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História O Inverno Invisível - Thiam - OFF - Capítulo 3


Escrita por: TeenWolfer_16

Capítulo 3 - Capítulo II


 

 

Conforme o solstício de inverno se aproximava, sentia minhas energias mais fortes. A cada solstício eu ficava mais forte, sem reprimir meus poderes. Arrumei o cabelo, saindo do apartamento. Vi a porta de Derek aberta, ele estava de costas, para uma estante de livros, no fim do cômodo vi um altar da lua. Fiquei bem surpreso ao ver, saí dali sem que ele me visse. 

 

Ao pisar fora do prédio, foi um sinal para o primeiro floco recém formado de neve cair. Pousando numa dança, digamos mágica, em meu ombro. Ignorei lembranças que me vieram à tona, arrumando meu cachecol e indo em direção ao prédio central da escola. Os alunos iam na mesma direção, logo Allison, Corey e… bem, Liam, se juntaram para caminhar ao meu lado.

 

- professor, a classe disse que já leu até o décimo capítulo, tivemos que segurar a Cora para ela não terminar - Allison disse. Os olhei surpreso e orgulhoso. 

 

- Fico feliz que tenham se interessado neste dado ponto - falei e eles riram.

 

- Sabe porque você é meu professor favorito? - Corey disse andando ao lado de Liam. Neguei brevemente - seu vocabulário. “Senhorita”, “cavalheiro”, “dama”, “lady”, “lorde”, fala como se fosse um nobre de época - citou algumas palavras.

 

- Leio muitos livros de época, acabo sendo um pouco… influenciável quanto a isso - disse refinando meu tom e eles riram. Seguimos andando juntos até entrar no prédio. Abri a porta dando passagem para Allison, ela brincou se curvando levemente.

 

- Como não está congelando? - Liam perguntou esfregando seus braços com as mãos opostas.

 

- Não sinto muito frio - falei fechando a porta atrás de nós. Uma rajada de frio da ventilação passou pelo rapaz, o arrepiando inteiro. Tirei meu casaco e lhe entreguei. 

 

- Não precisa, professor - ele ressalta levemente meu status.

 

- Eu insisto. Sempre acabo tirando no meio da aula - falei e por fim, o loiro aceitou, vestindo meu casaco. Lhe caiu como uma luva. Entramos na sala, vendo alguns alunos. Vi um olhar confuso de Gabe sobre Liam, direcionado ao casaco. 

 

Escrevi alguns pontos do livro na lousa e esperei todos chegarem. Quando ia abrir a boca para falar, levei um susto com Hércules pulando na minha mesa. Todos ficaram confusos.

 

- de onde esse gato surgiu? - Boyd perguntou confuso.

 

- De onde você acha, babaca?! - Hércules miou. Limpei a garganta lhe chamando a atenção.

 

- ele é meu, só não sei como entrou aqui - disse entredentes.

 

- vi dois caras suspeitos, tive que te seguir, eu meu dever! - miou me olhando.

 

- Ele é bem comunicativo - Cora riu.

 

- Até demais - falei irritado com o familiar - Fica aí e não me atrapalha - falei sério. O gato se deitou sobre meu caderno e notebook. Quando ele olhou para a turma, suas pupilas ficaram de fendas, olhando precisamente para Liam - Capítulo dez, pelo que fui informado - falei passando em frente a mesa e pegando o livro. Fiquei de costas para a turma olhando para Hércules

 

“- por que não me disse antes?!! Eu teria te ajudado! Sua besta quadrada! -” Falou em minha cabeça.

 

“- Não começa -” Resmunguei de volta. Abri o livro e me virei para a turma.

 

- Ah… Liam! Pode ler o primeiro parágrafo do capítulo? - pedi e ele assentiu pegando seu livro. 

 

- “E assim os dois ficaram. Inverno árduo. Inverno denso. Inverno amigo? Ou inimigo? Chimera sabia dos riscos, sabia que se fosse pego pelo clero, seria não só morto, mas torturado até perder sua sanidade. Sua sanidade tinha um corpo físico. Ela era uma pessoa. Muitos aldeões ainda achavam-os normais, comuns. Pessoas como quaisquer outras. Mas eles eram? Pessoas normais? Seriam aberrações? Minha vida dependia de meu irmão. Eu não posso perdê-lo e ele com aquela ambição, nos traria a ruína, nosso legado morreria. Tantas coisas vistas, sentidas e experimentadas, jogadas no poço sem fundo. Eu o queria feliz. Chimera parecia feliz. Ele estava feliz. Mas até quando?” - Liam leu com perfeição. Por momentos perdi-me em sua voz, sua leitura impecável.

