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História O irmão do meu noivo (malec short fic) - Capítulo 26


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Notas do Autor


Olá gente

Capítulo 26 - Casamento de Adrian o final


No primeiro momento Alec negou. Muito veemente. Ele olhou para trás do marido de Adrian e desejou com todas as forças que Magnus aparecesse ali, não queria falar com Zuken porque falar com Adrian já tinha deixado ele bem abalado. Teria que marcar sessões mais frequentes com a psicóloga, as crises de pânico não estavam mais tão sob controle assim.

Ele respirou fundo e fechou os olhos. Zuken estava parado o encarando e ele desejou novamente que quando abrisse não tivesse mais ninguém ali, mas seus desejos não costumavam ser atendidos. Então suspirou.

-Eu sei que você me odeia e vai me mandar ficar longe do seu marido e do seu caminho e eu vou. - Alec respondeu, não tinha medo de ninguém mas evitar problemas era seu novo hobby. - Estou inclusive, indo embora e saindo completamente do seu caminho. Adrian e eu dançamos e eu não vou fazer nada parecido com isso de novo.- Alec olhou para a trilha e começou a caminhar até lá e não evitou um susto quanto Zuken segurou seu braço. O homem logo o soltou quando percebeu sua reação. - Por favor, eu realmente estou muito, muito cansado mesmo de problemas.

-Alec eu só quero falar com você. - O príncipe falou, de um modo calmo e contido.- Eu dancei com seu marido enquanto você dançava com o meu, cunhados fazem isso é normal.

-Eu sei o que vai dizer. - O piloto soltou o ar preso, tinha que respirar mais devagar. Tinha aprendido técnicas de respiração mas não conseguia lembrar qual a ordem certa. - E eu não vou fazer nada. Eu nem quero nada com...

-Está bem, eu entendi. Sei que não quer. - Ele respondeu com um sorriso. - Você não parece bem. Quer que eu chame Magnus? Gostaria muito de conversarmos sozinhos mas eu não estou inclinado a ser responsável por uma crise de pânico.

-Não é uma crise de pânico. - Alec mentiu, talvez fosse, talvez não. Ainda não tinha certeza absoluta. - Eu só estou querendo dizer para você que Adrian é meu ex e isso não significa nada, eu não quero o seu ódio ou algo do tipo.

-Eu não odeio você, odiaria se fosse um terrorista ou assassino, mas não é nada disso. - Alec riu com a sintonia entre o ex noivo e o marido dele. - Mas sério, eu só quero conversar com você um pouco, está bem? De cunhado para cunhado?

-Minha vida estava um caos, muita coisa ruim aconteceu em um intervalo de tempo muito curto e não quero lidar com ameaças agora. - Alec falou, estava na defensiva mas era a única maneira que conseguia ser agora. Tinha confiado nas pessoas e tinha se ferrado muito, não ia cometer esse erro tão cedo.

Zuken foi até um banco e se sentou e apontou o que estava na frente. Alec voltou até lá e sentou, encarando o homem na sua frente.

-Adrian me contou sobre vocês... Não sobre a traição ou o que os jornais noticiaram, ele me contou sobre o relacionamento e como ele foi ruim. - Zuken iniciou e ele fechou os olhos. - Alexander, se não estiver bem eu realmente gostaria de chamar seu marido, não tenho ideia do que fazer e nem de que iria deixa-lo nervoso assim, não é minha intenção eu juro.

Alec assentiu, queria chamar Magnus, definitivamente era tudo o que mais queria, mas se lembrou do que a psicóloga havia dito para ele na última consulta, antes do casamento, ela tinha aconselhado a lidar com os sentimentos ruins e conflitantes aos poucos, um passo pequeno por vez e definitivamente falar com Zuken sozinho era um passo.

-Eu estou bem, continue.- Ele assegurou e o homem em sua frente não pareceu certo disso.

