História O irmão do meu noivo (malec short fic) - Capítulo 15


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Notas do Autor


Oi Oi galera como estão? Espero que bem.

Capítulo 15 - Mar de incertezas


Alec estava um pouco nervoso e sua cabeça doía muito, teria alta em algumas horas e iria para a casa de Adrian, junto com Magnus e essa ideia além de parecer absurda era muito louca. Não conseguia entender a necessidade de Magnus em ir junto com o irmão e algo em sua cabeça dizia que seu lugar era junto do Bane mais velho, além é claro de Magnus beijar muito bem e ele estar realmente inclinado a dormir com ele para saber como era. Tinham feito isso mas não conseguia lembrar e Magnus parecia ser muito bom, além de possuir um corpo esculpido por anjos, ou talvez anjos caídos, porque ele era a definição de perdição.

Alec estava sentado na cama, com Magnus o encarando e Adrian também. Tinha de pegar as muletas e se levantar, a bota ortopédica deixando seu pé muito mais pesado. Ele respirou fundo e torceu o nariz com a queimação na costela, o dois Banes parados o encararam ainda mais ele se perguntou o que aconteceria se tropeçasse. Adrian estava lindo com uma roupa leve, uma camiseta de linho por cima de uma calça escura, os cabelos penteados para trás mas sem gel e ele sorriu para o ex noivo. Magnus também estava mas olhar para ele lhe dava vontade de chorar por não conseguir lembrar o que deveria,além é claro de o empresário parecer desconfortável em sua presença.

Ele deu um passo incerto e pegou a muleta, era fácil andar, ainda mais fácil do que tinha imaginado. Com a bota ele não precisaria da muleta ou qualquer apoio mas nos primeiros momentos parecia apropriado e ele não recusou. Alec deu alguns passos e ficou próximo de Magnus e Adrian. Ele olhou poucos segundos para Magnus e estendeu a mão para o ex noivo, delicadamente Adrian a segurou e massageou seus dedos. Parecia um toque íntimo e terno.

-Não é tão difícil. - Alec falou e sorriu. Em breve estaria bem e sumiria dali, voltaria para seu apartamento e ficaria escondido lá por um tempo. - Vocês dois estão muito preocupados à toa.

A porta se abriu e os três encararam o doutor e o psicólogo passando pela porta. Alec encarou o psicólogo com um pouco mais de atenção e viu o homem encarar o chão, desviando os olhos dos seus.Conhecia aquele homem de algum lugar, mas não tinha ideia de onde.

-Alexander, vejo que já está de pé. - O médico comemorou e Alec assentiu, satisfeito. - Isso é ótimo e veja, trouxe o doutor Caio para conversar com você. Ele é nosso psicólogo e pode lhe ajudar na transição entre sua antiga vida e como lidar com ela.

-Olá Caio. - Alec disse e estendeu a mão, notou pelo canto do olho Magnus e Adrian preparados para segurá-lo caso fosse necessário.

-Oi Alexander. - O psicólogo apertou sua mão um pouco rápido e logo recuou, o médico se retirou resmungando algo sobre libertação e alta e só ficaram os três na sala. Algo parecia errado.

-Doutor, nós nos conhecemos? - Alec perguntou e o homem se sobressaltou, negando rapidamente.

-Você é famoso, todo mundo te conhece. - Ele riu fraco mas não o encarou. Alec vasculhou a mente atrás da lembrança e sabia que ela estava ali em algum lugar. - Posso indicar outro psicólogo para seu caso, mais próximo de sua residência.

-Eu conheço você. - Alec devaneou e fechou os olhos, a cabeça doía com o esforço para se lembrar mas estava ali. Ele viu uns flashes de avião, algo sobre o fim do mundo. O doutor estava um pouco curvado encostado na parede e o espaço do banheiro do avião muito pequeno e incômodo, seus corpos unidos enquanto os dois gemiam juntos... - Meu Deus!

O médico subiu os olhos para os seus e recuou alguns passos. Alec sentiu o rosto esquentando. Tinha dormido com todo mundo ali naquela sala.

-Me deem licença um minuto. - Caio disse e saiu quase correndo da sala. Alec voltou até sua cama e se sentou. O que tinha feito nesses três anos apagados?

-Tudo bem, isso foi estranho. - Adrian disse e Magnus apenas abafou uma risada. A que insolente, ele tinha percebido. - Por que o homem saiu praticamente correndo daqui?

-Adrian, algumas vezes é melhor morrermos na ignorância. - Magnus disse e Alec quase fingiu um desmaio. Tinha mesmo transado em um avião com aquele homem?

