História O irmão do meu amigo - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Hashirama Senju, Itama Senju, Izuna Uchiha, Madara Uchiha, Mito Uzumaki, Tobirama Senju
Tags Hashimada, Lemon, Naruto, Tobiizu, Universo Alternativo, Yaoi
Visualizações 222
Palavras 3.552
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Consegui outra vez terminar e revisar o capítulo antes do previsto, então resolvi postar. Boa leitura.

Capítulo 3 - Jantar


Aquela semana estava complicada para o Uchiha mais novo, que se desdobrava entre as coisas da escola e os serviços domésticos – apesar do irmão ter dito que faria isso quando retornasse a Konoha, pois era a vez dele. Apenas concordou com Madara para evitar uma discussão desnecessária, mas começou a limpar e organizar as coisas no mesmo dia que o irmão havia saído; embora tivesse parcelado o processo, o importante é que estava dando conta. Madara passaria uns três dias fora e Izuna já imaginava que ele voltaria muito cansado e que não custava nada se esforçar mais um pouco para poupar o irmão de algo que ele mesmo poderia fazer, arrumando um cômodo toda tarde, quando chegava da escola. Além disso, seria como uma distração produtiva para o mais novo: daria um tempo nas atividades escolares e se ocuparia com algo que não fosse pensar em como Tobirama era bonito e no quanto queria beijá-lo.

Embora não tivesse mais ido à casa de Itama, eles conversavam por mensagens onde ele enchia o amigo de perguntas sobre seu estado de saúde, se estava se cuidando, quem estava com ele em casa etc. Embora quisesse rir ao pensar que o moreno poderia ser seu irmão mais velho perdido, Itama respondeu que ainda estava se recuperando da gripe que o havia pegado de jeito e pediu que pausassem a continuação do trabalho em dupla. Izuna concordou e se sentiu menos preocupado quando ele disse que Tobirama estava cuidando dele, senão o Uchiha seria capaz de ir em pessoa se certificar de que Itama ficaria bem.

Quando deu por si, já estava pensando no irmão do amigo outra vez e quis bater em si mesmo por perder o foco dessa maneira. Terminou de trocar as roupas de cama do irmão e a sua própria enquanto relembrava a última conversa com Tobirama, que parecia estar muito curioso sobre sua relação com Itama. “Talvez só quisesse se certificar de que ele não estava sendo amigo de alguém com más intenções”, pensou e lembrou-se que essa pode ser uma atitude muito comum dos irmãos mais velhos – Madara costumava ser superprotetor há um tempo, mas percebeu que isso poderia fazer mal e então, deu uma segurada. Izuna sempre o achou o melhor irmão do mundo e jamais teria desgrudado dele, mesmo quando os pais ainda eram vivos, mas concordou que Madara estava certo em ter incentivado sua autonomia à medida que foi crescendo.

A conversa com Tobirama continuava martelando em sua mente. Com certeza, se preocupava com o irmão e o tipo de pessoas com quem ele se relacionava, mas Izuna sentia que tinha muito mais do que isso; era como se o rapaz de cabelos brancos e olhos incríveis estivesse flertando com ele, parecendo se divertir com suas bochechas coradas e o nervosismo que Izuna falhava em disfarçar. Ele devia ser apenas uma daquelas pessoas charmosas que gostavam de flertar mesmo sem ter interesse. O Uchiha mais novo nunca havia dado muita importância a pessoas assim, mas agora começava a pensar nelas como um desserviço à humanidade.

Quando retomou os deveres da escola no fim da tarde, percebeu que seu rendimento em relação aos estudos não poderia estar pior naquele dia. Parou de contar as vezes em que precisou reler o mesmo parágrafo, perdendo a linha de raciocínio porque ele sempre acabava com o pensamento em algo relacionado à Tobirama. “Imagina se a gente tivesse ficando... Com certeza, eu demoraria até para lembrar meu próprio nome”, riu do próprio pensamento enquanto fechava o livro e procurava outra coisa para fazer, já que os planos de estudar falharam naquela hora.

Enquanto fazia o próprio jantar, algo de repente surgiu em sua mente: o que Itama pensaria se soubesse que estava interessado em seu irmão? Havia sentido medo de ser julgado pelo amigo quando decidiu que contaria a ele sobre gostar de garotos e acabou surpreendido porque Itama tratou com mais naturalidade do que Izuna podia esperar. No entanto, era diferente se o Uchiha tinha um crush em Tobirama, que era irmão do amigo e pensar nisso fez com que ele ficasse novamente receoso sobre a reação de Itama. Podia não ser o correto, mas se isso representava alguma ameaça a amizade deles, então o Uchiha resolveu que era melhor suprimir seu sentimento pelo irmão do amigo – ele podia ser a pessoa mais bonita e charmosa do mundo, mas não valia o risco.

