História O Início Do Para Todo O Sempre - Capítulo 1


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Notas do Autor


Voltei com mais uma kacchako da madrugada hahaha.

As vezes dá um problema no espaçamento e demora um pouco pra resolver, caso isso aconteça eu vou resolver imediatamente, mas já deixo avisado aqui o que aconteceu.

Boa leitura, espero que gostem ❤️

Capítulo 1 - Próximas vidas; único


Bakugou Katsuki era muitas coisas, uma delas era ser completamente apaixonado por Uraraka Ochako.

Ele amava observá-la em seu sono profundo, com uma feição calma e serena e um pequeno sorriso nascendo, certamente estava sonhando com coisas boas, se perguntava se era consigo.

Amava a sua esposa mais do que tudo no mundo.

Nos tempos da U.A., ao menos no primeiro ano, não se passava pela cabeça de ninguém que um dia eles estariam juntos, muito menos que Bakugou seria capaz de amar alguém de fato. Sua personalidade e temperamento sempre foram motivos de especulações e fofocas, tudo o que ele mais odeia.

Naquela época ele ainda era um adolescente tolo com o ego inflado, com muito talento sim, porém suas atitudes não eram nada boas, e ele reconheceu isso. Talvez ela tenha sido um dos caminhos que levaram a sua mudança.

Houve um dia, perto do fim das aulas do primeiro ano, que vilões atacaram mais uma vez a U.A., Ochako e Bakugou ficaram presos em uma das salas de treinamento enquanto os heróis profissionais tentavam conter a situação. A maldita Liga dos Vilões estava atrás dele, mais uma vez.

Se não fosse por Uraraka no local, certamente ele já teria explodido aquela sala e ido em direção aos malditos vilões praguejando todos os nomes possíveis e os mandado a merda, e no final talvez nem estivesse mais ali, na U.A. ou na terra.

Ela não tinha medo de Katsuki, e mudou muito do início do ano até aquele dia, ele a respeitava. Então ela disse poucas e boas em um tom consideravelmente elevado, ele lembrava bem do que ela disse naquele dia: "se você explodir essa maldita sala e ir até eles achando que vai detonar tudo vai ter que me arrastar com você Bakugou, eles estão mais fortes e não podemos entregá-lo de mão beijada seu idiota, e se por acaso isso acontecer eu vou contigo você ou eles queiram ou não, nós já te perdemos uma vez, eu não vou permitir que isso aconteça de novo". Naquele momento Katsuki ficou estático, nunca vira a garota de postura doce proferir um xingamento sequer, ele sabia que ela estava falando muito sério, com sua carranca típica e mal humorada Bakugou apenas xingou um palavrão qualquer e se sentou no chão.

Talvez Ochako tenha salvado sua vida naquele dia, mas ele nunca admitiu isso em voz alta.

No mesmo dia, passando horas presos e juntos sem poder ajudar em basicamente nada para o próprio bem deles, eles tiveram uma conversa consideravelmente civilizada, para o que ela estava acostumada. Ele não nevava que a companhia de Ochako não era tão ruim assim, bem, não era nada ruim.

Eles não sabiam, mas depois daquele dia muita coisa mudaria, e mudou.

Depois daquele dia poderia se dizer que eles ficaram um tanto próximos, não era segredo nenhum que Bakugou a tratava de forma diferente, e isso foi com certeza um choque para todos.

Eles começaram a estudar juntos sem ao menos perceber, treinavam nos horários livres para que, segundo ele, caso houvesse mais um ataque eles pudessem chutar a bunda dos vilões para o espaço, juntos.

Era algo que ninguém sabia como explicar, apenas relevava e deixava acontecer.

Na manhã do dia 24 de dezembro o prédio do dormitório estava deserto, exceto por Uraraka Ochako que não pôde comemorar com a família. Isso a deixava triste, mas servia de motivação para se esforçar ao máximo e se tornar a melhor heroína para dar a melhor vida aos seus pais.

