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História O intercambista - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oii povuh!

Capítulo 1 - Capítulo 1- Intercabistas narigudos e fortões de 16 anos



P. O. V Chim Chim

Nesse momento eu me encontro na sala da minha casa assistindo televisão com a minha mãe, bom, ou pelo menos fingindo assistir. Ela que escolheu o "filme" e eu não gosto nadinha desse treco assustador que ela escolheu por nós, se aproveitando do curto momento em que eu fui ao banheiro: fitas antigas em família, então fiquei aqui só pra fazer companhia a ela mesmo.

Mas eu já estou olhando pra um cantinho qualquer da estante a tanto tempo, que isso me deixou morrendo de sono.

- Mãe, estou indo dormir tá?

- Claro querido, aproveitando, pode checar se suas irmãs realmente estão dormindo pra mim?

- Deixa comigo! - Sorri doce pra ela.

- Obrigada - Depositou um beijo em minha testa- E boa noite

- Boa noite - Me despedi da minha progenitora, me levantei do sofá e subi as escadas que davam no andar de cima, indo até a primeira porta á esquerda, que é o quarto que minhas três irmãs mais novas dividem.

Abri a porta devagarzinho, na tentativa de pegar elas no flagra caso estivessem aprontando, coisa que até então eu tinha certeza que estavam. Mas pra minha surpresa (E confusão) estava cada uma em sua cama dormindo, aparentemente.

- Ué! - Foi a única coisa que saiu da minha boca antes de uma delas começar a rir, o que ocasionou um mutirão de risadas femininas. Tá, isso me deixou ainda mais confuso, e um pouquinho puto tambem, confesso- Tão rindo de quê, ôh abestadas?! Eu sei que sou feio, mas também não é pra tanto!

- Não sei elas, mas eu ri da cara hilária que você fez! - Respondeu Park Jisso, a mais velha das três ainda rindo - Você arregalou tanto os olhos que eu achei que eles fossem pular pra fora!

- Vocês tem certeza que ela é a mais velha? - Perguntei cruzando os braços.

- Olha, as vezes não... - Disse Momo, recebendo um olhar ameaçador de Jisso - Que foi?! Ele perguntou Ué!

- É, e você respondeu! - Contrapois ela.

- Lógico, eu tenho boca pra isso não tenho? Pra responder os outros

- Meu Deus, mais são duas crianças mesmo, Rosé é mais madura que vocês e olha que só tem seis anos!

- Eu já sabia disso Oppa, mas é bom ouvir de outra pessoa - Disse Rosé, que andou até mim e esticou os bracinhos pedindo colo.

- Vem cá, pequena - A peguei no colo - Elas estão te dando muito trabalho?

- Muito! É que nem cuidar de dois bebêzões gigantes - Falou ela, me fazendo rir e as outras duas fecharem a cara - O que foi?! Eu só disse a verdade!

- Eu sei, minha anjinha, é que foi bem engraçado - A desci do meu colo - A mamãe me pediu pra eu checar se vocês estão dormindo, dessa vez eu livrarei a barra e direi a ela que eu as acordei sem querer caso ela me pergunte, mas vão dormir, amanhã vocês tem escola bem cedo

- Tá bom, obrigada Oppa - Rosé respondeu, indo pra sua cama.

- Obrigada, irmãozinho- Momo disse e se cobriu, logo procurando uma posição boa para dormir.

- Valeu, Jimin - Jisso se despediu do seu jeitinho, enquanto olhava suas unhas.

- Boa noite... - Desejei a elas e fechei a porta, sem ao menos dar tempo de me responderem.

Eu amo minha família mano! Elas são a única coisa que eu preciso no mundo.

Todo feliz, me direcionei á porta em frente ao quarto delas, que é o meu.

Esse é o bom de ser o único irmão, tenho um quarto só pra mim e minha privacidade fica intacta em uma casa onde só tem meninas.

Abri a porta e fui correndo direto pra minha preciosa cama de casal, me jogando nela.

Só depois de me ajeitar gostosinho no acolchoado maciu, me lembrei de várias coisas que esqueci de fazer.

A porta está aberta, a luz está acesa e eu estou com a porra de uma calça jeans no corpo, olha que legal.

Confesso que, por mim tudo ficaria assim como está, mas se minha mãe souber que a luz ficou acesa e que eu dormi de calça jeans ela me quebra na porrada, mesmo eu tendo meus 20 aninhos de vida. Ela disse que eu vou apanhar até a idade que for preciso pra eu aprender...