-Adrian me disse o que fez e tudo o que aconteceu com você porque ele tomou algumas escolhas erradas que te impactaram. Estou aqui como uma oferta de paz, quando ele me disse que o irmão dele tinha se casado com o antigo noivo eu achei um pouco bizarra a situação mas então veio aquele ataque e eu senti que deveria falar com você. - Zuken parecia um pouco incerto, como alguém quem ensaiou e esqueceu. - Não te odeio Alec e nem me sinto ameaçado e quero que me veja da mesma maneira, não sei se podemos ser amigos mas podemos pelo menos entender que eu não sou um doido que vai tentar te matar. Você provavelmente deve me achar louco por casar com o cara que te faz tanto mal, mas ele mudou, nós juntos vamos mudar e não vamos te fazer mal.

-Não entendo. - Alec falou. - Por que me dizer isso?

-Porque o homem que eu amo quase quebrou você e eu quero ajudá-lo a melhorar, quero ajudar Adrian a ser alguém melhor, você não acredita na mudança dele...

-Acho que todos merecem uma segunda chance. - Alec o cortou. - Só não acho que alguns sejam capazes de aproveitar. A quanto tempo estão juntos Zuken? Não quero ser rude mas... Mas ele me procurou a cinco meses atrás.

-Nós nos conhecemos faz três meses. - O homem respondeu e Alec assobiou e tentou manter uma expressão neutra. - Eu sei que é recente para um casamento mas eu não poderia ficar com ele sem um casamento, eu provavelmente seria impedido de casar ou namorar e ele jamais chegaria perto de mim. Foi necessário o casamento.

-Eu não posso julgar só posso dizer que Adrian tem qualidades assim como defeitos. Você e ele são adultos e sabem o que fazem, mas não posso dizer que acredito na mudança dele porque eu não posso e nem vou mentir. - Ele foi sincero. - E se está aqui conversando comigo é porque quer a minha opinião.

-Sei disso e eu não acreditaria se estivesse em seu lugar mas não posso falar por ele, posso apenas falar por mim e nunca gostei do esteriotipo de exs que se odeiam por isso não quero brigar com você. - Ele falou. - Não quero estar com ele em uma festa de família e ser responsável ainda que indiretamente por fazer mal a recuperação de alguém. Seu receio é compreensível mas não me julgue só porque alguém já te fez mal, eu não vou fazer isso.

-Você tem que tomar cuidado Zuken,-Alec falou, mudando deliberadamente de assunto. - Sinceramente, no começo ele é um sonho que virou realidade. Eu sei, eu estive aí, e ele vai amar você de um jeito tão intenso que vai parecer mentira, ele vai te fazer se sentir o cara mais especial do mundo mas quando sua liberdade for necessária e vai ser porque eu sou um piloto e isso não chega nem perto de ser um príncipe, eu tenho medo de como ele vai reagir.

-Adrian é bem grudento mas eu cresci aprendendo a controlar sentimentos, a manter as pessoas distantes de mim. É bom ter alguém querendo estar sempre perto.

-Espero, de verdade, que ele seja o que você procura.

Alec viu no olhar de Zuken o mesmo receio mas ele disfarçou bem e o olhar intrigado sumiu. A realeza sempre sabia como disfarçar sentimentos.

-É um processo, vou aprender a lidar com ele assim como ele vai ter que aprender a lidar comigo. Sou um príncipe e tenho centenas de compromissos que não vou e não poderia me esquivar. - Ele respondeu. - Vi minha mãe conversando com você, ela leu nos tabloides a traição e o relacionamento de vocês.

-Eu não disse nada. - Alec assegurou e viu o homem assentir agradecido.

-Eles não podiam estar aqui oficialmente sabe, se alguém descobrir que estão no casamento do filho homossexual deles vai ser um escândalo. - O príncipe disse com um sorriso triste. - Meu pai é seu fã, ele provavelmente vai pedir uma foto com você ou algo assim. Toda vez que tinha alguma corrida no nosso circuito ele ficava torcendo para você ganhar e depois ficava super triste por não poder tirar uma foto estilo tiete com você. - Alec riu. Um rei era seu fã, que dia louco. - Mas não é por isso que te chamei aqui. Eu e Adrian nos conhecemos quando ele resgatou um bebê...