 

- Esse capítulo começa com uma mudança de narração, que é sinalizada, é o único capítulo que temos, visto de fora dos olhos do Chimera. Estamos nos olhos do irmão dele, estamos nos olhos e na pele de uma pessoa de fora. Ou seja? - Apontei para Allison, pedindo que completasse.

 

- uma visão de mundo diferente. Do ponto de vista do Fox, o pseudônimo do irmão do Chimera, também dado por Hércules, vemos uma coisa mais séria, mas só que ao mesmo tempo romântica, porque de primeira, temos o primeiro nome real, o nome do amante de Fox. Que se chama Derek - ela fala com firmeza no que diz.

 

- Deveria te dar um dez só por isso - brinquei e ela riu. Hércules estava sentado em minha mesa, prestando bastante atenção. 

 

- Até porra, o professor de física é gay! - Noah provocou rindo.

 

- Como você sabe? Nem tem aula daquele lado do prédio - Erica disse debochada.

 

- eu não tenho, mas minha namorada tem - ele falou mascando uma tampinha de caneta.

 

- vai engasgar com isso - avisei me virando. Ele riu debochado. Hércules ronronou se deitando novamente e olhando para Noah.

 

- hirundo - Noah engole a tampinha, engasgando na mesma hora. Ele tossiu algumas vezes para cuspí-la para fora. O olhei sorrindo ladino, deixando o moreno assustado.

 

- eu avisei - dei uma piscadela para Hércules. 

 

- você tá bem, cara? - Gabe pergunta preocupado.

 

- to - tossiu mais algumas vezes.

 

- mais algum ponto que queiram dizer sobre o livro? - perguntei encostando na mesa e fazendo carinho na cabeça felpuda de Hércules.

 

- No capítulo seis, tem uma parte que me deixou confusa. Sobre o pai do amante do Chimera. O que esse homem é? - Quem perguntou foi Tracy, mostrando seu semblante confuso.

 

- Boa pergunta, senhorita Stewart - falei andando pelo palanque de uma extremidade até a outra. O ar-condicionado da sala parecia estar querendo nos colocar num freezer. Todos se encolheram, Liam agarrou meu casaco com força, se recolhendo na cadeira, abraçando os joelhos, assim como Corey e Allison - querem nos matar congelados - falei levemente indignado.

 

- O pai do amante não seria um caçador? - Boyd sugeriu.

 

- Clássico - Gabe debochou lá do fundo - o protagonista se apaixona por alguém, e o pai dessa pessoa quer matar ele por alguma razão, já ficou clichê isso - bufou em desdém.

 

- Ao menos o amante do protagonista tem pai - disse e ele ficou calado na mesma hora. Todos fizeram um som coletivo 

 

- WoooW! - disse a sala em coro. Hércules estava segurando o riso com força em seus pensamentos. 

 

- Como vai sua mãe, Gabriel? - debochei. Ele juntou suas coisas, descendo do seu lugar, assim que chegou na minha frente, estapeou meu peito com o papel de desistência da classe e me olhou com raiva.

 

- Vai se foder - falou em alto e bom som. Saindo da sala irritado. Dobrei o papel e deixei sobre minha mesa.

 

────∵∵✧∵∵──── 

 

⋟Mieczyslaw⋞

 

Estava terminando de arrumar minhas coisas. Brigar com Theodore foi uma das coisas mais dolorosas da minha vida toda. Ele é meu sangue. Carne da minha carne. Sangue do meu sangue. Poder do meu poder. E deixá-lo há séculos atrás, foi como despedaçar meu coração novamente. Já tinha perdido o amor da minha vida naquela noite, e logo depois perdi um irmão, meu único irmão.

 

Violet estava animada para vê-lo novamente. Soube que os dois se viram na corte de Napoleão durante a coroação dele. Mas como tudo em nossa vida. Isso já faz séculos. 

 

Vince estava me olhando com deboche. O nojento se transformou num sphynx, o gato mais debochado que existe. E fica me olhando assim o dia todo. 

 

- Pode parar? - resmunguei e ele bocejou. 

 

- parar com o que? - miou debochado.

 

- Deveria ter feito um casaco de pele com você - disse baixinho. Ele sibilou ofendido.

