História O Indomável - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Huang Zitao (Tao), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Wu Yifan (Kris Wu), Zhang Yixing (Lay)
Tags Kaichansoo, Kristao, Ot12, Seho, Sehun, Sehunprecisadeumapausa, Suhoprecisadeumabraço, Xiuchen
Visualizações 10
Palavras 1.689
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Magia, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, bem vindos~
A fic terá o exo como centro, mas outras bandas também farão aparições aqui e ali.
Pode ser confuso, mas a história vai fazer sentido quando começar a ser desenvolvida.
Boa leitura 💕

Capítulo 1 - Oh Sehun está de volta, Sras e Srs


Fanfic / Fanfiction O Indomável - Capítulo 1 - Oh Sehun está de volta, Sras e Srs

Num momento, Sehun tinha certeza que estava morto. No entanto, no momento seguinte, seus olhos se abriram e, quando ele respirou, o ar preencheu todo seu corpo. 

A claridade o obrigou a fechar os olhos novamente. Sua cabeça doía tanto que Sehun simplesmente parou de pensar e se encolheu esperando que ele de fato estivesse morto.

Uma enxaqueca estava a caminho.

Não há dúvidas que ele havia morrido. Ele se lembrava claramente de tudo, do momento em que sua sentença foi decretada até sua execução. Das semanas de torturas e da fome, do frio ao passar dias e noites em uma cela imunda. 

Sehun se encolheu ainda mais quando sua última lembrança lhe invadiu, seus companheiros estavam todos lá, observando sua execução pública. Ele nunca esqueceria a dor no rosto de cada um deles.

Você colhe o que planta, sua avó sempre lhe dizia. E Oh Sehun certamente colheu o que plantou.

Ele foi trazido de volta com o ranger de uma porta se abrindo. Ele deveria estar um pouco mais surpreso por não ter ouvido sons de passos, mas com a dor em seu corpo que mal o deixava pensar, era meio que justificado seu deslize. Sehun quase sorriu ao pensar no olhar de desaprovação que Kyungsoo lhe daria por sua desatenção.

"Por quanto tempo você planeja continuar aí?" Um chute acertou sua costela. "Se você não voltar ao trabalho será expulso ao cair da noite, lixo".

Bem, bem. Essa certamente era uma palavra que nunca foi usada para se dirigir a sua pessoa. Não em sua frente pelo menos. Sehun estava acostumado a ser tratado com respeito extremo, pois desde que se tornara um general as pessoas o respeitavam ou o temiam, ele desconfiava que na maioria das vezes eram ambos ao mesmo tempo.

Quando um segundo chute lhe atingiu no mesmo lugar, Sehun finalmente desistiu de se fingir de morto e, pela segunda vez, abriu seus olhos para esse mundo.

Que pessoa feia, foi seu primeiro pensamento ao colocar os olhos sobre seu agressor. Era um homem de aparência pobre e desleixada, seu rosto era extremamente feio por conta do nariz enorme e uma marca de queimadura de um lado do rosto.

"O que diabos você está olhando?!"

Sehun piscou e pensou em simplesmente voltar a se fingir de morto. Porém ele descartou a ideia ao perceber que o homem certamente não o deixaria em paz. Bom, era hora de aproveitar o momento e descobrir algumas coisas que estavam lhe atormentado por debaixo de toda essa atitude despreocupada.

Ele sentou. "Onde estou?" 

"Huh? Você perdeu sua mente com a surra que recebeu?" 

Sehun analisou o que podia ver do seu corpo e concluiu o que já desconfiava: o corpo não era dele. Jovem demais comparado ao seu eu que morreu e diferente demais pra ser uma versão mais nova de si mesmo. 

"Você está me ignorando, seu desgraçado?" O outro homem rugiu, "Eu vou acabar com o serviço e te matar de uma vez".

Bem, pelo menos não era o corpo de uma mulher.

Ele se jogou pro lado no exato momento em que uma espada balançou em sua direção. Parece que o outro homem finalmente resolveu colocar em prática sua ameaça e tudo que Sehun poderia fazer era suspirar.

Ele estava na horta de outra pessoa? Porque o que estava colhendo agora ele tinha certeza que nunca plantou.

O segundo ataque foi desviado com a mesma falta de vontade que o primeiro. Se é que isso poderia ser chamado de ataque, o homem deveria ter vergonha de empunhar uma espada desse jeito por aí.

"Você acha que a senhorita vai proteger você de novo, seu lixo?" Sehun desviou de cada ataque que veio com a longa frase cuspida em sua direção. "Um escravo ainda é um escravo, vou lhe lembrar do seu maldito lugar".

Aproveitando a distração do homem com seu discurso, Sehun chutou suas pernas. A força do golpe foi menor do que ele esperava, mas foi o suficiente para fazer seu agressor dar vários passos para trás em busca de equilíbrio.

Sehun, com certa dificuldade, se colocou de pé. Não havia uma parte de seu corpo que não doesse e ele apenas conseguiu se mover por causa de seu poder. Ele provavelmente estaria morto a julgar por seus ferimentos; a única coisa que o mantinha vivo era sua energia interna, ela já estava curando-o.

"Seu pedaço de merda!" o berro impediu Sehun de continuar a examinar o lugar em que despertou. Parecia uma despensa ou algo do tipo. Havia algumas sacas espalhadas pelo lugar e poeira, muita poeira.

Ele desceu o olhar para o chão e encontrou o que procurava: o círculo de invocação. Parecia ter sido feito com sangue e Sehun só reconheceu alguns símbolos que eram a base pra esse tipo de magia.