-Que seja, vou assinar os papéis da alta. Ja decidiram pra onde vão? - Adrian perguntou e Alec encarou Magnus, mas o empresário não o olhou de volta e ele suspirou.

-Posso ir com você, Adrian? - Ele viu o ex noivo também se voltar para o irmão e assentir depois de um tempo. Adrian saiu da sala. Alec pegou a muleta e se levantou, Magnus foi até ele e ele negou.

-Não encosta em mim, Magnus. - Alec disse, um pouco mais irritado do que gostaria e viu o homem se afastar.

-Me desculpe. - Ele disse, baixo.

-Magnus, que droga está acontecendo? Por que não me diz o que teve entre nós dois? Eu não aguento mais essa porcaria de indecisão. - Alec quase gritou e sentiu as lágrimas inundarem seus olhos. Sentia algo forte pelo ex cunhado, algo muito forte. - Eu trai você? Estraguei tudo entre a gente?

-Alexander, você não fez nada errado. O problema sou eu, porque estou chocado demais com tudo o que aconteceu. - Ele disse e abaixou os ombros.

-Meu Deus e você acha que eu não? - Alec perguntou. - Você acha que não estou surtando sem saber de nada sobre mim mesmo?

-Eu te fiz muito mal Alec. - Magnus foi até ele e segurou sua cintura. - Quero corrigir meus erros e se isso significar perdê-lo, talvez eu tenha que aguentar esse fardo.

-Magnus, eu não lembro de nada mas sinto, no meu coração que te amo. - Alec disse, sem se importar com mais nada. O sentimento por Magnus realmente estava ali e ele não tinha ideia do que havia acontecido entre eles mas precisava dizer. - Amo você Magnus e quero ficar contigo, pare de me afastar.

-Alec, não consigo. Não agora. - Magnus parecia abatido e o piloto gemeu frustrado mas assentiu.

-Ta, esquece o que eu disse e não precisa vir comigo para a casa do seu irmão, vai atrás de um dos trocentos modelos estrangeiros que você gosta.

A porta se abriu e Adrian anunciou que estavam liberados para irem embora. Alec saiu de lá da melhor maneira que conseguiu e viu uma enfermeira vir com uma cadeira de rodas, ele negou e continuou andando. O psicólogo estava parado a poucos metros e Alec piscou para ele, se não ia ter Adrian e nem Magnus, pelo menos precisaria de diversão. O doutor corou e desviou o olhar, talvez teria diversão no fim das contas.

***

No caminho até a casa de Adrian, que Alec notou com muito interesse ser um pouco longe do hospital e longe de praticamente tudo, eles foram em silêncio. O ex noivo dirigia e Magnus foi na frente enquanto Alec estava no banco traseiro se perguntando porquê não foi para a casa de seus pais e ficou lá, longe desse turbilhão e desses homens confusos,mas algo dizia que ele tinha assuntos inacabados com eles e precisava resolver, além é claro de ter dito para Magnus que o amava, o que por si só já era muita loucura.

-Cansado, Alec? - Adrian perguntou.

-Um pouco, falta muito ainda? - Ele respondeu. Queria ficar um pouco sozinho para refletir na vida e entender exatamente o que precisava fazer, ficar perto de Magnus era ao mesmo tempo excitante e desesperador, como brincar com fogo e acabar terrivelmente queimado.

Ele notou o ex noivo entrando em uma estrada particular e suspirou, tinham chego. A casa era branca e com a fachada quase toda de vidro. Parecia familiar.

-Já chegamos, na verdade. - Adrian informou. Ele virou o carro e parou próximo a uma escadaria curta que levava até a porta de entrada.

Alec saiu do carro e se apoiou na muleta, Magnus próximo a ele pronto para segurá-lo. Adrian deu a volta e ficou do outro lado, encarando-o.

-Consegue subir? - Magnus perguntou, bem perto e ele assentiu. Tinha de conseguir.

-A única escada é aqui, minha casa tem o segundo andar mas está em reformas ainda. - Adrian explicou.

Alec chegou próximo a escadaria e suspirou, não era muito difícil mas sua costela tinha começado a doer. Tinha sido um erro ir até lá, não ia conseguir. Alec se virou pronto para dizer que não conseguia mas sentiu seu corpo gentilmente sendo erguido e por mais que a costela doesse o cheiro de Magnus e estar em seus braços era melhor ainda. O empresário caminhou com ele até a parte interna da mansão e passaram pelo Hall e depois a sala, onde o homem o depositou gentilmente no sofá. Magnus ficou sentado próximo a ele na beirada.

-Seu cheiro é tão bom. - Magnus disse, se aproximando e deixando um beijo delicado em seu pescoço. - Tão bom Alexander que acho que estou viciado.