//

O segundo período apenas havia começado para Tobirama. Depois da aula, foi para o apartamento de Mito a convite da mesma e dormiria ali naquela noite depois de beber, fumar e atualizar a amiga sobre os últimos acontecimentos.

A mesa de centro na sala da Uzumaki estava ocupada com os “mimos” dados pela prima há algumas horas. Enrolava um baseado enquanto ouvia atentamente a história que Tobirama contava sobre ter conhecido Izuna e ficou pasma com tudo aquilo que, segundo ela, era mais louco que o efeito da coca.

- Caralho, ‘cê é muito doido! – exclamou completamente pasma depois de ouvir que o amigo pretendia seduzir o irmão mais novo de Madara apenas para irritá-lo.

Não era preciso ser um gênio para saber que aquilo tinha tudo para acabar mal e a preocupação começava a aumentar em Mito.

- Eu devia saber que você não ia mesmo deixar pra lá o relacionamento dos dois. Não tão rápido. – ela disse depois de suavizar a expressão de choque, com um rolar de olhos. Terminou de enrolar o baseado e passou para o amigo, que o acendeu em seguida. – Na boa, supera isso. Vai gastar energia atoa. – aconselhou apesar de saber que ele continuaria com o plano, pois o orgulho e a teimosia estavam bem alimentados.

- Quietinha aí, Uzumaki. – Tobirama disse sério depois de soltar a fumaça para cima e voltou os olhos escarlates para ela. – Você devia me apoiar em qualquer coisa que possa atingir Madara de algum jeito. Afinal, ele roubou o meu irmão de você.

A última frase apenas provocou uma gargalhada tão boa em Mito que a fez jogar a cabeça para trás e desalinhar um pouco suas madeixas vermelhas. Tobirama franziu a testa sem entender, se perguntando se já estava tendo alucinações.

- Como é que ele pode ter me roubado o que sempre foi dele? – ela perguntou ainda rindo e levou à boca o baseado que havia enrolado para si mesma, tentando acender. – Seu irmão é doido por Madara e vice-versa desde que se conhecem, as brigas da juventude eram apenas a tensão sexual querendo ser resolvida. – deu uma tragada profunda logo depois.

Aquela conversa só estava deixando Tobirama mais irritado, o fazendo tragar de uma vez até queimar um pouco a ponta de seus dedos. Ele respirou fundo e ela percebeu que o amigo estava mais emburrado do que o comum – é claro que queria a ajuda dela com aquilo.

- Você não vai chegar às vias de fato, não é? Tipo, é só pra se divertir um pouco irritando Madara... Depois você vai deixar Izuna em paz e enterrar esse assunto, certo? – ela perguntou e manteve os olhos nele, em busca de uma confirmação.

Não gostava daquilo e temia pela reação do Uchiha mais velho. Ela o conhecia o suficiente para saber que mexer com Izuna do jeito que o amigo pretendia era pedir para enfrentar a ira de um demônio, que no caso era Madara, e nem Hashirama seria capaz de salvar o esbranquiçado.

- As drogas estão te deixando sentimental. – foi o que Tobirama deu em resposta.

Tirou o baseado dos dedos da ruiva, fechando os olhos ao dar uma tragada profunda e a fumaça que ele soltou em seguida conseguiu alcançá-la. A ruiva balançou as mãos para limpar o ar, xingou Tobirama e tomou o baseado de volta.

- Não tenho intenção de forçar Izuna a ficar comigo, apenas vou jogar com a sedução e o máximo que pode acontecer serão uns amassos. – explicou com uma pontada de divertimento nas últimas palavras e o rosto da Uzumaki ficou mais sério. – Embora eu não acredite que chegaremos a isso. – ele completou a fim de suavizar a expressão da ruiva. – Madara pode entrar em combustão de raiva, mas Izuna não é criança e toma as próprias decisões. – concluiu.

Mito acabou cedendo. Era melhor que ficasse sabendo dos detalhes sobre o que ele pretendia fazer para que fosse possível tentar pará-lo caso ele passasse dos limites.