 

- Sabe que o ego dele é maior que a Torre de Pisa - Violet diz passando no corredor. Pitt estava jogado no sofá. 

 

- Mesmo você dizendo que me odeia, ainda sou seu melhor amigo - Vince se gabou.

 

- tenho que repensar isso - resmunguei fechando a mala.

 

────∵∵✧∵∵──── 

 

⋟Theodore⋞ 

 

Tive que ficar na minha sala pelo fim da tarde, corrigindo alguns trabalhos que me enviaram só hoje, no último dia de prazo. Bem, ao menos enviaram, não? 

 

Hércules voltou para o dormitório, depois de me atrapalhar a aula toda, rindo mentalmente. A conexão de familiar e Amo, é muito poderosa, pois é feita assim que o Amo nasce. Hércules e eu conseguimos nos comunicar apenas com o pensamento. Isso demorou séculos para acontecer. 

 

Peguei minha caneca, vendo o café no fim. Desviei o olhar para os lados rapidamente e sussurrei

 

- replendum - a caneca foi se enchendo de café novamente. Decidi terminar de corrigir no meu apartamento. Na minha caminha, e torcer pra não dormir no processo. Guardei minhas coisas, virei a caneca de café. Talvez eu fique meu hiperativo depois, mas fazer o que? 

 

Saí do auditório. E topei com Liam e Allison conversando próximos ao banheiro.

 

- Ah! Professor, seu casaco - Liam fala assim que me vê. Ele ia o tirando, mas o impedi.

 

- Primeiro, vai ter que caminhar até seu prédio, segundo, não me diga que ficaram aqui me esperando só pra isso? - falei os olhando com divertimento.

 

- Vamos - Allison sorriu. Ri negando com a cabeça. Seguimos até a porta, a abri, dando passagem aos dois, desviando ligeiramente o olhar para, volumosa e redonda, bunda de Liam - bem, vou indo, boa noite, rapazes - Allison se despede indo na direção de seu prédio. Liam e eu seguimos para a nossa direção.

 

- descobriu como seu gato entrou na sala de aula? - brincou abraçando seu corpo levemente.

 

- Hércules vai para vários lugares e eu não sei explicar como - falei e ele riu.

 

- mitologia ou o livro? - perguntou desviando de uma cerca do jardim.

 

- ambos - sorri e ele riu.

 

- realmente gosta de “O Inverno Invisível” - ressaltou. 

 

- Não diria gostar… diria, me identificar - falei e ele compreendeu.

 

- Sabe o que me assusta nesse livro? - neguei - o fato dele, do Lionel, parecer tanto comigo. Não digo só por conta de ser gay e blá, blá, blá. Mas as coisas que ele gosta, hábitos, são coisas que eu faço e isso me deixa meio assustado - contou dando de ombros.

 

- que tipo de coisas? - perguntei atuando um pouco.

 

- Lionel é um grande leitor e aprendeu latim por conta disso - listou - eu estava pensando em começar a esculpir madeira no tempo livre, e adivinha, esse é o passatempo do Lionel. O animal favorito dele é um coelho, e o meu animal favorito também! Tenho medo disso! - falou meio exaltado.

 

- Vai ver você é descendente dele, Lionel - disse sorrindo ladino e o travando no lugar.

 

- nunca te disse meu nome verdadeiro - falou confuso. 

 

- fica com o casaco, estava ficando apertado em mim mesmo - sorri seguindo meu caminho e entrando no prédio. Subi para o meu andar, e senti um cheiro de velas aromatizada, Derek abriu a porta levemente irritado - mal dia?

 

- detesto meus alunos - disse num tom baixo e irritado, mas sem esboçar feições.

 

- compreendo, já fez algum aluno desistir do curso? - perguntei e ele negou - Gabe praticamente jogou o papel de desistência na minha cara hoje

 

- todos adoram você - ele fala confuso. Vi o altar dele, por trás de seu ombro.

 

- Deveria acender velas pretas, invés de brancas, deixa o altar mais poderoso - sugeri e ele olhou para trás rapidamente e depois me olhou.

 

- ao menos não me chamou de maluco - falou surpreso.

 

- por que chamaria um irmão de maluco - falei sorrindo e abrindo a minha porta, ele viu o meu altar na mesa no canto do apartamento - boa noite, Derek

 

- Boa noite, Theo - ele falou surpreso. Entrei e fechei a porta. Hércules estava na forma de um Savannah.

