História O Inverno Sem Fim - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 33
Palavras 1.127
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Broke Memories


O efeito do remédio passara totalmente algumas horas depois. Rias acordara apenas no dia seguinte. Sua mente estava cansada após passar algumas horas chorando. Ouviu algumas batidas na porta e em seguida Daniel Lynch entrou na sala, acompanhado de uma enfermeira.

- Bom dia, Rias. – Daniel esboçou um sorriso, tentando transparecer o máximo de calma o possível.

- Bom dia. – respondeu a garota com a voz meio rouca, devido a pouca água que tinha ingerido.

A enfermeira chegou perto de Rias e trocou o soro. Anotou no prontuário que ficava pendurado na lateral da cama, o dia e o horário que o soro tinha sido trocado. A enfermeira nada falou, depois que anotou, devolveu o prontuário para seu lugar e saiu do quarto.

- Como está se sentindo?

- Meio sonolenta. Sinto meu corpo doer, também. Mas... um pouco menos que ontem.

- Certo... – Ele anotou tudo que ela havia falado. – Você tem visitas hoje. – abriu um sorriso maior. Rias se perguntou quem poderia ser. Se fosse sua mãe, teria apenas entrado no quarto. Daniel Lynch saiu do quarto e em seguida entrou um garoto. Sua cabeça estava abaixada. A tristeza era bastante evidente, saindo dele.

Quando Rias reconheceu quem era, chorou. De saudade, de culpa por ele estar tão abatido. O garoto que ela amava estava bem ali, na sua frente. Se ele sabia o que ela sentia por ele, desconhecia este fato. Mas ele sabia. E sentia-se culpado. Por não ter enxergando antes isso. Ele achava que se soubesse antes, se tivesse percebido, poderia ter ajudado ela, teria evitado tudo aquilo.

- Heey Kath... – Phelipe começou a falar, enquanto se sentava na cadeira ao lado da cama. – Fiquei muito feliz quando sua mãe ligou ontem de noite, falando que você tinha acordado. – disse enquanto segurava a mão de Rias. – Como está se sentindo?

- Eu não sei dizer ao certo, Fê. – começou a falar com a voz embargada. Sentiu seus olhos arderem, lágrimas ameaçavam cair. – Ontem eu chorei tanto.... Não consigo lembrar nada que eu tenha feito para ter vindo parar aqui. Quando o médico falou que eu fiquei em coma, me senti culpada.

- Calma, Kath. – Phelipe apertou um pouco a mão de Rias, na tentativa de acalma-la. – Você não tem culpa, tá bom? Jamais repita isso. O que importa é que você está aqui. Está acordada. Você consegue imaginar um ateu suplicar a Deus por alguma coisa? Você conseguiu com que eu o fizesse. – Phelipe soltou uma risada nasalada assim que terminou de falar. Rias riu junto. Enxugou as pequenas lágrimas que estava no canto de seus olhos. Quando parou de rir, se sentiu triste. Com vergonha. Ao lembrar-se de sua aparência. Queria esconder-se de alguma forma. – O que foi?

- Estou com vergonha. – esboçou um sorriso fraco. – Sei que não estou com uma ótima aparência. Não queria que me vissem desta forma. Estou horrível.

- Nada disso, Kath. Não se sinta assim. Quem nunca ficou doente? – soltou um suspiro. Houve uma pequena pausa. Acariciou o rosto de Rias, e novamente se sentiu culpado por tudo que havia acontecido com ela. – Me mostre um sorriso, sim? Fiquei vários dias te observando aqui, e não sei como não enlouqueci por não poder ouvir sua voz. Ouvir seus conselhos.

- Me desculpe. – Rias respirou fundo e abriu um sorriso. – Sentiu tanta minha falta assim? – tentou brincar.

- Você não sabe o quanto. – Rias sorriu um pouco mais, ao ouvir aquilo. Olhou para suas mãos, e viu com mais clareza, seus braços. Estavam cobertos de cicatrizes. Rias abriu a boca algumas vezes, querendo falar alguma coisa, sentiu os olhos ficarem cheios de lágrimas mais uma vez. Phelipe segurou o queixo dela, fazendo com que ela parasse de olhar seus braços. Ele balançou a cabeça negativamente. – Volto a dizer, você não tem culpa de nada disso que aconteceu. Um dia você vai lembrar de tudo e eu estarei bem aqui para te ajudar. – acariciou o braço dela coberto de cicatrizes. – Não se preocupe, vai ficar tudo bem. – levantou-se da cadeira, beijou a testa dela. – Vou chamar o pessoal. Devem estar quase invadindo o quarto. – soltou uma risada e mandou uma piscadela para Rias. Ela riu de volta. Enquanto segurava seu braço com força.

Não demorou muito para Phelipe retornar ao quarto, juntamente com seus amigos. Rias sorriu timidamente. Tentou ajeitar o cabelo. A quem queria enganar? Como que uma simples ajeitada no cabelo iria melhorar aquela aparência cadavérica? Respirou fundo.

- Oi gente... – Rias disse com a voz quase falha. Sentiu algo pesado sobre seu corpo. E reconheceu seu amigo, Wattson lhe abraçando fortemente. – Wattson... Está difícil respirar assim. – tentou não fazer caretas quanto as dores em seu corpo. Quase conseguiu.

- Desculpa, Galbraith. – soltou uma risada nasalada. – A saudade é grande.

- Você quer matar a gente de susto? – Perguntou Morgan. – Bom saber que está de volta, maninha. Sentimos sua falta.

- Sem falar nesse aqui, né. – Dahan apontou para Phelipe. – Estava quase se mudando pra cá.

- Como assim? – Rias perguntou, confusa.

- “Como assim?” Você pergunta? – Wattson disse. – Esse aí passava noites aqui. Só ia embora quando acaba as roupas que ele trazia ou quando ele precisava resolver alguma coisa. – deu de ombros.

Phelipe passou a mão sobre seus cabelos, soltando uma risada nervosa.

- Não é pra tanto, gente... – tentou se defender.

- Estamos apenas te zoando, cara. – disse Dahan entre risos.

- Ah! Antes que eu esqueça. – Morgan se aproximou de Rias enquanto falava. – Charlie mandou isto. E pediu desculpas mais uma vez por não ter vindo.

Phelipe ficou incomodado com aquilo. Rias só percebeu quando ele ficou quieto demais, e estava de costas para todo mundo. Não entendeu o porquê de ele ter feito isso.

- Não entendo... Ele disse o motivo de não ter vindo? – perguntou Rias.

- Não. Ele disse que apenas não estava com vontade.

Phelipe soltou uma risada debochada.

- E ele se acha no direito de mandar cartas pra ela? O quão clichê isso pode ser? – ralhou. – Ele se importa tanto, que nem pensou em uma desculpa para não ter vindo. – ironizou.

- Phelipe...

- Não. Por favor, não. Preciso respirar um pouco. Depois volto. – Phelipe saiu do quarto a passos duros. Rias ficou assustada com a situação. Respirou fundo e apenas abriu o envelope.

"Rias,
Essa é minha última carta.
Desculpa ter de envia-la pelos meninos, ao invés de ir pessoalmente. Eu já havia marcado um compromisso pra hoje, e eu juro que se não fosse importante eu chegaria aí antes de qualquer outro.
Mas não se preocupe, irei ao seu encontro ainda essa semana, tem algo que preciso te dizer e não pretendo adiar mais.

Mas por agora, fico feliz pelo seu retorno.

Com carinho, seu amigo,

Charlie.
 

Última... carta.

O que está acontecendo?



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