Puta que o pariu viu, só porque eu tinha achado uma posição perfeita! Porque sempre tem que ser assim?! Sempre que eu acho um jeito gostoso de dormir, tenho que levantar da cama pra fazer alguma coisa e perco aquela posição pra sempre!

Mas eu sou meio burro também né, eu poderia muito bem ter feito tudo isso aí antes de deitar. Ai ai, quem nasce idiota tente mesmo á fazer idiotices viu.

Me levantei da cama á contragosto e fui fazer todas as coisas que tinha esquecido antes. Fiz até mais só pra não ter que levantar de novo depois.

Então finalmente retornei a minha cama, só que dessa vez me deitando mais delicadamente.

Custou pra eu achar uma posição confortável novamente, como sempre. Mas o importante é que eu consegui, mesmo que depois de muito custo.






[•••]





Acordei no susto com o barulho de algo caido no chão. Olhei pro lado e o que encontrei foi minha mãe, olhando pra mim de olhos arregalados.

Agora eu sei qual é a graça que minhas irmãs viram nessa cara. Eu até riria se não estivesse com o coração acelerado e com um Puta medo de morrer mesmo já sabendo que o invasor era na verdade minha mãe.

- Me desculpe, Jimin. Eu só vim ver se você ainda estava dormindo e te dar um beijinho, mas acabei derrubando seu despertador!

- Tudo bem mamãe, desde que a senhora não tenha quebrado ele eu te perdoo - Rouco, eu respondi brincalhão - Só não me dá outro susto desse, pelo amor de Deus! Eu achei que ia morrer!

- Óh meu filho, precisa parar com essa nóia que tem de desconfiar de tudo e de todos... - Disse meio tristonha, negando com a cabeça. O que isso tem a ver com a situação?!- Eu sei que o que aconteceu com o seu Appa foi uma tragédia, mas não vai acontecer o mesmo com nenhuma de nós

- Não tem como a senhora saber, só quero a segurança de vocês

- Eu sei disso, meu filho, mas na hora que for pra ser, nos juntarmos ao seu pai, você querendo ou não

- Mãe, eu sei, acredite, e eu não quero falar sobre isso agora

- Eu sei que não gosta de assistir nossas fitas em família

- Mãe...

- E eu também sei que é porque isso te faz lembrar dele e de como tudo aconteceu

- Mãe!

- E está tudo bem meu menininho! Só não-

- MÃE! - Eu gritei, a cortando. Mas logo me arrependi - Me desculpa! Eu só... Eu não quero falar sobre isso - Abaixei a cabeça e diminui o tom da minha vóz em um quase sussurro.

- Tudo bem, eu entendo... Só não deixe de viver sua vida por causa do passado ok? Você não é o seu pai - Virou de costas - Ah, e eu já te aviso agora que tomei uma decisão por nós, e não vou voltar atrás! - Disse e se retirou do meu quarto, me deixando sozinho, triste, pensativo e confuso.

Eu não deveria ter gritado com ela...

Será que eu sou tão pé no saco assim só por me preocupar demais?

Eu deveria tentar assistir uma dessas fita em família, ou pelo menos tentar?

Que decisão ela tomou por nós?!

Balancei a cabeça pra afastar todos esses pensamentos, então me levantei da cama, fui até meu despertador e o peguei pra chegar se ele ainda estava funcionando, afinal, eu tenho que trabalhar e preciso dele.

- Ufa! - Eu disse baixinho ao perceber que os ponteiros ainda se mexiam - Pera... Cinco e meia da manhã?! Mas eu tenho que levantar ás Seis! - Murmurei desanimado - Ah, tsc, vou voltar a dormir mesmo assim!

Pois é, eu sou assim. Se eu acordar às 8:28 e meu despertador estiver programado pras 8:30, você pode apostar que eu fecho meus olhos e volto a dormir, nem que seja por 2 minutos.

Me deitei, NOVAMENTE, e voltei à dormir.







[•••]





Acordei, dessa vez na hora certa. Com o meu despertador tocando frenéticamente.

Abri os olhos mas logo os fechei novamente, soltando um palavrão.