 

- que porra é essa, Hércules? - perguntei curvando a cabeça.

 

- decidi mudar meu visual, algo com pintas… quem sabe um casaco… falando em casaco, DEU SEU CASACO PRO LIAM?! - exclamou miando.

 

- ele estava com frio! - me defendi. 

 

- primeiro o casaco, depois o cu. Theo, ele não é o Lionel!! Pode ter o rosto dele, falar como ele, agir como, mas não é ele! Lionel morreu, nos seus braços, então para de se iludir com um possível descendente dele, quando eu vi dois marcados no campus!! - Disse assumindo sua forma natural. De um leopardo. Ele ficou em duas patas, com as frontais nos meus ombros - deixa de ser trouxa!

 

- Volta a ser um gato, Hércules! - o repreendi e o mesmo assumiu a forma de gato novamente - Quando eu não falava com ninguém, você reclamava, agora que eu to falando com pessoas, você reclama! 

 

- Eu sou seu familiar, meu dever é te proteger! E impedir que se machuque, física e emocionalmente, não me faça falhar de novo. O mundo não precisa de outra cerejeira - falou sentido e calmo e virando as costas. 

 

- tudo bem - suspirei fundo - vou me afastar dele, se é isso que quer - falei dando-me por vencido. Troquei de roupa e me deitei cansado. 

 

⋟Lionel⋞

 

Ler um livro que literalmente te descreve, é muito assustador. Ainda mais porque o livro foi publicado em 2000, eu nasci em 2002. Algo no professor me deixava confuso. Sentia que conhecia ele. De algum jeito. O casaco dele, me fez sentir-se seguro e calmo. Ele às vezes fala coisas para mim, com um tom de como me conhecia.

 

Além do mais, o nome dele é Theo, e o nome do protagonista também é Theo. Ou seja, Theodore e Lionel. No século XXI, Theo e Liam. To fantasiando meu professor de filosofia? Não! Isso é estranho.  Já imaginei ele me fodendo? Noite passada. Sonhei com isso? Hoje cedo. 

 

Talvez eu devesse me tratar.

 

────∵∵✧∵∵──── 

 

Hoje as aulas foram suspensas por conta do extremo frio. Ou seja, ficarei o dia trancado no meu dormitório, que por sorte celestial eu não divido com ninguém. Olhei pela janela, vendo o prédio dos professores, e vi a janela do quinto andar aberta. Logo depois, um gato pulou no parapeito e ficou se lambendo ali. Hércules?

 

Depois alguém o tirou dali, vi o professor Theo sem camisa em frente a janela, distraído escrevendo alguma coisa num caderno. Peguei meu celular e entrei na câmera, dei zoom na janela dele, ele tinha várias cicatrizes nos braços, e numa virada para a minha esquerda, vi um baita cicatriz no ombro dele, que ia até o esterno. Como ele sobreviveu a isso?

 

O mais velho ficou em frente a janela por mais alguma minutos e saiu da frente da mesma, o gato voltou para a janela, saindo do prédio, pelo parapeito e dando a volta. Dei mais zoom, dando glória pela minha câmera ser muito boa e vi o professor só de toalha na cintura. Agora meio a mente, ele não sente frio? Ta -13ºC. 

 

O professor tirou a toalha, arregalei os olhos e fiquei boquiaberto. O cara nem é dotado, é ultra-dotado. Ele vestiu um shorts folgado e veio na direção da janela, praticamente me joguei no chão. 

 

Quando olhei novamente a janela estava fechada e ele estava escrevendo eu seu computador. Deveria ter tirado uma foto! Mas o momento foi de muita adrenalina. 

 

────∵∵✧∵∵──── 

 

Tinha acabado de entrar na sala, vendo o professor de costas escrevendo na lousa. Reparei na calça apertada que ele usava. Ressaltando a curva da bunda dele, me sentei na minha cadeira, esperando Corey e Allison chegarem. O professor se virou para sua mesa e começou a arrumar alguns papéis, vi algumas anotações vermelhas e me gelei inteiro. 

 

Assim que todos chegaram, o professor parou em silêncio e encarou a turma. Todos congelaram. Theo nunca fica sério, ele sempre brinca e sorri, mas agora ele parecia desapontado.