- Três condições: nada de sexo, bebida ou droga pro Izuna. – a ruiva disse com seriedade e Tobirama concordou prontamente, trazendo algum alívio para ela. – Certo. Tem ideia de qual será seu primeiro passo? – ela perguntou e ele balançou a cabeça em negativa.

Ficaram em silêncio enquanto ela preparava as carreiras de coca e ele se sentava mais perto do sofá, inclinando a cabeça para trás e pousando-a no assento.

- ‘cê podia cozinhar pra ele, sua comida é dos deuses. – Mito disse de repente e lembrou-se das vezes em que Tobirama havia cozinhado para ela. O Senju a olhou como se não colocasse muita fé na sugestão. – Sei que sou suspeita pra falar, mas é verdade. – insistiu na ideia quando notou o olhar dele. – Convida ele pra jantar, aproveitando que ele ainda irá à sua casa por mais algum tempo. Seu irmão não disse que estão fazendo um trabalho da escola que é demorado e que às vezes leva a tarde toda? Então. – concluiu e Tobirama começou a pensar no que poderia cozinhar para Izuna. – Perigo é ele se apaixonar. – a Uzumaki sussurrou com um risinho nervoso antes de começar a cheirar as linhas brancas que havia separado antes.

//

Os dias passavam e a rodada de provas ia terminando, mas a carga de exercícios só aumentava. Até Izuna, que sempre foi estudioso, sentia que começava a perder a sanidade.

Itama havia ficado bom da gripe e precisava colocar as atividades em dia, por isso pediu que Izuna fosse a sua casa lhe ajudar naquela tarde. Dariam uma pausa no trabalho de dupla que já tinham iniciado da última vez que estiveram juntos e Izuna faria as vezes de “monitor”, como havia feito em outras ocasiões. As matérias não eram complicadas, na opinião do Uchiha, mas eram extensas e logo outra rodada de provas começaria. O Senju já havia marcado a segunda chamada e era curto o intervalo entre a rodada que havia perdido e a que iria começar. Mas não tinha estaria sozinho nessa, pois contaria com o amigo.

Itama:

Que horas você pode vir?

Você:

 O horário de sempre. Ou até mais cedo se você preferir. Meu irmão vai estar em casa, então poderei ficar até o fim da tarde.

Itama:

Uau! Muito obrigado mesmo, Izuna! Pode ficar pra jantar, se não tiver problema pra você. Qualquer coisa, Tobirama te leva em casa.

Izuna estacou por um momento sem saber o que responder. Tobirama estaria em casa. Lembrou-se que o amigo disse que ele havia voltado a morar lá, fazendo a pequena viagem até uma cidade próxima só para estudar.

Você:

Vou falar com meu irmão e te aviso.

Respondeu ao amigo e em seguida clicou no contato do irmão para lhe pedir permissão.

Você:

Ei, Madara. Vou passar a tarde na casa de um amigo, pois temos que estudar e ele me convidou pra jantar. Eu posso?

MADARAvilhoso:

 Tudo bem. Use camisinha.

Izuna lhe enviou um emoji mostrando o dedo do meio e depois agradeceu.

MADARAvilhoso:

Avise se precisar que eu vá te buscar.

E o irmão lhe respondeu que qualquer coisa ligaria ou mandaria mensagem.

Você:

Posso ficar para o jantar.

Itama:

Certo. Tem alguma restrição alimentar ou algo que você não gosta?

Você:

Não, relaxa.

E guardou o celular depois disso.

//

Antes das três, Izuna estava na porta da casa do amigo e rezava para que não fosse Tobirama a abri-la ou que pelo menos estivesse vestindo uma camisa. Prometeu a si mesmo que tentaria agir naturalmente até que seu crush pelo outro passasse, apesar de já estar nervoso apenas por pensar nisso.

Quem o atendeu foi Itama e após trocarem cumprimentos, se acomodaram no mesmo local da última vez.

- Quer começar pelo quê? Física, química ou biologia? – Izuna perguntou com as apostilas já em cima da mesa.

- Física. – Itama respondeu com um suspiro cansado.

Os dedos longos do Uchiha abriram no capítulo a ser estudado e logo ele começou a explicação. O Senju prestava muita atenção e tentava resolver os exercícios em seguida, com o amigo lhe tirando uma ou outra dúvida quando ele sentia dificuldade.

- Muito bem, acertou todas! – Izuna disse com animação enquanto conferia o gabarito que havia nas últimas páginas do material.

