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História O Intercâmbio - Beauany - Now United - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Mais um capítulo!!!

Boa leitura 🥰❤️

Capítulo 11 - Capítulo 11


POV ANY 

 

Estúpido, idiota, ridículo, grosso, acha que pode fazer o que bem entender?! Ah, por favor. Andei de um lado para o outro do quarto, impaciente e irritada demais para conseguir parar. 

 

Joalin: vai fazer um buraco no chão daqui a pouco. - comentou, entrando no quarto. - que aconteceu? ·

 

-briguei com seu irmão. - omiti a parte do beijo. 

 

Joalin: o que aquele imbecil fez dessa vez? - falou com a voz calma demais. 

 

- nada, esquece. - Ela parou na minha frente e segurou meus ombros. 

 

Joalin: para de dar voltas. - pediu, rindo. - que horror. 

 

- tudo bem. - respirei fundo. - eu só preciso me acalmar. - sentei, meu pé batendo no chão, nervosamente. - mas e ai, me conte o que aconteceu na sala. 

 

Joalin: pensei que nunca fosse perguntar. - disse rindo, se jogando na cama. 

 

- ele me beijou Any, acredita nisso?! - falou comos olhos brilhando e a voz melosa. 

 

- claro que acredito. - falei mais alegre. - era meio obvio isso. 

 

Joalin: muito obrigada por tirar Josh de lá. - sentou, me abraçando. - se não fosse por você com certeza isso nunca 

aconteceria. 

 

- claro que ia acontecer sua boba, está na cara que Bailey te adora. 

 

Joalin ficou toda sonhadora, me contando cada detalhe. Depois decidimos ir dormir, assim que o silencio se instalou, meus pensamentos começaram a viajar, levei a mão aos labios e suspirei. Se falar que dormi logo estarei mentindo, me revirei na cama por um tempo, afinal, uma coisa é você beijar alguém em uma festa, alguém que provavelmente nunca mais verá na vida, outra bem diferente é beijar o filho das pessoas que estão te abrigando em outro país, com o qual terá que conviver um ano inteiro. 

 

É, estou ferrada. Quando adormeci o tempo pareceu voar, logo senti alguém me cutucando, em um primeiro momento, ignorei, me tapando totalmente, porém a pessoa roubou minha coberta. 

 

Joalin: vamos preguiçosa, você disse que ia caminhar comigo. - falou rindo. Abri os olhos e os cocei, sonolenta, ainda com a visão embaçada vi Joalin de pé ao meu lado, já vestida para caminhar. 

 

Maldita hora que me ofereci para ir junto. Levantei e cambaleei um pouco até o banheiro, me arrumei e desci para encontrar com Joalin e, para minha surpresa, Bailey e Josh.

 

Bailey: vamos todos caminhar, estou tão feliz, a vida é tão bela. - sua voz era totalmente irônica. 

 

Joalin: cala a boca, Bailey. - o encarou, rindo.- vocês estão todos fora de forma. 

 

Bailey: adoro elogios matinais. - piscou, rindo. 

 

- pelo amor de Deus, vamos acabar logo com isso. - abri a porta, sendo atingida com o sol forte das 9 da manhã. - quanto antes formos, antes poderei voltar e dormir. - conclui, já do lado de fora. 

 

Joalin: vamos lá galera o sono é psicológico. - falou empolgada, depois de 10 minutos de caminhada. 

 

Bailey: psicológico... - lançou um olhar atravessado pra ela. 

 

Joalin: que velho você. - falou rindo. - ânimo - bateu palmas. 

 

- quer parar de parecer aquelas professoras de ginástica? - eu já estava quase me arrastando pelas ruas. 

 

Joalin: se vocês pararem de parecer um bando de velhos eu fico quieta. - disse rindo, totalmente se divertindo com isso 

 

Percebi que Josh estava quieto demais, nem com Bailey ele falava, estava completamente aéreo ao mundo. 

 

Bailey: não podemos sentar um pouquinho? - pediu, quando passamos por um banco.

 

 

Joalin: não fode, amigo. - continuou andando. - iremos perder o pique. 

 

Bailey: que pique, Jo? - a encarou.- eu vou perder as pernas daqui a pouco, isso sim. 

 

Joalin: Bailey, quer parar de drama?! Nem o mala está reclamando. - se referiu a Josh, que se manteve calado, mirando o chão. 

 

Joalin, assim como eu, percebeu que ele estava quieto demais. 

 

Joalin: está sentindo algo Josh? - o encarou, ele maneou a cabeça negativamente. - tem certeza? - ele assentiu. 

