.

– Sim, se você tem um relacionamento com um demônio, ele pode sentir ciúmes de você com outras pessoas. Em alguns casos até permitem que você tenha alguém nesse plano, desde que sejam seu número um.

– Como sabe disso, Marie? – Ergui as sobrancelhas. – Está namorando com um Íncubo?

– Claro que não! – Exclamou com vergonha. – Se bem que acho que estou precisando de um. Estou encalhada!

– Precisamos, amiga. – Corrigi dando uma gargalhada. – Precisamos.

Bom, teria sido melhor se eu não houvesse dito que precisa de um Íncubo, mesmo que tenha sido uma brincadeira. Não tinha tido nenhuma relação com outros homens desde o término de um relacionamento abusivo. Ainda mais quando eu me sentia carente de um pouco mais de atenção. Creio que meu pedido foi atendido, pois naquela noite sonhei com algo – ou pelo achei que fosse um sonho. Eu estava entre acordada e dormindo.  As luzes estavam apagadas, a única luz era da Lua entrando pela janela. De repente, senti meu corpo corresponder de maneira lasciva a uma presença.

– Eu vim para ti, Mircalla. – Ouvi uma voz masculina dizer. Assustada, sentei na cama e busquei a fonte daquilo no escuro do quarto. E vi algo parado próximo a porta. Pisquei rápido para colocar minha visão turva em foco. Era difícil distinguir a figura escura, mas eu me senti atraída em todos os sentidos pela coisa.

Era quase assustador, pois sabia que não era humano e ainda assim desejava-o para mim, em mim. Com medo do que podia acontecer, juntei todas as minhas forças para acordar ou sair daquele plano. Num piscar de olhos voltei ao meu quarto. Ainda era noite, tudo estava quieto e tudo que eu ouvia eram as batidas aceleradas do meu coração. Fiquei olhando para o escuro tentando descobrir uma possível explicação para tal sonho. Foi então que a idéia de que eu tivesse encontrado um Íncubo surgiu. Blefei da ideia, e no entanto, peguei meu notebook para pesquisar sobre tais seres. Fui para a faculdade, mas não conseguia prestar atenção na aula. Estava entre ansiosa e teremosa por ter atraído pela possibilidade de ter atraído um Íncubo.

***

– Você está estranha, Mircalla. – Observou Marie.

– Tive um pesadelo. – Disse como justificativa. Aquilo ficava entre verdade e mentira.

– Quer me contar?

– Não, nem foi tão ruim. A propósito, não temos que ler O Morro dos Ventos Uivantes?

– Jura, Mircalla? Você leu esse livro umas trezentas vezes! Vai ler novamente? Aposto que tem tudo decorado. – Disse ela. Eu ri.

– Sabe que esse é meu romance predileto! E falando assim você nem parece uma estudante de literatura. – Disse e ela bufou.

– Olha, no momento eu estou achando esse negócio de literatura um saco. Eu amo literatura, mas porquê tanto romance? Que tal um pouco de terror? – Resmungou. Marie se queixava de que todos tinham um namorado, menos ela.

– Ah, amiga, usa um daqueles aplicativos de relacionamento. – Sugeri.

– Já disse a você que isso é para pessoas desesperadas. – Falou. Arqueei uma sobrancelha. – Eu não estou desesperada!

– Claro que não esta. Mas lembre que ainda faltam três meses para fechar o semestre. Então vamos ler o melhor romance da literatura inglesa! – Falei a puxando pelo braço em direção ao Coffee&Sugar. Nos acomodamos na mesa de sempre e Sally, a garçonete, se aproximou.

– Olá, meninas! Qual o pedido de hoje? – Perguntou com um sorriso.

– Café com leite, por favor. – Disse Marie.

– Para mim também, Sally! – Falei. Sally saiu, rápida como sempre. Peguei meu exemplar da mochila e folheie o mesmo, com o mesmo sorriso bono de sempre.

– Gosto mais das obras da irmã dela. – Disse Marie pegando o seu exemplar.

– Sabia que O Morro dos Ventos Uivantes foi o único romance de Emily Brontë? Todos os seus outros livros são de terror e esse foi um sucesso e tanto. Mas infelizmente ela morreu de tuberculose um ano depois! Pena que ela não pôde ver que seu livro se tornou uma das grandes obras da literatura inglesa! – Falei desolada.

