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História O INTERCÂMBIO - Shawn Mendes (Livro 1) - Capítulo 24


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Notas do Autor


altas surpresas uhu

Capítulo 24 - Capítulo 24


Anne Lima


Shawn e eu estávamos na mesma situação e é melhor assim. Não quero ser o motivo de estragar o noivado do casal, Lauren eu já sei que me odeia pelo simples olhar que ela me dá quando apareço em seu campo de visão.
O final de semana se resumiu em estudos e mais estudos, passei o domingo todo estudando enquanto a família Mendes saiu para visitar seus parentes. Eu dei graça de ter a desculpa da prova, pois não estava com espírito nenhum para sair de casa e muito menos olhar na cara de Shawn.


(...)


A manhã de segunda foi bem produtiva, fiz a prova e não estava assim tão difícil, espero ter ido bem.
Agora estou a caminho de meu trabalho, o dia estava nublado e claro, o típico frio de Toronto. Não estamos em época de inverno, mas mesmo assim o clima pra mim está gelado.


Adentrei o pequeno local e ouvi o sino tocar anunciando minha chegada, John estava limpando uma das mesas e quando me viu deu um pequeno sorriso junto de um "oi". Eu fiz o mesmo a ele antes de entrar até o vestuário dos funcionários, coloquei o uniforme que era apenas uma camiseta com o símbolo do starbucks em tom verde e branco. Achei bonito, também tínhamos que usar um boné verde que também tinha o logo da empresa, arrumei meus cabelos em um rabo alto e vesti o boné.
Coloquei minhas coisas dentro do armário de número oito, que será meu a partir de agora.


- Olá! - Sorrio ao ver John.


- 'tá gata, hein! - Brinca e eu rio. - Muito bem, você vai ficar aqui no caixa a partir de agora. Nós dividimos os dias, um dia você entrega os pedidos e no outro sou eu. Hoje é sua de ficar aqui, mas se quiser pode ficar sempre já que eu não gosto muito de ficar atrás desse balcão parado. - Fala com cara de tédio.


- Ok, eu posso ficar aqui. Gosto mais de ficar parada atrás desse balcão chato. - Rio.


- Boa sorte no seu primeiro dia, Anne. - Diz e sai, pois haviam chegado mais alguns clientes.


- Oi, Anne. - Levanto meus olhos indo em direção da voz e meu estômago parece se revirar ao ver Dylan ali. Apenas o ignoro e continuo a escrever um pedido que fizeram para entrega. - Sabe que não pode me ignorar, docinho. - Ele chegou mais perto, se não fosse pelo balcão no meio de nós, eu já teria lhe dado um chute em suas partes íntimas.


- Se quer fazer um pedido, fale logo. - Falo seca agora olhando fundo em seus olhos negros. Eles me dão medo e nojo ao mesmo tempo.


- Calma, aí. Eu não preciso pedir nada, vou ser dono disso aqui um dia. - Fala se gabando enquanto olha ao redor. Reviro os olhos.


- Pois bem, bom pra você. Tenha uma boa tarde. - Dou um sorriso falso e volto a escrever o pedido.


- Olha aqui! - Sua mão vai até meu braço me impedindo de escrever. - Não gosto que me ignorem. Sabe que posso muito bem te tirar daqui em um segundo. - Fala apertando meu braço, eu começo a ficar sem ar pelo nervosismo, maldita ansiedade! - É bom que me obedeça.


- Pode me demitir, prefiro sair daqui e ficar sem emprego do que ter que ver essa sua cara imunda em período integral, já não basta lhe aguentar durante a manhã toda. - Murmuro em um sussurro e se nós não estivéssemos em público podia jurar que ele me mataria ali mesmo, Anne para de brincar com fogo!!


- Você não sabe com o que está se metendo. - Parecia sem argumentos e agora partiu para a ameaça. Idiota.


- Você que vem atormentar minha vida, me deixa em paz. Se continua fazendo isso posso muito bem te denunciar, idiota! - Tiro meu braço de sua mão e me afasto mais.


- Acha mesmo? Me diz aí, vão acreditar na imigrante brasileira que veio fazer seu amado intercâmbio ou no cara rico, canadense que é natural daqui. - Nessa hora meu sangue ferveu, o pior é que ele tinha razão, Dylan até poderia ir preso, mas não ficaria nem duas horas dentro da cela. Maldito.


Apenas saio dali. Eu estava com medo, medo de que ele fizesse algo comigo. Corro para o banheiro feminino e entro em uma cabine, por sorte ele estava vazio então comecei a chorar baixinho. Eu estava em perigo? Eu não sei. Talvez Dylan seja mais um idiota, mas e se não for? E se realmente ele quer fazer algo comigo? Atrapalhar tudo, meus sonhos... estou tão perdida.
Escuto o barulho de passos se aproximando cada vez mais perto, foi aí que meu sangue congelou. E se for o idiota novamente?


- Anne? - Era a voz de John.


- Sim? - Tento disfarçar a voz de choro.


- Pode sair. Ele já foi. - Sussurra.


Lentamente abro a porta cinza e vejo John com os braços estendidos. O abraço.


- Sabe que não pode entrar no banheiro feminino. - Digo ainda abraçada a ele.


- E isso importa agora? - Diz rindo baixinho me fazendo rir também.


- Por que não me chamou? - Saímos do abraço.


- Eu não queria armar um escândalo, e outra Dylan não me ameaçou de forma explícita, espero só que eu tinha interpretado errado. - Limpo meu rosto com alguns guardanapos que tinham ali.


- Anne, você não armaria um escândalo, Dylan é um babaca e pode ser um tremendo filho da puta sempre, mas perigoso? Não sei. Porém, não podemos descartar essa possibilidade. - Eu apenas fico em silêncio. - Quer ir embora? Eu seguro as pontas pra você, por hoje.


- Não, não. Eu preciso me distrair. Vamos, não podemos deixar aquela multidão apenas nas mãos de Joel. - Me levanto do chão e lavo meu rosto que aos poucos voltava na cor normal.


- Certeza? - Eu assinto.


- Acha mesmo que vou deixar aquele escroto do Dylan me abalar, não mesmo! Se ele mexer comigo novamente, vou fazer a vidinha privilegiada dele um inferno! - Desabafo com raiva.


- E como vai fazer isso? Saiba que terá minha ajuda. - John me abraça de lado enquanto andamos.


- Num dia em que estava com Shawn. - John arqueia uma de suas sobrancelhas e sorri de canto. - Não começa! Deixa eu continuar... bem, eu notei que ele fez de tudo para se livrar de Perry e também toda semana nesse mesmo dia Dylan faz a mesma coisa. Se livra dela e vai por uma direção oposta da sua casa, e cai entre nós, ele tem estado estranho nos últimos dias.


- Realmente, ele é estranho na verdade. Mas falando sério, eu sempre desconfiei que ele mexe com coisa errada. Um completo idiota. - Suspiro.


- E eu vou descobrir o que é. Em breve o cara perfeito, que tem um namoro perfeito, amigos que parecem perfeitos... ah ele vai cair. - Finalizo.


- Caralho, essa sua expressão psicopata me deu medo! - Ri alto.


- Preciso entrar no personagem. - Brinquei.


- Ok, agora entra no seu personagem de atendente e eu vou fazer meu papel de garçom. - Pega seu avental e sai.



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