 

Ela lançou um olhar preocupado pra Bailey e ao mesmo tempo perguntou o que seu irmão tinha, somente mexendo os lábios, sem voz. Bailey deu de ombros, olhando para o amigo. 

 

 

POV JOSH  

 

Bailey: vão indo na frente. - pediu, Joalin foi rebater, mas Bailey falou algo que a convenceu a ir. 

 

- Ok, desembucha, o que aconteceu? - nada. - dei de ombros, caminhando. 

 

Bailey: quem nada é peixe. - me encarou. - desde ontem está estranho. 

 

- estranho seria se eu estivesse bem feliz caminhando. - rebati, suspirando.

 

 

Bailey: você sabe que vai acabar me contando. - acompanhou meu passo. - então pra que adiar? 

 

- eu beijei a Any ontem, satisfeito? - falei irritado. 

 

Bailey: você... o que? - falou surpreso. - tava demorando pra catar a irmãzinha nova - gargalhou. - espera ai, porque isso te deixou com cara de merda? 

 

- porque eu não podia ter beijado a certinha. - bufei, andando mais devagar. 

 

Bailey: você tem boca, ela também, o que impede? - me encarou. 

 

- ela não é o tipo de garota que eu fico. - dei de ombros. 

 

Bailey: tem mais minhoca nessa maçã. - falou desconfiado. 

 

- de onde você tira essas frases? - rolei os olhos. 

 

Bailey: do cu. - falou irônico, - isso é o de menos, quero entender que porra está acontecendo com você. 

 

-nada - o encarei. - sério, eu só quero ir pra bem longe hoje. 

 

Bailey: e beber até o santo dizer chega. - suspirou. - acertei? 

 

- é, pode ser. - pisquei e me calei, dando o assunto por encerrado. 

 

 

POV ANY

 

Uns 10 minutos depois que os dois se afastaram, nós chegamos na praia. O cheiro do mar, o vento batendo em meus cabelos a areia fofa em contato com meus pés, agora descalços, me deram uma sensação de liberdade que a muito eu não sentia. Joalin parou ao meu lado, olhando o mar. 

 

Joalin: esse é um de meus lugares favoritos no mundo. - sorriu, agora me olhando. - todos os dias, quando caminho, venho até aqui, porque parece que faz tudo valer a pena. - contou. - ou quando estou triste, é um conforto. - suspirou. - eu sei que é igual a todas as outras praias que existem e talvez até mais simples do que muitas delas, porém sou fascinada por isso aqui. - dá uma sensação extremamente boa vir aqui. - a encarei, entendendo totalmente o porque dela gostar tanto desse lugar mágico. 

 

Ficamos caladas, somente sentindo o vento acariciar nossos cabelos, algumas pessoas passando caminhando na beira do mar, com a mesma tranquilidade em que nós duas nos encontrávamos, como se não existesse uma cidade barulhenta logo atrás. O silêncio foi quebrado por Josh e Bailey. 

 

Josh: que porra de lugar. -reclamou, se aproximando. - qual a graça de ficar parada olhando pro nada? - cruzou os braços, se encostando em uma pedra. - esse cheiro de peixe podre também não coopera em nada.

 

Rolei os olhos, de costas para ele e vi Joalin fechar a mão em um punho.

 

 Joalin: voltou ao normal. - murmurou, então virou para ele. -que tipo de lugar que você gosta? Uma boate com cheiro de cigarro e muita orgia? - arqueou uma sobrancelha. - 0 que você acha bonito? Pessoas dando o cu pro primeiro que aparece? - parou na frente dele. - respire um ar puro, porque você está precisando desintoxicar esse corpo. - disse séria. -e abrir um pouco a mente. 

 

Antes que Josh pudesse responder, Joalin se pôs a caminhar de volta para casa, tive que correr para acompanha-lá. 

 

Joalin: idiota, ele sempre tem que estragar tudo? - falou com a voz tomada por lágrimas. Para essa pergunta, eu não tenho resposta. De noite, Josh pegou a chave do carro e saiu, mesmo com os protestos de seus pais para que fosse de taxi, sabe-se lá Deus para onde, Joalin continuava emburrada por causa do passeio que seu irmão estragou e Bailey?! Bom.. o que ele faz não é importante agora. 

 

Ficamos na cozinha, fazendo companhia a Úrsula que lavava pratos, Joalin quebrava os palitos de dente em vários pedaços, não me admiraria se ela falasse que gostaria de fazer isso com Josh. Deitamos cedo hoje, eu estava morta por conta do horário em que acordei e do fato de que Sofya não me deixou dormir mais. 