-Ai meu Deus vocês vão adotar uma criança? Parece o roteiro de filme clichê da Netflix no Natal. - Os dois riram.

-Não posso adotar, seria um escândalo maior, meu casamento escondido já vai ser. Se eu aparecer com um marido e um filho acho que seria deserdado. - Ele comentou. - Além do mais, eu conheço meu marido a três meses acho que é bom esperar mais uns anos.

-Você é um príncipe no século XXI e conheceu seu marido quando resgatou um bebê, não tem como ficar mais estranho.

-Eu também achei, vou vender minha história pra alguém adaptar, ia dar um filme muito legal. - Ele se levantou e foi até o lado de Alec. - Adrian e eu não podemos ficar com ele mas conhecemos um casal que pode. - Alec sentiu o coração parar de bater por alguns segundos e depois voltar a bater bem rápido de um jeito estranho e confuso. - Marquei um horário na segunda feira, para você e Magnus, eu não poderei estar lá como gostaria mas minha secretária já está ciente. É um menino adorável.

- Não sei se estou pronto. - Alec respondeu e viu o cunhado assentir.

-Está marcado, vá até lá se sentir que deve. - Zuken tirou do bolso um cartão e entregou para ele. - Não se sinta pressionado, é só uma visita. Se achar que não está pronto tenho absoluta certeza de que iremos encontrar uma família excelente para ele.

-Por que esta fazendo isso? - Ele perguntou.

-Porque meu marido te fez mal, muito mal, e você quer uma família, sempre quis. Acho que quando a gente ama alguém de verdade, é bom ajudá-la a corrigir alguns erros e você foi o maior erro dele. - Zuken se levantou. - Se cuide Alec.

O príncipe se virou e começou a caminhar e Alec viu Magnus apontando na trilha. Ele foi até o príncipe e o segurou pelo braço.

-Promete pra mim, - ele falou. - Promete pra mim que vai se cuidar, que vai ter cuidado e ser feliz.

Zuken sorriu.

-Eu prometo que vou tentar.

Magnus o alcançou e segurou sua mão. Alec pegou no bolso do marido o envelope pardo e correu atrás do cunhado. Ele parou e se virou, o piloto estendeu para ele.

-O quê é isso? - O príncipe perguntou.

-O paradeiro do pai de Adrian. - Alec falou.

-O pai biológico dele? - O príncipe levou a mão até os lábios. - Como?

-Adrian acha que foi abandonado, mas não foi. O pai dele ficou doente e não resistiu, foi a muito tempo. Magnus descobriu e me contou, é importante para Adrian e acho que é algo que você deveria saber para ajudar ele. - Alec contou e viu o homem pegar o envelope. - Tem ai onde ele foi enterrado, ninguém mais sabe, só eu, você e Magnus.

-Obrigado. - Zuken falou e Alec assentiu. Ele se virou e viu Magnus parado o encarando.

-Vamos embora? - Ele perguntou e viu o marido sorrir.

-Você está bem? - Magnus perguntou, o puxando para perto.

-Estou bem, acho que agora sim a gente pode ter paz. - Alec respondeu.

-Se está mesmo bem, tem duas coisas aqui que precisamos fazer. - Magnus falou e o puxou pela mão.

Eles andaram pela trilha até a entrada dos fundos e entraram. Magnus os guiou pelos corredores que ele conhecia muito bem, até a área dos quartos.

-Você está me levando para o seu quarto não é? - Ele perguntou e notou o marido piscando . - Seu quarto é um tabu, eu sempre imaginei ele cheio de coisas exóticas e muito pervertidas.

Magnus riu e parou na porta.

-Por quê? - Ele perguntou.

-Seu irmão surtava sempre. Eu era completamente proibido de chegar perto desta porta. - Alec falou e abriu, entrando no quarto do marido e ficando um pouquinho frustrado por ser comum dentro dos parâmetros de Magnus Bane. Uma cama com lençóis amarelo canário, produtos de beleza e um par de móveis de cabeceira ao lado. Pela janela era possível ver o todo o casamento. - Em dois anos morando aqui, nunca cheguei nem perto.