É, me parece que eu não fiz tudo que eu tinha pra fazer ontem de noite. Esqueci de fechar a porra da janela, o que ocasionou em um Jimin quase cego pela manhã por causa do chumasso de luz que entrava pela bendita e vinha direto nos meus olhos.

Pulei da cama no mesmo instante, coçando eles.

- Puta merda, acho que fiquei cego! - Resmunguei parando de coçar e passando a piscar várias vezes.

Ao perceber que minha visão melhorou, comecei a andar e um direção ao meu armário. Peguei uma roupa (Jeans e blusa social brancos) e segui em direção ao banheiro, pra jogar uma água no corpo e fazer minhas higienes.

Ao terminar, voltei ao meu quarto pra guardar o pijama.

Passei um perfume, penteei o cabelo e pronto, agora estou pelo menos arrumadinho e pronto pra trabalhar.

Saí do meu quarto e fui ao das minhas maninhas com o intuito de acorda-las, já que essa obrigação é minha.

Bati forte na porta pra não correr nenhum risco e esperei uma resposta delas. Essa que não veio.

Estranhando a situação, já que uma delas sempre me responde pelo menos um "Acordamos" decidi abrir a bendita.

Assim que abri, me deparei com a cena mais estranha que já presenciei em toda minha vida: O quarto das minhas irmãs estava vaziu e todo arrumadinho (Inclusive a parte da Jisso) em plenas seis e meia da manhã.

O que caralhos está acontecendo?!

Bom, elas provavelmente devem estar lá embaixo, já que ainda não é hora de ir pra escola e sou eu que as levo, então vou descer e perguntar!

Ao chegar no fim das escadas, percebi que havia uma figura sentada no sofá. Já que só dava pra ver uma parte do cabelo escuro, decidi me aproximar, pois pode muito bem ser Momo, Jisso ou até mesmo minha mãe.

Bem, poderia ser Momo, Jisso ou até mesmo minha mãe, mas ao me pôr de frente com a figura, percebi que na verdade era um menino cujo não aparentava ter mais que 17 anos, bem alto e o dono de lindos olhos cor de jabuticaba, que tambem possuia madeixas curtas e castanhas levemente bagunçadas.

- Bom di- Se levantou e começou a dizer.

- Puta que pariu, a casa foi invadida!- O cortei logo no início, batendo com a mão na testa - Onde estão minha mãe e minhas irmãs? - Perguntei me colocando em uma das posições de Karatê que eu sempre vejo nos desenhos animados.

Como homem da casa, minha função é proteger minha família, e é isso que eu vou fazer! Nem que eu tenha que passar por cima de um adolescente narigudo pra isso!

E antes que perguntem, sim, eu ainda vejo desenhos animados mesmo sendo um marmanjo de vinte anos, e aí, vai encarar?!

- Unh?! Elas estão lá na cozinha ué

- Ufa, eu desci a tempo! - Suspirei - Te manca narigudo, deixa minha família em paz! - Eu disse, observando ele pender a cabeça pro lado e fazer uma cara de indignação.

- Eu não sou narigudo, Jimin!

- Como cacetinhos você sabe meu nome?!

- Sua mãe que me contou!

- Cacete! O que você fez com a minha mãe pra ela te liberar informações?

- Nada, ela me contou por livre e espontânea vontade

- Graças a Deus, ela lembrou! - Nunca reagir em um assalto foi uma das primeiras coisas que eu ensinei á elas quando papai morreu. Mas não se enganem, ele não morreu em um assalto, foi bem pior que isso- O que quer aqui, Pinóquio?

- Eu não quero nada demais, só-- Ele cortou a própria frase - Ei! Agora que eu assimilei a ofensa! Meu nariz tem a medida certa ok?

- Se você acha isso o problema de ser iludido é inteiramente seu! Lula molusco!

- Porra Jimin, Num fode né!

- Só me responde uma coisa, quem foi o covarde que enviou uma criança pra fazer esse trabalho sujo?

- Que trabalho sujo?! Menino, você é louco! E eu não sou mais uma criança, já tenho 16 anos!

- Corta essa! Com sua idade eu mal tinha pelo no peito

- Cada um tem seu desenvolvimento, cara. E você fala como se fosse um velho cabeludo! Quer liçensa pra passar, vovô?