 

- Eu estou profundamente decepcionado com vocês… menos com dois alunos, então por favor, Liam e Allison, ignorem o que eu vou dizer - ele falou vindo até a turma, entregou o meu trabalho, sobre o livro, até o capítulo cinco, e o da Allison. Tirei A e ela também - tirando eles, todos vocês tiraram F. Isso me deixou decepcionado, porque eu vejo o engajamento nas aulas a conversa sobre os pontos que eu coloquei na tarefa, mas quando eu fui corrigir fiquei meio hora olhando para a parede pensando “onde eu errei?” - falou entregando os trabalhos de cada um - vocês são adultos, devem tomar consequências de seus atos, e por isso, vão ter que me fazer um resumo do livro INTEIRO, pra segunda. Cancelem festas, saídas, encontros, noites de cinema. Porque eu quero um resumo completo com mínimo de 30 mil palavras - falou sério e voltando para sua mesa - lembrando que isso não se aplica a vocês dois - apontou para mim e para a Allison.

 

- 30 mil é sacanagem, né professor? - Erica fala meio desesperada. Cora levantou a mão lendo sua prova.

 

- fala, Cora - disse o professor num tom tristonho.

 

- Tirei C - ela se levanta e vai até ele. Os dois reavaliaram a prova e ele viu seu erro - B- na verdade.

 

- muito bem, eu já não aguentava mais corrigir provas quando peguei a sua, desculpa - o mais velho corrigiu a nota dela. 

 

A aula foi só para os que tiram F, quase todo mundo, começarem o trabalho. Cora, Allison e eu fomos liberados para sair. Ficamos na cantina conversando.

 

- Eu nunca vi o professor tão chateado daquele jeito - Cora disse mordendo sua unha. 

 

- Cara, os cinco primeiros capítulos são os mais fáceis de se falar sobre - Allison falou comendo um bolinho que comprou.

 

- Reparam na calça dele? Estava bem apertada - falei e eles riram. 

 

- Erica, Tracy e eu temos um telescópio no nosso quarto, muito bem utilizado para espiar o professor no quarto dele - Cora disse rindo.

 

- Ele tem várias cicatrizes, né? - falei e ela assentiu.

 

- Tem uma no ombro que vai até o esterno - contou. Allison parecia pensativa.

 

- essa é a descrição do Chimera - falou baixo. A olhamos - lembra quando o Fox descreve o irmão sem camisa. Cheio de cicatrizes

 

- pensei que eram emocionais - Cora fala confusa.

 

- também, mas físicas. O Chimera era um guerreiro de Roma, claro que teria um monte delas. E a mais chamativa, que o Hércules, o amante e o Fox dizem que ele tem, é a do ombro até o meio do esterno - Allison falou meio eufórica e ligando os pontos. 

 

- Está falando que nosso professor é o Chimera? - Cora debochou.

 

- concordo com a Allison - falei e ela sorriu.

 

- Olha, por um lado sim, mas por outro não. Não acredito que exista magia, mas não digo que também não existe. Mas se ele for o Chimera, o livro é literalmente um pedido de socorro dele por ter perdido o amor da vida dele - Cora falou tentando achar lógica.

 

- não deveriam estar em aula? - o irmão da Cora se aproxima. Derek. Ele dá aulas de física quântica no outro prédio.

 

- fomos liberados - Cora explicou. Ele deu um beijo breve nos cabelos dela - Der, lembra aquele livro que eu tava lendo? - ele assentiu - nossa família tem quantas anos?

 

- Uh… séculos, por quê? - ele conta.

 

- o livro fala sobre uma família Hale - disse e ele se surpreendeu - e tem um Derek na história. Ele é o cunhado do protagonista - completei e ele riu.

 

- depois me empresta pra ler - sorriu saindo dali e indo pegar um café na cantina. 

 

- acho que o livro pode estar falando da minha família… - Cora pensou em voz alta. 

 

- pior que da minha também, porque o sobrenome do pai do Lionel é Geyer. O sobrenome da minha família virou Dunbar faz só sessenta anos, antes era Geyer - falei e Allison estava pensativa. 

 

- Licença, estou procurando o professor Raeken - um rapaz de cabelos cinzas e com uma cicatriz na sobrancelha que seguia até o olho perguntou.

 

- sala 356 naquela direita ali - eu apontei.

 

- obrigado, Lionel - sorriu saindo em direção o local.

 

- como ele sabe seu nome? - Allison pergunta confusa.

 

- já conhecia ele? - Cora perguntou.

 

- nunca vi na vida - falei engolindo seco.

 

 

 

Quem era aquele cara?

 

 



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