-Adrian por outro lado adorava entrar aqui e me dizer que sua temporada estava acabando e para eu ficar longe. - Magnus foi até a janela e a fechou e depois fez o mesmo com as cortinas.

-Você está fechando as janelas porque vamos transar agora não é? - Alec perguntou e fechou a porta, trancando ela em seguida.

-Por isso quero me certificar de que está bem. - Magnus retirou o paletó e pegou na sua gaveta alguma coisa brilhante. Ele descalçou os sapatos e se sentou na cama. Alec fez o mesmo e andou até ele, sentando em seu colo. - Não sabia que precisava ter você aqui, até agora.

-Você pode me ter onde quiser, Magnus. - Alec falou e o beijou.

Magnus não perdeu tempo ele reparou. O marido se deitou na cama com ele ainda por cima e desabotoou sua camiseta, mas o piloto não estava com a mesma paciência então em um movimento rápido ele puxou e alguns deles se romperam.

-Eu preciso voltar para festa depois sabia? - Magnus falou entre seus beijos.

-A gente não vai sair daqui tão cedo, quando acabarmos a festa vai ser só uma lembrança. - Alec sussurrou e o marido o virou na cama, ficando por cima. Ele não conteve um risinho.

-Geme baixo amor ou todo mundo lá embaixo vai saber o que estamos fazendo.

Alec iria perguntar o motivo mas não foi necessário porque Magnus simplesmente abriu sua calça e o colocou na boca. Deveria existir alguma regra sobre não fazer um boquete tão bom e prazeroso no meio de um casamento mas provavelmente Magnus iria ignorar.

Alec sentiu ele mesmo indo fundo na boca do marido e ele tinha uma habilidade maravilhosa, o piloto se esticou e pegou a embalagem de lubrificante. Ele abriu e apoiou Magnus para que ele parasse de chupa-lo tão bem e o encarasse. Quando o marido o fez ele despejou todo o conteúdo em seu membro e viu o empresário umedecer os lábios, parecendo muito inclinado a colocá-lo na boca outra vez.

-Senta Magnus. - Respondeu firme. E não houve perda de tempo porque no minuto seguinte ele já estava todo dentro de Magnus enquanto ele subia e descia em seu membro com um entusiasmo invejável. Alec se sentou na cama e o puxou para um abraço enquanto o marido ainda rebolava nele. O piloto o segurou, prendendo Magnus em seus braços e o obrigando a parar. Ele viu o empresário ganhar um semblante preocupado e negou com a cabeça. - Uma vez, você me pediu para ensiná-lo a cavalgar como um bom menino e eu não ensinei. Mas agora vou, então sobe e desce devagar.

-Alexander eu estou tão perto... - Magnus resmungou. - Na próxima...

Alec negou com a cabeça e mordeu o lábio inferior.

-Sobe e desce, devagar. - Magnus resmungou e fez o que ele pediu.

Ele subiu e desceu bem devagar e Alec o acompanhou, estocando ao mesmo tempo e na mesma velocidade. Não era rápido o suficiente para nenhum dos dois ter um orgasmo e deixava toda a experiência ainda mais prazerosa. Magnus estava gemendo e apertando seus braços tentando controlar o impulso do próprio corpo de cavalgar o mais rápido que conseguia e chegar ao ápice.

-Estou fazendo certo? - Magnus perguntou e no seu rosto tinha um ar desafiador. Alec riu para ele e negou com a cabeça. O empresário aumentou o ritmo.

-Você está indo muito rápido, se me fizer gozar eu vou ir ainda mais lento. - Alec respondeu mas ele sabia que seu fim estava próximo e pouco tempo depois de terminar sua frase ele se derramou dentro do marido. O olhar de Magnus se encontrou com o seu e ele negou com a cabeça, aumentando a velocidade de seu cavalgada, mas Alec foi mais rápido e o segurou, o impedindo de continuar.

-Isso não é justo. - Magnus falou com um tom manhoso. O piloto o virou na cama e deixou ele acomodado entre os travesseiros.