- Óia só a ousadia do meliante! Eu acabo com você no tapa mermão! - Eu disse convicto, então ele arregassou a manga da blusa e eu arregalei os olhos. Meu pai amado! Esse menino tem é dois puta tijolões no lugar dos músculos! Será que ele faz academia?! Não Jimin, imagina, ele nasceu assim seu retardado. - Pensando bem, mudei de idéia, sou pacifista, sem violência aqui nesse recinto!

- Está tudo bem aqui? - Perguntou minha mãe entrando na sala, com minhas irmãs enfileiradinhas logo atrás dela.

Puta merda, minha mãe acabou de fuder com tudo, e se ele usar uma delas de refém?!

- Mãe, meninas! Voltem pra cozinha!

- Por que? - Perguntou Jisso, cruzando os braços.

- Achei que estava bem óbvio. A casa foi invadida! - Revelei apontando para o desconhecido de cima a baixo.

- Não foi não... - Respondeu minha mãe, simplista.

- Foi sim

- Não foi não, meu filho

- Foi sim, olha o invasor bem aqui na minha frente!

- Ele não é um invasor- Dessa vez quem falou foi Momo.

- Como não menina?! O nome que se dá a quem entra na casa dos outros sem permissão é invasor!

- Eu sei, Jimin, por isso estou dizendo que ele não é um invasor! - Ela continuou.

- Agora eu estou confuso, se esse narigudo não é um invasor é o que?!

- Eu já disse que não sou narigudo!- Cruzou os braços e fez um biquinho, o que o deixou parecido com uma criança birrenta.

- Esse é o Jungkook, meu filho - Minha mãe tornou a falar, se colocando ao lado dele.

- Cú de onde?

- Jeon Jungkook, e ele é um intercambista

- Sinto muito, mas ele vai ter que voltar, não recebemos intercambistas

- Nunca tínhamos recebido um até hoje, ele é o primeiro

- Não, mãe, a senhora não está entendendo, ele não pode ficar

- E por que não, Choi-Park Jimin? - Perguntou ela, me fitando toda enraivecida como se só seu olhar tivesse o poder de me fazer ficar quieto. Coisa que não tem.

- Porque isso iria contra os meus princípios! Ele é um desconhecido!

- Também não é assim que a banda toca. Eu li a ficha dele e o conheço o suficiente a ponto de o deixar ficar!

- A senhora entende que nessa ficha podem ter várias mentiras ou faltarem muitas informações, não entende?!

- Entendo, e estou disposta a correr o risco

- Mas eu não estou!

- Jimin, eu entendo que queira nossa segurança a cima de tudo. Mas eu sinto que a morte do seu Appa prejudicou sua vida mais do que deveria! Essa é aquela decisão que eu já tinha dito que tomei por nós, e como eu tambem já disse, não vou voltar atrás e não é você que vai me convencer a mudar de ideia. Sou sua mãe e sou eu que mando nessa casa , ele fica e essa é minha decisão final!

- Se papai estivesse vivo ele nunca concordaria com isso!

- Concordaria sim, meu filho... - Foi o que ela disse antes de eu sair correndo de casa. Na verdade ela disse mais coisas, mas eu me recusei a ouvir, sair dali me pareceu uma ideia bem mais agradável.

Sentindo as lágrimas caindo, apertei o passo pra algum lugar, já que não fazia idéia de pra onde ir. Deixei apenas meus pés me levarem.

Naquele momento tinha me esquecido do meu trabalho, do fato de que era eu quem tinha que levar minhas irmãs pra escola porque minha mãe não sabia dirigir ou até da minha faculdade mais tarde.

Minha única certeza é que eu não voltaria pra casa hoje.

Enquanto corria pela calçada, refletia nas palavras dela, então uma coisa me veio a cabeça: Ela tem razão. Eu sei que a morte de Choi Soobin me afetou mais do que deveria, mas porra, ele era meu pai! Mais do que isso, era meu melhor amigo.

Imagina o quão arrasado eu fiquei á três anos atrás, ao saber que ele nunca mais voltaria pra casa?!

Meu pai sempre foi um homem bom, carinhoso até com quem não conhecia, e teve o caralho do fim mais triste que eu já ví.

Ele foi assassinado pelo filho da Puta do meu tio, que era um colega de trabalho e tinha como intenção roubar suas ações na empresa em que eram sócios.

Se meu tio, alguém que o conhecia teve a coragem de cometer uma atrocidade dessa, imagina se fosse alguém que não o conhecece e não tivesse nenhum tipo de ligação com ele?!