 

Peguei no sono logo, quando escutei o irritante barulho de meu celular tocar sem parar, levantei cambaleando, tropecei nas botas que Joalin deixou jogada no meio do quarto e então peguei o celular de cima da escrivaninha e sai para atender, me perguntando quem me ligaria em plena madrugada. 

 

- alo. - sussurrei, enquanto descia as escadas, coçando o olho.- quem fala?

 

- ...Any, sou eu. - falou uma voz que eu não reconheci. 

 

- eu quem? - perguntei bocejando. 

 

Josh: Josh. - se identificou. - preciso de ajuda. 

 

- foi preso? - minha voz realmente está arrastada. 

 

Josh: não. - falou sério. - eu bati o carro. 

 

- você o que? - quase berrei, bem mais acordada. 

 

Josh: fala baixo, garota. - pediu. - estou bem. 

 

- to pouco me lixando pra como você está, quero saber do carro. - andei de um lado para o outro, nervosa. 

 

Josh: o carro já era, só tenho isso a dizer sobre ele. - falou sério. 

 

-eu vou chamar seus pais. - comecei a subir as escadas, quando ele protestou no celular. 

 

Josh: NÃO! - berrou. - não chame, eu te liguei justamenteporque quero que você venha me ajudar, com eles eu me entendo amanhã. 

 

-eu? - paralisei na escada. - Josh, eu não sei andar pela cidade, não entendo nada de carro e não pago suas contas. 

 

Josh: pega um taxi, vem pra o endereço que vou te dar e aqui a gente vê o que faz. - praticamente ordenou. 

 

Fiquei pouco convencida em ir, porém ele venceu por insistência, me vesti, peguei dinheiro, chamei o taxi e fui até uma rua escura, iluminada somente por um poste, com luz fraca, logo vi o carro acabado. 

 

Josh: demorou hein?! - levantou do meio fio em que estava sentado, quando cheguei correndo ali. 

 

- me agradeça por vir, deveria te deixar se ferrar sozinho. - disse irritada. - meu Deus, como você conseguiu fazer isso? - indiquei o carro com a frente totalmente amassada. 

 

Josh: estava distraido, bati no poste. - explicou. - precisamos de um guincho. 

 

- perai que eu vou tirar um do bolso. - disse irônica. - porque ainda não chamou? - perguntei brava. 

 

Josh: não tenho o numero de um. - explicou. 

 

- e eu sou do Brasil querido, acho que levará dias pra que, o guincho que minha mãe ligar, chegue aqui. - o encarei. - idiota, tinha que falar com seus pais não comigo. 

 

Josh: eu não tinha quem chamar, todos os outros iriam me deixar mais nervoso. - se encostou no carro. 

 

-e o motor? ficou ruim? - questionei, abrindo o porta malas para checar. 

 

Josh: Any, eu não sei onde o motor fica nos carros do Brasil, mas aqui eles ficam na frente do carro. - falou, me deixando constrangida. 

 

- ah, é, eu sabia. - afirmei, fechando o porta malas. - só estava te testando. - cruzei os braços, séria, porém envergonhada demais. - queria ver se você está bêbado ou não. - dei de ombros, me encostando também. - porque é óbvio que eu sei que o motor fica na frente, por favor. - rolei os olhos. 

 

Josh: uma mentira se revela com grandes explicações. - piscou, se desencostando do carro e me olhando. - mas, vou deixar passar essa. 

 

- não me irrita, Beauchamp ou eu acabo com essa palhaçada agora mesmo. - o encarei. - dois toques e seus pais estarão aqui. 

 

Josh: tudo bem, tudo bem. - concordou. - o problema é que eu não tenho dinheiro, nem o número do guincho e o carro não vai funcionar nem se eu virar Deus. 

 

- caralho, vamos ligar logo pra seus pais. - peguei meu celular, Josh logo o tirou de mim. 

 

Josh: não, nós vamos resolver isso sem eles disse sério. - não preciso de mais ajuda do que a sua, que sinceramente

é quase nula. 

 

- meu Deus, você é um idiota, teimoso, irresponsável, ridículo. - xinguei, brava por ter saido de casa para ouvir coisas assim. 

 

Josh: já terminou? - me olhou com cara de descaso.

 

- não, tem mais. - rebati, tomando folego - orgulhoso, nojento... - parei, pensando se conheço mais algum xingamento, nenhum me ocorreu. 

 

Josh: deu agora? - cruzou os braços. - deu. -assenti, me sentindo descarregada. 

 

Josh: será que podemos tentar resolver isso? - indicou o carro. - aliás, se não quer ajudar, também não atrapalha. 

 

- se sou tão inútil, porque me chamou? - arqueei uma sobrancelha, o encarando, meu pé batendo impaciente no chão. 