-Você não é um bom menino Magnus. Vamos treinar sua disciplina em outro momento. - Alec sussurrou e arremeteu contra ele.

Ele beijou o pescoço do marido e estocou fundo nele, sentindo ele se contrair para recebê-lo e se aproximar ainda mais de um orgasmo poderoso. Não demorou muito até Magnus atingir e ele levou a mão aos lábios quando chegou e ainda sim Alec tem certeza de que alguns convidados iriam se perguntar se tinham ouvido um gemido meio abafado.

Ele deitou ao lado do empresário e o puxou para seu peito. Magnus parecia cansado e eles ficaram deitados abraçados enquanto a respiração dele não normalizava.

-Você não jogou justo. - Magnus falou erguendo a cabeça.

-Eu te pedi para ir devagar, você foi teimoso. - Ele respondeu e puxou o marido para um beijo.

-A gente não fazia isso assim a um tempão. - Magnus falou quando se afastaram.

-Eu estava sem criatividade mas agora não estou mais. - Alec respondeu e piscou para ele. - Vou adorar te ensinar um pouquinho de disciplina na cama.

-Me ensinar algo que você não tem? - O empresário provocou. - Toda vez que tenta me disciplinar é você quem perde o controle. - Magnus se abaixou e sussurrou em ouvido. - Você é uma fraude Alexander Lightwood, não consegue nem mesmo se controlar quando eu sento em você.

Alec riu e puxou Magnus para perto, ele ainda estava duro e Magnus também já tinha começado a ficar e os dois ainda estavam molhados. Ele voltou a penetrar o marido e viu ele fechar os olhos com o prazer repentino.

-Você consegue sentar em mim do jeito que gosta e não gozar primeiro que eu? - Alec perguntou enquanto estocava e viu o marido negar. - Viu só, não consegue nem me responder.

-Para de falar. - Magnus disse após um tempo gemendo e tentando abafa-lo. - E vai mais forte.

-Tudo o que o meu marido quiser. - Alec disse e foi mais forte e consequentemente mais fundo.

Magnus jogou a cabeça para trás e gemeu com a mão na boca tentando abafar mas sem muito sucesso.

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Quando os dois decidiram que já tinham transado o suficiente e se levantaram Magnus ficou parado no espelho olhando o estrago que Alexander tinha feito na sua roupa. A camiseta estava inutilizada e ele ficou muito feliz por ter outra no seu quarto ou todo mundo na festa teria certeza de que eles realmente estavam transando no quarto, coisa que provavelmente já tinham porque ele não havia conseguido controlar seus gemidos, adorava Alec daquela maneira atrevida e não resistia. O piloto adorava fazer isso quando eles tinham que manter a descrição e provavelmente porque isso deixava tudo muito mais excitante.

Alec saiu do banheiro já recomposto e sorriu para o marido.

-Você gozou em mim, inteiro, praticamente. - Ele falou de um jeito sacana e Magnus ignorou. Estivera tão preocupado com o marido nos últimos meses, em alguns momentos achou que nunca mais o teria volta, mas agora vendo seu Alexander apontar a superfície de novo, ele respirou aliviado.

-A culpa é sua, se tivesse só aceitado que íamos dar uma rapidinha isso não teria acontecido. - Magnus respondeu. Alec foi até ele e o abraçou por trás.

-Mas aí não seria eu. - Alec disse. - Você sabe que eu não gosto de rapidinhas, gosto de foder você de verdade e não com pressa.

Magnus se virou para ele.

-A gente tem que descer. - O empresário informou.

-Eu sei disso. - Alec respondeu, como se fosse óbvio.

-Mas não vamos se continuar me provocando. - Ele respondeu.

-Eu não estou fazendo nada, estaria se eu fizesse isso. - Então Alec abriu o botão da calça de Magnus e colocou a mão em seu membro , estimulando ele devagar e o empresário não demorou a ficar duro de novo. Não transava com Alec tantas vezes seguidas desde a semana anterior ao acidente. O marido se abaixou e o colocou na boca e ele teve que se concentrar para não cair. Alec o chupava com vontade, colocando tudo dentro da boca e alternando com lambidas pela sua extensão e sugadas. Magnus não demorou a se derramar na boca do marido e viu ele se levantando enquanto limpava os cantos da boca. - Agora eu fiz.