Alec o puxou para perto e tentou se aproximar também, ignorando a dor e a queimacao de sua fratura porque elas não eram importantes. Magnus não se aproximava e ele tinha medo de não conseguir ele se afastar outra vez.

-Me beija. - Alec pediu, se inclinando para ele. Magnus sorriu e puxou o piloto para perto. Alec sentiu a queimaçao e ardência um pouco mais forte e ofegou.

-Está tudo bem? - Magnus perguntou e ele forçou um sorriso.

-Sim, me beija. - Alec pediu de novo dessa vez Magnus atendeu, mas não parecia um beijo correto. Ele se continha e não o saboreava como deveria. O piloto se afastou. - Pare, não quero assim. Parece que você não me quer e que beija por obrigação.

-Alexander, tem algumas coisas que você não entende...

-Não. - Alec respondeu, mais alto do que gostaria. - Não entendo essa merda, não entendo porque você fica perto e quando eu tento retribuir vai lá e me afasta. Eu não entendo nada disso, Magnus.

-Precisa se lembrar e decidir com clareza o que quer. Só quero proteger você e te deixar confortável. - Magnus suspirou.

-Estou cansado e com dor, vou pro quarto. - Alec se afastou dele, ficar longe de Magnus pouparia a dor de não se lembrar. Pelo menos Adrian não tinha surtado. Se arrependimento matasse, Alec estaria morto pois deveria ter ido para a casa de seus pais.

-Vem cá, eu te ajudo. - Magnus se levantou e Alec não aceitou a mão que ele estendeu, não queria mais contato do que o necessário. - Alexander, não seja teimoso.

-Aí meu Deus Magnus eu quero socar você. - Alec respondeu aceitando a ajuda para se levantar. - Quando eu me lembrar espero que tenha um bom motivo para se afastar de mim ou eu nunca mais olho para sua cara lavada.

Eles foram até o quarto e Magnus abriu a porta. Alec notou algumas de suas coisas ali e admirou a praticidade de Adrian e colocá-las lá.

-Quer ajuda para se deitar? - Magnus perguntou e Alec se virou para ele.

-Não, quero ficar sozinho. Pode sair, obrigado. - Magnus assentiu e saiu.

Alec caminhou até a cama e tirou a camiseta com uma certa dificuldade, ele foi até o espelho e ofegou com os hematomas arroxeados próximos ao curativo. A perna com a bota ortopédica para garantir que ele não se esforçasse e os rosto com alguns pontos ainda inchados. Alguns flashes de memória voltavam e depois se perdiam, lembrava da fazenda e algumas coisas sobre o local, recentemente tinha descoberto ter uma amiga chamada Lily e sentia falta dela, não lembrava de tudo, mas a saudade era nítida. Tinha Mark também mas ele a lembrança era um pouco mais confusa.

Alec pegou uma tesoura e cortou os panos, queria ver o que tinha acontecido ali. O médico disse que precisariam limpar diariamente. Ele tirou o curativo e viu a linha de pontos onde tinham aberto para fazer o que não tinha ideia.

Alec sentou na cama e tirou a bota, o pé estava bem inchado e isso provavelmente era por conta do esforço. Ele puxou a calça para baixo, era larga, saiu fácil e observou o próprio corpo machucado. Algumas cicatrizes não reconhecia e não se lembrava de onde eram.

-Alec você... A meu Deus você está sem roupa. - O piloto se virou e viu Adrian na porta. Ele não estava mesmo sem roupa, vestia uma boxer.

-O que foi Adrian? - Ele perguntou, voltando a olhar para si mesmo no espelho. Não era o mesmo homem, todo seu corpo estava diferente, mais musculoso. - Pareço um pouco mais forte. Não acha?

-Sim, eu acho. Você já era uma delícia quando éramos noivos, agora é quase um pecado. - Alec revirou os olhos e sorriu. - Você está com fome? Preciso trabalhar e não quero que correr o risco de você precisar de algo.

-Vai sair? - O ex noivo negou.

-Estarei no meu escritório e Magnus sumiu, talvez ocurei por ele e não encontrei. Acho que saiu. - Adrian explicou e Alec assentiu, não estava incomodado de estar praticamente nu na frente do ex noivo, deveria mas não estava e talvez isso fosse só um reflexo do afastamento de Magnus porque a cada dia que passava tinha certeza de que tinham tido algo a mais e era sufocante não saber o quê e esperar pela boa vontade dele em contar.