 

Josh: também estou me perguntando isso. - respondeu sem me olhar. 

 

-quer parar de ficar olhando pro carro fingindo que sabe o que fazer? - disse irritada, depois de dez minutos vendo ele se abaixar, ir pra frente, voltar pra trás... 

 

Josh: porque você não senta ali... -apontou pro meio fio. - ...e espera eu resolver isso? 

 

-porque eu não quero ficar sentada ali... - apontei também,brava. - o resto da vida. - o encarei. - e está frio Josh, são quase 4h da manhã, a chance de sermos assaltados é enorme. 

 

Ele rolou os olhos e abriu a porta de trás do carro, tirando um casaco de dentro, jogou pra mim e voltou a analisar a batida. O coloquei me sentindo mais aquecida, porém não menos brava. 

 

- Josh, eu estou com sono. - reclamei, batendo o pé. - não sei que merda estou fazendo aqui e você também não sabe - afirmei. 

 

Josh: senta dentro do carro e dorme. - sugeriu. 

 

- se for pra fazer isso eu vou embora. - o encarei. - não entendo porque me chamou se sabia que eu não ia ajudar em nada. 

 

Josh: eu não sei Any, já disse. - me olhou, só então notei que o canto de sua cabeça sangrava um pouco. 

 

- Josh. - berrei, indo pra perto dele. - meu Deus, como você não viu isso? - toquei seu rosto, mostrando a mão suja de sangue para ele. 

 

Josh: ah, isso. - tocou também, fazendo uma careta. - eu já tinha visto. - deu de ombros. 

 

-e porque não me falou, idiota? - disse brava. - tem um lenço de papel, uma toalha, algo assim no carro? - questionei.

 

Josh: deve ter no porta luvas, minha mâe sempre deixa.- me encarou. 

 

Imediatamente fui atrás do papel, encontrei lenços. 

 

- por enquanto isso vai servir. - resmunguei, chegando novamente perto dele. -mas assim que chegarmos em casa teremos que cuidar disso. - falei séria. -tem mais algum machucado? 

 

Josh: acho que não. - suspirou. - só esse porque bati a cabeça no volante. - deu de ombros. 

 

- voce é louco. - neguei com a cabeça. 

 

Passei o lenço pela parte machucada de sua cabeça, conseguia sentir sua respiração tocar meu rosto, o que me fazia estremecer um pouco. Tentava limpar o ferimento com movimentos leves para que não doa, porém mesmo assim ele fazia umas caretas quando pressionava um pouco. 

 

- é só isso que posso fazer por enquanto. - suspirei, quando meus lenços terminaram. - em casa você não me escapa, Beauchamp. - avisei. 

 

Josh: obrigado. - agradeceu, seus olhos intensos sobre meu rosto. 

 

- tudo bem. - limpei a garganta. - e quanto ao carro? - indiquei com a cabeça. 

 

Josh suspirou e olhou para o mesmo, mordeu o lábio inferior, então voltou a me olhar. 

 

Josh: acho que terei que ligar para minha mãe. - deu o braço a torcer, visivelmente abalado.

 

Em uma fração de segundos eu fiquei com pena dele, seu rosto estava abatido e o machucado em sua cabeça me deixava com vontade de cuida-lo. 

 

- se tivesse outra opção eu o ajudaria a encontra-la, mas não tem. - falei sincera, quando ele tirou o celular do bolso. 

 

Josh assentiu, começando a discar o número de casa, quando uma ideia muito louca e muito boa mẹ ocorreu. 

 

-PARA, NÃO LIGA. - berrei, Josh parou de digitar o numero e me encarou. - já sei quem pode nos ajudar. - sorri abertamente. 

 

Josh: quem? - arqueou uma sobrancelha, me olhando. 

 

-Bailey. - falei, me adorando por ter tido essa ideia. - liga pra ele, pede pra achar o número do guincho e pronto, estará salvo até amanhã. - o encarei. 

 

Josh: foi por isso que eu te chamei. - me encarou, então piscou. - obrigado. - agradeceu, sincero. 

 

- por nada. - sorri, esperando ele ligar. 

 

O guincho não demorou muito a chegar, Josh acertou tudo e pelas cinco da manhã chegamos em casa. 

 

- boa noite. - falei subindo as escadas. 

 

Josh: boa noite. - retribuiu, parado na sala. 

 

Tirei o casaco de Josh e coloquei meu pijama, porém quando deitei não resisti em pega-lo e dormir abraçada, o perfume intenso me acalmou, o abracei fortemente e então adormeci.


Notas Finais


O que acharam desse capítulo? 🤩

Provavelmente mais tarde sairá mais um ❤️❤️


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