-Alexander, eu não aguento você. - Magnus falou e se apoiou nele.

-Aguenta sim. - O piloto disse, dando um beijo na testa do marido e voltando a fechar o botão de sua calça.

Os dois saíram do quarto depois de se certificarem de que estavam arrumados e nada suspeito na roupa. Magnus pegou na mão de Alec e o guiou até a garagem, tinha outra coisa que queria fazer antes de irem. Ele levou Alec até lá e pegou a chave de sua Ferrari.

-Eu não consegui usar depois que você partiu. - Magnus confessou. - Ela me lembrava você e o que eu tinha feito. Mas é sua agora.

Alec o encarou. 

-Vai me dar sua amada Ferrari? - O piloto brincou. 

-É um conjunto lindo, o amor da minha vida e o carro que eu adoro. - Magnus respondeu e Alec pegou a chave. 

-Seria falta de educação sair desse casamento do mesmo jeito que sai do outro? - Ele perguntou. 

-Se for me deixar para trás sim. - Magnus disse já indo para o banco do passageiro. 

-Nunca mais. - Alec respondeu. 

Ele entrou no assento do motorista e ligou o carro e como a alguns anos atrás disparou pela estrada que levava até a rua. Magnus jogou a cabeça para trás e riu, faria um comercial para essa marca na semana que vem e estava animado, agora as coisas voltariam ao eixo. 

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Magnus e Alec estavam sentados na recepção da sede da ONG em que Zuken era responsável. A secretária dele tinha pedido para eles aguardarem enquanto chamava a assistente social e pegavam o bebê para conhecê-los. Magnus estava um pouco nervoso, sabia que processos de adoção poderiam ser exaustivos e tinha muito medo de o psicológico do marido ser afetado por uma esperança de família que talvez não viesse a acontecer. 

Segurou a mão do marido e lançou a ele um olhar calmo e de suporte, não queria correr o risco de fazer Alec criar uma expectativa que depois seria frustrada, logo agora que as coisas pareciam melhorar, desde o casamento de Adrian a cinco dias atrás, Alec estava mais calmo e um pouco mais confiante, aos poucos e ele sabia que seria um processo demorado, o marido voltaria ao normal. Alec já tinha renegociado seu contrato e voltaria a correr mas ainda sim tinha medo de algumas mudanças, um bebê por exemplo poderia comprometer todo o progresso dele.

Quando a secretária voltou e os levou até uma sala reservada, Alec agarrou sua mão. Eles ouviram um choro baixo se aproximando e o marido se levantou. A assistente social entrou com o bebê na sala e sorriu para eles, ela tinha uma aparência amável e um sorriso simpático, os cabelos castanhos estavam presos em um coque que fazia sentido com a roupa social cinza que ela usava.

- Vocês devem ser Magnus e Alexander Lightwood? - Ela perguntou e balançou o bebê de leve, mas ele não pareceu gostar e chorou um pouco mais. Alec foi até ela e investigou o bebê reclamando e chorando. 

-Eu posso? - Ele perguntou e depois de alguns segundo longos ela assentiu. 

-Mas devo alertar que ele não para de chorar com nin... - Ela parou de falar quando Alec o segurou e pouco tempo depois o bebê parou. Magnus prendeu a respiração e foi até o marido. O bebê tinha parado e ficava encarando Alec com olhos azuis idênticos ao do marido. - Isso é inesperado. 

Magnus colocou a mão ao redor de cintura de Alec e o marido o encarou e assentiu com a cabeça. Eles iriam adotá-lo. 

-O quê temos que fazer? - Alec perguntou enquanto ajeitava o garotinho no colo. 

-É um processo longo mas Zuken já deixou boa parte da papelada pronta, vocês só precisam assinar e dar entrada. - A mulher disse e Magnus não reparou que não tinham se apresentado e nem sabia o nome dela. 