– Sei, sei sim. Você sempre fala isso quando lê esse livro. – Falou, começando a primeira página do livro. Fiz careta e disse:

– Sabe, você se assemelha bastante ao Heathcliff. Tão amarga quanto ele!

– Ei, não me dê spoilers!

– Dois cafés com leite para duas nerds! – Disse Sally pousando as duas xícaras na mesa.

– Obrigada, Sally! – Agradeci.

– Isso tem um cheiro tão bom! – Disse Marie. Sally e eu rimos de sua expressão.

– Ei, Sally, quer participar da reunião no campus no sábado? – Perguntei antes de soprar a bebida quente.

– Mas eu só vou começar meu curso no próximo semestre. Não posso participar das festas, posso? – Disse confusa. Marie riu.

– Claro que pode! E outra, você vai estar conosco! – Disse apontando para si e para mim com o indicador.

– Sally? – Alguém chamou alto.

– Certo, eu vou. Depois me mandem uma mensagem sobre os detalhes! – Disse antes de sair de novo.

– O quê ela vai fazer mesmo?

– Direito, eu acho. – Respondi.

– Força para ela! – Disse Marie voltando a atenção para o livro. Comecei minha leitura também. Ficamos em silêncio, interrompido vez ou outra pelos pedidos de spoilers da minha amiga.

– Você disse que não queria spoiler, chata! Me deixa ler! – Falei.

– Você é má, Mircalla! – Disse fazendo biquinho.

Continuei a ler o livro. A menção de romance da personagem de sr. Lockwood me trouxe a lembrança de meu sonho. Senti uma arrepio percorrer minha nuca e me mexi inquieta. Era o primeiro sonho em que eu me sentia atraída por algo que nem tinha forma. Era estranho e constrangedor ao mesmo tempo. Pedi café puro, na esperança de acordar para a vida me concentrar no estudo.

Depois de me despedir de Marie, fui para casa. A medida que chegava mais perto do prédio, uma sensação de ansiedade aumentava em mim. Abri a porta e dei de cara com o apartamento vazio, obviamente. No entanto, senti certa decepção. Era como se eu esperasse encontrar algo ali.

Tomei um banho quente, vestindo apenas uma camisa grande e calcinha depois. Morava sozinha, podia andar por toda a casa daquela maneira. Era normal, mas me senti observada. Mesmo tentando não cair nos meus pensamentos bobos acendi todas as luzes do apartamento, me recusando a ser abandonada pela luz do sol. Revi alguns assuntos da faculdade enquanto comia. Escovei os dentes e fui ler, achando que logo dormiria. Algum tempo depois senti minha barriga roncar e fui a cozinha fazer um chocolate quente. Praguejei por ter que ir escovar os dentes depois e voltei para o quarto.

Era 23:00 da noite quando esvaziei a caneca e a coloquei na cabeceira. A consequência da noite mal dormida da noite anterior se fazia presente e eu estava caindo de sono. Fechei o livro e fiquei olhando para o abajur, tentando criar coragem para desliga-lo. Fechei os olhos e logo depois senti uma súbita mudança no ar. Mexi a cabeça devagar e entreabri os olhos. A mesma figura da noite anterior se encontrava parada a porta, mas dessa vez foi mais fácil distinguir traços humanos nele. Como na noite anterior, me senti atraída pelo ser. Parecia drenar minhas energias e me puxar em sua direção. Cansada demais e sem energias, não pude ficar muito tempo naquela cena. A última coisa de que me lembro é de seu sorriso sensual estampado como um convite.

Isso tudo aconteceu ontem a noite. Já estou na terceira xícara de café e não pretendo parar por aqui. Quero estar desperta hoje a noite. Estou curiosa com meu Íncubo. Quero conhecê-lo e saber mais sobre o mesmo. Tenho medo do que pode acontecer, mas estou ansiosa para voltar para casa!


Notas Finais


Sinto que tenho um Íncubo a me vigiar... Daí a ideia dessa história. Espero que dê certo-_-
Inté e espero que tenham gostado!


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