-Tudo bem, vou tomar banho e refazer meu curativo porque aparentemente não é difícil tirar sozinho. - Alec riu fraco e suspirou. Queria chorar e ir embora mas ao mesmo tempo queria ficar e enfrentar os dois.

-Eu te ajudo se quiser. - Alec o encarou e o ex-noivo arregalou os olhos.-Com os curativos e não o banho. Não entende errado.

-Adrian, está tudo bem. - O piloto informou um pouco mais rápido do que gostaria. - Eu não vou surtar e achar que você está me convidando para transar no banho. Acho que nem consigo com esse tanto de machucado.

-Acho melhor eu ir antes que eu seja obrigado a dizer que você ainda mexe comigo mais do que eu gostaria. - O homem respondeu e Alec quase disse o mesmo mas se conteve porque precisava entender a vida com Magnus primeiro e depois pensar em Adrian ou qualquer outra pessoa.

-Por que nós terminamos? - Alec perguntou e viu o ex noivo soltar o ar preso.

-Eu beijei meu assistente Carl e você meio que descobriu no dia do nosso casamento. - Adrian contou e Alec fechou os olhos, a lembrança tomando uma forma tímida em sua mente. - Foi um jeito péssimo para você descobrir e bem ruim mas está muito melhor sem mim...

-E você? - Alec perguntou. - Está melhor sem mim?

Adrian riu e negou com a cabeça.

-Estou péssimo sem você mas sigo em frente. Magnus e você pareciam felizes. - Adrian respondeu e Alec fez uma anotação mental de xingar Magnus por não confirmar que realmente estavam juntos. - Mas eu não sei, não posso dizer.

-Magnus está me evitando, talvez tivéssemos algum problema. - Alec levou a mão até os cabelos. - Mas não quero pensar nisso, não quero saber nada sobre isso, pelo menos por agora.

-Você é livre Alec, pode fazer o que quiser. Talvez sua perda de memória tenha sido uma nova chance para coisas que pareciam sem chance. - Adrian falou e Alec assentiu.

O ex noivo tinha traído ele e por mais absurdo e louco que pudesse ser, ainda sentia algo por ele mas Adrian não aparentava ser o mesmo homem, controlador e as vezes até um pouco abusivo. Ele parecia melhor, mais maduro e inegavelmente mais gostoso.

-Preciso entender algumas coisas. - Alec sorriu para ele. - Mas você sabe, a gente sempre pode procurar por diversão e achar. O que acha de quando eu melhorar a gente tentar?

-Você é uma perdição Alec, deveria ter casado contigo quando tive chance. - Adrian acrescentou e o piloto sentiu o coração acelerar com a menção ao casamento não consumado.

Ele gostava de Magnus e sentia atração por ele, mas o homem não lhe dava bola e fugia. Adrian era atencioso e estava sempre presente mesmo que o fogo que sentia por estar só perto de Magnus não se comparava a atração e talvez até carência por ter Adrian tão perto.

Coisa bizarra que era perder a memória e ainda ter consciência de sentimentos.

-Preciso tomar um banho e não acho muito prudente e ficar nu com você aqui porque vamos iniciar algo que claramente eu não posso terminar.

Adrian assentiu e saiu, sem dizer uma única palavra e parecendo muito assustado. Alec quase revirou os olhos com a loucura. Por que raios tinham ido para a mansão do ex noivo? Por que mais raios Magnus se mantinha afastado se eles haviam engatado um relacionamento? Não fazia sentido nenhum. O piloto bufou e foi até banheiro.

***

Magnus estava escondido na parte dos fundos da casa do irmão se sentindo um idiota por não ter simplesmente ido até Alexander e lhe dito a verdade. Era um grande covarde e idiota.

Ele abaixou a cabeça entre as mãos e soltou o ar devagar, tentando raciocinar com clareza. Alec tinha dito que o amava e isso era uma grande loucura porque ele não podia amá-lo se lembrava só do que aconteceu a três anos atrás, não fazia sentido nenhum.

Nos primeiros momentos quis contar mas agora havia enrolado demais e não parecia existir uma abordagem sincera para contar e explicar, sem parecer louco, que tinham se casado em Las Vegas e transando em uma boate de fetiches exibicionistas.

Levantou a cabeça e olhou ao redor, esperaria uma oportunidade e então contaria, sentaria com ele e diria toda a história para que pudessem ficam junto outra vez.