É por isso que eu me preocupo tanto!

Minha mãe e minhas irmãs são as coisas que eu mais amo no mundo, elas são tudo que eu tenho! Não posso nem imaginar caso aconteça algo com elas! Eu nunca me perdoaria...

Porra, será que eu sou tão chato assim?!

Eu impus cinco regras, só cinco, mas não foi por capricho meu, foi por amor á vida delas! Aí vem minha mãe e bota o caralho de um intercambista dentro da nossa casa só pra quebrar a mais importante delas.

5. NUNCA, definitivamente NUNCA deixar desconhecidos ou pouco conhecidos entrarem dentro de casa.

É pedir demais pedir pra ela não enfiar desconhecidos dentro de casa?! Não!

Por isso estou tão frustrado, ninguém aceita intercambista contra a própria vontade.

Parei de repente e olhei em volta.

Amo os meus pés, mano! Eles me trouxeram exatamente pra onde eu precisava!

Estou parado na frente da porta da casa do meu atual melhor amigo, um homem doce e simpático que eu sei que me acolherá por pelo menos essa noite. Ah, e ele dá ótimos concelhos. E abraços excelentes!

Bati na porta e esperei alguns minutos até ser atendido.

- Jimin?! - Perguntou confuso ao abrir a porta - Está chorando?

- Não Namjoon, imagina, está chovendo pelos meus olhos! - Eu disse sem a menor paciência para as perguntas idiotas que ele insiste em fazer constantemente. Respirei fundo - Desculpa a ignorância, será que eu posso entrar?

- Claro pequeno, entre! - Deu um espaço e eu entrei e fui até a sala de sua casa, me sentando em um sofá. Nam veio logo atrás - Quer me contar o que aconteceu?

- Nossa Namjoon, mais quatro perguntas idiotas e você quebra o seu recorde de quantas perguntas idiotas seguidas consegue fazer em menos tempo! - Falei e ri sem humor.

- Caraca Jimin, mesmo triste continua um cavalo! - Retrucou.

- Me desculpa Nam, é que meu dia hoje começou como o saci andando de patinete!

- Como assim?

- Ai ai Namjoon... Minha mãe extrapolou dessa vez

- E o que foi que a senhora Park fez?!

- Ela simplesmente transformou a nossa casa em um abrigo pra intercambistas narigudos e fortões de 16 anos sem nem me contar nada!

- Nossa, que específico...

- Pois é! E agora ela se recusa a mandar ele de volta e fica agindo como se o maldito só estivesse aqui por minha causa! Parece até que ela quer me testar mano, só pode!

- E como caralhos ela enfiou alguém na sua casa debaixo do seu nariz e você nem percebeu?!

- Sabe como é né, amigo de Namjoon, Namjoonzinho é

- Você tava dormindo né?

- É, eu tava

- Então está mais pra amigo do Yoongi, você errou seu próprio ditado

- Eu tenho é que parar de andar com vocês, seus mal-influenciadores

- Não exagera nego, sem nós você não é nem o cocô do cavalo do bandido, além do mais, eu sei que sou muito importante pra você, meu caro

- Vai achando, te troco por uma coxinha parça!

- Até eu me troco por uma coxinha

- Acho que isso não é possível, Nam

- Eu também acho, eu já tentei fugir de mim, mas não deu certo, onde eu ia, eu tava- Ele disse e eu comecei a rir.

- Cacete Namjoon, você é muito trouxa! Te amo cara

- Eu também me amo - Ele disse rindo e eu dei um tapa nele - Ai! É zuera Jimin, não precisava disso

- Eu sei, mas eu quis dar!

- Nossa, que amoroso... Pera, você não deveria estar no trabalho?!

- Puta que pariu, verdade! - Arregalei os olhos - Antes de ir... Eu posso dormir aqui essa noite?

- Claro! Vai ser bom ter companhia, morar sozinho é muito solitário, agora vai trabalhar menino! - Disse sorrindo e me expulsou em seguida.

- Até mais tarde Nam...

- Até mais tarde Jiminie...

Então eu saí da casa de Namjoon e me direcionei ao hospital onde sou recepcionista, me sentindo bem mais leve graças ao meu melhor amigo, aquele que consegui aos poucos conquistar a confiança de um problemático (vulgo eu).

E que eu sei que estará lá sempre que eu precisar de alguém...


Notas Finais


Adios muchachos!


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