-Faremos isso. - Alec falou e voltou o olhar para o bebê. - A gente volta para te buscar Max. - Magnus passou a mão pelos bracinhos e viu o bebê lançar a ele um sorriso. 

-Vou pedir para os meus advogados entrarem em contato. - Magnus falou e a mulher assentiu. 

Eles ficaram mais um tempo resolvendo assuntos burocráticos e quando saíram de lá Alec se virou para ele. 

-A gente precisa fazer compras. - O marido falou. - Não tem nada de bebê em casa, nossa casa é uma a armadilha de bebê Magnus. Não tem berço, não tem roupa... 

-Amor, vamos com calma, tá bom?! - Magnus respondeu. - Processos de adoção costumam demorar e eu ainda nem liguei pro meu advogado. 

-Magnus você é advogado e rico. A gente compra algum juiz que faça isso acontecer em poucas semanas. - Ele respondeu e Magnus riu. 

- Eu não conheço nenhum juiz que esteja a venda. - Ele respondeu e Alec deu de ombros. 

-A gente arruma um, não deve ser difícil. Agora vamos, a gente tem um milhão de coisas para comprar. - Alec falou e Magnus o puxou para o carro porque ele estava indo na direção errada.

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A adoção não demorou, Magnus não tinha comprado um juiz mas conhecia pessoas que eram legais o suficiente para acelerarem seu processo além é claro de terem um príncipe literalmente dando todo o apoio e recomendação necessária. 

Era o dia de buscar Max e Alec andava de um lado para o outro na casa conferindo se tudo estava perfeito e Magnus apenas estava parado na porta com a bolsa do filho nos ombros e a cadeirinha na outra mão. 

-A gente vai se atrasar. - Magnus falou. 

-É verdade, vamos. - Alec falou. 

Os dois desceram e deram de cara com o outdoor dos dois em frente uma Ferrari vermelha se olhando. Alec tapou os olhos, ele fazia isso toda vez que viam algum dos outdoores espalhados pela cidade, quando o comercial passavam na televisão então, com eles conservando e contando para milhões de pessoas que a história deles tinha começado com Alec roubando uma, o piloto só faltava explodir. 

-Estou nervoso. - Alec falou. 

-Vai dar certo. - Magnus assegurou. - Eu te amo. 

-Eu amo você também, agora vamos, a gente tem que ir pegar nosso bebê. 

Magnus não sabia que poderia ser tão feliz mas tinha pensado a mesma coisa no dia anterior e no anterior e provavelmente perceberia no dia seguinte que a cada dia ele era mais feliz que o anterior porque a vida ao lado de Alexander Lightwood nunca parava de surpreender. 

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Alguns anos depois Alec ainda não acreditava que era pai, ele saiu de seu carro de corrida e procurou na arquibancada Magnus e seus dois filhos. Max que tinha completado dois anos e Rafael, que já tinha cinco e estava com eles a poucos meses. Alec acenou para os três na arquibancada, tinha acabado de ganhar mais um campeonato e iria receber o troféu de campeão. O marido e os filhos sempre o acompanhavam quando possível e ele sempre fugia no meio da temporada para ir vê-los quando podia. Adrian e Zuken estavam juntos e pareciam felizes mesmo que basicamente o país todo do príncipe fosse contra o casamento deles. Alec desejava aos dois apenas sorte, talvez como a sua por ter uma família ao lado do homem que amava e com filhos que eram o bem mais precioso de suas vidas. 

Alec mal podia esperar pelo próximo dia para perceber que estava ainda mais feliz que no dia anterior porque a vida ao lado de Magnus nunca parava de surpreender. Ele ficou agradecido, no fim das contas sua vida era assim tão feliz porque tinha se apaixonado pelo irmão do seu noivo. 


Notas Finais


E chegamos no fim da fic, quero agradecer a todo mundo que acompanhou. Essa história é muito especial pra mim e eu me diverti muito escrevendo, espero que vocês tenham se divertido lendo.
Enfim, bjooos pra vocês e vejo vocês nas minhas outras fics
Até a próxima pessoal 🖤🖤🖤


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