Mas essa hora nunca chegava, no segundo dia na casa de Adrian, Magnus tentou mas Alec parecia um pouco abatido porque os remédios ministrados pelo hospital já perdiam o efeito e o piloto sentia muita dor, no terceiro ele achou que fosse um inferno porque Alec nem mesmo levantou da cama, o simples ato de se mexer gerava uma dor excruciante nas costelas e em qualquer outra parte do seu corpo. No quarto Magnus já estava pensando seriamente em levá-lo de volta mas uma rápida pesquisa mostrou que isso era normal e que ele poderia sim sentir dores fortes. Conforme o tempo passava Alec ia oscilando entre bom e ruim, os Lightwood visitam sempre que possível e Lily havia ligado planejando vê-lo também o que resultou em centenas de reviradas de olhos por parte de Adrian mas ele não tinha tempo para isso porque além de Alexander ser prioridade a compra de seu apartamento tinha finalmente saído e poderia ir embora e talvez levar o marido junto. Não estavam próximos mas estavam se entendendo o que já era bom e ele também tinha parado de perguntar do passado, a dor provavelmente fazia ele esquecer disso.

Agora, Magnus estava trocando e-mails com o corretor enquanto ele tentava obrigá-lo a comprar mais de um apartamento e Magnus tentava fazer ele entender que um só era muito mais do que suficiente.

Alec tinha tomado alguns analgésicos e já estava bem melhor no quarto, uma aparência jovial e revigorada.

Magnus precisava falar com o irmão então fechou o computador e caminhou até o escritório.

***

Alec se levantou da cama, não sentia dor nenhuma e queria aproveitar esse momento porque tinha passado os últimos dias na cama basicamente e precisava muito se movimentar.

O piloto foi até a sala e procurou por Magnus, talvez pudessem conversar melhor sobre os dois mas ele não estava a vista.

Alec caminhou até o escritório, talvez Adrian soubesse e isso já seria de grande ajuda. Ele bateu na porta e escutou o entre característico do ex noivo.

-Adrian, você viu o Magnus? - Alec perguntou, sabia como ele odiava ser interrompido e queria muito ser breve.

-Deve estar na sala, ele tinha algumas coisas para resolver sobre o apartamento que comprou. - Adrian respondeu, tirando os olhos da tela do notebook e o piloto assentiu. Magnus iria embora? Iria deixá-lo para trás? Que grande traidor. - Tudo bem? Precisa de algo?

-Sim, estou bem eu só... Só não queria ficar sozinho mas pode continuar, sei que odeia ser atrapalhado. - Alec começou a fechar a porta e parou quando ouviu seu nome.

-Alec, vem e fica aqui comigo um pouco. - Ele falou e puxou uma poltrona para seu lado. - Eu te faço companhia até meu irmão aparecer e te roubar de mim uma segunda vez.

Alec riu e entrou, indo calmante até o lado do ex noivo e se sentando. Adrian não estava trabalhando mas sim investindo dinheiro na bolsa de valores só por esporte. Ele gostava de ver isso para entender como andava o mercado financeiro e onde exatamente investir dinheiro para ficar ainda mais rico.

Adrian explicava para ele como funcionava os gráficos e ditava noções básicas de como não perder dinheiro e sair com pelo menos alguma coisa de lucro.

-Eu não consigo entender isso. - Alec falou, depois de ouvir tudo calmamente. - Por isso você não gostava de me ter por perto, eu sou completamente leigo nesse assunto.

-Mas eu não nasci sabendo, fui aprendendo aos poucos. Perdi muito dinheiro até entender como isso aqui realmente funciona. - Alec olhou para o ex noivo e revirou os olhos.-Eu gosto da sua mania de revirar os olhos quando não concorda comigo.

-Você dizia que eu parecia um garotinho insolente fazendo isso. - Alec acrescentou e viu Adrian assentir se movendo um pouco mais para perto.

-Um garoto insolente e muito sexy. - Ele respondeu.

-Você me acha sexy usando uma bota ortopédica e com a costela quebrada? - Alec perguntou, claramente debochando.- Além do rosto levemente inchado.

-Para mim, você sempre foi o homem mais bonito que já vi na vida. - Adrian passou a mão delicadamente por seu rosto. Alec gostava de Magnus e queria ficar com ele mas se sentia tão sozinho e negligenciado...

-Isso é um jogo perigoso Adrian porque me conhece e sabe que não entro em nenhum jogo sem ter certeza de que vou até o final. Você quer mesmo jogar comigo?

Mas dessa vez o ex não respondeu, só se aproximou dele e o beijou e talvez Alec tivesse notado Magnus parado na porta, congelado e incapaz de se mover, mas no momento não parecia importante porque ele estava beijando Adrian e queria muito continuar.


Notas Finais


Será que agora o Magnus se toca? Criem suas teorias hahaha
Quero dizer que, vocês acham que o Adrian vai dar moleza? Ele tá quase conseguindo o Alec de volta?
Façam suas apostas


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