- Pausa pra eu ir ao banheiro, sensei? – Itama perguntou de maneira divertida com a mão direita elevada à sobrancelha como se estivesse batendo continência e Izuna entrou na dele, dizendo “concedido” no mesmo tom.

Ele se levantou e sumiu em outro cômodo. O moreno aproveitou para refazer o rabo de cavalo que estava ficando frouxo demais. Raramente soltava o cabelo na frente de alguém que não fosse Madara – embora já tivesse feito isso na frente de Itama quando sua liga havia se rompido e ele desistiu de improvisar um coque, pois os fios insistiam em se soltar.

Desembaraçou um pouco os cabelos usando os dedos e fez um rápido rabo de cavalo, sem perceber que alguém acompanhava seus movimentos. Em seguida, abriu uma caderneta e começou a anotar o que faltava estudar, pois gostava de organizar assim e nem percebeu que alguém se aproximava. Quando notou, achou que era Itama e por isso continuou o que estava fazendo – nem havia lembrado que o irmão do amigo poderia estar ali.

- Oi. – falou a voz conhecida da pessoa que fazia o seu coração bater um pouco mais rápido.

Ele parou de anotar, levantou os olhos e os direcionou para o lado. Encontrou os de Tobirama e o cumprimentou de volta com a costumeira expressão graciosa. Feito isso, retomou sua anotação, mas de repente estava com dificuldade de escrever por causa da tremedeira que o acometeu. “Inferno de homem que me deixa nervoso”, ele pensou e xingou mentalmente a si mesmo por ser tão fraco.

Os olhos avermelhados percorriam os contornos de Izuna, capturando cada detalhe. Achou estranhamente excitante o modo como ele havia passado os dedos pelos próprios fios e depois fez um rabo de cavalo – a última cena o faz imaginar-se puxando aquele longo rabo de cavalo em um momento mais íntimo. Retirou-se da sala se sentindo minimamente vitorioso por notar o leve desconcerto que havia causado no outro, resolvendo deixá-lo em paz para que concluísse o que estava fazendo e sorriu maliciosamente ao pensar que mais tarde poderia jogar charme para ele, pois o irmão havia dito que Izuna ficaria para o jantar.

//

As horas passaram e os meninos trabalhavam duro para que Itama conseguisse colocar a matéria em dia com a santa ajuda de Izuna. Ao final, o objetivo havia sido atingido e ambos estavam famintos, a ponto de perderem o juízo por causa do cheiro maravilhoso que estava vindo da cozinha. Enquanto o Uchiha guardava o material, o amigo arrumava a mesa do jantar e Tobirama cozinhava.

O jantar foi servido minutos depois e quando Izuna achou que não poderia ficar mais impressionado com Tobirama, ele provou que sabia fazer um dos melhores molhos que o moreno já havia experimentado.

- Uau, que delícia! – ele disse com certa excitação, limpando o canto da boca com um guardanapo.

“Isso é quase uma preliminar”, Izuna pensou enquanto preparava outra garfada.

- Obrigado. – o mais velho respondeu com um sorriso de lado. – Tem muito mais de onde veio isso. – concluiu de forma maliciosa, oferecendo uma piscadela ao Uchiha.

Ele teria ficado embaraçado, mas estava com a atenção voltada à própria boca ocupada pela recente garfada de macarrão contendo o molho incrível de Tobirama. O Senju mais novo apenas olhou o mais velho com cara de quem não conseguia acreditar que ele estava descaradamente dando em cima de seu amigo. Já Tobirama passou a apreciar prazerosamente o moreno praticamente tendo um orgasmo por causa de seu molho, emitindo sons que indicavam que só ficava mais gostoso quanto mais ele provava. “Parece que eu te peguei, hein, Uchiha... Ainda não do jeito que eu queria, mas é um começo”, ele pensou sem conter os pensamentos maliciosos que vieram em seguida. No fim, a dica que Mito lhe dera estava dando mais certo do que ele poderia esperar.

//

O jantar seguiu daquela maneira: Izuna completamente apaixonado pela habilidade culinária de Tobirama e este adorando assisti-lo dessa forma, no entanto, sem nunca perder a oportunidade de dizer algo com duplo sentido – o que o Uchiha não deu muita atenção por estar distraído em seu momento de êxtase. Ao contrário dos dois, Itama prendia a incontrolável vontade de rir do irmão tentando flertar com Izuna, mas sendo deixado de lado por causa da comida que realmente estava muito boa. Ele sabia que o esbranquiçado não se importava com isso, pois o outro estava nas nuvens por causa do bendito molho que ele mesmo havia feito, mas ainda assim era uma cena hilária.