Mas ao contrário do que Ochako pensava, ela não estava completamente sozinha. Bakugou havia brigado com sua mãe mais uma vez, e certamente sua casa era o último lugar onde gostaria de estar agora, por isso fugiu e retornou para o dormitório o mais rápido possível, dando de cara com uma Ochako tentando fazer biscoitos de natal, mas acontece que ela não era muito talentosa na cozinha. Ele a ajudou mesmo sem que ela pedisse, e naquele dia ela descobriu não só um novo – de vários – talento de Katsuki, mas também que só porque não passaria o natal com seus pais não significava que seu dia deveria e seria horrível, Bakugou estava lá e era disso que ela precisava.

Passaram o resto da véspera assistindo filmes de terror – que ele descobriu que ela amava – e comendo biscoitos enfeitados com uniformes de heróis. No meio da madrugada do dia 25, Katsuki acordou na sala sentindo falta da presença de Ochako, que deveria estar dormindo ali também. Então, procurando na cozinha, a encontrou aparentemente terminando detalhes de uma casinha de biscoitos. Ela se assustou com a aproximação repentina e logo sorriu, dando espaço para que Bakugou pudesse ver. Na frente da casa haviam dois heróis de biscoito, eram Ground Zero e Uravity, ele sorriu ainda surpreso com aquilo, mas seu peito queimava em sentimentos intensos e bonitos, ele estava grato. "Feliz natal Bakugou-kun". Ela sorriu, e naquele dia ele deixou de ser o "Bakugou-kun" e se tornou "Katsuki", o melhor amigo que Ochako nunca imaginou que teria.

A amizade que eles tinham era algo sem igual, Katsuki pôde entender que evoluir seu modo de agir era tão importante quanto evoluir suas habilidades ao lado dela, assim como Ochako pôde enfrentar suas maiores dificuldades ao lado dele.

Todos que os conheciam desde o início de tudo estranharam toda a situação, mas estava claro: Bakugou fazia bem a ela, assim como ela fazia bem a Bakugou.

Mas havia algo com o coração de ambos os amigos que estava deixando tudo confuso. Eles estavam se apaixonando, ou melhor, estavam apaixonados.

Bakugou estava enlouquecendo e se conhecia o suficiente para saber que o único modo de acabar com a angústia era colocando para fora, e assim o fez. Em uma confissão desajeitada e cheia de palavrões ele conseguiu expressar da melhor maneira o que sentia por Ochako, e a sua resposta veio com direito a um beijo cheio de amor e um abraço quentinho. E ele amava estar nos braços dela.

Aquele foi o início do para todo o sempre.

Nos dias atuais eles estavam casados, Katsuki continuava observando Ochako dormir enquanto alisava a barriga que estava maior depois de alguns meses, lá estava o fruto de todo o seu amor.

Ele se aproximou da barriga grandinha assim que começou a sentir chutes, sua filha estava animada.

– Oi garotinha - sussurrou, sorrindo como nunca imaginou que iria sorrir antes. – Você está animada? Daqui a algumas semanas eu vou poder te ver e te pegar no colo... - continuou. – Eu vou ser pai da garotinha mais animada do mundo, não vou? - a essa altura Ochako já estava de olhos abertos observando a cena de olhos marejados.

– Acho que ela vai ter os seus olhos e seu cabelo... - ela riu, chamando a atenção de Bakugou.

– E as suas bochechas também - provocou, recebendo um tapa leve no ombro. – Ei, eu amo as suas bochechas cara de anjo... - resmungou, deitando-se ao seu lado.

– E eu amo você - ela riu, dando-lhe um selinho. – Para todo o sempre.

– Para todo o sempre - repetiu, encostando suas testas. – Eu te amo.

E realmente Ochako estava certa, sua filha nasceu não só com os olhos escarlate do pai, mas com seus lindos cabelos loiros também. Retirando isso, era a perfeita cópia dela, e o casal não poderia estar mais feliz.

Escolheram o nome Chiyo pois tem como significado "mil gerações", e ela era o início do seu para todo o sempre.

Não apenas nas próximas gerações, mas também nas próximas vidas.


Notas Finais


Chiyo também é o nome da Recovery Girl, mas eu achei o significado tão bonitinho em relação a história que não resisti e coloquei :)


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