Existem apenas dois jeitos de trazer a alma de um morto de volta a esse mundo, isto é, possessão ou invocação. Possessão acontece quando uma alma toma posse do corpo de um ser humano vivo sem sua permissão, quanto na invocação é a pessoa viva que oferece seu corpo como recipiente para trazer o morto de volta à vida.

Ambas as práticas são consideradas crimes imperdoáveis punidas com a morte de todos os envolvidos. Isto porque se baseiam na lei da troca equivalente.

"Nada pode ser obtido sem uma espécie de sacrifício. Para se obter algo é preciso oferecer algo em troca de valor equivalente."

Ou seja, para trazer alguém de volta a vida existe um preço a ser pago. E esse preço era caro demais. Uma vez o mundo quase foi mergulhado em caos por conta disso e, desde então, a magia se tornou proibida para todos.

Fazia muito tempo que um caso como esse apareceu no mundo e era isso o que deixava Sehun mais intrigado. Não era qualquer pessoa que conhecia essa magia; de fato, ele podia contar nos dedos quantas pessoas nesse continente a conheciam.E mesmo sabendo desenhar o selo, não era qualquer um que conseguia ativá-lo. 

Sehun tinha que descobrir a identidade do idiota que o invocou, cumprir seus desejos e liberar o selo antes que as coisas se complicassem. 

Decidindo parar de jogar, Sehun acenou com a mão e no mesmo instante uma rajada de vento explodiu na pequena sala. O imbecil com a espada foi jogado contra a parede e ao invés de deixá-lo cair, Sehun o manteve suspenso no lugar.

Foi meio divertido ver olhos arregalados o fitando como se vissem um fantasma.

"V-Você… O vento", Sehun se aproximou. "Como você…? Quem diabos é você?!!"

"É o que estive tentando te perguntar…", resmungou. "Onde estou? Qual é o meu nome? De que clã eu venho?"

"V-Você! Você!"

Sehun suspirou. 

Outra rajada de vento soprou no local e, dessa vez, o homem foi empurrado contra a parede com tanta violência que rachaduras surgiram nelas. Seu sangue aos poucos caiu em listras por seu rosto, mas ele ainda estava vivo.

"Onde estou?"

A pergunta foi recebida com o silêncio. O homem parecia aterrorizado e atordoado demais pra entender o que estava lhe sendo pedido. Sehun suspirou novamente, ele deveria ter aprendido como fazer essas coisas corretamente com seus hyungs.

Sehun levantou a mão novamente e o homem gritou. Em sua defesa, ele realmente não fez nada dessa vez. 

"Onde estou?", repetiu.

"Seul", foi lhe dito entre gemidos.

Oh, ele estava na cidade principal do reino. Ele ainda estava no seu reino. No entanto, a escravidão era proibida aqui, então algo não fazia sentido em toda besteira que esse homem tinha dito.

"Qual a dinastia?"

"Choson."

Sehun respirou. Ainda era a mesma dinastia que quando ele estava vivo.

"Quanto tempo se passou desde a morte do rei Kim Yong-ha?"

Incrível de fato, como ele conseguiu pronunciar esse nome sem gaguejar ou mudar sua expressão.

O homem lhe encarou visivelmente perturbado. Seus lábios se moveram e apesar de não ter saído qualquer som, Sehun sabia que ele havia dito "louco". Várias vezes.

Sehun levantou a mão casualmente.

"Doze anos", o homem imediatamente respondeu.

Doze anos.

Um pouco mais de onze anos desde sua morte.

Seus irmãos de juramento provavelmente ainda estavam vivos.  

Todos eles.

Principalmente ele.

"Qual o nome do rei no poder?"

"Wu Yifan"

Apesar do seu ótimo controle, sua expressão finalmente mudou. Ele estava perto de exigir sua próxima pergunta, mas se deteve no último momento. 

Por que diabos Kris estava no poder?

Por que o príncipe herdeiro não havia subido ao trono?

O que no inferno tinha acontecido?

Sehun não podia perguntar. Ele não podia criar uma ligação, por menor que fosse, com essas pessoas. 

Ele não podia arriscar revelar sua identidade também. Agora que havia usado sua magia para o outro ver, isso poderia ser facilmente guiado para um nome: Oh Sehun. Porque, nesse mundo, usuários com poder do vento estão praticamente extintos. Fora ele, Sehun só conhecia mais dois e tinha certeza que ambos ainda estavam vivos.

O problema era que somente Sehun tinha um poder do vento classificado como "S" nesse último século, era praticamente impossível surgir de repente alguém com o mesmo nível de poder. Além do mais, esse corpo, mesmo jovem, já havia passado da época do despertar. O poder de uma pessoa se manifestava ainda em sua infância, era assim para todos.

Ele teria que se conter dali em diante.

Bem, de qualquer jeito, era hora de partir.

"Qual o meu nome?", fez sua última pergunta.

Após a resposta, Sehun o esmagou. Ele não deveria matar levianamente, Minseok havia lhe dado palestras o suficiente sobre isso enquanto estava vivo, obrigado. Mas um lixo como esse não deveria ficar perambulando por aí depois de já tê-lo visto, sua intuição lhe dizia isso e ela nunca errava.

Voltando sua atenção para o círculo debaixo de seus pés, Sehun pode apenas suspirar imaginando todo trabalho que teria para quebrá-lo dali em diante.

Por enquanto, ele decidiu apenas desenhar uma proteção sobre o selo para o manter escondido. 

Com o trabalho feito, ele caminhou até a porta com o objetivo de descobrir quem era  Lee Min Hyuk e porque esse bastardo o havia arrastado até aqui.


 

 

 


Notas Finais


Obrigada pela leitura 💕


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