Quando acabaram de comer, o moreno voltou ao normal e não demorou para que ele e Tobirama entrassem em uma pequena discussão, pois o Uchiha levou o próprio prato à pia e quis ajudar com a louça.

- Imagina se eu ia deixar uma visita que amou o meu molho lavar a louça. – Tobirama respondeu.

- Eu insisto. Entenda como agradecimento pela ótima performance esta noite. – Izuna disse ao iniciar o processo enquanto se posicionava na pia um pouco alta para ele, percebendo tarde demais que sua última frase poderia ter outra conotação.

Tobirama deu um de seus risos maliciosos depois de dizer “disponha”. O Senju mais novo apenas revirou os olhos para a cena e quis rir em pensar que não importava o assunto, seu irmão sempre dava um jeito de terminar dando em cima de Izuna.

- Ok, ok, depois vocês flertam. – Itama começou. – Dica: você nunca vai ganhar uma discussão de Izuna, se ele estiver empenhado. Apenas concorde. – disse quando chegou mais perto do irmão. – Se Izuna lava, você enxuga e eu guardo. Vou trocar a tolha da mesa antes. – concluiu e se afastou para realizar sua tarefa.

E assim fizeram. À medida que o moreno ia lavando, repassava para que Tobirama enxugasse. Mesmo consideravelmente afastado, na sala de jantar, o Senju mais novo estava atento aos dois na cozinha, demorando mais do que o esperado para limpar a mesa e trocar a toalha. Sim, estava dando tempo para que eles ficassem a sós para que interagissem e marcassem algo. Não que seu irmão precisasse de ajuda na vida amorosa, mas Itama gostou da ideia dos dois juntos e decidiu que ajudaria de forma discreta – embora ainda quisesse saber com clareza as intenções de Tobirama.

Quando já não podia mais enrolar sem atrair uma atenção que não queria, retornou à cozinha para guardar a louça que Tobirama havia ficado encarregado de enxugar. Eles estavam em silêncio e Itama desejou que não fosse um mau sinal. Apenas pegou os pratos de cima da mesa da cozinha e começou a guardar, fazendo o mesmo com os garfos e dos demais utensílios que haviam sido usados naquele jantar.

- Acabamos. – Izuna disse enxugando as mãos em um pano dado por Tobirama. – Muito obrigado pelo jantar. – agradeceu de forma adorável.

- Eu que agradeço pela ajuda. – o Senju mais velho respondeu.

O Uchiha lhe deu um rápido sorriso e pegou o celular do bolso.

- Posso levá-lo em casa. – Tobirama se apressou em dizer, deduzindo que ele iria ligar para alguém.

Ao olhar a hora, ficou receoso de chamar Madara até ali apenas para buscá-lo, pensando no quão cansado ele estaria por estar ocupado com as coisas do TCC – sua orientadora estava tirando o seu couro.

- Vou aceitar. – respondeu devolvendo o celular ao bolso. Pegou a mochila quando passou pela sala onde havia estudado a tarde toda com Itama e se sentiu invadido pela sensação de dever cumprido.

O amigo havia o acompanhado até o portão e aguardou junto dele enquanto Tobirama tirava o carro.

- Obrigado por me ajudar mais uma vez com as matérias. – Itama agradeceu com um sorriso sincero e aliviado, se recordando das incontáveis ajudas que já havia recebido do Uchiha; muitas delas, sem ao menos precisar pedir.

O moreno sorriu e tocou o ombro do Senju mais novo, dizendo que se precisasse de algo, era só dizer. Se despediu quando viu que Tobirama já o aguardava.

//

Já estavam na frente da casa de Izuna e no tempo que levou para soltar o cinto e pagar a mochila, sentiu que era observado pelo irmão do amigo. Colocou a mão na porta para abri-la com a sensação de que ele queria dizer algo.

- Você é muito bom com meu irmão. – Tobirama disse de repente, se lembrando de quando percebeu que Izuna havia passado a tarde em sua casa apenas ajudando Itama com as matérias da escola. – Obrigado. – agradeceu no momento em que os pares de olhos se encontraram.

O moreno apenas sorriu antes de abrir a porta e sair do carro. Não precisou dizer que não havia nada no mundo que não fizesse por Itama, pois julgou ser possível que desse para notar.



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